CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1093 DE 04 DE OUTUBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1093| 04 de outubro de 2019

 

NOTÍCIAS

Quatro semanas consecutivas de valorizações da carne bovina no atacado

A falta de matéria prima somada ao consumo mais aquecido de começo de mês e as exportações em bons patamares manteve o mercado de carne bovina firme

Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a alta foi de 0,1% na comparação semanal.  Já são quatro semanas consecutivas de valorizações, ainda que esta tenha sido praticamente de estabilidade. As exportações continuam sendo um dos fatores que está dando sustentação ao mercado interno. Em setembro, foram exportadas 123,7 mil toneladas de carne bovina in natura. Em relação ao faturamento, a média da tonelada vendida em setembro foi de U$4,24 mil, 1,6% maior que a média de agosto e 7,4% a mais que setembro de 2018. Esse é maior preço recebido pela tonelada de carne in natura de toda a série história.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo estagnado no Tocantins

No Tocantins, o governo estadual suspendeu a isenção de ICMS, o que travou o mercado. Compradores e vendedores estão fora dos negócios até que haja uma resolução da situação

Apenas as indústrias que possuem boiadas já regularizadas (quanto às notas fiscais) seguem abatendo, porém, fora das compras, enquanto as demais estão paradas. Com isso, o mercado está sem referência no estado. Nas demais regiões, o cenário é de alta de preços. No levantamento de ontem (3/10), o preço do boi subiu em nove praças, considerando o preço à vista, livre de imposto. Apenas nos primeiros três dias do mês, a cotação do boi já subiu em 53,1% das regiões pesquisadas. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado castrado está cotado, em média, em R$10,66/kg, alta de 1,9% na comparação dia a dia. Este é o maior patamar do preço do ano, considerando o valor nominal.

SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos suspendem compras e abates de animais no TO após decisão do governo de autorizar volta do ICMS

Frigoríficos vão à Justiça para impedir volta da cobrança, mas enquanto aguardam liminar, cerca de 4,5 mil cabeças deixam de ser abatidas diariamente. Cerca de 10 frigoríficos suspendem compras e abates de animais no TO após decisão do governo de autorizar volta do ICMS

No estado do Tocantins, alguns frigoríficos paralisaram as operações de compras e abates de animais após a decisão do governo estadual autorizar a volta da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS). Para impedir essa situação, os frigoríficos foram a justiça para evitar a volta da cobrança e estão aguardando a liminar. Segundo Presidente-Executivo do Sindicarnes do Tocantins, Gilson Bueno Cabral, a principal motivação dessa paralisação é a suspensão dos termos e acordos que existiam com o estado. “Através de uma portaria, o governo editou e publicou na segunda-feira que todos os benefícios que os frigoríficos tinham foram suspensos e isso inviabilizou a compra e o abate dos animais”, comenta. As indústrias que fecharam o acordo com o governo pelo o programa Pró-indústria recebiam alguns benefícios, mas as empresas deveriam repassar outras vantagens. “Os frigoríficos que fazem parte desse programa conseguem a redução da alíquota. O que era um percentual de 1% no final do mês e que vai ser de 12% que o produtor terá que pagar”, ressalta. Diante desse cenário, acaba inviabilizando os negócios do lado do produtor e os frigoríficos não tem condições de trabalhar com uma carga tributária nestes patamares. “O Tocantins passa por um momento muito delicado de falta de matéria-prima, nós capacidade de abater mais dois milhões de cabeças e não conseguimos abater um milhão”, conta. O estado está deixando de abater aproximadamente 4,5 mil cabeças por dia. Outro fator que está dificultando é que as lideranças estão fora do estado. “Nós estamos tomando medidas judiciais para reverter essa situação, pois o prejuízo para o empresário é muito grande”, finaliza.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

ECONOMIA

Dólar tem queda com apostas de novo corte de juros nos EUA

O dólar fechou em queda na quinta-feira, na casa de 4,08 reais, em meio à fraqueza global da moeda norte-americana conforme investidores turbinaram apostas de novos cortes de juros nos Estados Unidos

Pelo segundo dia consecutivo, o real teve um desempenho superior ao Ibovespa. A moeda brasileira esteve entre os destaques positivos nos mercados globais de câmbio nesta sessão, depois de semanas figurando recorrentemente entre as divisas de pior desempenho.  O dólar à vista caiu 1,09% na quinta-feira, a 4,0894 reais na venda. É a maior baixa diária desde 4 de setembro (-1,79%) e o menor patamar para um encerramento desde 17 de setembro (4,078 reais na venda). Na B3, o dólar futuro de maior liquidez perdia 1,00%, a 4,0955 reais. Na semana, o dólar spot recua 1,61%. No exterior, o índice do dólar cedia 0,11%. O foco do mercado se volta agora para dados mais amplos do mercado de trabalho norte-americanos, que serão divulgados na sexta-feira. Se vierem aquém do esperado, investidores deverão aumentar ainda mais apostas de corte de juros nos EUA, o que tende a amparar a continuação do ajuste de baixa no dólar.

REUTERS

Ibovespa tem alta no fim de sessão volátil

O Ibovespa firmou alta já nos ajustes da volátil sessão da quinta-feira, acompanhando o vai e vem do cenário internacional, com dados dos Estados Unidos novamente no radar

O principal índice acionário doméstico fechou em alta de 0,48%, a 101.516,04 pontos. O volume financeiro da sessão somou 15,7 bilhões de reais. Dados dos EUA mostraram que o setor de serviços desacelerou para o ritmo mais lento em três anos em setembro, no mais recente sinal de que as tensões comerciais com a China estão corroendo a economia do país. Mas os dados fracos elevaram as expectativas de outro corte de juros pelo Federal Reserve para conter uma desaceleração econômica maior, elevando os índices após início de sessão ruim. O S&P 500 avançou 0,79%. Apesar da volatilidade, o Ibovespa se manteve acima dos 100 mil pontos, importante ponto de resistência, disse Raphael Guimarães, operador de renda variável da RJ Investimentos. Guimarães observou que o Brasil mostrou que não suporta uma onda global de aversão a risco. Também repercutiu no mercado operação do Ministério Público e da Polícia Federal sobre vazamentos de resultados de reuniões do Comitê de Política Monetária de 2010 a 2012, envolvendo um fundo administrado pelo banco BTG Pactual.

REUTERS

Produção agroindustrial ainda patina

Índice calculado pelo FGV Agro caiu 1,8% em agosto ante o mesmo mês de 2018

O Índice de Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) recuou em agosto pelo terceiro mês consecutivo, pressionado pelo desempenho negativo observado no grupo formado por produtos não-alimentícios. Até agora, os únicos dois meses de 2019 em que o índice subiu foram fevereiro e maio – neste último caso, por causa da baixa base de comparação, uma vez que em maio do ano passado a greve dos caminhoneiros prejudicou as atividades de diversos segmentos agroindustriais, sobretudo lácteos e frango. Conforme o levantamento da FGV Agro, a queda de agosto relação ao mesmo mês de 2018 foi de 1,8%. O indicador é calculado com base em dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE e nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. No grupo composto por produtos não-alimentícios, a variação negativa foi de 4%, em virtude das retrações verificadas nas áreas de produtos florestais (7,9%), insumos (6,9%), borracha (6,6%), fumo (5,3%) e produtos têxteis (4%) – apenas os biocombustíveis avançaram (11,1%). Já no grupo de produtos alimentícios e bebidas houve alta de 0,3%. O desempenho dos produtos alimentícios em si foi 1% melhor, graças ao avanço de 7,4% dos produtos de origem vegetal – os de origem animal registraram queda de 6%. No caso das bebidas, houve baixa de 3,7%.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

China faz Minerva Foods deixar IPO no Chile em segundo plano

Com joint venture, empresa melhora posição para vender ao país

Entre os frigoríficos brasileiros, é o mais exposto à China, o que pode fazer a companhia cumprir o objetivo de reduzir seu índice de endividamento mesmo sem a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da subsidiária Athena Foods. A abertura de capital, que ocorreria na bolsa de Santiago (Chile) foi colocada na geladeira. Para o caixa da Minerva, a operação poderia render cerca de R$ 1 bilhão, o que ajudaria no processo de desalavancagem. O Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, afirmou que a demanda chinesa mudou completamente o cenário, turbinando a geração de caixa. A expectativa é que a empresa consiga reduzir o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) para entre 2,5 vezes e 3 vezes até 2021. Esse é um nível considerado confortável. No fim de junho (último dado divulgado), o índice era de 3,8 vezes. Na avaliação de Ticle, a Minerva conseguiu uma expressiva melhora da estrutura de capital ao longo dos últimos 12 meses, e parte desse efeito está relacionado à geração de caixa livre. Em junho do ano passado, o índice de alavancagem da empresa atingiu 5 vezes, um nível preocupante, de acordo com analistas. De lá para cá, a companhia realizou um aumento de capital privado da ordem de R$ 1 bilhão e gerou cerca de R$ 580 milhões em caixa livre. À medida que a China aumentar as importações para suprir a escassez provocada pela epidemia de peste suína africana, a dinâmica de geração e caixa tende a melhorar. Hoje, a China está entre os países que melhor remunera a carne bovina, algo inusual. De acordo com o Diretor Financeiro da Minerva, somente o Japão e a Coreia do Sul pagam mais pelos cortes do dianteiro bovino. De acordo com Ticle, a participação da Ásia — encabeçada pela China — no faturamento da companhia pode chegar a 45%. Atualmente, a região responde por 35%. Para tanto, a companhia sediada em Barretos, no interior paulista, conta com a habilitação dos abatedouros de bovinos de Palmeiras de Goiás (GO) e Rolim de Moura (RO) para exportar à China. Na última terça-feira, a Minerva deu mais um passo para avançar no mercado do país asiático. A companhia firmou um memorando de entendimentos para constituir uma joint venture com as companhias chinesas Xuefang Chen e Wenbo Ge para atuar na distribuição e importação de carne bovina. A Minerva conta ainda com o câmbio favorável no Brasil e na Argentina. Na Argentina, a disparada do peso após a vitória de Alberto Fernández nas eleições primárias tornou a exportação de carne do país vizinho ainda mais rentável para os frigoríficos.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Carne suína tem valorização no mercado interno

Com a alta a proteína tem perdido competitividade frente as outras proteínas

De acordo com os dados divulgados na quinta-feira (03/10) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) a carne suína se valorizou com força no mercado brasileiro em setembro, cenário que reduziu a competitividade da proteína frente às principais substitutas, bovina e de frango. No mês, a diferença entre os preços da carcaça suína e do frango inteiro resfriado foi de 2,60 Reais por quilo, a maior desde julho – ambos cotados no atacado da Grande São Paulo. Já no comparativo com a carcaça bovina, a diferença passou de 3,92 Reais/kg em agosto para 3,75 Reais/kg em setembro. De acordo com colaboradores do Cepea, ainda que a demanda doméstica por carne tenha se enfraquecido, a procura externa segue fortalecida, resultando em aumento nos preços internos das proteínas suína e bovina. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 49,8 mil toneladas de carne suína foram embarcadas em setembro, 13% acima do volume exportado em agosto e 4% superior ao de setembro/18.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Exportações de carne de frango já somam US$ 4,6 bi

Variação entre os meses de janeiro e setembro é positiva em 7,4%

As exportações de carne de frango in natura somaram US$ 4.687,8 milhões de janeiro a setembro de 2019, registrando uma variação positiva de 7,4%. Em volume foram embarcadas 2.870.799 toneladas no período, com variação também positiva de 0,3%. Os dados são do Ministério da Economia. Após sofrer queda nos embarques nos embarques em agosto e setembro não ter tido o desempenho esperado, a carne de frango in natura caiu de 5º para 6º no ranking da Exportações Totais de janeiro a setembro, correspondendo a 2,8%. Já no ranking das exportações de produtos básicos a proteína caiu para a 5º posição e corresponde a 5,36% das exportações dos Produtos Básicos no período. O maior comprador da carne de frango brasileira continua sendo a China que somada a Hong Kong receberam 22,7% de toda carne embarcada no período. Com os casos de Peste Suína Africana no país os consumidores têm aumentando a procura por outras proteínas como a carne de frango. Os envios para China já são quase 40% maior na comparação com o mesmo período de 2018. O Japão e a Arábia Saudita vêm na segunda posição com 13% dos embarques cada, seguido por Emirados Árabes com 9,8%, Coreia do Sul com 3,5%. África e Cingapura somam cada uma 2,9% do total exportado. Entre os estados produtores o Paraná segue como maior exportador, sendo responsável por 38,9% da carne exportada. De janeiro a agosto o estado já soma US$ 1,82 bilhão e registra uma variação positiva de 6,5%. Santa Catarina registrou uma variação de 31,6% no período e é o segundo maior exportador. O estado foi responsável por 31,6% do total embarcado, somando US$ 1,48 bilhão no período. Na sequência vem Rio Grande do Sul com 12,2% de participação, São Paulo com 4,43% e Goiás com 4,26%.

AVICULTURA INDUSTRIAL

Exportações de carne suína in natura fecham setembro em alta

Apesar de estabilidade nos preços do suíno na granja durante essa semana, setembro trouxe valorizações. Na comparação mensal, o animal terminado teve valorização de 12,0% e está cotado em R$93,00/@

Já no atacado, na comparação semanal houve retração de 1,3% nos preços e a carcaça suína está cotada em R$7,45 por quilo. Apesar desta queda, no acumulado de setembro, houve valorização de 16,4% neste elo da cadeia. Para o curto prazo, valorizações não são descartadas, tendo em vista o início do mês e o recebimento dos salários. As exportações também fecharam o mês em bons patamares, o que colaborou com as valorizações. Durante setembro, foram exportadas 49,8 mil toneladas de carne suína in natura, alta de 13,2% em relação a agosto último e 3,5% em relação ao mesmo período de 2018.

SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL

Coreia do Sul confirma 2 novos casos de peste suína africana; total no país chega a 13

O Ministério da Agricultura da Coreia do Sul disse na quinta-feira que mais dois casos suspeitos de peste suína africana foram confirmados em fazendas de porcos em cidades próximas à fronteira com a Coreia do Norte

A nova confirmação eleva para 13 o número total de casos detectados desde o primeiro surto em 17 de setembro, ilustrando a urgência dos esforços para conter a doença que varreu a Ásia desde a chegada à China no ano passado.  Ela já se espalhou para mais de 50 países, de acordo com a Organização Mundial da Saúde Animal, com muitos milhões de porcos mortos, e analistas estimam que China tenha perdido cerca de metade do seu rebanho de suínos nos primeiros oito meses de 2019. Até agora, a Coreia do Sul abateu cerca de 115.000 porcos e atribuiu o status de “alerta máximo” a uma campanha que incluiu medidas de desinfecção e proibição temporária em todo o país do transporte de suínos e animais relacionados. O Ministério da Agricultura disse nesta quinta-feira que atualizará os números de abates em breve.

REUTERS

FAO: Índice de preços globais de alimentos permaneceu estável em setembro

Carnes e óleos vegetais subiram, mas lácteos e açúcar recuaram

O índice de preços globais de alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação atingiu 169,9 pontos em setembro, mesmo patamar observado em agosto. Segundo levantamento divulgado ontem, a estabilidade resultou de altas registradas nos grupos de carnes e óleos vegetais e quedas de lácteos e açúcar – os preços dos cereais tiveram variação marginal. No caso das carnes, a alta em relação ao mês anterior, a oitava seguida, foi de 0,7%. Segundo a FAO, a valorização foi determinada sobretudo pelas carnes ovina e bovina, que encontram demanda aquecida no mercado internacional, principalmente na China. A agência da ONU destacou que, embora estejam em alta no mercado chinês, por causa da epidemia de peste africana, as cotações da carne suína estão pressionadas no exterior graças ao aumento da oferta exportáveis, especialmente da Europa. O indicador que mede as oscilações dos óleos vegetais, por sua vez, registrou variação positiva de 1,3% e alcançou 135,7 pontos, mais alta nível e, 13 meses. A alta foi diretamente influenciada pelos óleos de palma e colza, e só não foi maior porque os óleos de soja e girassol caíram. Houve quedas, em contrapartida, nos grupos de lácteos — 0,6%, para 193,4 pontos (piso desde fevereiro) — e açúcar — 3,9%, para 168 pontos (piso desde setembro de 2018).

VALOR ECONÔMICO

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