CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1094 DE 07 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1094| 07 de outubro de 2019

 

NOTÍCIAS

Cenário de firmeza para mercado do boi gordo nos principais estados produtores

No fechamento de sexta houve valorizações em cinco praças, queda em duas e estabilidade nas demais para o boi gordo

Em Paragominas-PA, a dificuldade de compor as escalas de abate valorizou novamente o boi gordo. A cotação está em R$151,00/@, a prazo, livre de Funrural, alta de 1,0% desde o início de outubro. No Sul de Goiás, o preço do boi gordo subiu nesta sexta-feira e está cotado em R$147,00/@ nas mesmas condições, valorização de R$1,00/@, desde o começo da semana. Em São Paulo, apesar de os preços estarem firmes, a compra de lotes maiores por parte dos frigoríficos permitiu que as programações de abate se alongassem. Com isso, algumas indústrias saíram das compras hoje. A cotação do boi gordo na praça paulista segue em R$160,00/@, à vista, livre de Funrural. Vale destacar que há pagamentos maiores para animais destinados à exportação para China.  Também houve valorizações em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. No Rio Grande do Sul, a oferta melhor de animais fez com que os preços caíssem novamente. O boi gordo está cotado em R$4,90/kg, a prazo, livre de Funrural, queda de 1,0% na comparação dia a dia.

Scot Consultoria

Boi: exportação se mantem acima de 100 mil toneladas há 15 meses, aponta Cepea

Apesar do recuo observado frente a agosto, o volume de carne bovina in natura embarcado pelo Brasil em setembro se manteve acima das 100 mil toneladas pelo 15º mês consecutivo, desempenho inédito para a pecuária nacional, de acordo com dados da Secex

A última vez que a quantidade se manteve acima desse patamar por tantos meses seguidos foi entre maio de 2006 e junho de 2007, somando 14 meses consecutivos. Pesquisadores do Cepea indicam que esse cenário tem reduzido a disponibilidade doméstica de carne e elevado a demanda por novos lotes de animais para abate, o que, por sua vez, mantém firme os preços domésticos da arroba do boi gordo e, consequentemente, da carcaça negociada no mercado atacadista.

CEPEA

Semana encerra com fluxo de animais confinados começando a aparecer em SP e GO e escalas tendem a evoluir

Apesar da nova oferta de segundo giro do confinamento, preços da arroba devem seguir firmes

No mercado do boi gordo, a semana terminou com a oferta maior de animais de confinamento no estado do Goiás e São Paulo. Diante desse cenário, a expectativa é que as programações de abate devem evoluir à medida que esses animais entrem no mercado. De acordo com analista de mercado da Agrifatto, Gustavo Rezende Machado, os fundamentos do mercado não tiveram grandes alterações nesta semana. “Os preços do balcão continuam muito fortalecido em função da oferta restrita de animais. A maior parte dos negócios em São Paulo está ao redor de R$ 161,00/@ a R$ 163,00/@ no boi comum”, afirma. As referências da carne atacado também seguem com valorizações e o último levantamento do Cepea ficou próximo de R$ 10,99/kg. “Alguns outros dados que temos aqui podemos considerar uma média de R$ 10,75/kg em São Paulo. Nesta última semana, subiu R$ 0,08 e no mês registrou um incremento de R$ 0,30”, comenta. Com relação às exportações, o analista destaca que o mercado está conseguindo manter o volume embargo acima das 100 mil toneladas por mês. “Nós exportamos 123 mil toneladas que ficou um pouco abaixo de agosto, mas esse desempenho menor se dá pelos dias úteis”, conta.

Agrifatto

ECONOMIA

IBOVESPA avança, mas registra 1ª queda semanal após 5 altas

O Ibovespa andou em linha com Wall Street na sexta-feira, subindo no final após novos dados econômicos dos Estados Unidos, que aliviaram agentes do mercado. Na semana, porém, o índice recuou mais de 2%, primeira queda em cinco semanas

O Ibovespa subiu 1,02%, a 102.551,32 pontos. Na semana, o índice recuou 2,4%. O volume financeiro da sessão somou 15,45 bilhões de reais. No exterior, numa semana marcada por dados econômicos norte-americanos mais fracos, Wall Street teve fortes ganhos, diante do alívio proporcionado pela queda da taxa de desemprego para perto da mínima de 50 anos, em 3,5%, além de dados moderados sobre a criação de vagas nos EUA, o que atenuou as preocupações de que a economia esteja à beira da recessão. A sessão também foi marcada pelo discurso de Jerome Powell, chairman do Federal Reserve. “Embora nem todos compartilhem totalmente oportunidades econômicas e a economia enfrente alguns riscos, no geral está em uma boa situação. Nosso trabalho é deixá-la assim o máximo possível”, disse Powell. Para a Elite Investimentos, a alta na sexta-feira reflete expectativas maiores dos mercados sobre cortes de juros nas próximas reuniões do BC norte-americano.

REUTERS

Dólar tem queda com expectativa de fluxo e atenção a Fed

O dólar fechou em queda pelo terceiro pregão consecutivo na sexta-feira, com o real voltando a figurar entre os destaques positivos nos mercados de câmbio em novo dia de dólar amplamente fraco

No fechamento desta sexta, o dólar à vista caiu 0,79%, a 4,0569 reais na venda. É o patamar mais baixo para um encerramento desde 21 de agosto (4,0314 reais na venda). Na mínima do dia, a cotação marcou 4,0529 reais na venda (-0,89%), menor patamar intradia desde 13 de setembro. No acumulado da semana, o dólar spot recuou 2,39%, maior queda semanal desde a semana encerrada em 1º de fevereiro de 2019 (-2,91%). O dólar futuro negociado na B3 —onde as operações com derivativos se encerram às 18h— recuava 0,81% no dia, a 4,0600 reais. A série recente de dados abaixo do esperado acabou reforçando apostas do mercado de que o banco central dos EUA (o Federal Reserve) precisará cortar novamente os juros, movimento que melhoraria as condições para emergentes atraírem capital —o que aumentaria a liquidez e ajudaria a baixar o preço do dólar. Os dados de emprego nos EUA divulgados nesta sexta trouxeram algum alívio sobre os riscos à economia, mas não chegaram a enfraquecer o debate sobre novos cortes de juros nos EUA.

REUTERS

Vendas de supermercados do Brasil crescem 7,1% em agosto, diz Abras

As vendas dos supermercados no Brasil em agosto cresceram 7,1% em relação ao mesmo período de 2018 e 4,25% sobre julho, informou na sexta-feira a entidade que representa a indústria, Abras, citando dados deflacionados

De janeiro a agosto, o setor supermercadista apresentou crescimento real de 3,39% na comparação anual, disse, destacando que se trata do maior resultado acumulado no período desde 2014. Para o Presidente da Abras, João Sanzovo Neto, o desempenho acumulado mostra que a economia brasileira está começando a reagir, mas ele ressaltou que ainda é preciso cautela em relação a uma nova projeção de vendas. A Abras prevê fechar 2019 com crescimento de 3% nas vendas. “Embora as contratações formais tenham apresentado crescimento, infelizmente, a taxa de desemprego continua elevada, uma parte da população segue endividada, e a recuperação ainda está aquém do ideal, o que faz o consumidor ponderar seus gastos. Mas as nossas expectativas são boas para o final do ano, e os próximos meses serão decisivos para o setor supermercadista.”

REUTERS

EMPRESAS

JBS USA eliminará ractopamina da cadeia de suprimento, abrindo espaço para vendas à China

O frigorífico norte-americano JBS USA, do grupo brasileiro JBS, eliminará o aditivo alimentar ractopamina de sua cadeia de suprimentos para ampliar oportunidades de exportação, disse a empresa na sexta-feira, abrindo caminho para um aumento nas vendas de carne de porco para a China

O movimento vem em meio à expectativa de que a China, maior produtora de carne suína do mundo, acelere importações da proteína após sua criação de porcos ter sido dizimada pela peste suína africana. O país asiático proíbe a ractopamina. “Estamos confiantes de que essa decisão vai gerar benefícios de longo prazo para nossos parceiros de produção e nossa indústria, ao garantir que os produtos suínos dos Estados Unidos possam competir de maneira justa no mercado internacional”, disse a JBS USA em um comunicado enviado por e-mail. A JBS acrescentou que já havia retirado a ractopamina de alguns de seus sistemas de produção em agosto de 2018. Rival da JBS USA na produção de carne de porco nos EUA, a Smithfield Foods, que pertence ao chinês WH Group, já cria todos os seus porcos sem o aditivo tanto nas fazendas da empresa quanto nas contratadas. A Tyson Foods também disse à Reuters anteriormente que analisa diversificar seu suprimento de carne de porco para que inclua animais livres de ractopamina, de olho na expansão da demanda. Os frigoríficos norte-americanos esperam se beneficiar da epidemia de peste suína africana que atingiu a China, gerando escassez de oferta de carne suína no país. O rebanho de porcos da China deve encolher em 55% até o final do ano devido à doença, de acordo com o Rabobank.

REUTERS

FRANGO & SUÍNOS

Exportação de carne suína do Brasil avança 2,6% em setembro, diz ABPA; receita salta 31%

As exportações de carne suína do Brasil avançaram 2,6% em setembro na comparação com igual período do ano passado, atingindo 58 mil toneladas, informou na sexta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Ainda de acordo com a entidade, as receitas geradas pelos embarques da proteína saltaram 31,6% no mês, com 124,4 milhões de dólares. Os dados consideram todos os produtos, entre in natura e processados. “As vendas para a Ásia, especialmente para a China, mantêm as exportações brasileiras de carne suína em fluxo positivo”, disse em nota o Presidente da ABPA, Francisco Turra. Com uma epidemia de peste suína africana afetando sua criação de porcos há cerca de um ano, a China ampliou importações de proteínas, ajudando em uma alta de preços do produto —apenas em agosto, o rebanho chinês de suínos encolheu em 38,7% na comparação anual, segundo dados governamentais. No acumulado do ano, as exportações brasileiras de carne de porco atingiram 524,2 mil toneladas, alta de 12,15% ante os nove primeiros meses de 2018. As receitas no período totalizam 1,080 bilhão de dólares, elevação de 21,1%.

REUTERS

EXPORTAÇÕES DE CARNE DE FRANGO CAEM

Setembro não foi tão positivo para as exportações de carne de frango do Brasil, in natura e processadas, com os embarques recuando 11% versus mesmo mês do ano passado e somando 323 mil toneladas, de acordo com a ABPA

No mês, as receitas atingiram 538,4 milhões de dólares, retração de 6,9%. Procurada, a ABPA não se manifestou sobre o motivo da redução, que também ocorreu para a carne bovina no mês passado. Ainda assim, há leve alta no volume de vendas no acumulado de 2019, com 3,081 milhões de toneladas de carne de frango exportada, avanço de 0,7% na comparação anual. As receitas no período subiram 5,7%, para 5,16 bilhões de dólares.

REUTERS

Mais uma semana de estabilidade do preço do frango nas granjas

O consumo andando de lado e a oferta regulada à demanda mantiveram por mais uma semana os preços do frango estáveis. Nas granjas paulistas o animal terminado segue cotado, em média, em R$3,30 por quilo

No atacado, as vendas ganharam fôlego com a virada do mês e os preços subiram. A carcaça está cotada, em média, em R$4,15 por quilo, alta de 5,1% na comparação semanal. As exportações fecharam setembro em queda, o que corrobora com os preços andando de lado. O volume exportado foi 0,7% menor que em agosto último e 10,9% abaixo do mesmo período de 2018.

Scot Consultoria

De volta à União Europeia?

A reabertura do mercado europeu para os 20 abatedouros de aves do Brasil que tiveram as autorizações para exportar ao bloco suspensas no ano passado poderá sair em breve

A indicação foi feita por Ariel Mendes, Diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), durante evento na última sexta-feira. “A Ministra [da Agricultura, Tereza Cristina] espera a retomada do embarque dessas plantas até o final do ano, o que vai nos ajudar bastante, porque é um mercado que tem um bom potencial de importação e que paga bem, além de ajudar na demanda por peito e coxa desossada”, afirmou Mendes. A União Europeia suspendeu as 20 plantas na esteira da terceira fase da Operação Carne Fraca. A BRF, maior exportadora de carne de frango, foi a mais afetada.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Austrália: Exportações de carne para China caminham para recorde

No acumulado do ano, Austrália elevou em mais de 70% embarques ao país

A Austrália está bem próxima de superar o recorde mensal de envio de carne bovina ao mercado chinês, segundo informa o portal australiano Beef Central. “Com as atuais taxas de crescimento, o comércio de carne bovina para China poderá em breve exceder 30 mil toneladas em um único mês, volumes nunca vistos na história, com exceção de raras ocasiões no passado, envolvendo o mercado importador dos EUA”, relata a reportagem. Pelo terceiro mês consecutivo, a China manteve a posição de maior cliente dos exportadores australianos de carne bovina. Segundo dados do Departamento de Agricultura local, o volume de carne vermelha embarcado à China atingiu 28,5 mil toneladas no mês passado, um avanço de 12% sobre o volume registrado no mesmo período do ano passado, quando o comércio australiano para o mercado chinês começou a decolar. De acordo com o portal Beef Central, os analistas acreditam que a China começará a construir grandes estoques para o período de alta demanda do Ano Novo Chinês, comemorado no final de janeiro, sugerindo que o volume de embarques do país da Oceania poderá crescer ainda mais nos próximos meses. De janeiro a setembro, o comércio de carne bovina exportada para todos os mercados fora da Austrália atingiu 896 mil toneladas, 6% a mais que o volume computado no mesmo período de 2018. As exportações para China atingiram 200,8 mil toneladas no acumulado de 2019, com forte aumento de 72% sobre igual intervalo do ano passado. Os embarques de carne bovina ao mercado chinês representam 23% de todo o volume exportado pela Austrália até agora.

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