CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1109 DE 28 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1109| 28 de outubro de 2019

 

ABRAFRIGO

MANIFESTAÇÃO DE UM PRODUTOR RURAL

Meu nome é Hélio Turquino, sou produtor rural no Pará, Mato Grosso do Sul e Paraná. Tenho 84 anos e sempre trabalhei com a terra, produzi alimentos, e ainda produzo, milho, soja, arroz. Tenho uma filha advogada e um filho zootecnista, plantamos 2.200ha de milho, arroz e soja no Pará, cada vez com mais dificuldades impostas a quem produz.

Meu filho mora no Pará há 17 anos e planta em uma área que, antes de comprarmos já tinha sido agricultável, foi adquirida para não termos problemas de ordem ambiental. Lembrando ainda que, no estado do Pará, toda propriedade rural tem 50% de reserva legal, área obrigada se preservar, o que cumprimos, como a lei determina, assim como todas as outras exigências que nos são impostas. Tem acontecido no Pará, com meu filho, que fecha contratos futuros com empresas, como Bunge, Cargill, estas, por sua vez, obedecem a regras impostas por ONG’s, na compra de soja de propriedades embargadas.

Estes embargos são feitos sem nenhum pré-questionamento, apenas temos nossas áreas, ou parte delas, impedidas de serem cultivadas. E o que já estava vendido às multinacionais, mediante contratos futuros, não pode ser mais ser comercializado. Também não é respeitado o equivalente em percentual embargado da área, para que seja comercializado percentual referente ao que não foi embargado na mesma propriedade, pois é embargada a inscrição da propriedade. Até aqui já é um absurdo, mas, a situação está cada dia pior. Os embargos em minha propriedade foram feitos em uma área de 150ha, em razão de fogo que veio do vizinho, o qual ajudamos a combater e conter. Como todos sabem, a região norte do país tem um período de chuva e outro de seca, cujas altas temperaturas causam focos de incêndio. Jamais tivemos ajuda de ONG’s para apagarmos incêndio, mas, para atrapalhar a produção de alimentos, são ávidos. Na área embargada não podemos plantar, se não plantamos, não vendemos, se não vendemos, não pagamos o adubo ou o financiamento e, se não saldarmos nossas dívidas, como prosseguir?

Essas ONG’s não respeitam projetos, CAR, LAR, enfim, querem nos impor sanções, sem motivos, legislar dentro de nossas propriedades e determinar regras que impedem a venda de nossos produtos, simplesmente, porque não apoiamos o PT, fizemos intensa campanha pelo atual presidente e sofremos retalhação por isso. Não sabemos mais o que fazer, toda nossa documentação está em ordem, tudo que o governo pede é providenciado.

Temos reserva legal e não podemos plantar, não podemos vender o que é produzido nesta área, não nos liberam e não sabemos mais o que fazer ou a quem recorrer. Há poucos dias o deputado federal Tiago Dimas do Tocantins fez esta denúncia na tribuna da câmara. Já falei com a Ministra Tereza Cristina, estou recorrendo a todos os meios. Peço atenção e ajuda de todos para o que está acontecendo no Brasil. Os corruptos, a esquerda e todos que ganhavam com o antigo governo querem inviabilizar a produção e os meios de quem produz, desejam destruir o atual governo e, para isso, não medem esforços.

É muito triste chegar em minha idade, depois de ter trabalhado a vida inteira, produzindo alimento, seguindo regras, cumprindo leis, agora ser tratado como se fosse um bandido, impedido de dar seguimento ao negócio que sustenta minha família. Espero poder ver o fim desta situação em breve. Desde já, agradeço sua ajuda. Mande, por favor, o canal ou veículo em que sairá a notícia. Será de grande valia, não só para mim, mas ao governo brasileiro e a todos que sofrem com o mesmo problema.

NOTÍCIAS

Preços da carne bovina subiRAM no atacado

Na última semana, na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, o preço da carne bovina no atacado subiu 1,4%. Com isso, o mercado está em alta há sete semanas

Além da melhora do consumo, os estoques enxutos e as exportações em alta têm sido os pilares de sustentação dos preços da carne bovina. Vale destacar que, mesmo na segunda quinzena do mês, período de demanda mais calma, os cortes do traseiro tiveram valorização de 1,5% na comparação semanal. Os cortes do dianteiro apresentaram alta de 0,9%, no mesmo período.

SCOT CONSULTORIA

Viés de alta no mercado do boi gordo

Na última sexta-feira (25/10), das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, o boi gordo subiu em dezesseis, considerando o preço à vista

Na média de todas as praças pesquisadas, o boi gordo teve alta de 1,4% na última semana. Destaque para Marabá-PA, cuja valorização foi de 5,3%, em igual comparação. Na região, o boi gordo está cotado em R$158,50, à vista, livre de Funrural, porém, há negócios sendo efetivados acima da referência. O cenário de alta de preços indica que os compradores não esperam mudanças quanto a oferta de boiadas, que está restrita.

SCOT CONSULTORIA

Brasil assina acordos sanitários para exportação de carne termoprocessada e farelo de algodão para a China

O Brasil e a China assinaram na sexta-feira (25) dois protocolos sanitários para a exportação de carne termoprocessada e de farelo de algodão para China. Os acordos foram assinados pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e pela Administração Geral de Aduanas da China (GACC), conforme informou a Presidência da República

Os protocolos estabelecem os requisitos para permitir a exportação dos dois produtos do Brasil à China. O objetivo da negociação de protocolos sanitários entre os países é evitar o ingresso de pestes ou pragas endêmicas do país exportador no país importador. Conforme as normas da Organização Mundial do Comércio e outros organismos internacionais de referência, as exigências determinadas pelo país importador devem estar baseadas em critérios científicos. A carne termoprocessada é a carne que tenha passado por processos térmicos, como a cocção. O Brasil exportou em 2018 US$ 557 milhões em carne bovina processada e a China importou US$ 25 milhões do produto.

MAPA

China-dependência levará 60 mil/t mês de carne bovina até dezembro com novas plantas

Quase todas as novas plantas de carne bovina autorizadas pelos chineses, em setembro, já estão exportando. Na medida em que o calendário avança, todas as 17 estarão operando. No piso dos próximos dois meses, o Brasil embarca 60 mil toneladas mensais

Os dados de Caio Toledo Godoy, analista de gerenciamento de risco da consultoria estão quase próximos da previsão que ele fez e 24 de junho. Hoje, ele tira 10 mil/t da previsão de 70 mil/t, mas não descarta que pode até errar, uma vez que as 60 mil/t de vendas à China em novembro e o bis em dezembro são um piso conservador. Em informe da Agrifatto as exportações de carne in natura para a China expande 31,38% (tanto contra média diária de setembro/18 quanto a outubro/18) com a entrada das novas unidades exportadoras em ação. Em trabalho da zootecnista Caroline Matos, o “preço médio da tonelada também avançou, registrando-se em US$ 4.396,09 – alta de 3,52% em relação a setembro último”. O efeito na fazenda é a alta constante dos animais, puxando inclusive os comuns, rompendo os R$ 170,00 por @ em São Paulo. Caio Toledo Godoy, da FC Stone avalia que Mato Grosso, com seis novas plantas habilitadas, está tendo um ganho mais rápido que outros. Isto porque o estado tem oferta de boi suficiente, inclusive de boi Europa, que estão acima das condições exigidas pelos chineses (até 30 meses e quatro dentes).

Money Times

ECONOMIA

Dólar tem queda com expectativa de fluxo

O dólar voltou a cair frente ao real na sexta-feira em um dia positivo para ativos de risco no exterior e com expectativas de melhora no fluxo cambial local

Nesta sexta, o dólar à vista caiu 0,88%, a 4,0094 reais na venda. É o menor valor para um fechamento desde 16 de agosto (4,0037 reais na venda). Na semana, a moeda dos EUA acumulou desvalorização conforme operadores viraram as atenções para a esperança de robustos ingressos de capital por ocasião dos leilões do pré-sal, marcados para o começo de novembro. As áreas em oferta no leilão de 6 de novembro somam um bônus de assinatura total fixo de cerca de 106,5 bilhões de reais, que deverão ser pagos pelos vencedores do certame, tornando-se a maior rodada de licitações de petróleo da história, segundo as autoridades brasileiras. As entradas desses recursos ajudariam a amenizar o saldo negativo do fluxo cambial, que em 12 meses até a parcial de outubro está em mais de 30 bilhões de dólares. E também poderiam compensar saídas de dólares típicas de fim de ano, quando se aceleraram as remessas de lucros e dividendos por parte de empresas estrangeiras com filiais no Brasil. O real foi beneficiado nesta semana também por sinais de melhora nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, antes da decisão de juros nos Estados Unidos (quarta-feira da semana que vem), para a qual se espera novo corte de taxa.

REUTERS

Ibovespa se reaproxima de recorde com apoio de Petrobras e Vale

O Ibovespa fechou esta sexta-feira perto da pontuação recorde, chegando a superar os 108 mil pontos durante a sessão marcada por forte movimento de papéis de Petrobras e Vale

O índice subiu 0,35%, a 107.363,77 pontos. A alta da semana foi de 2,52%. O volume financeiro da sessão somou 17,4 bilhões de reais. A divulgação de balanços do terceiro trimestre ditou o ritmo dos negócios, com bons resultados de Petrobras e Vale, enquanto Ambev trouxe números decepcionantes. Na visão da equipe do BTG Pactual, a partir de agora investidores tendem a ficar no aguardo da divulgação de mais resultados para justificar novas compras. “O nosso viés segue de otimismo com o ambiente doméstico, uma vez que há expectativa de estabilidade fiscal”, afirmou. No exterior, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país está indo muito bem nas negociações comerciais com a China. Em Wall Street, o S&P 500 avançou 0,4%, flertando com novo recorde. Na próxima semana, investidores aguardam reuniões do Fomc, nos EUA, e do Copom, ambas na quarta-feira, na expectativa de novos cortes nas respectivas taxas de juros.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Vendas de frango enfraquecidas pressionam valores da carne

Quanto ao frango resfriado, também no atacado paulista, a desvalorização foi de 4,5% em sete dias
O enfraquecimento dos negócios nos últimos dias tem elevado o estoque de carne de frango. Neste cenário, segundo informações do Cepea, as cotações da proteína estão em queda. No atacado da Grande São Paulo, o preço do frango congelado recuou 3,4% entre 17 e 24 de outubro, fechando a R$ 4,27/kg nessa quinta-feira, 24. Quanto ao frango resfriado, também no atacado paulista, a desvalorização foi de 4,5% em sete dias, com o produto comercializado, em média, a R$ 4,22/kg nessa quinta. Em relação ao animal vivo, por outro lado, os preços têm se mantido firmes na maioria das praças, devido à estabilidade entre oferta e demanda. Na Grande São Paulo, o quilo do animal segue negociado a R$ 3,26, sem alterações na semana.

CEPEA/ESALQ

Produção familiar garante liderança em aves e suínos

De acordo com a ABPA a expectativa é fechar o ano com o aumento de 1% no abate de carne de frango e entre 1% a 2,5% de carne suína

A produção de carne de frango no Brasil deve passar de 12,8 milhões de toneladas, em 2018, para 13 milhões em 2019, fechando o ano com um acréscimo de 1%, conforme mostram os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Na suinocultura o crescimento deve chegar entre 1% e 2,5%, atingindo 4,1 milhões de toneladas, superando as 3,97 milhões de toneladas do ano passado. Um dos fatores que tem auxiliado para o desenvolvimento do setor de proteína animal é agricultura familiar, principalmente nos estados do Sul do país

AGROLINK

Poder de compra do suinocultor aumenta em outubro

Isso acontece porque os preços do suíno vivo estão subindo mais que cotações de milho e farelo de soja

O poder de compra do suinocultor apresentou melhora em outubro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Isso acontece, conforme os analistas, porque os preços do suíno vivo estão em alta mais intensa do que o registrado para as cotações de milho e farelo de soja. Em relação ao suíno, segundo o Cepea, o ritmo aquecido das exportações da proteína segue impulsionando a procura por animais e, consequentemente, os valores. Em relação aos insumos, os preços estão em alta devido à demanda aquecida. Sobre as exportações, nas três primeiras semanas de outubro, a média diária de exportação de carne suína in natura esteve em 2,9 mil toneladas, aumento de 24% frente à de setembro, segundo relatório da Secex. Assim, em 14 dias úteis, foram embarcadas 41,1 mil toneladas. Se esse ritmo se mantiver, serão exportadas 67,6 mil t até o encerramento de outubro.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

Importação chinesa de carne cresce 43,7% em setembro ante setembro de 2018

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 511.671 toneladas em setembro deste ano, volume 43,7% maior que o adquirido em igual mês do ano anterior, informou na quarta-feira, 24, o Departamento de Alfândegas da China

A despesa com a importação do produto aumentou 73,5%, atingindo US$ 1,655 bilhão no mês de setembro. No acumulado do ano, o país asiático importou 4,306 milhões de toneladas de carnes e miúdos. As importações de carne suína foram as que registraram maior alta. Em setembro deste ano, a China adquiriu 161.836 toneladas, volume 71,6% superior ao comprado no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o país asiático comprou 1,326 milhão de toneladas de carne suína. De carne bovina, o país asiático importou 152.104 toneladas em setembro, alta de 52,5% na comparação anual. De janeiro a setembro deste ano, já foram adquiridas 1,132 milhão de toneladas da commodity pela China. As compras de carne frango e miúdos de frango congelados cresceram 41,5%, para 64.884 toneladas em setembro deste ano. No acumulado do ano, a China comprou 548.627 toneladas do produto. De carne de cordeiro, o país adquiriu 24.575 toneladas em setembro, 19,4% a mais que no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, a China importou 289.550 toneladas da proteína.

Estadão

Peste suína: FAO eleva para 6,954 milhões o número de animais eliminados

Desde o último levantamento do dia 17 de outubro, o número representa um aumento de 215 mil animais

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou na sexta-feira que 6.954.399 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana. O número representa um aumento de 215 mil animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 17 de outubro. Os dados da FAO foram atualizados até quinta (24). Os dados da FAO divergem das estimativas de mercado por contabilizarem somente os números divulgados pelos órgãos oficiais de cada país. O aumento se deve principalmente ao número de suínos descartados no Vietnã, que passou de 5,4 milhões para 5,6 milhões. É a pior condição em termos de número de animais levados ao abate sanitário. No país, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, a epidemia atingiu 63 províncias desde o relato da doença, em 19 de fevereiro.

ESTADÃO CONTEÚDO

OIE notifica 294 novos casos de peste suína africana

Entidade estima que, atualmente, haja mais de 9,4 mil surtos da doença na Ásia, África e na Europa

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) informou que 294 novos surtos da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) foram notificados no mundo entre os dias 11 e 24 de outubro – período de abrangência do mais recente relatório da entidade. Dos novos surtos, 279 foram notificados na Europa. A OIE afirmou, ainda, que a China constatou um novo caso no período. Com a atualização, a OIE estima que haja atualmente 9.402 surtos, levando-se em conta todos os continentes contaminados. Do total de casos detectados, 6.083 estão concentrados no Vietnã. Segundo a entidade, o relatório compila informações repassadas pelos países membros da organização por meio de dados semestrais, notificações imediatas ou relatos de acompanhamento.

ESTADÃO CONTEÚDO

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