CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1102 DE 17 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1102| 17 de outubro de 2019

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo em alta

Das trinta e duas praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, os preços subiram em nove na última quarta-feira (16/10). Inclusive em São Paulo, onde as referências de todas as categorias aumentaram

Para o boi gordo, a referência paulista subiu R$0,50/@ na comparação dia a dia e a arroba ficou cotada em R$162,00, à vista, livre de Funrural. Destacamos que existem ofertas de R$3,00 a R$4,00 por arroba acima desta referência para bovinos que atendam os atributos requisitados pelos importadores chineses. No estado, as programações de abate têm ganhado corpo. A estratégia tem sido alongar as escalas para garantir oferta. Essa mudança estratégica vem do constante aquecimento da demanda no mercado externo, e da projeção do aumento do consumo interno com a proximidade do final do ano. Portanto, para não ficarem expostos às variações do mercado nos últimos dois meses do ano, é provável que o mercado siga firme, com o perfil mais comprador dos frigoríficos.

SCOT CONSULTORIA

Boi: clima e oferta curta mantêm os preços em alta no Brasil

A oferta de animais terminados no geral é restrita, resultando em dificuldades para os frigoríficos de menor porte

O mercado físico do boi gordo segue com preços firmes nas principais praças de produção e comercialização do país. “A expectativa ainda é de continuidade do movimento de alta no curto prazo. A oferta de animais terminados no geral é restrita, resultando em dificuldades para os frigoríficos de menor porte. O regime irregular de chuvas em grande parte do Centro-Sul do país no decorrer do segundo semestre é outro elemento a ser considerado, pois prejudica o desenvolvimento das pastagens e atrasa a engorda dos animais de pasto”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.  Em São Paulo, preços permaneceram em R$ 166,00 a arroba. Em Minas Gerais, preços de R$ 159,00 a arroba, estáveis. No Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram passaram de R$ 155,00 a arroba para R$ 157,00 a arroba. Em Goiás, o preço permaneceu em R$ 153,00 a arroba em Goiânia. No Mato Grosso, o preço seguiu em R$ 148,00 a arroba. O atacado teve preços estáveis para a carne bovina. “É importante destacar que há menor espaço para reajustes ao longo da segunda quinzena do mês, período que conta com menor propensão ao consumo. O otimismo em relação a exportação de carne bovina ainda é muito grande, avaliando o ótimo desempenho verificado em 2019”, disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 13,40 por quilo, estável. A ponta de agulha seguiu em R$ 8,75 por quilo, enquanto o corte dianteiro permaneceu em R$ 8,90, por quilo.

AGENCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar tem queda após duas altas com ajuda externa, mas cenário para fluxo preocupa

O dólar fechou em queda ante o real na quarta-feira, depois de duas altas consecutivas, mas não sem antes renovar no intradia máxima em três semanas, evidência da pressão ainda sofrida pela taxa de câmbio

Por volta de 10h20, a cotação bateu a máxima do dia —de 4,1880 reais na venda, em alta de 0,54%. Mas em seguida a aceleração das perdas do dólar no exterior e a melhora dos mercados de ações ajudaram a amenizar a pressão de alta sobre a taxa de câmbio. No fechamento do pregão no mercado spot, o dólar caiu 0,27%, a 4,1542 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de maior liquidez cedia 0,62%, a 4,1590 reais, às 17h11. O real tem demonstrado desempenho pior que o de outras moedas nas últimas semanas conforme o mercado vê frustrada a esperança de diminuição de saídas de recursos do mercado local. Dados do fluxo cambial divulgados pelo Banco Central na quarta confirmaram que o país voltou a registrar saída líquida de moeda estrangeira na semana passada. O déficit foi de 3,186 bilhões de dólares entre 7 e 11 de outubro, na nona semana consecutiva de fluxo negativo. Nesse período, o país perdeu, em termos líquidos, 17,788 bilhões de dólares. A queda da Selic a sucessivas mínimas recordes reduziu o custo de captação de recursos no mercado local. Com isso, muitas empresas com dívidas em moeda estrangeira decidiram antecipar pagamentos dessas obrigações para se financiarem em reais. Esse movimento gera fluxo cambial negativo, o que exerce pressão de alta para o dólar. A antecipação de pagamento de dívida pelas empresas é reconhecida pelo Banco Central, e no fim de setembro o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, disse que grande parte do movimento de pré-pagamento de dívida corporativa já havia sido feito. Porém, o fluxo segue negativo, e o dólar continua pressionado.

REUTERS

Após início fraco, índice fecha no azul pela 6° vez seguida

O Ibovespa avançou pela sexta sessão seguida na quarta-feira, fato que não acontecia desde fevereiro de 2018, com o mercado doméstico descolando da cautela global em relação à guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Após ter operando no vermelho durante boa parte da sessão, o índice ganhou fôlego no final, fechando perto da máxima, a 105.422,80 pontos, com alta de 0,89%. O giro financeiro da sessão somou 31,5 bilhões de reais, em sessão que contou com o vencimento de opções sobre o Ibovespa e índice futuro. O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não deve assinar um acordo comercial com a China até se reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, em fórum no Chile. A Guide Investimentos avaliou que a aprovação de medidas de apoio a Hong Kong pela Câmara dos Deputados dos EUA pode dificultar a relação entre Washington e Pequim. O governo chinês advertiu que tomará medidas efetivas para proteger firmemente sua soberania. No Brasil, o Senado aprovou na noite da véspera o projeto que define os critérios de distribuição de parte dos recursos obtidos com o leilão de petróleo da cessão onerosa, abrindo espaço para votação da reforma da Previdência, no dia 22, o que repercutiu na sessão da quarta-feira.

REUTERS

Melhora cenário para o valor da produção

Pasta passou a prever o VBP total em R$ 606,2 bilhões, R$ 4,3 bilhões a mais que o previsto em setembro e 1,7% acima do resultado de 2018

Ajustes para cima nas projeções para algodão e soja, principalmente, levaram o Ministério da Agricultura a elevar sua estimativa para o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do país em 2019. A Pasta passou a prever o VBP total em R$ 606,2 bilhões, R$ 4,3 bilhões a mais que o previsto em setembro e montante 1,7% superior ao calculado para 2018 (R$ 596,1 bilhões). Para os 21 produtos agrícolas que fazem parte do levantamento, o VBP total foi reduzido pelo Ministério da Agricultura para R$ 398,1 bilhões, R$ 3,3 bilhões acima da projeção de setembro, mas ainda 0,6% menos que no ano passado. Do aumento total em relação à estimativa anterior, R$ 3 bilhões envolvem algodão e soja. Para o algodão a previsão ficou R$ 1,6 bilhão mais alta, em R$ 42 bilhões (18,2% mais que em 2018), e para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, subiu em R$ 1,4 bilhão, para R$ 130,6 bilhões (12,1% menos que em 2018). Para o VBP conjunto das cinco principais cadeias da pecuária, o ministério elevou sua estimativa para R$ 208,1 bilhões, cerca de R$ 900 milhões acima do previsto em setembro e 6,4% mais que em 2018. Voltaram a pesar para o ajuste os reflexos positivos para demanda e preços da epidemia de peste suína africana na China sobre o mercado global de carnes em geral e sobre as exportações brasileiras. Para os bovinos, a estimativa de VBP do ministério foi elevada para R$ 82,6 bilhões, 2,7% mais que no ano passado. Também há aumentos projetados para frango (12,8%, para R$ 62,6 bilhões), suínos (9,5%, para R$ 16 bilhões) e ovos (21,4%, para R$ 14 bilhões). E há queda prevista para leite (1,7%).

VALOR ECONÔMICO

Brasil tem 9ª semana consecutiva de fluxo negativo; saldo em 12 meses é o pior em 20 anos

O Brasil voltou a registrar fortes saídas de recursos na semana passada, a nona consecutiva de fluxo negativo, um dos fatores a sustentar o dólar perto de máximas históricas, acima de 4,16 reais

Entre 7 e 11 de outubro, as saídas de moeda estrangeira superaram as entradas em 3,186 bilhões de dólares, depois de uma debandada de 4,083 bilhões de dólares na semana anterior (de 30 de setembro a 4 de outubro), conforme dados do Banco Central divulgados na quarta-feira. No acumulado de nove semanas, o país perdeu, em termos líquidos, 17,788 bilhões de dólares. O saldo negativo da semana passada foi ditado pela conta financeira –por onde circula dinheiro para renda fixa, ações, investimento produtivo e tomada e pagamento de dívidas, por exemplo. Essa linha ficou deficitária em 3,646 bilhões de dólares. Na conta comercial (exportação menos importação), o fluxo ficou positivo em 461 milhões de dólares. As saídas de dólares do Brasil têm persistido em 2019, com déficit de 19,829 bilhões de dólares no acumulado do ano. No mesmo período de 2018, o fluxo estava positivo em 20,311 bilhões de dólares. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo alcança 32,008 bilhões de dólares, o pior número desde agosto de 1999 (-40,680 bilhões de dólares).

REUTERS

EMPRESAS

Avança plano da JBS de listagem nos EUA

Companhia pretende anunciar modelo de reestruturação no começo de 2020

A JBS se prepara para apresentar ao mercado, no primeiro trimestre de 2020, uma nova proposta para reestruturação societária e listagem de ações na bolsa de Nova York (Nyse). A ideia é que as operações internacionais da JBS estejam reunidas abaixo da empresa a ser listada na bolsa de Nova York. Esses ativos representam pelo menos 75% do faturamento do grupo. Não se trata de listar a JBS brasileira na Nyse, por meio de recibos brasileiros de ações (ADRs). É justamente o contrário disso. No Brasil, a companhia deve permanecer no Novo Mercado da B3, mas com uma estrutura bem menor (apenas a operação nacional). Procurada, a JBS não se manifestou. A companhia já delineou o que pretende fazer, mas os caminhos jurídicos para esse objetivo ainda não foram escolhidos, de acordo com fontes que acompanham o tema de perto. Com as ações negociadas nos Estados Unidos, a empresa entende que vai enfim cumprir o item que faltava para ser reconhecida pelo mercado – ou seja, no preço – como um grande player global de alimentos. As ações da JBS são negociadas atualmente com desconto em relação a rivais como a americana Tyson Foods, mas poderiam valer quase dobro se fossem avaliadas pelos mesmos múltiplos de mercado. A percepção é que esse caminho pode ser alcançado com a listagem nos EUA, segundo fontes próximas à empresa. Ontem, a JBS valia cerca de R$ 80 bilhões na B3 – ante R$ 31 bilhões em dezembro. A transação que levará a JBS à bolsa de Nova York não necessariamente implicará numa captação de recursos por meio de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Aurora inaugura em Chapecó o maior Frigorífico de suínos do Brasil

O Frigorífico Aurora Chapecó (FACH 1) recebeu Investimentos da ordem de R$ 268 milhões que permitiram dobrar sua capacidade de 5.000 para 10.000 cabeças por dia, empregando cerca de 5,5 mil trabalhadores e gerando 221 produtos cárneos

O FACH 1 é a única indústria brasileira que exporta carne suína in natura para os Estados Unidos. Também está habilitada para importantes mercados, como China, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Chile, totalizando cerca de 20 países. A unidade começou a operar em 1992, empregando 432 pessoas para produzir cortes in natura de carnes suínas. Nesses 27 anos recebeu várias ampliações. A mais recente consiste nas obras de duplicação que iniciaram em julho de 2018 e foram inauguradas em outubro de 2019. O total de recursos aplicados no projeto global de ampliação de abates e industrializados na unidade FACH 1 foi de aproximadamente R$ 268 milhões, sendo 20% de capital próprio e 80% de capital financiado. Em face dos investimentos, o número de trabalhadores diretos da unidade sobe dos atuais 3.000 para 5.480 empregados diretos. O incremento de produção se dará nas linhas de produtos já existentes: cortes congelados, linguiças frescais, salsichas, bisteca e mortadela. Os principais reflexos se manifestam na duplicação da capacidade industrial instalada. O abate passa de 5.230 suínos/dia para 10.527 cabeças/dia, com incremento de 101,3%. O processamento mensal cresce na mesma proporção, de 109.830 suínos para 221.072 animais. A operacionalização da capacidade ampliada inicia em outubro e atinge sua plenitude – de 10.527 suínos por dia – no primeiro semestre de 2020. Nesse estágio, o conglomerado Aurora Alimentos estará abatendo 25.000 cabeças por dia. A unidade vem incorporando importantes avanços tecnológicos, como o abate humanitário com o uso do gás CO2, a robotização da paletização de industrializados, a automação no processo de embalagem de linguiças frescais e a automação e robotização no cozimento de mortadela.

AGROLINK

China deve mais do que dobrar importação de carne de frango

Nas previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em 2019 as importações chinesas de carne de frango devem aumentar mais de 80%, processo que deve estender-se a 2020, para quando é previsto novo incremento (de 20%) em relação ao corrente exercício

Os dados relativos a 2020 representam a primeira projeção do USDA sobre o comportamento da carne de frango no ano vindouro. Nesse levantamento o órgão aponta que, em função da peste suína africana, em dois anos a China sobe da oitava para a quarta posição entre os principais importadores mundiais do produto. O mais provável, no entanto, é que a China passe a ocupar o terceiro ou, mesmo, o segundo posto. Porque, ao avaliar as tendências do mercado, o USDA não leva em conta as importações de pés/patas de frango, dos quais a China é grande consumidora. Independente disso, porém, o mercado chinês caminha para ser o primeiro importador mundial da carne de frango. Basta adicionar, às compras da China, o que chega àquele mercado através de Hong Kong. Tem-se, então, volume (1,110 milhão de toneladas) superior ao previsto para o Japão. Depois da China, Hong Kong se coloca como o importador com maior expansão neste ano (+54%) e no biênio 2019/2020 (+67%).

AGROLINK

INTERNACIONAL

Preços de gado vivo nos EUA avançam com expectativa de demanda na Ásia

Cotações do gado vivo na Bolsa de Chicago (CME) subiram 13,6% desde 10 de setembro

A baixa oferta de proteína animal na Ásia estimula apostas de que os animais vivos terão demanda cada vez maior. As cotações do gado vivo na Bolsa de Chicago (CME) subiram 13,6% desde 10 de setembro, para cerca de US$ 1,13 a libra-peso. Os preços da carne bovina no varejo também avançaram nos EUA, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), uma variedade comum de carne moída é vendida em média por US$ 3,75 a libra-peso esta semana, quase 20% a mais do que há um ano. A indústria de carne bovina dos Estados Unidos tenta preencher parte do déficit de proteína. Exportações de carne bovina para a Coreia do Sul já avançaram 8% ante o ano passado, totalizando 174.290 toneladas até agosto, de acordo com a Comissão de Comércio Internacional dos EUA (Usitc, na sigla em inglês). O acordo comercial entre EUA e Japão acertado em agosto também deve aumentar a demanda. Os termos acordados reduzem ou removem tarifas de cerca de US$ 7 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos exportados anualmente para o Japão, incluindo carne bovina. “A indústria de carne bovina dos EUA está extremamente ansiosa com a perspectiva de tarifas menores no Japão”, disse o Presidente e CEO da Federação Americana de Exportação de Carne, Dan Halstrom.

Dow Jones Newswires

EUA triplicam embarques de carne suína para China em agosto

País também se beneficia dos surtos de peste suína no gigante asiático, apesar da atual guerra comercial

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compilados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF), a indústria norte-americana embarcou para China/Hong Kong 63.656 toneladas de carne suína em agosto passado, mais que o triplo da quantidade exportada em agosto de 2018. Em receita, as exportações subiram 160% no período mensal, para US$ 137,6 milhões. No acumulado de janeiro e agosto, os embarques para a China/Hong Kong aumentaram 35% em volume, para 356.322 toneladas de carne suína, e 17% em valor, alcançando US$ 717,9 milhões, segundo o relatório. As vendas norte-americanas de carne de porco para China crescem mesmo com o histórico de longos 15 meses de batalha comercial entre os dois países – na última sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o início de uma primeira fase de um acordo para o fim do impasse, ainda não oficializado. Considerando todos os países, as exportações norte-americanas de suínos atingiram 221.582 toneladas em agosto, um aumento de 22% em relação ao mesmo mês do ano passado. No mesmo período, o valor das exportações subiu 19%, para US$ 588,8 milhões. No acumulado de janeiro a agosto, os embarques gerais de carne suína subiram 4% sobre o volume obtido em igual período de 2018, para 1,7 milhão de toneladas. Em receita, as vendas externas de carne de porco dos EUA tiveram acréscimo de 1% no acumulado dos primeiros oito meses de 2019, para US$ 4,35 bilhões.

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