CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1100 DE 15 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1100| 15 de outubro de 2019

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo em alta

Mesmo com a entrada da segunda quinzena, período com consumo mais ameno, a oferta restrita de boiadas mantém as cotações firmes

Em São Paulo, na última segunda-feira (14/10), o boi gordo ficou cotado em R$161,50/@, à vista, livre de Funrural, valorização tímida frente ao fechamento da última semana (0,3%). O movimento, contudo, evidencia a baixa disponibilidade de animais terminados. Para bovinos com até quatro dentes, há negócios sendo efetivados até R$4,00/@ acima da referência. No estado, a cotação do boi gordo subiu 3,2% nos últimos trinta dias. Já a carne bovina com osso teve alta de 6,4%, considerando o mesmo período. Além das duas praças de São Paulo, o preço do boi gordo também subiu em outras oito regiões. Destaque para a região Oeste do Maranhão e para o Acre, com valorizações de 1,3% e 1,5%, respectivamente, na comparação dia a dia, considerando o preço à vista.

SCOT CONSULTORIA

Preço da carne bovina sem osso sobe na semana

Depois de algumas semanas de preços andando de lado ou com variações positivas tímidas, as cotações da carne bovina sem osso reagiram de forma mais intensa

Nos últimos sete dias, na média de todos os cortes pesquisados, a carne bovina vendida pelo atacado ficou 1,0% mais cara. O principal vetor da alta é a produção dos frigoríficos mais ajustada devido à dificuldade de aquisição de matéria-prima. Do lado das vendas, apesar da melhora pontual de início de mês observada há alguns dias, no cenário geral, o quadro tem sido de certa desaceleração do consumo.

SCOT CONSULTORIA

Ministério autoriza nesta terça-feira suspensão da vacina contra febre aftosa no Paraná

Com isso, a partir de novembro, o rebanho de 9,2 milhões de bovinos e bubalinos do estado não será mais vacinado contra a doença

A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, assina nesta terça-feira (15), a Instrução Normativa que autoriza a suspensão da vacinação contra a febre aftosa no Paraná a partir de novembro. Com isso, o rebanho de 9,2 milhões de bovinos e bubalinos do estado não será mais vacinado contra a febre aftosa. O Ministério fará o monitoramento para avaliar a atuação dos postos de fiscalização nas divisas e, posteriormente, irá reconhecer o estado como área livre da febre aftosa sem vacinação. Essa etapa está dentro do objetivo de ampliar gradualmente as áreas sem vacinação contra a doença no país, previsto no plano estratégico PNEFA 2017/2026).  “Sem a vacinação, o produtor paranaense vai economizar cerca de R$ 20 milhões por ano, valor equivalente a aquisição apenas da vacina”, diz. O estado está finalizando as ações pendentes com a contratação de médicos veterinários e técnicos para atuação na vigilância para a febre aftosa e a construção de um posto de fiscalização agropecuária, na divisa com São Paulo. Não haverá modificações no trânsito de animais e produtos e subprodutos de origem animal provenientes ou destinados ao Paraná até 31 de dezembro. A partir de 2020, será proibido o ingresso de animais vacinados, bovinos e bubalinos, no Estado do Paraná. Seguindo os trâmites da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em setembro de 2020, o Brasil vai pleitear o reconhecimento internacional do Paraná como área livre de aftosa sem vacinação, o que deverá ser oficializado pela OIE, em maio de 2021.

MAPA

Rússia autoriza novos frigoríficos de carne bovina a exportarem para o país

O serviço sanitário russo Rosselkhoznadzor habilitou mais dois frigoríficos de carne bovina brasileiros a exportarem para o país desde sexta-feira (11), segundo informações no site do órgão sanitário russo

A unidade da Cooperfrigu em Gurupi (TO) e a planta da Minerva em Paranatinga (MT) foram as contempladas com a autorização. O mercado russo está reaberto para as carnes bovina e suína brasileiras desde novembro de 2018 , após ter ficado fechado por um ano sob o argumento de que a substância ractopamina, proibida no país, tinha sido encontrada em alguns lotes de produtos brasileiros. À época do anúncio da reabertura do mercado, a Rússia habilitou cinco frigoríficos de carne bovina e quatro de carne suína brasileiros. A planta habilitada da Cooperfrigu tem capacidade de abate de 820 animais/dia e já exporta cerca de 30% de sua produção, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), da qual a empresa é associada. A Minerva não quis comentar sobre a habilitação de seu frigorífico. A unidade de Paranatinga pertencia à Marfrig até janeiro deste ano, quando foi entregue à Minerva em troca da planta de abates desta empresa em Várzea Grande (MT). Desde que retomou as compras do Brasil, a Rússia vem elevando as importações lentamente. O país comprou 51.839 toneladas de carne bovina brasileira de janeiro a setembro, bem abaixo das médias históricas anuais de 150 mil toneladas verificadas antes do embargo, segundo a Abrafrigo.

CARNETEC

MDIC reforça possibilidade de exportações recordes de carne bovina em outubro

A Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) divulgou ontem os volumes embarcados de carne bovina in natura até a segunda semana de outubro. O total foi de 73,86 mil toneladas em 9 dias úteis.

Até o final do mês, as projeções destes números indicam que o total embarcado poderá ficar entre 176,1 mil e 188,76 mil toneladas. Caso se confirme, este será o maior volume exportado pelo Brasil.  Em relação ao mesmo período do mês anterior, as vendas externas do Brasil apresentaram uma alta de 52,6% e, na comparação anual, de 38,95, de acordo com números da XP Investimentos.  A média diária embarcada de carne bovina foi de 8,2 mil toneladas, ou seja, um aumento em torno de 39,3% se comparada com o mês de setembro. Na comparação anual, a valorização fica em torno de 32,8%. Com relação ao valor negociado, em outubro os preços médios por tonelada ficaram próximos de US$ 4.386,9 um valor 3,3% maior que setembro que registrou um preço de US$ 4.246,4 por tonelada. Com relação ao ano anterior, os preços registraram uma alta de 12,7%.

XP Investimentos

ECONOMIA

Dólar fecha em alta contra o real em meio a dúvidas sobre relações EUA-China

O dólar encerrou em alta contra o real na segunda-feira, em dia marcado por menor liquidez nos mercados por feriado nos Estados Unidos e em meio a um cenário menos otimista em relação às negociações comerciais entre EUA e China

O dólar à vista BRBY subiu 0,81% na segunda-feira, a 4,1285 reais, maior nível de fechamento desde 2 de outubro. Na B3, o dólar futuro DOLc1 tinha alta de 0,52%, a 4,1335 reais. Os mercados financeiros dos EUA permaneceram parcialmente fechados na segunda devido ao feriado do dia de Colombo, em comemoração ao descobrimento da América, por Cristovão Colombo. Segundo operadores, o fato ajudou a manter a liquidez mais estreita no dia, impulsionando o dólar. Paralelamente, o ceticismo em relação às verdadeiras conquistas das negociações comerciais também ajudava a elevar a pressão sobre a moeda brasileira. Na segunda-feira, a Bloomberg News informou que a China quer mais negociações no final de outubro para definir os detalhes do acordo da “primeira fase”. O Secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, também disse que uma rodada adicional de tarifas sobre importações chinesas provavelmente será imposta se um acordo comercial não for alcançado até o momento de seu início, mas acrescentou que espera que o acordo seja concluído.

REUTERS

Ibovespa sobe Com ajuda de bancos

O principal índice da bolsa paulista fechou a segunda-feira em alta, com ações de bancos se sobrepondo à pressão negativa de Vale, em dia de volume mais fraco, uma vez que um feriado nos Estados Unidos desidratou os negócios em Wall Street e no mundo

O Ibovespa subiu 0,45%, a 104.301,58 pontos. O volume financeiro da sessão somava apenas 10,8 bilhões de reais. Após Washington e Pequim indicarem um acordo parcial na sexta-feira, notícias e declarações de autoridades de ambos os lados trouxeram dúvidas sobre o que realmente foi obtido. O Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que uma rodada adicional de tarifas sobre as importações chinesas será imposta se um acordo com a China não for alcançado, mas afirmou esperar que o acordo avance.  Rodrigo Donato, assessor sênior da Acqua Investimentos, destacou que o mercado doméstico segue sensível à disputa comercial EUA-China.

REUTERS

Expectativas de inflação recuam e Selic a 4,50% em 2019, mostra pesquisa do BC. PIB se mantém em 0,87%

As estimativas de inflação recuaram na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, levando o grupo que mais acerta as previsões a reduzir ainda mais a expectativa para a taxa básica de juros neste ano. Para o Produto Interno Bruto (PIB), não houve mudanças nas estimativas, com o crescimento calculado em 0,87% e 2,00% respectivamente em 2019 e 2020.

O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA neste ano caiu a 3,28%, de 3,42% antes. Para 2020 a conta foi reduzida em 0,05 ponto percentual, a 3,73%. O movimento acontece na esteira da mudança de pesos no cálculo do IPCA informado na sexta-feira pelo IBGE, com o grupo Transportes superando a Alimentação e se tornando o principal componente da inflação oficial brasileira a partir de janeiro de 2020. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos. Diante desse cenário, o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, passou a ver a taxa básica Selic a 4,50% em 2019, de 4,75% na semana anterior, permanecendo nesse patamar em 2020. Como um todo, a pesquisa ainda mostra que os economistas veem a Selic a 4,75% este ano, mas a estimativa caiu a 4,75% também em 2020, de 5,00% antes. A Selic foi reduzida em setembro em 0,50 ponto, para 5,50% ao ano, nova mínima histórica, com o BC indicando de forma explícita novo alívio monetário.

REUTERS

Valor bruto da produção agropecuária deverá somar R$ 609,7bi em 2019, diz CNA

Se confirmado, montante será 0,2% menor que o calculado pela entidade para 2018. Para a carne bovina, a projeção é de crescimento de 3,6% no VBP

O valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país deverá somar R$ 609,7 bilhões em 2019, 0,2% menos que no ano passado, conforme estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgada ontem. Segundo a entidade, o VBP da agricultura cairá 4,1%, para R$ 376,8 bilhões, sobretudo por causa de recuos previstos para café, cana e soja. Já o VBP da pecuária deverá aumentar 7%, para R$ 232,9 bilhões, com destaque para a suinocultura, que deve ter crescimento de 22,9%, e da avicultura, com elevação de 14,2%.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Pedido de painel contra eu na OMC volta à pauta

Regulamentação da Camex abre espaço para contestar barreiras

A regulamentação das atribuições da Secretária-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que estava em um limbo jurídico desde o início do ano, animou a indústria exportadora de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reiterou ao governo o pedido para a abertura de um contencioso contra a União Europeia na Organização Mundial de Comércio (OMC). Na prática, os exportadores brasileiros questionam o critério sanitário aplicado pela União Europeia para a carne de frango salgada, principal produto exportado pelo Brasil. Segundo a advogada Ana Caetano, do escritório Veirano Advogados, desde 2011 o bloco europeu exige que o frango salgado não tenha qualquer tipo de salmonela, mas sem base científica para tal. Atualmente, o Brasil conta com uma cota de cerca de 170 mil toneladas para exportar carne de frango salgada à União Europeia. Dentro dessa cota, a tarifa de importação é menor, de 15,4%, de acordo com Ana Caetano, que representa a ABPA. A vantagem tarifária faz com que os exportadores brasileiros prefiram exportar frango com sal. Se fossem exportar a carne de frango in natura, teriam de pagar uma tarifa “impeditiva” de € 1.024 por tonelada, conforme a advogada. O problema é que, para os europeus, o frango salgado não poder ter qualquer um dos mais de 2,5 mil tipos de salmonelas, ao passo que o produto in natura só não é barrado se tiver dois tipos da salmonela (typhimurium e enteritidis), justamente os mais associados à intoxicação alimentar. A argumentação brasileira é que o frango salgado deveria ter o mesmo critério do frango in natura, já que ambos não são cozidos e, portanto, não podem evitar a bactéria. O processo de cozimento mata as salmonelas.

VALOR ECONÔMICO

Exportações de carne suína voltam a crescer em outubro

Média diária é 34,6% maior que a registrada em setembro e 29,2% na comparação com o mesmo período de 2018

Até a segunda semana do mês de outubro as exportações de carne suína in natura somaram 28,7 mil toneladas remessadas ao exterior. Os primeiros nove dias úteis do mês registraram uma média diária de 3,2 mil toneladas, 34,6% maior que a registrada em setembro e 29,2% maior que a média registrada para o mês de outubro de 2018. No total as exportações somaram US$ 68 milhões até a segunda semana. O preço pago por tonelada na segunda semana se manteve o mesmo da primeira semana e registrou valorização na comparação com a setembro, passando de US$ 2.306,6 para US$ 2.369,1 nos primeiros dias de outubro. Em comparação com outubro de 2018 esse valor é 2,7% maior, visto que no período eram pagos US$ 1801,0 por tonelada embarcada.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Suínos: mercado em alta

O mercado de suínos está em alta em outubro. Nas granjas de São Paulo, o animal terminado está cotado, em média, em R$98,00 por arroba, aumento de R$5,00 por arroba ou 5,4% desde o início do mês

A demanda pelos frigoríficos está aquecida e existe dificuldade em encontrar animais com peso de abate ideal. No atacado também houve valorização no período. A carcaça passou de R$7,45 por quilo para os atuais R$7,60 por quilo, alta de 2,0%. A maior procura, comum na primeira quinzena do mês, colabora para o cenário. Além disso, as exportações seguem em bom ritmo.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

OIE aponta 507 novos surtos entre 27 de setembro e 10 de outubro

A maioria dos surtos de Peste Suína Africana (PSA) relatados neste relatório ocorreu na Europa

O relatório da Organização Mundial para Saúde Animal (OIE), divulgado na semana passada, mostra que 507 novos surtos de Peste Suína Africana (PSA) foram notificados. O total de surtos contínuos da doença em todo o mundo é agora de 9.491, sendo 6.083 surtos apenas no Vietnã. No relatório anterior, 355 foram notificados como novos, enquanto 9.280 surtos estavam em andamento. Um total de 37.651 animais foram notificados como perdas, aponta o relatório. A Europa notificou 890 perdas, 619 delas notificadas na Romênia, enquanto a Ásia relatou 25.532 animais perdidos, 12.997 deles no Laos. A África notificou 11.229 suínos eliminados. De acordo com a OIE 22 países notificaram novos surtos ou em andamento por meio de notificações imediatas e relatórios de acompanhamento, 10 na Europa (Bulgária, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia, Eslováquia e Ucrânia); 9 na Ásia (China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Laos, Mianmar, Filipinas, Rússia, Vietnã e Timor-Leste) e 4 na África (Costa do Marfim, Quênia, África do Sul e Zimbábue). A China não notificou novos surtos no período. A Coreia notificou 8 novos surtos na cidade metropolitana de Incheon e Gyeonggi-Do, incluindo o primeiro surto de javali. O Laos registrou 47 novos surtos, enquanto Mianmar, um novo surto. A Rússia notificou um total de 17 novos surtos em suas divisões administrativas asiáticas: Amurskaya Oblast, Primorskiy Kray e Yevreyskaya Avtonomnaya Oblast. E o Timor Leste notificou a primeira ocorrência no país que afeta os suínos de criação.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL
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