CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1101 DE 16 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1101| 16 de outubro de 2019

 

NOTÍCIAS

Carne bovina: altas no varejo no Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro

Tentando melhorar suas margens em função do aumento dos preços no atacado, os varejistas subiram a cotação da carne bovina

Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, o Paraná foi o estado com a maior valorização, de 1,2% na semana passada. Em seguida está Minas Gerais, que teve ajustes positivos de 1,1% e Rio de Janeiro, com alta de 0,2% na comparação semanal. Já em São Paulo, os preços recuaram 0,4% pela dificuldade dos varejistas em impor preços maiores à carne bovina.

SCOT CONSULTORIA

Vacinação contra febre aftosa é suspensa no Paraná; medida pode abrir mercados

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, assinou na terça-feira instrução normativa que suspende a vacinação contra febre aftosa no Paraná, em medida que pode abrir mercados para a carne bovina brasileira

A suspensão da vacinação, com vigência a partir de novembro, indica a ausência de riscos da doença no Estado, que possui rebanho de 9,2 milhões de bovinos e bubalinos, segundo a pasta. “O Brasil tem uma oportunidade gigante de ser um grande exportador não só para a China, como para outros países”, disse a Ministra, acrescentando que este é um passo inicial para a abertura. Um dos possíveis novos mercados para a carne bovina paranaense é o Japão, que importa o produto apenas de áreas isentas de febre aftosa sem vacinação. Em agosto, após reunião com um Ministro japonês em São Paulo, Tereza Cristina havia indicado avanço nas tratativas para as exportações da proteína brasileira ao país oriental, mencionando que visitas técnicas do Japão a produtores locais devem acontecer em 2020. Além do Paraná, a Ministra disse à época que Rio Grande do Sul, Goiás e Rondônia também fazem parte de um programa de erradicação da febre aftosa sem vacinação. Apenas Santa Catarina, sem grande expressão em bovinos, era local livre da febre aftosa sem vacinação. A maior parte do Brasil é livre de aftosa com vacinação.

REUTERS

RS quer parar de vacinar em 2020

Mesmo com o projeto em andamento que busca tornar o Rio Grande do Sul livre de febre aftosa, sem vacinação, a campanha de imunização de bovinos e bubalinos, com até dois anos, contra a doença, está confirmada para o próximo mês

Durante entrevista à RPI, a Coordenadora interina do programa de erradicação da febre aftosa, da Secretaria estadual da Agricultura, Lucila Carbonera dos Santos, disse que o Estado trabalha há vários anos para retirar a vacina anti-aftosa. Frisou que foram implantadas medidas para reforçar a fiscalização de animais, a fim de garantir a sanidade de bovinos e bubalinos. Recentemente o Ministério da Agricultura fez auditoria no Rio Grande do Sul. Agora, a Secretaria estadual da Agricultura aguarda resposta da vistoria, justamente como parte do pedido do fim da vacina contra a febre aftosa. Lucila Carbonera dos Santos, na mesma entrevista na Progresso, ressaltou que a perspectiva inicial é de que a obrigatoriedade da imunização possa ser suspensa em 2021, mas o Estado atua para que isso aconteça já no próximo ano.

PECUARIA.COM.BR

Preço da novilha subiu 2% em outubro em São Paulo

Cotações estáveis para o boi gordo e para a vaca gorda em São Paulo no fechamento da última terça-feira (15/10)

Somente o preço da novilha subiu no estado. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a referência para a categoria ficou em R$155,50/@, à vista e livre de Funrural. Em relação ao preço praticado no dia anterior (14/10), a alta foi de um real por arroba. Desde o começo do mês, esta categoria é a que tem registrado mais valorizações pelo descompasso maior entre oferta e demanda. O preço da novilha acumulou uma alta de 2,0% na primeira quinzena de outubro, enquanto a cotação do boi gordo subiu 1,3%. Com a demanda externa aquecida, mais valorizações são prováveis. Contudo, vale destacar que, apesar da escala dos frigoríficos paulistas atender, em média, seis dias, existem indústrias que saíram das compras por estarem com programações cheias até o final deste mês.

SCOT CONSULTORIA

Valorizações no mercado de reposição em Goiás

A pouca oferta de animais de reposição no estado tem resultado em valorizações de preços em todas as categorias

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em média, em outubro houve alta de 1,1%. No acumulado do ano, a valorização é de 11,6%. Destaque paras as categorias mais jovens. O bezerro de desmama anelorado teve valorização de 13,0% em doze meses, e, atualmente está cotado em R$1.340,00. Seguido do bezerro de ano anelorado, que atualmente está cotado em R$1.490,00, alta de 12,7% em um ano.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar volta a subir e bate máxima em 3 semanas ante real com demanda por proteção

O dólar voltou a subir forte ante o real na terça-feira, fechando no maior valor em três semanas, com investidores buscando a moeda norte-americana para proteger posições em outros mercados brasileiros

A divisa doméstica amargou o pior desempenho nos mercados globais de moedas, em meio à incertezas locais e à menor atratividade do real como moeda de rendimento. A performance mais fraca da divisa brasileira neste pregão deu sequência à movimento similar visto desde meados da semana passada, quando o mercado fortaleceu apostas de corte da Selic depois de o Brasil ter registrado inesperada deflação em setembro. Contratos de juros futuros embutiam nesta sessão 96% de chance de redução de 0,50 ponto percentual na reunião de política monetária do Banco Central no fim de outubro e 86% de probabilidade de alívio na mesma magnitude na decisão de dezembro. A Selic está atualmente na mínima histórica de 5,50% ao ano. Desde 9 de outubro —quando o IBGE divulgou inesperada deflação no Brasil em setembro—, o real se desvalorizou 0,89% ante o dólar (até dia 14), enquanto o índice MSCI para moedas emergentes subiu 0,69% no mesmo período. “O ciclo de cortes de juros no Brasil é um risco de primeira ordem à força do real”, disseram em nota Kamakshya Trivedi e Davide Crosilla, estrategistas do Goldman Sachs. O dólar à vista subiu 0,89%, a 4,1653 reais na venda, na terça-feira. É o maior nível para um encerramento desde 24 de setembro (4,1695 reais na venda). A valorização diária é a mais intensa desde 7 de outubro (+1,17%). Na B3, o contrato de dólar futuro de maior liquidez tinha alta de 1,15%, a 4,1785 reais.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta puxada por Petrobras com cessão onerosa

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, puxada pelas ações da Petrobras, diante do avanço do projeto da cessão onerosa no Senado, e endossada por Wall Street após começo da temporada de resultados corporativos, embora permaneçam dúvidas sobre acordo comercial entre Estados Unidos e China

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,18%, a 104.489,56 pontos. O volume financeiro da sessão somou 15,2 bilhões de reais. A sessão também foi marcada por ajustes para os vencimentos das opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, na quarta-feira. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou mais cedo o projeto de lei que fixa os critérios de divisão de parte dos recursos do leilão da cessão onerosa, mantendo as regras que haviam sido estipuladas pela Câmara dos Deputados. A aprovação da cessão onerosa também dá andamento à agenda do mega leilão de reservas excedentes ao contrato assinado entre União e Petrobras em 2010, previsto para 6 de novembro, que pode render mais de 100 bilhões de reais ao governo, enquanto a empresa ficará com 9 bilhões de dólares. “Investidores analisarão de perto os relatórios (trimestrais), dado cenário de desaceleração do crescimento global, queda das taxas de juros e uma série de riscos como Brexit e guerra comercial”, afirmou a XP Investimentos.

REUTERS

FMI corta projeção do PIB do Brasil em 2020 e diz que desequilíbrio fiscal limita crescimento da AL

O Fundo Monetário Internacional reduziu a projeção de crescimento para o Brasil em 2020 para 2% e avaliou que os desequilíbrios fiscais do país são um dos fatores que vão contribuir para manter a atividade econômica na América Latina com expansão anual abaixo de 3% no médio prazo.

No relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado na terça-feira, o Fundo estimou que o Brasil deve crescer um pouco mais em 2019 do que o projetado anteriormente, mas mostrar uma recuperação mais fraca no ano que vem. O Fundo destacou a necessidade de uma ambiciosa agenda de reformas no país para impulsionar o crescimento, bem como a manutenção da política monetária expansionista. O FMI vê agora crescimento de 0,9% do Brasil em 2019, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação à estimativa feita em julho, na atualização de seu relatório. Entretanto, para 2020 o organismo cortou sua previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) a 2,0%, de 2,4% antes. Os números estão em linha com os do mercado. A mais recente pesquisa Focus do Banco Central mostrou que os economistas consultados veem uma expansão de 0,87% do PIB em 2019, indo a 2,00% em 2020. Entre a agenda de reformas necessárias, o Fundo destacou a reforma tributária, a abertura comercial e o investimento em infraestruturas. O FMI passou a prever ainda inflação no Brasil de 3,8% em 2019 e 3,5% em 2020, ante respectivamente 3,6% e 4,1% na estimativa de abril. Para a América Latina e Caribe, o FMI reduziu com força suas expectativas, vendo um crescimento de apenas 0,2% em 2019 e de 1,8% em 2020, recuos respectivamente de 0,4 e 0,5 ponto percentual sobre julho. Para essa revisão, o FMI citou principalmente problemas na oferta do setor de mineração do Brasil e fraqueza do investimento e consumo privado no México. À frente, a expectativa é de uma aceleração limitada.

REUTERS

EMPRESAS

Bom momento para carne bovina argentina favorece Minerva e Marfrig

A grande oferta de animais na Argentina e a demanda internacional aquecida por carne bovina neste ano tendem a favorecer a Minerva e a Marfrig, ambas com operações no país vizinho, segundo analistas do BTG Pactual em relatório divulgado à imprensa na segunda-feira (14)

O setor de carne bovina argentino tem exportado grandes volumes para a China, sendo o principal fornecedor deste produto para o país asiático num momento em que casos de peste suína africana resultaram no aumento da demanda chinesa por proteínas. A Argentina também tem acesso, desde novembro de 2018, ao mercado dos Estados Unidos, que elevou o número de frigoríficos argentinos autorizados a exportar para o país na semana passada. Entre os cinco novos habilitados, está a planta da Quickfoods controlada pela Marfrig. “Com a crescente demanda vinda da China também colaborando (margens e importações do país cresceram substancialmente), acreditamos que o cenário positivo do setor continue a favorecer a lucratividade dos negócios da Minerva e, em menor medida, da Marfrig na Argentina, apesar da turbulência econômica doméstica”, escreveram os analistas do BTG no relatório. A Marfrig tem duas plantas de carne bovina na Argentina com capacidade de abater 1,2 mil cabeças por dia e produzir 39 mil toneladas de hambúrguer por ano, segundo informações do mais recente comunicado de resultados financeiros da companhia referente ao segundo trimestre. Já a Minerva, que opera na Argentina por meio de sua subsidiária Athena Foods, tem cinco plantas de abate e desossa e duas de processamento no país, com capacidade de abater cerca de 5 mil cabeças de gado por dia, segundo informações no site da companhia. As operações da empresa no país produzem 17% de toda a carne bovina embarcada pela Argentina.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Preços da carne suína na China, já em nível recorde, devem subir mais e mais rápido

Os preços já recorde da carne suína na China devem subir mais rapidamente nas próximas semanas, disseram analistas nesta terça-feira, mesmo com dados oficiais mostrando que a carne mais popular do país já pressionou a inflação ao consumidor para máxima em seis anos

O índice de preços ao consumidor na China (CPI) subiu 3% em setembro na comparação anual, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, maior ritmo de alta desde outubro de 2013. Os preços dos alimentos subiram, principalmente devido à elevação dos valores da carne de porco após a disseminação da mortal peste suína africana pelo país, o que reduziu em 41% o rebanho de suínos chinês, segundo informado pelo governo na segunda-feira. Os preços da carne suína no varejo subiram 84% na comparação anual, para 43,4 iuanes por quilo na semana encerrada em 2 de outubro, segundo dados do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. A disparada nos preços da carne suína perdeu ritmo nas semanas antes de um feriado nacional em outubro, uma vez que Pequim liberou 30 mil toneladas de carne suína congelada de suas reservas. Mas a alta nos preços deve acelerar de novo, com os preços dos porcos vivos disparando após a pausa do feriado do Dia Nacional, disse o Executivo Chefe da consultoria China-America Commodity Data Analytics, Jim Huang. Os preços dos suínos vivos saltaram de uma média nacional de 27 iuanes por kg em setembro para 31 iuanes por kg na primeira semana de outubro e atingiram 35 iuanes por kg na segunda-feira. Na populosa província de Guangdong, no sul da China, os preços atingiram 40 iuanes por kg na semana passada, com margens para os agricultores locais agora em 3.000 iuanes por porco. O quarto trimestre é a alta temporada (de consumo de carne suína), ainda há espaço para novos aumentos.

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Carne suína: exportação de SC para a China cresce 38% em receita

Volume do produto alcançou 168,5 mil toneladas exportadas

O Estado de Santa Catarina vendeu para a China de janeiro a setembro um volume de carne suína 26,4% maior que em igual período do ano passado. Foram 168,5 mil toneladas. A receita obtida passa de US$ 342,2 milhões, ou 38% acima, informa o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), com base nos números são divulgados pelo Ministério da Economia. A expectativa dos catarinenses é de que a demanda do país asiático siga aquecida até 2020. A China deve continuar aumentando suas importações de proteínas de origem animal, em função da drástica redução no rebanho suíno causada pelo surto de peste suína africana que o país atravessa. “Nesse cenário, o Brasil, e em especial Santa Catarina, possui condições de atender a parte dessa demanda adicional, tendo em vista a competitividade dos seus produtos e as boas condições sanitárias da produção animal”, diz o analista Alexandre Giehl, do Epagri/Cepa. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argen.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Oferta mundial de carne terá déficit de 18 mi de t em 2020, prevê analista

Aumento do consumo e menor produção após a peste suína africana explicam o déficit

A produção mundial de carnes (bovina, suína e de frango) registrará um déficit de 18 milhões de toneladas em 2020, em comparação à oferta esperada para este ano, prevê o analista de mercado Simon Quilty, que assina um extenso artigo sobre o tema publicado na terça-feira, 15 de outubro, pelo portal australiano Beef Central. “Em 30 anos atuando no comércio de carne, nunca vi um déficit global de proteínas (como o esperado para 2020), e não conheço nenhum outro precedente nos últimos 100 anos que rivalize com a situação provocada pela Febre Suína Africana (ASF)”, declara Quilty. “Para mim, essas são águas desconhecidas que provavelmente quebrarão muitos recordes (de preços e de fluxo de embarcações, além de mudanças nos padrões consumo)”, estima o analista, que acrescenta: “Nada voltará a ser o mesmo depois de 4 de agosto do ano passado, quando a febre suína apareceu pela primeira vez na China “. Na semana passada, relembra Quilty, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de oferta e demanda mundial. Resumidamente, escreve o analista, o USDA está prevendo que a produção global de carne bovina será 1% maior em 2020; a oferta carne suína cairá 10% e a de frango crescerá 4% no próximo ano. Em termos físicos de carne em todas as três proteínas, de acordo com o USDA, isso equivale a um déficit de 6,4 milhões de toneladas em 2020, em comparação com os dados de produção estimados para este ano. No entanto, o analista se mostra mais pessimista em relação aos números do USDA. “Acredito que as perdas na China provavelmente serão muito maiores do que as estimativas conservadoras do USDA e que um déficit global de proteínas de 18 milhões de toneladas é mais provável”, projeta.

PORTAL DBO

Importações de carne bovina da China aumentaram em setembro

As importações de carne bovina da China, geralmente mais caras que a carne de porco, parecem estar se beneficiando da escassez de carne, com os cálculos da Reuters colocando as chegadas de setembro em 149.666 toneladas

Isso representa um aumento de 50% em relação a um ano atrás, e apenas um pouco do volume mensal recorde de 152.213 toneladas em julho deste ano. Nos primeiros nove meses, as importações de carne bovina chegaram a 1,13 milhão de toneladas, um aumento de 53,4% em relação ao ano anterior, disseram as alfândegas.

Reuters

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