CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1098 DE 11 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1098| 11 de outubro de 2019

 ABRAFRIGO

COOPERFRIGU, do Tocantins, está reabilitado a exportar carne bovina para a Rússia, informa a ABRAFRIGO

O trabalho realizado pela Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) para recuperar as exportações de carne bovina para a Rússia obteve mais um avanço

Ontem o serviço sanitário russo, o Rosselkhoznadzor, publicou em seu site a reabilitação de mais um associado da entidade que, a partir de hoje (11.10) já poderá exportar carnes para a Rússia. Trata-se da planta da COOPERFRIGU situada em Gurupi, no Sul do estado do Tocantins, com capacidade de abate de aproximadamente 820 animais/dia e que já exporta cerca de 30% de sua produção. Moscou impôs um embargo às carnes bovina e suína do Brasil no fim de 2017, alegando a presença do aditivo ractopamina, um estimulante de crescimento proibido por lá, em alguns lotes destes produtos. As restrições começaram a ser retiradas em novembro de 2018, mas até agora apenas cinco empresas de bovinos foram autorizadas a vender para o mercado russo, o qual já foi o maior importador do produto brasileiro. De janeiro a setembro, a Rússia importou 51.839 toneladas do produto quando suas médias históricas variavam acima de 150 mil toneladas nos últimos anos.

ABRAFRIGO

NOTÍCIAS

Altas nos preços da carne bovina e do boi gordo

Além da baixa oferta de boiadas, que já vinha mantendo o mercado do boi gordo com os preços firmes, o escoamento da carne melhorou

A associação destes fatores explica as altas vividas pelo mercado. Nos últimos trinta dias, a arroba do boi gordo subiu em 31 das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Na praça de Alagoas a cotação ficou estável. Destaque para a região de Paragominas-PA, onde a cotação do boi gordo subiu 4,8% nos últimos trinta dias, considerando o preço à vista. Atualmente, na região, a arroba do boi gordo está cotada em R$152,00, à vista, livre de Funrural, valorização de 1,7% na comparação dia a dia. No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços subiram. O boi casado castrado está cotado em R$11,04/kg, alta de 5,6% desde o início do mês. Este é o maior patamar de preço da carne com osso em 2019, o que evidencia os estoques enxutos e a melhora do consumo.

SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos paulistas miram boiadas de MG e PR

Indústria busca driblar alta da arroba para preencher escalas de abate

Na tentativa de driblar a especulação altista sobre o preço do boi gordo, os frigoríficos paulistas buscam nos Estados vizinhos animais para preencher suas escalas de abate, relata a Informa Economics FNP. Tal iniciativa, observa a consultoria, trouxe firmeza aos preços da arroba nas praças de Minas Gerais, onde houve uma aparente melhora na oferta de boiadas prontas por conta do segundo giro do confinamento. “Cenário parecido também é observado no Estado do Paraná, onde também há relatos de lotes pontuais sendo negociados a preços mais altos por compradores paulistas”, destaca a FNP. De acordo com a consultoria, em São Paulo (e também na maioria das outras regiões), os pecuaristas limitam o fluxo de suas negociações focados no cumprimento de contratos a termo e de olho na possibilidade de preços mais firmes, devido ao forte ritmo das exportações brasileiras de carne bovina e à possibilidade de maior consumo interno em função da chegada das festas de final de ano.

PORTAL DBO

China já compra mais carne bovina brasileira que Hong Kong, aponta Cepea

País asiático eleva demanda por conta da peste suína africana

A China passou a ser o principal destino da carne brasileira bovina nos últimos dois meses, ultrapassando Hong Kong, até então maior importador, em volume, do produto nacional. Em receita, a China já estava à frente de Hong Kong desde o ano passado – os embarques para este país totalizaram US$ 1.487 em 2019, ante US$ 1.437 para Hong Kong. Na avaliação dos pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as compras chinesas irão se intensificar nos próximos meses, na esteira do surto da peste suína africana, que dizimou o rebanho de porcos do país asiático. Devido à proliferação da doença, a China está elevando consideravelmente a demanda internacional por carnes (tanto a suína quanto a bovina e a de frango). As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram, em apenas quatro dias úteis deste mês, 31,14 mil toneladas, de acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). A média diária de embarques está em 8,03 mil toneladas, ante 5,89 mil toneladas em setembro e 6,17 mil toneladas em outubro do ano passado. “Caso esse ritmo se mantenha até o final deste mês, as vendas externas podem somar 160 mil toneladas, o que significaria um recorde”, destaca o Cepea.

CEPEA

Indonésia e Japão, próximas fronteiras para a carne

Os dois países são grandes importadores

Além do “efeito China”, que já tem reflexos positivos em exportações e preços, a ofensiva do governo brasileiro para abrir outros mercados na Ásia enchem de ânimo os frigoríficos brasileiros de carne bovina. Anunciada no primeiro semestre pela Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a efetiva abertura do mercado da Indonésia para a carne do Brasil está próxima. Para que as companhias possam começar a enviar suas cargas, faltam apenas detalhes do acordo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) que tem que ser firmado entre os dois países. Jacarta já habilitou dez plantas brasileiras para fornecer carne bovina in natura: cinco da Minerva, quatro da JBS e uma da Marfrig. Estima-se que a Indonésia tenha apetite para importar, no futuro, quase 200 mil toneladas por ano a um preço médio de US$ 3,8 mil por tonelada, de acordo com levantamento do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Importadores indonésios já demonstraram interesse em comprar 30 mil toneladas até o fim deste ano, e há sondagens que apontam para uma demanda de cerca de 100 mil toneladas em 2020. “A Indonésia pode vir a se tornar o segundo maior mercado para a carne bovina do Brasil – depois da China, é claro”, diz o Diretor de Relações institucionais da Minerva, João Sampaio. Outro mercado asiático desejado há muito tempo é o Japão, mas, neste caso, o Ministério da Agricultura avalia que a abertura vai demorar um pouco mais. O país sinalizou que deverá enviar nos próximos meses ao Brasil uma missão sanitária para auditar frigoríficos, após quase uma década de duras negociações. As visitas deverão ser no Paraná, Santa Catarina, Goiás e Rondônia. Neste caso, o entusiasmo das grandes empresas de carne bovina do Brasil se justifica pelo tamanho do mercado japonês que pode representar vendas de mais de 700 mil toneladas por ano, a um preço médio de US$ 5,9 mil por tonelada.

VALOR ECONÔMICO

Bovinos para reposição: mercado firme

O mercado de reposição tem trabalhado em alta desde meados de 2018, somente em junho/julho que houve uma retração pontual nas cotações devido aos entraves envolvendo à suspensão dos embarques de carne à China

Mas desde então os preços começaram a se recuperar. Entretanto as variações semanais não haviam superado o patamar de 0,25%, na média de todos os estados e categorias analisados. Porém, nos últimos sete dias, o mercado de reposição ganhou mais potência. Os preços dos animais reposição tiveram alta de 0,4%, também considerando todos os estados e categorias pesquisados. A volta das chuvas trouxe mais ânimo para os compradores e movimentação no mercado de reposição, estimulando os aumentos nas cotações. Além disso, a baixa disponibilidade de animais colabora com esse cenário. Considerando a média de preços de todas as categorias de machos anelorados, as cotações subiram em todos os estados analisados, com exceção do Maranhão, Acre e Tocantins, que ficaram estáveis. Já Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás foram os estados com as maiores altas semanais sendo elas 1,5%, 1,1% e 1,0%, respectivamente. Em curto e médio prazos, com as chuvas mais regulares e em maiores volumes e com o mercado do boi gordo ganhando força, valorizações mais intensas não estão descartadas.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar encerra em alta contra o real com relação EUA-China no radar

O dólar encerrou em alta contra o real na quinta-feira, em sessão marcada por grande volatilidade, apesar da baixa liquidez, com agentes do mercado monitorando os desdobramentos das relações comerciais entre Estados Unidos e China

O dólar à vista subiu 0,48% nesta quarta, a 4,1236 reais na venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre altas e baixas, tocando os níveis de 4,1386 reais na máxima e de 4,0903 reais na mínima intradia. Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 0,24%, a 4,1265 reais. Segundo operadores, apesar da cena externa se mostrar mais positiva em meio a esperanças de que um acordo comercial parcial entre EUA e China seja alcançado, as sinalizações de uma atividade doméstica ainda fraca elevavam as expectativas de mais cortes de juros pelo Banco Central, impulsionando o dólar. “A atividade econômica brasileira ainda tem se mostrado bem baixa, e há rumores no mercado de que a Selic caia ainda mais. Isso faz com que o diferencial de juros fique baixo demais para trazer fluxo para cá e faz com que investidores prefiram outros países emergentes com juros mais altos”, afirmou Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset. Segundo Alencastro, o mercado precisa de mais sinalizações de avanços nas pautas de reformas econômicas para estimular a entrada de investidores estrangeiros.

REUTERS

Ibovespa avança de olho em negociações comerciais

A bolsa paulista manteve o viés positivo na quinta-feira, em pregão marcado por expectativas para negociações comerciais entre Estados Unidos e China

O Ibovespa fechou em alta de 0,56%, a 101.817,13 pontos. O giro financeiro do pregão somou 14,1 bilhões de reais. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que se encontrará com o Vice-Premiê chinês, Liu He, na Casa Branca na sexta-feira, no segundo de dois dias de negociações comerciais de alto nível com o objetivo de evitar aumentos programados nas tarifas dos EUA sobre produtos chineses. “Todas as atenções do mercado estão voltadas para as negociações de EUA e China em torno da guerra comercial”, destacou o estrategista Dan Kawa, sócio na TAG Investimentos. Em outra frente, os EUA não mencionaram apoio ao ingresso do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em carta enviada ao organismo no fim de agosto, em que manifestaram respaldo às candidaturas da Argentina e da Romênia, informaram duas fontes a par do assunto. Outro alvo de atenção foi a primeira sessão de discussão da PEC da reforma da Previdência, que deverá ser votada em segundo turno pelo plenário da Casa no próximo dia 22.

REUTERS

Agronegócio brasileiro exporta US$7,75 bi em setembro, queda de 3,9%, diz ministério

O valor das exportações do agronegócio brasileiro somou 7,75 bilhões de dólares em setembro, recuo de 3,9% na comparação com igual período do ano passado, informou na quinta-feira a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura

Segundo nota do órgão, a queda ocorreu devido à redução dos índices de preços dos produtos agrícolas exportados pelo Brasil, que apresentaram recuo médio de 4,5% no período. “Por outro lado, o índice de quantum aumentou 0,7% na comparação entre setembro de 2019 e setembro de 2018, ajudando a abrandar a queda no valor exportado”, ponderou a Secretaria. Em relação à participação do agronegócio no total das exportações brasileiras no mês passado, o setor foi responsável por 41,4% delas, leve queda de 0,6 ponto percentual na comparação com setembro de 2018.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Foco de peste suína clássica é confirmado em Alagoas

Caso foi identificado em propriedade de criação extensiva fora da zona livre da doença

A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e o Ministério da Agricultura confirmaram a ocorrência de um foco de peste suína clássica (PSC) no município de Traipu, na região do agreste do Estado, próximo da divisa com Sergipe. A agência informou “que equipes compostas por fiscais agropecuários foram acionadas há 21 horas e já estão atuando na região. Medidas como a interdição da propriedade onde foi localizado o foco e a proibição do trânsito de suínos, entre outras, estão sendo tomadas em busca da contenção e da eliminação da doença”. Segundo a Adeal, a vigilância epidemiológica está sendo intensificada em Alagoas. “Esclarecemos a população que a Peste Suína Clássica é uma doença viral que acomete somente porcos e javalis. Não é uma zoonose, e, portanto, não é transmissível a humanos”. “O controle e a erradicação da PSC são de grande relevância para a economia local e nacional, pois sua ocorrência gera prejuízos e restrições ao comércio desses animais e seus produtos”, informou. Apesar de também ser considerada grave, a peste suína clássica é menos severa que a peste suína africana (PSA), que está provocando forte redução do plantel de porcos da China. Porém, afirma comunicado da Pasta, o foco é “muito próximo da zona livre de PSC do Brasil, que detém aproximadamente 90% da produção suinícola brasileira e 100% das exportações de animais e produtos de suínos do país. Portanto, apesar dessa ocorrência não alterar o reconhecimento internacional deste status sanitário junto à OIE [Organização Mundial de Saúde Animal], é exigida adoção de estado de alerta e reforço nas medidas de prevenção de todo o Serviço Veterinário Oficial. “Neste momento, estão sendo adotados os procedimentos para eliminação do foco, com sacrifício e destruição dos suínos, e investigação epidemiológica em propriedades situadas no raio de 10 km em torno do foco e naquelas que possuírem algum vínculo epidemiológico”, informou a Pasta.

VALOR ECONÔMICO

Custos de produção de aves e suínos voltam a subir em agosto

Os custos de produção de aves de corte e suínos medidos pelo Centro de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa voltaram a subir em agosto, após caírem em julho, segundo informações no site do CIAS/Embrapa

O índice que mede o custo de produção de frango de corte subiu 1,49% em agosto, ante julho, influenciado principalmente pelo aumento no custo de nutrição e de pintos de um dia. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo em aviário tipo climatizado em pressão positiva no Paraná estava em R$ 2,83 em agosto, sendo que 67,8% deste total é referente ao custo de alimentação. No ano, o ICP Frango acumula alta de 0,57% e nos últimos 12 meses houve queda de 1,35%. Já o ICPSuíno subiu 0,13% em agosto, também impactado pelo custo de nutrição. O custo do quilo do suíno vivo produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina estava cotado a R$ 3,88 em agosto, com o custo de alimentação representando 76,24% deste total. O ICPSuíno sobe 1,15% no ano e cai 4,45% nos últimos 12 meses.

CARNETEC

Frango: valorizações no atacado em São Paulo

Já são 80 dias de estabilidade nos preços nas granjas paulistas

A ave terminada segue negociada, em média, em R$3,30 por quilo. Apesar da melhora na demanda por conta das particularidades do período do mês, as ofertas foram suficientes para manter as cotações nos mesmos patamares. No atacado, porém, as vendas em bom ritmo e a confiança de manutenção desse cenário no curto prazo, fez as cotações subirem. A carcaça teve alta de 1,9% nos preços na última semana sendo negociada atualmente, em média, em R$4,23 por quilo. Essa conjuntura do mercado deverá se manter em curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Produtores argentinos liquidam plantel de fêmeas para atender à China

Participação da categoria nos abates totais bateu a casa dos 50% no acumulado do ano

Dados da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra) revelam uma tendência preocupante na atividade de cria: no acumulado de janeiro a setembro de 2019, a participação de fêmeas nos abates totais de bovinos atingiu quase 50% (exatamente, 49,1%), taxa poucas vezes vista no país do churrasco e 4,2% acima do percentual verificado em igual período do ano passado (44,9%). A última vez que o percentual de abate de fêmeas bateu o patamar próximo a 50% na Argentina foi em 2009 – 49,5%. Depois, entre 2010 e 2018, a taxa oscilou na casa de 40-45%. De acordo com a Ciccra, no acumulado até setembro, abate de fêmeas cresceu 10,8% (ou +485,9 mil cabeças), na comparação com igual período de 2018. Em contrapartida, o abate de machos diminuiu 6,3% (ou -345,6 mil cabeças) na mesma base de comparação. Em setembro passado, a participação de fêmeas no abate total de bovinos na Argentina atingiu 46,4%, 1 ponto percentual acima da taxa observada em setembro de 2018. Enquanto isso, o abate de machos registrou variação positiva em setembro último, após dez meses consecutivos de retração. Entre setembro de 2018 e setembro de 2019, as matanças de machos cresceram 15%. No total, a indústria argentina abateu 1,205 milhão de cabeças em setembro, um avanço de 16,7% sobre igual mês de 2018. Considerando as matanças no terceiro trimestre deste ano, o abate de fêmeas totalizou 1,74 milhão de cabeças, um avanço de 18% sobre igual período do passado. Nesse período, a participação de fêmeas no abate foi de 47,4%, 3,5 pontos percentuais acima da taxa verificada no terceiro trimestre do ano passado – foi a maior fatia desde o terceiro trimestre de 2009. No acumulado do terceiro trimestre de 2019, foram abatidos 3,66 milhões de cabeças, aumento de 9,3% (ou +312,9 mil cabeças) na comparação com julho-setembro de 2018.  A indústria frigorífica argentina atingiu o maior nível de abate dos últimos dez anos.

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