CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1089 DE 30 DE SETEMBRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1089| 30 de setembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Boi gordo com preços sustentados na maioria das praças pecuárias

A dificuldade de encontrar a matéria-prima está enxugando as programações de abate, principalmente em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará

Em Belo Horizonte e Sul de Minas Gerais, na última sexta-feira (27/9), houve valorização de R$1,00/@ em ambas as praças. Desde o início da semana, o boi gordo valorizou 1,2% na média das duas regiões. Em Mato Grosso do Sul, alguns frigoríficos estavam fora das compras, já que, com a oferta curta, as compras seriam mínimas na sexta-feira. Na região de Dourados-MS e Três Lagoas-MS, o boi gordo ficou cotado em R$150,50/@ e R$149,00/@, respectivamente, a prazo, livre de Funrural, alta de 0,3% na comparação dia a dia. No Pará as programações de abate atendem, em média, três dias. Consequentemente, os preços subiram 0,3% nas regiões de Redenção e Paragominas.

SCOT CONSULTORIA

Egito habilita empresa do Uruguai como única Halal na América Latina

A certificação halal é o documento comprovando que o produto foi fabricado seguindo as tradições islâmicas

A uruguaia IS EG Halal Latin passará, a partir de outubro, a ser a única autorizada pelo governo do Egito a supervisionar e certificar produtos halal de origem animal da América Latina. A informação foi publicada nas redes sociais da embaixada do país árabe no Brasil. A Ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina, esteve no país na semana retrasada durante viagem pelo Oriente Médio. Conforme a pasta, nas reuniões no Cairo, capital egípcia, foram debatidas redução de tarifas de exportação e padronização de certificados sanitários. Para que uma comida seja considerada Halal é necessário que siga determinadas regras de fabricação. No caso de carnes, as normas dizem respeito à forma de abate. Islâmicos só comem frango ou carne bovina se o animal tiver sido degolado com o corpo voltado à cidade sagrada de Meca, ainda vivo e pelas mãos de um muçulmano praticante, geralmente árabe. A faca com a qual é feita a degola precisa estar super afiada para garantir a morte instantânea do animal, sem sofrimento. Antes do abate de cada bicho, o degolador pede autorização a Deus, em árabe, como forma de mostrar obediência e agradecimento pela comida e de reafirmar que não está matando o animal por crueldade ou sadismo.

AGROLINK

“Pecuária vive achatamento de margens”, diz analista

Mesmo com novos recordes do Indicador do boi gordo, preço real segue abaixo do ano passado

Embora o indicador do boi gordo Esalq/B3 tenha atingido valores nominais recordes nas últimas duas semanas, essa reação “não merece tanta comemoração assim”. Pelo menos essa é a opinião do médico veterinário Leandro Bovo, Sócio-Diretor da Radar Investimentos, de São Paulo. “Comparar valores nominais num país com inflação alta igual ao Brasil não faz sentido econômico”, sentencia Bovo, acrescentando que o correto seria comparar “valores reais”, ou seja, deflacionados pelo período em questão. Nesse sentido, em artigo publicado pela Scot Consultoria (de Bebedouro, SP), o analista compara o valor nominal recorde do Indicador boi gordo atingido na semana passada (em 17/9, de R$ 160,40/@) – na última segunda-feira, esse índice atingiu um novo preço histórico, de R$ 160,60 – ao valor recorde anterior, de 4/4/2016, de R$ 159,49/@. Corrigido pela inflação oficial do período, calcula Bovo, o preço de R$ 159,49/@ representaria um valor real de R$ 184,92/@, ou seja, bem acima dos R$ 160/@ atuais. “Essa diferença ilustra bem o achatamento de margens vivido pela pecuária nos últimos anos, com custos em alta, porém, com o preço da arroba bem próximo da estabilidade”, enfatiza Bovo. No entanto, continua o analista, muitos acreditam que o mercado pecuário esteja “no início de um período de correção” e, reforça ele, “o movimento de preços da curva futura está mesmo indo nessa direção, com o contrato de maio/20, por exemplo, negociando ao redor de R$168/@, ou quase 10% acima do preço de maio/19”. “Essa alta da curva de preços para 2020 é muito bem-vinda, porém, ela ainda é inferior ao que a reposição tem subido nos últimos meses com o movimento ganhando força nas últimas semanas”, pondera. Em seu artigo, Bovo sugere que, diante do histórico inflacionário, seria de bom senso aguardar para comemorar novas máximas históricas da arroba quando os preços nominais superarem a “casa dos R$ 185″/@.

PORTAL DBO

Segunda etapa da vacinação contra a aftosa deve consumir 90 mi de doses

Expectativa com nova fórmula da vacina é de que haja redução expressiva na ocorrência de abcessos vacinais

A segunda etapa de vacinação contra a febre aftosa no Brasil, envolvendo animais até dois anos de idade, deve consumir 90 milhões de doses da nova formulação, de 2 ml. A previsão é do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) e leva em consideração as alterações realizadas dentro do Plano Nacional de Erradicação da Aftosa (PNEFA). Só na primeira etapa, realizada em maio, o Sindan avalia que foram aplicadas 200 milhões de doses da nova formulação da vacina. A expectativa, explica Emílio Salani, Vice-Presidente Executivo da entidade, é de que haja redução expressiva na ocorrência de abcessos vacinais – problema que levou à suspensão das exportações brasileiras de carne bovina para os EUA.  “Essa primeira campanha que aconteceu em maio, nós não tivemos nenhuma ocorrência de reação drástica, seja em extensão, seja no número de animais”, explica Salani. Os resultados efetivos, contudo, só poderão ser observados daqui dois anos, quando os animais imunizados forem abatidos.  Diante das dificuldades financeiras enfrentadas por alguns Estados brasileiros, o Sindan não descarta que haja novos adiamentos no cronograma do Pnefa. “O bloco 1 foi adiado pra maios duas campanhas, Paraná foi antecipada. Então as antecipações e postergações são esperadas no plano”, explica Salani. Ele ressalta que a retirada da vacina é, na verdade, uma substituição da prevenção pelo monitoramento. “Não estamos tirando a vacina, estamos substituindo a vacina por medidas de segurança. E não são medidas para alguns meses, são pelo resto da vida”, alerta o executivo.

PORTAL DBO

Preços do boi gordo devem continuar em alta no início de outubro

A tendência de curto prazo ainda remete a reajustes, avaliando a oferta ainda restrita que vêm pautando todo o mês de setembro

O mercado físico de boi gordo encerra a semana com preços firmes. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a reajustes, avaliando a oferta ainda restrita que vêm pautando todo o mês de setembro. “Os frigoríficos de menor porte ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre dois e três dias úteis. Já os frigoríficos de maior porte seguem menos atuantes, avaliando a incidência de contratos a termo e de outras modalidades de parceria para suprir suas necessidades”, assinalou Iglesias. Em São Paulo, preços a R$ 163,00 a arroba. Em Minas Gerais, preços de R$ 158,00 a arroba. No Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 151,00 a arroba. Em Goiás, preço em R$ 150,00 a arroba em Goiânia. No Mato Grosso, preço de R$ 145,00 a arroba. Já a carne bovina no atacado segue com preços acomodados. Conforme Iglesias, o otimismo aumenta em relação a primeira quinzena de outubro, período que conta com maior apelo ao consumo, resultando em uma reposição mais acelerada entre atacado e varejo. “O mercado se mantém motivado em relação à demanda chinesa, avaliando a gravidade do surto de peste suína africana que continua dizimando o rebanho suinícola local”, assinalou Iglesias. Com isso, o corte traseiro permaneceu com preço de R$ 12,45 por quilo. A ponta de agulha seguiu a R$ 8,50 por quilo. Por fim, o corte dianteiro seguiu a R$ 8,60 por quilo.

Agência Safras

ECONOMIA

Ibovespa fecha em queda com pressão de Wall Street

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, contaminado pela piora de Wall Street

O índice de referência da bolsa brasileira caiu 0,23%, a 105.077,63 pontos. O volume financeiro da sessão somou 12,1 bilhões de reais. As bolsas em Nova York caíram após notícias de que o governo do Presidente Donald Trump estaria considerando deslistar ações de empresas chinesas das bolsas de valores dos Estados Unidos e limitar os investimentos norte-americanos na China. O S&P 500 fechou em baixa de 0,5%. Em discurso na ONU, o principal diplomata da China disse que tarifas e disputas comerciais podem mergulhar o mundo em recessão e Pequim se comprometeu a resolvê-las de “maneira calma, racional e cooperativa”. A disputa tarifária iniciada pelos EUA contra a China tem preocupado agentes financeiros, com sinais contraditórios enviados pelos envolvidos sobre o andamento das negociações, com investidores também monitorando o início de um processo de impeachment de Trump. Ao mesmo tempo, no front local, novos atrasos no andamento da reforma da Previdência também afetam negativamente o ânimo dos investidores. A equipe da corretora H.Commcor destacou que “a insegurança de investidores segue em alta, não sendo necessárias notícias de grande ‘calibre’ para desencadear novas rodadas de volatilidade nos mercados”. A BRF ON perdeu 3,1%. JBS ON caiu 1,07%, mas MARFRIG ON reverteu e teve alta de 0,46%.

REUTERS

Dólar tem leve queda contra o real

O dólar encerrou em leve queda contra o real na sexta-feira, com agentes do mercado evitando grandes movimentações diante de incertezas no cenário externo, mas a moeda terminou a semana com leve alta após dias marcados por ruídos políticos nos Estados Unidos e incertezas comerciais

O dólar à vista BRBY teve queda de 0,13%, a 4,1563 reais na venda. Na B3, o dólar futuro DOLc1 tinha desvalorização de 0,35%, a 4,1560 reais. Na semana, a moeda norte-americana ainda apresentou leve alta de 0,07% contra o real, depois de uma forte valorização de 1,6% na semana anterior — que, segundo analistas, se deve ao fato do mercado estar buscando o nível de 4,15 reais como referência e realizar correções quando a moeda se distancia desse patamar. O cenário no geral continua de grande incerteza, principalmente quanto às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com noticiário da sexta-feira apontando que o governo dos EUA está considerando a possibilidade de deslistar empresas chinesas das bolsas de valores dos EUA, segundo uma fonte, no que seria uma escalada das tensões entre os dois países. Do lado doméstico, os mercados de câmbio seguirão atentos à votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na terça-feira, com expectativa de que a votação da reforma em primeiro turno no plenário do Senado aconteça no mesmo dia.

REUTERS

Desemprego fica em 11,8% no trimestre até agosto; emprego sem carteira assinada renova recorde

A taxa de desemprego ficou estável no trimestre encerrado em agosto ante os três meses findos em julho, mas caiu na comparação com os três meses findos em maio, para 11,8%, informou o IBGE na sexta-feira

Houve queda nos níveis de população desocupada e na população desalentada, mas o emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica. A taxa de 11,8% representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação à taxa do trimestre de março a maio de 2019 (12,3%). Comparada ao mesmo trimestre de 2018, a taxa de desocupação cedeu 0,3 ponto percentual. A taxa de 11,8% é a mais baixa para trimestres fechados em agosto desde 2016, quando o percentual também foi de 11,8%. Sobre o trimestre de março a maio, houve queda nos níveis de população desocupada (-3,2%), na taxa composta de subutilização da força de trabalho (baixa de 0,7 ponto percentual), na população subutilizada (-2,7%) e na população desalentada (-3,9%). A população ocupada cresceu tanto na comparação com o trimestre findo em maio (+0,7%) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano passado (+2,0%). Mas o emprego sem carteira de trabalho assinada no setor privado bateu novo recorde da série histórica, num total de 11,8 milhões de pessoas —alta de 3,6% ante o trimestre anterior comparável e de 5,9% frente ao trimestre anterior e alta de 4,7% em relação aos mesmos três meses do ano passado. Também renovou a máxima histórica o número de trabalhadores por conta própria, que totalizou 24,3 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e alta de 4,7% em relação aos mesmos três meses do ano passado.

REUTERS

EMPRESAS

Frigoríficos preparam campanha com foco ambiental

Em um movimento para se antecipar a uma crise que poderia afetar as exportações brasileiras de carne bovina, os principais frigoríficos nacionais, como JBS, Marfrig e Minerva, estão se organizando para preparar campanhas institucionais individuais para evitar um boicote de países e importadores da commodity brasileira em meio à crise provocada divulgação de notícias sobre a Amazônia, apurou o ‘Estado’

Fontes a par do assunto afirmaram que o Ministério da Agricultura recebeu consultas informais de países, como Arábia Saudita, Alemanha e Egito, questionando qual seria o risco de os frigoríficos brasileiros estarem comprando gado proveniente de áreas de desmatamento ou ilegais. As próprias empresas também teriam sido consultadas por seus clientes. As consultas geraram uma preocupação entre as principais companhias exportadoras, que possuem certificações, compromissos de monitoramento e auditorias certificadas, mas temem que a crise possa provocar um boicote de países protecionistas e afetar a relação com investidores internacionais, que podem deixar de financiar projetos. A Marfrig, por exemplo, fez há quase dois meses uma captação de US$ 500 milhões de títulos de dívidas ligados à sustentabilidade (“greenbond’). A JBS e a Minerva planejam abrir capital fora do País e uma crise de imagem neste momento pode afetar os planos. Consultorias internacionais que já trabalham com os frigoríficos individualmente e com entidades de classe estão sendo ouvidas. Lideranças do agronegócio ouvidas pelo Estado afirmaram que as conversas se intensificaram em Brasília com o Ministério da Agricultura, e que buscam respaldo do governo nessa crise. “A Operação Carne Fraca, que foi voltada para as indústrias de aves e suínos, afetou por um tempo a carne bovina por pura falta de conhecimento. Não queremos que isso ocorra novamente”, disse uma fonte do setor, que falou sob condição de anonimato. Procurada, a Marfrig não comenta. A JBS afirmou, por meio de nota, que apoia a iniciativa da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e que não tem uma campanha isolada em relação a este tema. A Minerva informou que não há campanha institucional em curso neste momento.

Portal Estadão

Frigoríficos anunciam reabertura de olho na China

A reabertura da planta frigorífica em Coxim e o anúncio de reativação do frigorífico em Rio Verde de Mato Grosso trazem a retomada de empregos e novas possibilidades de exportações para Mato Grosso do Sul

O Estado encerrou 2018 com 134 unidades (entre processamento de peixe, bovinos, aves e suínos), conforme dados da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), que respondem pela geração de 26.135 empregos e um valor de produção de R$ 14,5 bilhões. A JBS possui mais de 15 unidades no Estado, em dez municípios, com mais de 15 mil trabalhadores, e retomou em agosto a operação na unidade de Coxim. De acordo com o Gerente-Administrativo da Associação Comercial e Industrial de Coxim, Cícero José da Silva, a reabertura do frigorífico foi positiva para a cidade. A reativação da indústria frigorífica em Rio Verde de Mato Grosso foi anunciada no dia 19 deste mês, durante o projeto Governo Presente. Segundo o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, a planta industrial gerará até 500 empregos. De acordo com o prefeito de Rio Verde, Mário Kruger, com a vinda do frigorífico, que deve ser inaugurado em janeiro de 2020, a população será beneficiada. A planta industrial abre possibilidades para a exportação. Mato Grosso do Sul cresceu em mais de 30% na exportação de carne bovina. Só na base suinocultura, são mais de R$ 200 milhões de investimentos de empresários, tanto a Aurora quanto a Seara de Dourados ampliaram sua capacidade industrial. O que nós precisamos hoje é investir mais em suinocultura. Nós temos uma previsão de que daqui até o próximo ano serão investidos quase R$ 350 milhões”, detalhou Verruck. Em 2018, segundo dados da Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carne (Assocarnes-MS), entraram em operação ou retomaram funcionamento as unidades frigoríficas de Nioaque e Santa Rita do Pardo.

Correio do Estado

FRANGOS & SUÍNOS

Brasil perde espaço nas importações de carne de frango da Arábia Saudita

O Brasil aumentou menos de 1%, fazendo com que a participação brasileira recuasse quase 5%

Embora permaneça como seu principal fornecedor – no primeiro semestre de 2019 praticamente três quartos do volume adquirido – o Brasil vem perdendo espaço nas importações de carne de frango da Arábia Saudita. E quem ocupa o terreno é a Ucrânia. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que nos seis primeiros meses de 2019 os sauditas importaram mais de 325 mil toneladas de carne de frango, quase 6% acima (perto de 18 mil toneladas adicionais) do importado em idêntico período de 2018. No entanto, o volume adquirido no Brasil aumentou menos de 1%, fazendo com que a participação brasileira recuasse quase 5% – de 78% para 74,24%. Vários países – mas principalmente a Ucrânia – compensaram essa perda. Assim, enquanto o volume adicional exportado pelo Brasil aumentou 1.776 toneladas, o da Ucrânia registrou incremento de 31.202 toneladas, vindo a seguir a Rússia com quase 7 mil toneladas a mais.

AGROLINK

INTERNACIONAL

FAO eleva a 6,23 milhões o número de animais eliminados por peste suína na Ásia

Dez novos focos da doença foram detectados no continente asiático

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou, na sexta-feira, que 6.237.897 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). O número representa um incremento de 317.170 animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 20 de setembro. Os dados da FAO foram atualizados até a quinta-feira, 26. Segundo a organização, o balanço da entidade compila informações extraídas dos órgãos federais dos países. A revisão para cima no número de animais eliminados em virtude da infecção com o vírus deve-se principalmente à elevação no número de suínos descartados no Vietnã, que passou de 4,7 milhões para 5 milhões de animais. É a pior condição quanto ao volume de animais levados ao abate sanitário. No país, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local, a epidemia atingiu 63 províncias, desde o relato da doença em 19 de fevereiro. A FAO informou também que dez novos focos da doença foram detectados no continente asiático. Dos novos casos detectados, cinco foram reportados na Coreia do Sul, quatro nas Filipinas e um na China. Com a atualização, a FAO estima 358 focos da doença espalhados pela Ásia, ante 348 do relatório anterior da organização. No levantamento desta sexta-feira, a FAO incluiu a identificação de novos cinco focos da doença na Coreia do Sul, que levou à eliminação de 10 mil animais. A situação mais crítica, em termos de extensão, continua sendo a da China, com 158 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. No país, um novo foco da doença foi detectado na região autônoma de Guangxi Zhuang, que levou ao abate sanitário de 120 animais. Desde a identificação do surto, em agosto do ano passado, 1,17 milhão de suínos foram eliminados, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. Nas Filipinas, agora, a doença foi identificada nas cidades de Quezon e Antipolo, num total de quatro focos levando ao descarte de 7,05 mil animais. Nos demais países afetados pela doença no continente, Mongólia, Camboja, Laos, Mianmar e Coreia do Norte, os números ficaram inalterados em relação ao balanço anterior.

ESTADÃO CONTEÚDO

Embarques de carne suína da UE para China têm alta expressiva, diz INTL FCStone

Segundo analista, atualmente o país asiático representa o maior mercado de exportação do produto do bloco europeu

Os embarques de carne suína da União Europeia (UE) para a China vêm aumentando substancialmente, em comparação com anos anteriores, avalia o analista sênior de commodities do escritório na Ásia da consultoria INTL FCStone, Darin Friedrichs. “No ritmo atual, os embarques para a China podem ser equivalentes a 7% da produção total da União Europeia (UE)”, estima Friedrichs. Segundo ele, atualmente a China representa o maior mercado de exportação do produto do bloco europeu. Na avaliação de Friedrichs, embora o abate de suínos na União Europeia (UE) tenha diminuído e os preços aumentado substancialmente, as exportações para a China ainda devem ser lucrativas em virtude o aumento acentuado de preços do produto no mercado doméstico chinês.

ESTADÃO CONTEÚDO

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment