CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1088 DE 27 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1088| 27 de setembro de 2019

ABRAFRIGO

FUNRURAL

Mensagem do Deputado Federal Jerônimo Goergen (Partido Progressista), aos associados da ABRAFRIGO sobre o andamento da solução para as dívidas do FUNRURAL. Veja no link abaixo:

https://drive.google.com/file/d/1vmgJYawL1Q68UtvvG-IVaeOYZNHlOsBO/view?usp=sharing

NOTÍCIAS

Boi gordo: expectativa de mercado firme

A oferta limitada de boiadas mantém o mercado firme. No fechamento da última quinta-feira (26/9), os preços da arroba do boi gordo subiram em sete praças, das 32 pesquisadas pela Scot Consultoria

Destaque para o Rio Grande do Sul, cuja cotação teve alta de 1,0% na comparação dia a dia. Mesmo com o aumento gradativo da oferta de bois confinados, a disponibilidade segue aquém da demanda. Com isso, não têm sido observados testes de preços. Desde o início do mês, a cotação do boi gordo subiu em 90,6% das praças, considerando o preço à vista. Com a proximidade da virada de mês a expectativa é de que o mercado siga aquecido, com os frigoríficos recompondo os estoques, a fim de atender a demanda de início de mês.

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: PREÇOS DE ANIMAIS DE REPOSIÇÃO SOBEM NESTE ANO

A restrição na oferta e a demanda aquecida têm elevado os preços do bezerro e do boi magro neste ano

Segundo pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de reposição pode estar atrelada ao crescente volume de fêmeas (novilhas e vacas) abatidas no País nos últimos trimestres. Do lado da demanda, o bom desempenho das exportações mantém aquecida a procura por boi gordo para abate, o que, consequentemente, aumenta o ritmo de aquisição de novos lotes de reposição. De acordo com dados do Cepea, no estado de São Paulo, o boi magro tem sido negociado em setembro por volta de R$ 2.100,00/cabeça, o que representa valorização de 11,3% frente à média de janeiro deste ano, em termos reais – valores foram deflacionados pelo IGP-DI de agosto/19. Para o bezerro, a cotação média de setembro, também no estado de São Paulo, está próxima de R$ 1.400,00, alta real de 3,9% em relação à verificada em janeiro.

Cepea/esalq

Preço da carne bovina subiu no atacado

Mais uma semana de valorizações para a carne bovina no atacado. Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a alta foi de 0,2% na comparação semanal

A aproximação da virada do mês fez com que os varejistas procurassem abastecer seus estoques com mais afinco nesta semana. Outro fator que vem influenciando o preço da carne bovina é a valorização da arroba do boi gordo ao longo de setembro, o que faz os frigoríficos testarem valores maiores de venda. Em São Paulo, a alta foi de 2,5% desde o início do mês. O reflexo disso foi sentido por este elo da cadeia e a valorização foi 0,6% para a carne bovina no mesmo período. As exportações também continuam trazendo sustentação para os preços.

SCOT CONSULTORIA

Nova metodologia para contrato futuro de boi estreia em 2020

A B3 vinha sendo criticada por distorções nos preços do indicador

A B3 informou hoje que uma nova metodologia para os contratos futuros de boi gordo entrará em vigor em 2 de janeiro de 2020. A mudança ocorre após forte pressão de pecuaristas, fundos de investimento e corretoras especializadas em commodities. De maneira geral, os críticos argumentavam que a metodologia de captação dos preços que balizam os contratos futuros de boi gordo vinha provocando distorções nos preços do gado. Por vezes, a diferença entre o mercado físico e o futuro era de R$ 8 por arroba. A captação dos preços do boi gordo no Estado de São Paulo — referência para os contratos futuros — é de responsabilidade do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Na avaliação dos críticos, a metodologia era uma das responsáveis pela expressiva redução do número de contratos negociados. O mercado futuro de boi, que já chegou a movimentar quase R$ 50 bilhões por ano no auge, diminuiu para menos de R$ 15 bilhões. Em entrevista ao Valor em agosto, o Diretor de Produtos de Balcão, Commodities e Novos Negócios da B3, Fábio Zenaro, adiantou as mudanças que a bolsa faria no indicador. Na ocasião, Zenaro informou que o Cepea passará a ponderar o indicador pelo volume de bois e também incluirá na amostra os frigoríficos que são inspecionados pelo Estado de São Paulo, e não apenas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), como é atualmente.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar tem leve alta contra o real em dia de foco em cena externa

O dólar encerrou em leve alta contra o real na quinta-feira, em dia marcado por acentuada volatilidade no mercado doméstico de câmbio

O dólar à vista teve alta de 0,17%, a 4,1618 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 0,27%, a 4,1615 reais. Na mínima, a cotação foi a 4,1224 reais na venda, menor patamar intradia desde 18 de setembro, enquanto na máxima tocou 4,1690 reais. “O mercado ainda continua ainda bem perdido. O cenário externo é volátil, com incertezas de todos os lados, especialmente envolvendo o Trump, e isso deixa todo mundo na retaguarda”, afirmou Paulo Celso Nepomuceno, estrategista de renda-fixa da Corretora Coinvalores. Nepomuceno acrescentou que grande parte dos temores em torno da questão do impeachment de Trump é que o Presidente norte-americano use as negociações comerciais com a China como ponto para tirar atenção da instabilidade política doméstica. “Existe a possibilidade dele querer desviar a atenção do processo (de impeachment) enrijecendo as relações com a China. Só essa possibilidade já levanta temores de todos os lados.” O Ministério do Comércio chinês disse nesta quinta-feira que os dois países ainda estão discutindo detalhes sobre a próxima rodada de negociações comerciais em outubro e estão fazendo preparativos para garantirem “progresso positivo”. A declaração vem um dia após Trump afirmar que um acordo entre os dois países pode acontecer antes do que as pessoas pensam. Em contrapartida, a agência Bloomberg noticiou que os EUA não devem prorrogar a autorização temporária que permite que a chinesa Huawei compre produtos de empresas norte-americanas.

REUTERS

Ibovespa supera 105 mil pontos, com apoio de bancos

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, acima dos 105 mil pontos, com bancos entre os principais suportes, em sessão marcada por sinais benignos do Banco Central sobre inflação e câmbio no Brasil

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,8%, a 105.319,40 pontos. O volume financeiro da sessão atingiu 13,7 bilhões de reais. Para o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, a alta encontrou apoio em comentários do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que sinalizou tranquilidade da autoridade monetária em relação à inflação e à alta do dólar. Campos Neto avaliou que a alta recente do dólar frente ao real não veio acompanhada de elevação do prêmio de risco e pontuou que o importante para o BC é quando há impacto do câmbio nos canais de inflação. O Ibovespa firmou-se no azul após uma manhã sem tendência clara, diante do noticiário misto sobre as negociações entre Estados Unidos e China, que têm adicionado volatilidade. Em paralelo, contudo, a agência Bloomberg noticiou que os EUA não devem prorrogar autorização temporária para que empresas norte-americanas atuem como fornecedoras à chinesa Huawei, que desde maio foi incluída em uma lista negra dos EUA. A BRF caiu 1,43%, em sessão negativa do setor de carnes após altas recentes. MARFRIG ON desvalorizou-se 2,76% e JBS ON cedeu 1,2%. No ano, esses papéis acumulam elevação de 80% a 180%.

REUTERS

Confiança da indústria fica estável em setembro, mas expectativa piora, diz FGV

A confiança da indústria permaneceu inalterada em setembro em relação ao mês anterior, com uma queda mensal nas expectativas para a produção sugerindo um atraso na recuperação industrial, apesar de uma segunda alta consecutiva no sentimento sobre os negócios

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) ficou em 95,6 pontos, mostrou a Sondagem da Indústria divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira. A confiança recuou em dez dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice de Situação Atual (ISA) cresceu 0,3 ponto, para 95,9 pontos, impulsionado pela melhora na percepção sobre o cenário atual dos negócios. Apesar do aumento do percentual de empresas que consideram as condições atuais fracas, de 22,6% em agosto para 23,4% em setembro, a proporção de empresas que as consideram boas aumentou para 16,6%, ante 14,0%. Já o Índice de Expectativas (IE) diminuiu 0,5 ponto em setembro, para 95,2 pontos, puxado pela queda de 1,5 ponto do indicador de produção prevista, que agora se encontra abaixo dos 100 pontos (99,1 pontos). O indicador que mede o otimismo dos empresários com a evolução do ambiente de negócios nos próximos seis meses também recuou, para 94,3 pontos, o menor nível desde agosto de 2017 (93,9 pontos). “A queda dos indicadores que refletem as expectativas em relação à evolução da produção nos três meses seguintes e a evolução dos negócios nos seis meses seguintes sugere que uma recuperação mais consistente da indústria de transformação deve ficar para o próximo ano”, comentou Renata de Mello Franco, economista da FGV, em nota.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

SUÍNOS/CEPEA: COTAÇÕES SE ELEVAM NO MERCADO INDEPENDENTE

A intensificação das compras de novos lotes de animais para abate por parte de grandes agroindústrias integradoras, devido à expectativa de incremento nas exportações da proteína à China, impulsionou os preços do suíno vivo no mercado independente

Dessa forma, os valores do animal já acumulam três semanas de sucessivas altas, chegando a um dos maiores patamares do ano – atrás apenas dos valores praticados em junho e julho, quando o ritmo acelerado das exportações elevou com força as cotações de todos os produtos suinícolas. Vale lembrar que a China continua sofrendo com os impactos da Peste Suína Africana (PSA), tendo em vista que a oferta doméstica de carne caiu drasticamente. A situação não tem previsão para se normalizar, o que mantém aquecido o mercado internacional suinícola, uma vez que o país asiático tem comprado grandes volumes de carne suína no exterior.

Cepea/esalq

Com oferta afetada por peste, China compra mais carne suína dos EUA

A China realizou na semana passada sua maior compra de carne suína dos Estados Unidos em duas semanas, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, à medida que Pequim busca aliviar a escassez de oferta causada pelo avanço de uma fatal doença suína no país

Segundo operadores, o USDA deve confirmar na próxima semana mais aquisições chinesas, depois de o principal país do mundo em consumo de carne suína e produção de porcos comprar 3.375 toneladas da proteína entre 13 e 19 de setembro. O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, disse que empresas locais realizaram aquisições significativas de carne suína dos EUA, em meio à remoção de tarifas retaliatórias adicionais. A China precisa da carne por estar enfrentando um surto de peste suína africana, que dizimou sua criação de porcos ao longo do último ano e catapultou os preços domésticos da proteína para máximas recordes. Os crescentes preços à vista da carne suína nos EUA confirmam a recente onda de vendas para a China, segundo Dennis Smith, corretor de commodities da Archer Financial Services. “Estamos vendo os frigoríficos aumentarem suas escalas de abate, e só há uma razão para que o façam: sentirem um crescimento de demanda em sua ponta (da cadeia)”, disse Smith.

REUTERS

Catarinense Aurora dobra capacidade de frigorífico de suínos em Chapecó

Abates diários vão superar 10 mil cabeças por dia

A catarinense Aurora informou que investiu R$ 268 milhões para dobrar a capacidade de processamento de suínos do “FACH 1”, frigorífico que integra seu complexo industrial localizado em Chapecó. Segundo a central de cooperativas, a partir de outubro a unidade se tornará a maior do gênero do país, com capacidade para abater mais de 10 mil cabeças por dia. Em comunicado, a Aurora lembrou que o FACH 1 é o único frigorífico brasileiro que exporta carne suína in natura para os Estados Unidos, e que a planta também está habilitada para vender a outros 19 países, entre eles China, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Chile. Essas habilitações também decorrem do fato de Santa Catarina ser o único Estado do Brasil com status de livre de febre aftosa sem vacinação. A Aurora também informou que, dos recursos aplicados, 20% foram de capital próprio e 80% foram financiados. Com a ampliação, o número de funcionários diretos da planta aumentar de 3 mil para quase 5,5 mil.

VALOR ECONÔMICO

Aurora firma ajuste de conduta para unidade em Sarandi, paga R$ 1 mi em multas

A Aurora Alimentos firmou na terça-feira (24) um termo de ajuste de conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Passo Fundo (RS) no qual se compromete a regularizar sua unidade de abate de suínos em Sarandi, conforme estabelecido pelo MPT após inspeção

A empresa também pagará R$ 1,1 milhão para quitar multas devidas por descumprimento de acordo judicial prévio, valor que será pago em 12 parcelas mensais e revertido à comunidade local, disse o MPT em comunicado na quarta-feira (25). Em maio, a planta em Sarandi tinha sido interditada após fiscalização do Trabalho que identificou “riscos iminentes aos empregados”, segundo o MPT. Em 5 de junho, a Aurora informou que as atividades estavam sendo retomadas na planta após a realização de “melhorias nas máquinas e equipamentos, assim como na execução das atividades, procurando eliminar e/ou mitigar qualquer risco porventura existente”. O TAC assinado nesta semana engloba adequações na planta, além de reformulação de programas preventivos e reestruturação da gestão de saúde e segurança na unidade. O cronograma prevê prazos para o cumprimento das obrigações entre o fim deste ano e 2022. A empresa está sujeita a novas multas em caso de descumprimento. A planta da Aurora em Sarandi abate 2,1 mil suínos e produz 60 toneladas de carnes por dia, segundo o MPT. As operações de força-tarefa para fiscalização de frigoríficos no Rio Grande do Sul ocorrem desde 2014, regularmente, e já resultaram em interdições de máquinas e atividades temporárias em 19 plantas no estado.

CARNETEC

Mercado de suíno registrou alta em setembro

As cotações no mercado de suínos subiram, depois de dois meses de retração. No acumulado até o dia 26/9, a valorização nas granjas paulistas foi de 12,0%, com a carcaça negociada em R$93,00 por arroba

No atacado, o movimento foi semelhante, com alta de 18,0% no período analisado. A carcaça está cotada, em média, em R$7,55 por quilo. A oferta diminuiu frente a uma demanda melhor. As exportações também colaboraram para o cenário de firmeza. Até a terceira semana do mês, segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), o país embarcou diariamente, em média, 2,4 mil toneladas de carne in natura. Essa quantidade é 18,4% maior que a média exportada por dia em agosto último.

SCOT CONSULTORIA

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