CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1090 DE 01 DE OUTUBRO DE 2019

 

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Ano 5 | nº 1090| 01 de outubro de 2019

 

NOTÍCIAS

Alta do preço do boi gordo em 90,6% das praças pecuárias pesquisadas em setembro

A oferta restrita de boiadas manteve o mercado com os preços firmes. Das trinta e duas praças pesquisadas, em setembro, a cotação do boi gordo subiu em 90,6%

Destaque para a região do Triângulo Mineiro e Sudeste de Rondônia, onde a baixa disponibilidade de machos terminados resultou em alta de 4,4% e 4,3%, respectivamente, ao longo de setembro, as maiores valorizações entre todas as praças pesquisadas. Já na média de todas as regiões pesquisadas a alta de preço foi de 2,3%. Na última segunda-feira (30/9), apesar de ser um dia típico de baixa movimentação, o mercado seguiu firme. No Sul da Bahia a cotação do boi teve alta de 1,3% na comparação dia a dia. O cenário de preços firmes é geral, a oferta limitada é o fator que está ditando o rumo do mercado do boi gordo. Somado a isso, a expectativa é de que haja melhora por parte da demanda, o que pode dar ainda mais força para as cotações.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: Negócios futuros batem R$ 172/@

Demanda aquecida eleva cotações para além do período de entressafra

Neste início de semana, a liquidez do mercado físico de boi gordo deu sinais de melhora graças a uma atuação mais consistente da ponta compradora, relata boletim vespertino da Informa Economics FNP. “É importante lembrar que a maior parte das indústrias frigoríficas conta somente com escalas de quatro a cinco dias úteis”, destaca a consultoria. Segundo a FNP, em São Paulo, diversos frigoríficos começaram a negociar animais para o início do próximo ano, para garantir a oferta no período de boas condições de pastagem. “Houve registros de negócios para janeiro a R$ 170/@ mais prêmios, chegando em alguns casos até R$ 172/@, informa a consultoria. Ainda de acordo com a FNP, essas negociações futuras corroboram com as informações contidas nos relatórios pecuários da empresa de consultoria, de que a “falta de animais deve se estender além do período de entressafra e se alongar até os meses chuvosos, trazendo firmeza aos preços pagos na arroba e com forte tendência de altas nos próximos meses”.

PORTAL DBO

Expectativa de chuvas traz ânimo ao mercado de reposição

A chuva começou a cair em alguns estados, e o efeito do aumento do ânimo dos produtores já começou a refletir no mercado de reposição

O destaque desta semana é São Paulo, pois além da expectativa de melhora na capacidade de suporte das pastagens, o mercado do boi gordo tem ganhado mais fôlego. Até mesmo no Paraná, onde o mercado de reposição trabalhava andando de lado há um tempo, houve reação positiva nos preços. Contudo em alguns estados como Pará, Tocantins e Bahia os preços ficaram estáveis e em alguns inclusive houve recuo, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em função destas divergências, na média de todas as categorias e todos os estados as cotações registraram variação positiva de 0,2%.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina no varejo em queda

Com a chegada da última semana do mês, os preços da carne bovina no varejo cederam

Na média de todos os estados e cortes pesquisados, a queda foi de 0,4% na semana. O Rio de Janeiro foi o estado pesquisado com o maior recuo, de 0,7%. No Paraná a desvalorização foi de 0,3% no período. Em Minas Gerais os preços se mantiveram e em São Paulo houve ajuste negativo de 0,01%, ou seja, estabilidade.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar se mantém acima de R$4 ao longo de um mês inteiro pela 1ª vez na história

O dólar fechou perto da estabilidade na segunda-feira, última sessão de setembro, mês em que teve alta moderada em meio a intervenções do Banco Central

Em setembro, o dólar subiu 0,32%. A alta moderada, contudo, vem na sequência de uma disparada de mais de 8% em agosto, o que indica que o mercado não teve força para ajustar a moeda para baixo, num sinal de que o nível de 4 reais parece ser um novo patamar de equilíbrio de curto prazo. Em mais uma evidência disso, setembro de 2019 foi o primeiro mês na história da moeda em que o dólar fechou acima de 4 reais em todas as sessões, oscilando entre mínima de 4,0599 reais na venda e máxima de 4,1834 reais. Nesta segunda-feira, último pregão do mês, a moeda teve oscilação positiva de 0,05%, a 4,1555 reais na venda. No terceiro trimestre, a cotação saltou 8,19%, maior alta para o período desde 2015, quando disparou mais de 33%. Os ganhos do dólar entre julho e setembro foram construídos quase que apenas no mês de agosto, quando o dólar subiu 8,51%. No acumulado de 2019, o dólar sobe 7,24%. O real tem sido especialmente afetado por uma combinação de queda de diferenciais de juros a mínimas recordes e às incertezas sobre o ritmo da economia, que acabam atrasando a volta do fluxo cambial ao país. Sem a ajuda do crescimento, será difícil ver uma recuperação sustentada da moeda, em particular porque os preços agora parecem menos atrativos. O BC tem tentado conter a volatilidade no mercado de câmbio via ofertas de dólar no mercado à vista, operações que serão retomadas a partir de terça-feira.

REUTERS

Mercado passa a ver Selic a 4,75% e dólar a R$4,00 neste ano, mostra pesquisa do BC

Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento permanecem em 0,87% em 2019 e em 2% para 2020

A expectativa do mercado para a taxa básica de juros no final deste ano foi reduzida a 4,75%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, com o cenário para o dólar chegando a 4 reais. A Selic foi reduzida neste mês em 0,50 ponto percentual, para 5,50% ao ano, nova mínima histórica, com o BC indicando de forma explícita novo alívio monetário. Com isso, a expectativa geral se alinha à do Top-5, grupo que reúne as instituições que mais acertam as previsões. Para 2020, a expectativa geral para a Selic permaneceu em 5%, mas o Top-5 cortou ainda mais a previsão, chegando a 4,50%, de 4,75% antes. Já as contas para o dólar aumentaram, com a estimativa para a moeda chegando a 4 reais neste e a 3,91 reais no próximo, de 3,95 reais e 3,90 reais respectivamente na semana anterior. O levantamento semanal ainda apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2019 é de 3,43% e para 2020 de 3,79%, ambos com 0,01 ponto percentual a menos do que antes. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

Ibovespa tem leve recuo

O principal índice da bolsa paulista gravitou em torno da estabilidade durante a maior parte da sessão da segunda-feira, com investidores adotando cautela diante das negociações comerciais entre EUA e China e ainda acompanhando o andamento das reformas no front doméstico

O Ibovespa caiu 0,32%, a 104.745,32 pontos. A exemplo das últimas sessões, o giro financeiro foi discreto, com apenas 13,084 bilhões de reais. No fim de semana, a China afirmou que o Vice-Premiê, Liu He, vai liderar a delegação chinesa nas negociações nos EUA na próxima semana, enquanto o assessor comercial da Casa Branca chamou de ‘fake news’ na segunda-feira notícias de que o governo dos EUA considerava deslistar empresas chinesas das bolsas norte-americanas. “Investidores seguem na expectativa para uma nova rodada de negociações entre os países, marcada para 10 de outubro”, destacou a equipe da Ágora Investimentos em nota a clientes. Agentes do mercado norte-americano não se abalaram pelas notícias de que o Presidente dos EUA, Donald Trump, estava pensando em deslistar ações de empresas da China de bolsas nos EUA. Aqui, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a votação em primeiro turno da reforma da Previdência no plenário do Senado deve ocorrer na terça-feira depois de ser aprovada pela CCJ da Casa.

REUTERS

Dívida bruta bate recorde e chega a 79,8% do PIB em agosto, aponta BC

A dívida bruta do Brasil subiu 0,8 ponto em agosto sobre julho, ao patamar recorde 79,8% do Produto Interno Bruto (PIB), numa mostra do persistente desequilíbrio fiscal apesar dos ajustes econômicos implementados até aqui

Segundo o Banco Central, a alta ocorreu principalmente pela incorporação dos juros nominais no período (+0,5 ponto percentual) e pelo ajuste decorrente da desvalorização cambial (+0,4 ponto percentual). Em agosto, o BC perdeu 24,5 bilhões de reais em operações de swap cambial, em meio à alta do dólar de 8,50% frente ao real, maior nível de encerramento mensal desde setembro de 2015. O resultado desses contratos impacta a conta de juros do setor público. O BC também apontou que as emissões líquidas de dívida contribuíram com 0,1 ponto para expansão da relação dívida bruta/PIB em agosto, ao passo que o crescimento do PIB nominal atuou no sentido contrário, com redução de 0,3 ponto percentual. Com despesas consistentemente acima das receitas, o país não tem conseguido economizar para pagar os juros da dívida pública, razão pela qual a dívida bruta segue em trajetória ascendente. “Estamos com déficits primários desde 2014, este ano deverá ser o sexto ano de déficit, e para estabilizar os níveis de endividamento do setor público e depois reduzir você precisa alcançar resultado primário que seja condizente”, afirmou o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha. Em relação ao resultado primário, o setor público consolidado brasileiro registrou um déficit de 13,448 bilhões de reais em agosto, apontou o BC. O dado foi puxado principalmente pelo rombo do governo central (governo federal, BC e Previdência), de 16,459 bilhões de reais no período.

REUTERS

EMPRESAS

JBS antecipa R$1,5 bi a bancos e libera R$7,8 bi em garantias

A JBS afirmou nesta segunda-feira que concluiu o pagamento de dívidas com bancos no valor de 1,5 bilhão de reais, antecipando o vencimento, previsto para julho de 2021

Com isso, liberou 7,8 bilhões de reais em garantias que estavam atreladas ao pagamento integral, afirmou a companhia em comunicado ao mercado. “Esse pagamento segue a estratégia da companhia de realizar a gestão de seus passivos de forma a refletir a sua atual solidez financeira diminuindo o montante de ativos dados em garantia, reduzindo juros e alongando seu perfil de endividamento”, afirmou a JBS.

REUTERS

Frigoríficos vivem euforia na bolsa

Peste suína na China faz JBS, Marfrig, BRF e Minerva ganharem R$ 77 bi neste ano

A epidemia de peste suína africana na China continua a impulsionar as ações dos frigoríficos brasileiros. JBS, BRF, Marfrig e Minerva, em conjunto, nunca atravessaram uma maré tão positiva na bolsa, e 2019 dificilmente será repetido. Em setembro, os papéis da JBS renovaram suas máximas históricas e a empresa da família Batista assumiu a terceira posição entre os grupos privados não financeiros mais valiosos na B3, ultrapassando a Vivo. O mês também foi bastante positivo para a Marfrig, que teve dois novos abatedouros autorizados a exportar à China, o que contribuiu para a alta de quase 32% de suas ações. Nesse ambiente de euforia, os frigoríficos figuram entre as maiores valorizações do Ibovespa. No ano, a JBS está na dianteira. Os papéis subiram 183%, maior alta do índice. Para os investidores, a aposta na Marfrig rendeu 101% entre janeiro e setembro, a quarta valorização mais relevante. Na sétima posição está a BRF, com uma valorização de quase 75%. A Minerva, que não faz parte do Ibovespa, também foi beneficiada pelas perspectivas positivas para a China – o país asiático habilitou dois abatedouros da empresa para exportação em setembro. Em 2019, as ações da empresa subiram 96%. Em valor de mercado, a trajetória ascendente dos frigoríficos significou um acréscimo de R$ 77 bilhões. Juntas, as quatro companhias valem hoje R$ 131 bilhões. A JBS, é claro, é a grande responsável por esse incremento. Neste ano, o valor de mercado da dona da Friboi aumentou em R$ 57,8 bilhões – ontem, valia quase R$ 89,5 bilhões. Na prática, a valorização deve tornar mais lucrativa a venda da fatia de 21,3% do BNDES na empresa. As ações da JBS que o banco estatal possui valem 19 bilhões, um aumento de R$ 12,3 bilhões em relação ao montante registrado em dezembro.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

ABPA e Apex-Brasil levam 23 agroindústrias para a maior feira mundial de alimentos

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), informou que realizará uma grande ação de fomento às exportações da avicultura e da suinocultura do Brasil entre os dias 5 e 9 de outubro, durante a Anuga 2019 – maior feira mundial de alimentos, realizada em Colônia (Alemanha).

Cerca de 400 metros quadrados serão destinados exclusivamente à ação coordenada pela ABPA para promoção das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Breeders, Brazilian Egg e Brazilian Pork. Vinte e três agroindústrias exportadoras de aves, suínos e ovos confirmaram participação: Agrodanieli, Alibem, Avenorte, Bello Alimentos, Coasul, Copacol, C Vale, Dália, Ecofrigo, Frangos Granjeiro, Frangos Pioneiro, Frimesa, GTFoods, Integra, Jaguafrangos, Lar, Pif Paf, Rivelli, Saudali, Seara, SSA, Vibra e Zanchetta. Além de encontros de negócios, o espaço das agroindústrias brasileiras contará com a distribuição de materiais promocionais sobre o setor produtivo do Brasil, com informações sobre a qualidade dos produtos, o status sanitário e o perfil sustentável da produção, além de contatos das empresas exportadoras. Ampliando a divulgação do sabor brasileiro, o espaço contará com uma área gastronômica exclusiva, comandada pelo chef Marcelo Bortolon. No cardápio, o tradicional frango com polenta (“carro-chefe” da ação) será acompanhado por omeletes, além de ambrosia como sobremesa.

CARNETEC

Três meses de estabilidade nos preços no frango na granja

A estabilidade na granja já perdura por três meses. O mercado apático, mas sem excessos de oferta, mantém as cotações nos mesmos patamares

Nas granjas de São Paulo, a ave terminada segue cotada, em média, em R$3,30 por quilo. No atacado, o final do mês pesou sobre as vendas, o que fez as referências se acomodarem por mais uma semana. A carcaça está cotada, em média, em R$3,95 por quilo, queda de 1,3% nos últimos sete dias.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Escassez de carne na China oferece oportunidade para a indústria australiana de carne bovina

A China deve se tornar o maior mercado de exportação de carne bovina da Austrália em 2019, enquanto o país asiático enfrenta a doença da Peste Suína Africana, de acordo com o Rabobank

Os consumidores chineses já estão se afastando da carne suína devido à crise, que afetou a Coreia do Sul, o Sudeste Asiático, partes da Europa e África. O analista sênior de proteínas animais do Rabobank para a China, Chenjun Pan, disse que o rebanho suíno da China caiu pela metade em 2018 para 200 milhões de porcos, levando a maior demanda e preços mais altos por outras carnes, como carne bovina. O país viu os preços da carne de porco aumentarem de 50 a 80%. A China é o maior importador mundial de proteína animal, com 27% das importações mundiais de carne suína e 24% das importações globais de carne bovina. “As importações chinesas de carne bovina aumentaram 53% até agora este ano, enquanto as importações da Austrália aumentaram 65% no acumulado do ano (julho) – com a China ultrapassando os EUA e o Japão e se tornando o maior mercado de exportação da Austrália para carne – disse Pan. “É uma reviravolta total em relação a apenas 10 anos atrás, quando a China era exportadora líquida de carne bovina e um aumento em relação ao ano passado, quando 20% da carne bovina do país foi importada”, disse ela. A carne bovina representa cerca de 9% do consumo total de carne da China – com carne de porco em cerca de 65% e aves em 20% (antes da doença). Embora a carne bovina ainda seja considerada um produto premium, vendida pelo dobro do preço da carne suína, a produção doméstica não consegue acompanhar a demanda. Angus Gidley-Baird, analista sênior de proteínas animais da Austrália disse que, enquanto a peste suína africana abrirá caminho para grandes oportunidades para a Austrália nos próximos anos, “nossa competitividade cairá assim que tivermos chuva e os preços do gado aumentarem”.

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