CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1096 DE 09 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1096| 09 de outubro de 2019


NOTÍCIAS

Mapa deve reconhecer o Paraná como área livre da aftosa sem vacinação

Ministra Tereza Cristina deve assinar MP no dia 15 de outubro

O setor ligado à pecuária do Paraná se reuniu na segunda-feira, na sede do Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), em Curitiba, para preparar a visita da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao Estado no dia 15 de outubro. Na ocasião, conforme nota do Sistema Ocepar, Tereza Cristina deve assinar a Instrução Normativa 44, que possibilita tornar o Paraná área livre de aftosa sem vacinação. “Este é um passo importante para que, em 2021, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) também reconheça essa condição do Paraná, em sua Assembleia Geral”, diz o Superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti.

ESTADÃO CONTEÚDO

Cobrança de ICMS no Tocantins foi anulada através de liminar

No Tocantins, a medida tomada pelo governo de retirada da isenção do ICMS dentro do estado foi anulada através de liminar

Apesar da situação não ter sido resolvida, a anulação permitiu aos compradores voltarem à ativa e, depois de praticamente sete dias sem negociação, os negócios ocorrem com mais afinco, a fim de as indústrias reabastecerem os estoques. No Norte do Tocantins, os preços da arroba do boi gordo subiram 1,3%, frente ao início do mês. Atualmente, o boi gordo está cotado em R$150,50/@ à vista, livre de Funrural. Em São Paulo, o preço da arroba também subiu. O boi gordo está cotado em R$160,50/@, à vista, livre de Funrural. De maneira geral, a oferta restrita é o principal fator altista para a arroba. Com as altas de preços do boi, a venda de carne tem sido o desafio para os frigoríficos neste momento, mas o período atual tem favorecido o escoamento de carne. A melhora das vendas, permitiram altas de preço para a carne bovina. O boi casado de machos castrados está cotado em R$10,76/kg, valorização de 0,9% frente o fechamento da última semana.

SCOT CONSULTORIA

REUNIÃO sobre os acertos para encerrar cobrança do passivo do Funrural

Uma das possíveis soluções seria incluir dispositivo na PEC da reforma tributária para regularizar a situação do passivo

Deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) estiveram reunidos com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir o passivo do Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural).  Para o Vice-Presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), a reunião com o Ministro da Economia  buscou uma solução para a situação dos produtores rurais. “Queremos uma decisão definitiva. Que o governo nos diga se há de fato uma saída para o não pagamento ou se vai apresentar outra solução de renegociação que seja viável para o produtor”. Souza afirmou que o Ministro da Economia foi receptivo e marcou uma nova reunião, com a presença do Secretário Especial da Receita Federal, José Tostes, para daqui a 15 dias. “Ele aventou a possibilidade de a solução vir na Proposta de Emenda à Constituição da reforma tributária, mas ainda não sabemos como será”. Segundo o deputado José Mario Schreiner (DEM-GO), que também participou da reunião, Guedes afirmou que há uma decisão política no sentido de resolver, de forma definitiva, o passivo do Funrural. “É um problema que aflige milhares de produtores rurais em todo o país, mas a reunião foi produtiva e estamos otimistas”. O deputado Jerônimo Goergen, autor do Projeto de Lei 9252/17 que extingue o passivo do Funrural está otimista com os resultados da reunião com o Ministro Paulo Guedes.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Frigoríficos de carne bovina vislumbram ‘super demanda’

Cenário positivo para as vendas decorre do aumento das importações da China

Embaladas pelo aumento das importações da China, JBS, Marfrig e Minerva, entre outras, veem os volumes de vendas crescerem, os preços subirem e as ações dispararem na bolsa. As recentes autorizações de Pequim para que mais frigoríficos brasileiros exportem ao mercado chinês puseram mais lenha na fogueira, e o horizonte é cada vez mais promissor. Com uma cadeia produtiva de ciclo mais longo que a das carnes de frango e suína, o segmento de carne bovina já especula, inclusive, sobre a possibilidade de formação de uma onda de “superdemanda” alimentada pelas compras do país asiático. E essa onda poderá acirrar a concorrência por carne bovina e gerar forte alta dos preços. “No primeiro semestre talvez o mundo não consiga atender à demanda da China”, diz o Diretor de Exportação da Minerva Foods, Leonardo Alencar, na Anuga. De janeiro a agosto, as exportações brasileiras de carnes em geral para a China somaram US$ 2,1 bilhões, ou 21,2% de um total que alcançou US$ 9,9 bilhões. Só de carne bovina, os chineses compraram US$ 1 bilhão. A conjuntura também anima frigoríficos de porte médio como o paulista Frigol, que acaba de sair de uma recuperação judicial e vê a chance de mudar seu perfil e se tornar essencialmente exportador. Dois meses atrás, a empresa tinha apenas uma planta, em Lençóis Paulistas (SP), apta a embarcar carne bovina in natura para a China e tinha cerca de 30% de sua receita proveniente de vendas ao exterior. Com a habilitação de mais uma unidade em setembro, em Água Azul do Norte (PA), a fatia deve crescer para 50%, segundo o CEO Luciano Pascon. Na carne bovina as boas perspectivas não dependem necessariamente de que novas plantas sejam autorizadas a exportar à China caso o país asiático deixasse de aceitar apenas carne abatida de um “boi jovem” – ou seja, de até 30 meses de idade. Os vizinhos Uruguai e Argentina são concorrentes que não precisam seguir essa regra. A suspensão dessa restrição está sobre a mesa da Ministra Tereza Cristina, mas há outras prioridades. É possível que a China abra primeiro seu mercado para a carne industrializa. No momento, as negociações em curso entre os dois governos indicam que Pequim poderá autorizar pelo menos as nove unidades que estavam na lista de 34 enviada pelo Brasil e ficaram de fora da relação de 25 plantas recentemente autorizadas.

VALOR ECONÔMICO

Açougues começam a ficar sem carne após frigoríficos suspenderem abate no Tocantins

Em alguns estabelecimentos, há apenas alguns tipos de corte e em quantidade reduzida

Açougues de Palmas e outras cidades do Tocantins estão começando a ter dificuldades para repor os estoques após frigoríficos de todo o estado decidirem paralisar o abate de animais. A medida foi tomada como reação do setor após o governo suspender benefícios fiscais relacionados ao ICMS. Enquanto o impasse persiste, os balcões dos estabelecimentos vão ficando cada vez mais vazios. “Eu só estou tendo esta carne que está no balcão aqui, que é um pouco de acém, um pouco de alcatra, um pouco de coxão mole. Essa carne já acaba hoje. Ela acaba daqui pra dez da noite”, diz o açougueiro Adriano Martins. No estabelecimento de Francisco de Assis, que fica na região norte, a câmara fria está vazia e o que resta no balcão são cerca de 40 quilos de coxão duro, patinho e costela. Ele conta que dispensou funcionários nesta segunda-feira (7) já que não havia demanda. “Eu já dei folga para dois funcionários, pra mim [sic] não estar pagando esse momento que não tem o que fazer. Então estou de forma bem reduzida também no número de funcionários”.

G1

ECONOMIA

Ibovespa perde 100 mil pontos com ceticismo

O Ibovespa fechou abaixo dos 100 mil pontos pela primeira vez em mais de um mês na terça-feira, tendo de pano de fundo um cenário negativo no exterior marcado por ceticismo sobre o desfecho das negociações comerciais entre Estados Unidos e China

Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,59%, a 99.981,40 pontos, após sessão volátil, tendo oscilado da mínima de 99.867,59 pontos à máxima de 101.296,28 pontos. O Ibovespa não fechava abaixo dos 100 mil pontos desde 3 de setembro. O volume financeiro somou 14,29 bilhões de reais. Investidores começaram a sessão com a notícia de que os EUA incluíram importantes startups de inteligência artificial chinesas em lista de sanções, o que desagradou Pequim, além de declaração da véspera do presidente Donald Trump, de que ele não ficará satisfeito com um acordo parcial.  “A economia global ainda está assombrada pelo aumento das incertezas para os próximos anos”, observou a equipe do BTG Pactual em nota a clientes, destacando que os mercados seguem atentos e com elevada volatilidade em razão de novas preocupações relacionadas a guerra comercial EUA-China. O aumento da aversão a risco externo com receios sobre o ritmo de crescimento global fez a bolsa brasileira começar outubro com forte saída líquida de capital externo das negociações no mercado secundário, que já alcança 6 bilhões de reais até o dia 4. Na cena doméstica, a equipe da XP Investimentos também observa alguma preocupação quanto à evolução das reformas no Brasil, citando entre os fatores as discussões sobre a divisão entre Estados e municípios de parte dos recursos de mega leilão de áreas de petróleo previsto para novembro.

REUTERS

Dólar encerra em queda contra o real

O dólar encerrou em queda contra o real nesta terça-feira, depois de subir mais de 1% na véspera, com agentes do mercado monitorando questões envolvendo as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, em meio a expectativas sobre tratativas de divisão de recursos da cessão onerosa

O dólar à vista caiu 0,31% nesta terça, a 4,0917 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha queda de 0,41%, a 4,0965 reais. “Tivemos um dia de sinais mistos no cenário externo, com a confirmação de um corte de juros de Powell e um aumento da troca de farpas entre EUA e China. Com isso, as tratativas da cessão onerosa na cena doméstica ajudaram a elevar o otimismo e impulsionaram o real”, afirmou Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora. Na cena global, as perspectivas de progresso nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China diminuíram nos últimos dias, depois que Washington colocou empresas chinesas em sua lista de sanções devido ao tratamento de Pequim em relação a minorias étnicas predominantemente muçulmanas e impuseram restrições de vistos a autoridades do governo chinês e do Partido Comunista da China que são consideradas responsáveis pela situação. Também nesta terça, o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou uma abertura para novos cortes de juros em meio aos riscos econômicos globais, elevando as apostas de outro corte de juros nos EUA ainda este ano.

REUTERS

Estrangeiro tira R$ 6 bi do mercado secundário no começo de outubro

A bolsa brasileira começou outubro com forte saída de capital externo das negociações no mercado secundário, em meio ao aumento da aversão a risco externo e receios sobre o ritmo de crescimento das economias dos Estados Unidos e China, que vivem um embate comercial ainda sem sinal claro de desfecho

Nos primeiros quatro pregões do mês, as saídas de estrangeiros já superam as entradas em 6,2 bilhões de reais. No ano, os números mostram saída líquida de 27 bilhões de reais. O Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, acumulou queda de 2% de 1 a 4 de outubro, chegando a cair abaixo de 100 mil pontos na quinta-feira. Até a véspera, a perda no mês estava em quase 4%. Os números sobre a movimentação de estrangeiros têm defasagem de dois pregões. A equipe da XP Investimentos também ressaltou a semana conturbada experimentada pelo cenário político brasileiro. Eles destacaram que o Senado aprovou em primeiro turno a reforma da Previdência, após adiamento e incertezas com relação a sua potencial desidratação, mas o noticiário mostrando falta de articulação para a divisão dos recursos do mega leilão do petróleo previsto para novembro pode prejudicar o seu andamento. “A economia global ainda está assombrada pelo aumento das incertezas para os próximos anos”, observa a equipe do BTG Pactual, acrescentando que os mercados continuam atentos e permeados por grandes volatilidades em razão de novas preocupações relacionadas à guerra comercial.

REUTERS

EMPRESAS

Senadores dos EUA pedem investigação sobre aquisições JBS no país

Senadores dos Estados Unidos pediram na terça-feira a abertura de investigação sobre aquisições feitas pela JBS no país, devido ao envolvimento da companhia brasileira com casos de corrupção no Brasil e na Venezuela

Em carta, os senadores Marco Rubio e Robert Menendez pedem que o Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) revise a compra de companhias do país pela JBS, incluindo Swift, Smithfied Foods, Pilgrim’s Pride e o braço de suínos da Cargill no país, entre 2007 e 2015. “Essas aquisições têm sérias implicações para a segurança, proteção e resiliência do nosso sistema de alimentação”, afirmam os senadores da carta. Os parlamentares alegam que durante os anos dessas compras nos EUA, a JBS se viu envolvida numa ampla rede de atividades ilícitas, citando o caso em que a controladora J&F, em 2017, fez acordo para pagar 3,2 bilhões de dólares por envolvimento num escândalo de corrupção no Brasil. “Tememos que a JBS tenha usado o financiamento ilegal que recebeu do BNDES, que somou mais de 1,3 bilhão de dólares, para comprar empresas americanas”, acrescenta a carta. Os senadores alertam ainda que a JBS se envolveu com parceiros suspeitos, incluindo com a entidade venezuelana Corpovex, e que os irmãos Wesley e Joesley Batista, da família controladora da J&F, tiveram ligação pessoal com Diosdado Cabello, oficial do governo de Nicolás Maduro.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Frigoríficos catarinenses exportarão subprodutos comestíveis para China

O Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados em Santa Catarina (Sindicarne) divulgou na segunda-feira (07) que a China habilitará novos produtos e subprodutos de carcaças suínas produzidos em estabelecimentos catarinenses, conforme informaram os chineses ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) brasileiro

A medida beneficia de imediato as plantas industriais já habilitadas para exportar carne suína congelada para aquele país e se constitui em oportunidade de ampliar as vendas, que se mantêm em alta desde o início do ano.  A nova frente de negociação – considerando apenas a capacidade dos grandes grupos agroindustriais catarinenses – pode proporcionar embarques adicionais de, aproximadamente, 7 mil toneladas mensais de subprodutos com geração de US$ 14 milhões ao mês em divisas. Computados os pequenos e médios exportadores, a receita mensal poderá chegar a US$ 15 milhões, o que soma US$ 180 milhões por ano. Segundo o comunicado do Adido na China, serão autorizadas exportações de pé de porco, língua, focinho, máscara, orelha e rabo como subproduto comestível. As habilitações para esses novos produtos poderão ser obtidas após verificação do atendimento dos requisitos chineses em auditoria do Mapa. Dessa forma, segundo o Sindicarne, não será necessária visita técnica chinesa para os estabelecimentos já habilitados.

CARNETEC

Risco de sobreoferta já entra no radar da avicultura no Brasil

Atual ampliação da capacidade de produção no país pode estar superestimando a demanda futura

O risco de uma sobreoferta de frango no Brasil começou a preocupar analistas e executivos da avicultura. Há duas semanas, a paulista Zanchetta Alimentos anunciou um investimento de R$ 730 milhões para dobrar a produção de frango. O projeto prevê a construção de um abatedouro em Conchal (SP), com capacidade para processar 380 mil aves por dia. A planta deverá entrar em operação em 2022. Ao Valor, a mineira Pif Paf também indicou planos de ampliar a capacidade de produção de frango em 2022. Operando praticamente a plena capacidade, a companhia planeja investir cerca de R$ 300 milhões para ampliar a produção em Palmeiras de Goiás (GO). Embora os projetos levem alguns anos para afetar a relação entre oferta e demanda, há quem alerte para a possibilidade de o ciclo positivo para os frigoríficos estar com dias contados. Para o longo prazo, a avaliação é que os projetos de expansão podem estar superestimando a demanda global. Se até 2020 as vendas não deslancharem, um excesso de oferta estará contratado. “Pintaram exportações excepcionais, mas elas não estão acontecendo. A expectativa é uma e a realidade é outra”, afirmou José Carlos Godoy, Secretário-Executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco). Segundo ele, as agroindústrias seguem ampliando os alojamentos de aves matrizes, o que terá reflexo na oferta de carne de frango em meados do próximo ano. “Vamos ver se até lá o mercado responde como se esperava, mas é preocupante”, acrescentou Godoy. Na última sexta-feira, em evento em São Paulo, o Diretor de Relações Institucionais da entidade, Ariel Mendes, previu que os embarques de carne de frango crescerão 1% em 2019. A estimativa é mais modesta que a divulgada no fim de agosto pela ABPA, que indicava um avanço entre 4% e 5%. “Até agora, não se concretizou tudo aquilo que se esperava. O país asiático abateu muitos suínos sadios e isso segurou um pouco as compras deles. Contudo, eles estão tendo que usar seus estoques estratégicos de forma mais forte”, afirmou Mendes. Termômetro importante para essa avaliação, os dados de alojamentos de pintinhos nas granjas indicam uma aceleração da oferta de frango. Segundo a Apinco, 4,3 bilhões de pintinhos foram alojados de janeiro a agosto, alta de 6,7%.

VALOR ECONÔMICO

Primeira semana do mês indica melhora nas exportações de carne suína

Nos primeiros quatro dias úteis do mês foram embarcadas 13,9 mil toneladas
Na primeira semana de outubro as exportações de carne suína in natura somaram 13,9 mil toneladas remessadas ao exterior. Os primeiros quatro dias úteis do mês registraram uma média diária de 3,5 mil toneladas, 46,3% maior que a média do mês de setembro e 40,5% maior que a média registrada para o mês de outubro de 2018. No total as exportações somaram US$ 32,9 milhões nessa primeira semana. O preço pago por tonelada na primeira semana registrou valorização na comparação com agosto, passando de US$ 2.306,6 para US$ 2.369,1 nos primeiros dias de outubro. Em comparação com outubro de 2018 esse valor é 2,7% maior, visto que no período eram pagos US$ 1801,0 por tonelada embarcada.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

França não assinará acordo do Mercosul nas atuais condições, diz ministra do Meio Ambiente

A França não assinará o acordo UE-Mercosul sobre questões agrícolas alcançado pela União Europeia e os países do Mercosul —Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai— nas condições atuais, afirmou na terça-feira a ministra francesa do Meio Ambiente, Elisabeth Borne

“Não podemos assinar um tratado comercial com um país que não respeita a floresta amazônica, que não respeita o tratado de Paris (do clima). A França não assinará o acordo do Mercosul nessas condições”, disse a Ministra à emissora de televisão BFM. O Presidente da França, Emmanuel Macron, disse no final de agosto que havia decidido bloquear o acordo UE-Mercosul, acusando o Presidente Jair Bolsonaro de minimizar as preocupações com as mudanças climáticas, atraindo críticas da Alemanha e do Reino Unido.

REUTERS

Indústria frigorífica argentina tem melhor resultado em dez anos, aponta Ciccra

Abates no terceiro trimestre alcançaram 3,66 milhões de cabeças, puxados pela demanda chinesa

Os frigoríficos da Argentina abateram no terceiro trimestre deste ano o maior volume registrado no país desde 2009: 3,66 milhões de cabeças. Os dados foram divulgados segunda-feira, 7 de outubro, pela Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra). O resultado representa crescimento de 9,3% ante igual período do ano passado, puxado pelo aumento das exportações do país, explica o relatório mensal da instituição. De acordo com a Ciccra, a produção argentina de carne bovina com osso somou 2,28 milhões de toneladas de janeiro a setembro deste ano, aumento de 2,4 mil toneladas na comparação com igual intervalo de 2018. Desse montante, 1,71 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado interno, queda de cerca de 9,6% na mesma base comparação. Com isso, a participação da demanda interna nas vendas de carne bovina com osso do país caiu 8 pontos percentuais, para 75% da produção escoada. Do lado das exportações, o volume de carne bovina enviada pela indústria argentina ao mercado internacional em agosto deste ano foi de 53 mil toneladas, aumento de 51,2% ante agosto do ano passado. Supondo um desempenho semelhante em setembro, a Ciccra estima um crescimento de 47,7% nas exportações de carne bovina da Argentina nos nove primeiros meses do ano, num volume avaliado em 570 mil toneladas. Se confirmado, o montante representará um recorde na série histórica, iniciada em 1996, elevando a participação das exportações nas vendas do setor em 8 pontos percentuais, para 25%.

PORTAL DBO

EUA dão sinal verde a mais cinco frigoríficos argentinos de carne bovina

Um deles é o Quickfood, controlado pela brasileira Marfrig

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina informou que os EUA habilitaram mais cinco frigoríficos a exportar carne bovina a seu mercado. São eles o Quickfood (controlado pela brasileira Marfrig), o Logros, o Forres-Beltrán, o Azul Natural Beef e o Alberdi. O anúncio foi feito durante encontro oficial do Secretário Argentino da Agricultura, Pecuária e Pesca, Luis Miguel Etchevehere, com o Subsecretário de Comercio Exterior e Assuntos Agrícolas Internacionais dos EUA, Ted Mc Kinney. Os Estados Unidos reabriram o mercado à importação de carne bovina desossada argentina em novembro de 2018, após 17 anos de embargos. O acordo firmado agora limita as exportações argentinas a 20 mil toneladas anuais. Com as novas habilitações, 16 frigoríficos argentinos estão liberados para exportar carne bovina aos EUA.

VALOR ECONÔMICO

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