CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1085 DE 24 DE SETEMBRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1085| 24 de setembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Arroba do boi subiu em Rondônia e Maranhão

O consumo mais fraco de final de mês faz com que a indústria diminua a compra. Muitos frigoríficos de São Paulo, por exemplo, optaram por não comprar na última segunda-feira (23/9), esperando melhor definição do mercado

Porém, a oferta comedida de boiadas mantém os preços sustentados. Em Rondônia a cotação do boi gordo subiu e ficou em R$147,00/@, a prazo e livre de Funrural, alta de R$1,00/@ na comparação com o último levantamento, do dia 20/9. Na região, as programações de abate estão atendendo, em média, cinco dias e a dificuldade de compor as escalas valorizou 3,5% o boi gordo desde o início do mês. No Maranhão, os preços também subiram e o boi gordo ficou cotado em R$148,00/@, a prazo, livre de Funrural.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: demanda fraca e preços frouxos no varejo

Com o consumo mais fraco na segunda quinzena do mês, os preços da carne bovina no varejo estão andando de lado

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os estados e cortes pesquisados, a queda foi de 0,04%, ou seja, praticamente estável na última semana. O Rio de Janeiro foi na contramão dos outros estados e teve valorização de 0,3% na semana. Em Minas Gerais o mercado ficou praticamente estável, tendo variação positiva de 0,05%. No Paraná houve queda de 0,4% e em São Paulo de 0,2% no mesmo período. Com as recentes altas no atacado, a margem de comercialização deste elo da cadeia vem se estreitando, estando atualmente em 60,2%. Essa é a pior margem desde meados de junho.

SCOT CONSULTORIA

Brasil pode elevar exportações de carne bovina para China em até 15%, diz Agriffato

O Brasil poderá aumentar o volume mensal de exportações de carne bovina para a China em até 15% com a autorização para que plantas frigoríficas adicionais possam embarcar ao país asiático

“Projeta-se que as exportações mensais têm espaço para avançar entre 10% e 15% a partir dos primeiros embarques efetivos, com altas graduais já acontecendo nos próximos meses a partir de novembro”, disse a Agriffato em análise em seu website. A consultoria estima que o Brasil deve exportar cerca de 2 milhões de toneladas de carne bovina neste ano, sendo que China e Hong Kong devem ser os principais compradores, destino de cerca 800 mil toneladas ou 40% do total. A China habilitou mais 25 frigoríficos brasileiros a exportar para o país no início do mês: 17 de carne bovina, seis de carne de frango, um de suíno e um de asinino. No caso da carne bovina, as novas habilitações abriram mercado da China para os estados de Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Tocantins, que não tinham unidades autorizadas anteriormente. O maior número de frigoríficos brasileiros de carne bovina autorizados pela China está em São Paulo: oito plantas que têm capacidade para elevar a participação do estado nos embarques para a China em quase 9%. Mato Grosso teve o maior número de plantas autorizadas na nova lista de habilitação, são seis novas unidades que elevam o número total para sete.

CARNETEC

Sebo subiu 9,8% em setembro no Brasil Central

Gradualmente, a demanda por sebo está aumentando, o que tem valorizado o produto nas últimas semanas

No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,25/kg, livre de imposto, de acordo com o levantamento da Scot Consultoria. Alta de 4,7% na comparação semanal e de 9,8% desde o início do mês. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$2,35/kg, na mesma condição. Desde o início de setembro, houve valorização de 6,8%. Em ambas as regiões pesquisadas há negócios ocorrendo acima da referência.

SCOT CONSULTORIA

Fim da vacina pode trazer prejuízo ao Paraná

O Paraná não terá mais vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa a partir de 2020. O estado, com déficit de 30% entre o que produz e o que consome, estará fechado para entrada de animais vivos, com exceção dos da secundária pecuária de Santa Catarina, já livre da doença sem vacina

O perigo, portanto, agora poderia mudar de status: não é mais apenas o risco de entrada da doença, mas a porteira fechada para animais que ajudariam no desenvolvimento do rebanho, em volume e qualidade. Além de já começar ainda seguindo a avaliação de membros da Sociedade Rural do Paraná (SRP), de prejudicar produtores do Norte e Noroeste do estado com fazendas no Mato Grosso do Sul, perto da fronteira, que terminam os bois nos pastos paranaenses de inverno, pós-soja, rico em forrageiras. É mais barato deslocar a boiada para o Paraná do que alimentá-la no curral no estado vizinho. Tanto não passará pelas fronteiras do Mato Grosso do Sul e de São Paulo bois e vacas para cruzamento no Paraná, para melhoramento genético, e crias e recrias para reposição, bem como bois que saem das pastagens secas e vão ser terminados à base de aveia preta e outras forrageiras paranaenses. A Instrução Normativa 44 da autoridade nacional, em revisão, poderá liberar a entrada de bois que iriam diretos para os frigoríficos, em caminhões lacrados, e igualmente a importação de outros estados de materiais genéticos (sêmens e embriões) seguindo parâmetros de controle. Mas o primeiro caso ajudará apenas os frigoríficos, ao passo que no segundo caso a participação no melhoramento do plantel do estado é diminuta, diz Afrânio Brandão, Vice-Presidente da (SRP).

MONEY TIMES

ECONOMIA

Dólar encerra em alta com fluxo desfavorável

O dólar encerrou em alta contra o real na segunda-feira, maior nível de fechamento desde o início de setembro. O dólar à vista teve alta de 0,42%, a 4,1709 reais na venda. Na mínima da sessão, a moeda chegou a 4,1451 reais, enquanto na máxima tocou 4,1853 reais. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,51%, a 4,1720 reais

“O cenário externo está pautando tudo. A não evolução das negociações comerciais e uma certa falta de fluxo estrangeiro ajudou o real a se descolar de seus pares”, afirmou Rafael Bevilacqua, Estrategista-Chefe da consultoria independente de investimento Levante. As moedas emergentes pares do real, como o rand sul-africano e o peso mexicano ganhavam contra o dólar, enquanto a moeda norte-americana subia frente a uma cesta de outras moedas. Para a equipe de análise da Correparti Corretora, a alta do dólar também se deve à “contínua saída de recursos do país em busca de rentabilidade maiores em outros países, principalmente com os cortes e a indicação de mais cortes do Copom na taxa Selic”. Na segunda-feira, as instituições que mais acertam as previsões para o juro básico reduziram suas estimativas para a Selic ao fim de 2019 a 4,75%, ante 5,00% na semana anterior, conforme atualização da pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, após o BC ter reduzido a taxa na semana passada e indicado corte adicional. O BC divulgará nesta terça-feira a ata do Copom, na qual detalhará os motivos que levaram ao corte do juro e à indicação de mais afrouxamento monetário.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com ajustes

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, com bancos entre as maiores pressões de baixa, em sessão marcada por alguns movimentos de realização de lucro e com dados na Europa corroborando preocupações com o ritmo da economia

Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa cedeu 0,17%, a 104.637,82 pontos. O volume financeiro somava cerca de 11 bilhões de reais. A queda vem após o Ibovespa registrar o quarto ganho semanal consecutivo na última sexta-feira, acumulando no período valorização de 7,3%. No exterior, a contração na atividade do setor privado alemão em setembro pela primeira vez em seis anos e meio destacou-se na bateria de dados PMI divulgados na Europa e Estados Unidos. Discursos de autoridades monetárias também estiveram no radar de agentes financeiros, que monitoram informações sobre mais medidas de estímulo na Europa e sobre o tamanho do ciclo de corte pelo Federal Reserve. No front comercial, tanto representantes dos EUA como da China declararam que as últimas negociações entre os dois gigantes econômicos foram construtivas. Investidores aguardam as conversas de alto escalão previstas para o começo de outubro. Dados da B3 mostraram na segunda-feira que o saldo externo no mercado secundário as saídas ainda superem as entradas em mais de 20 bilhões de reais.

REUTERS

Brasil tem maior déficit em transações correntes para agosto em 5 anos, de US$4,274 bi

O Brasil teve déficit em transações correntes de 4,274 bilhões de dólares em agosto, desempenho mais fraco que o esperado e afetado sobretudo pelo aumento na remessa de lucros e dividendos para o exterior

O dado efetivo foi o mais fraco para o mês desde 2014 (-5,998 bilhões de dólares). Já os investimentos diretos no país (IDP) superaram as projeções, alcançando 9,47 bilhões de dólares no mês, ante estimativa de 6 bilhões de dólares. Em agosto, a conta de renda primária ficou negativa em 4,727 bilhões de dólares, num rombo mais de quatro vezes superior ao registrado em igual mês de 2018. A diferença veio principalmente da remessa líquida de lucros e dividendos, que chegou a 3,433 bilhões de dólares, contra apenas 464 milhões de dólares um ano antes. A balança comercial teve acréscimo de 14,5% em agosto sobre um ano antes, a 2,664 bilhões de dólares. Já as despesas líquidas com viagens internacionais caíram a 846 milhões de dólares, ante 900 milhões de dólares em agosto de 2018. Nos oito primeiros meses do ano, o déficit em transações correntes alcançou 30,277 bilhões de dólares, alta de 38% sobre igual período do ano passado. Para o ano, a expectativa traçada em junho pelo BC era de que o rombo em transações correntes seria de 19,3 bilhões em 2019. Nos 12 meses até agosto, o déficit em transações correntes é de 33,852 bilhões de dólares, equivalente a 1,84% do Produto Interno Bruto (PIB) e no patamar mais alto desde março de 2016 (2,11%).

REUTERS

Top 5 reduz previsão para Selic a 4,75% ao fim de 2019 E ALTA NO DÓLAR

Já a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,87% em 2019. A estimativa para 2020 permanece em 2%. Quatro semanas atrás, estava em 2,10%

As instituições que mais acertam as previsões para o juro básico reduziram suas estimativas para a Selic ao fim de 2019, conforme atualização da pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, após o BC ter reduzido a taxa na semana passada e indicado novos cortes. O Top 5 de curto prazo diminuiu a previsão para a Selic ao fim de 2019 a 4,75%, pela mediana das estimativas, ante 5,00% na semana anterior. Para 2020, a mediana indica Selic de 4,88%, ante 5,00% na semana anterior. O Top 5 de médio prazo reduziu o prognóstico de 5,00% para 4,75% tanto para o fim de 2019 quanto de 2020, também segundo mediana das estimativas. Os analistas de forma geral diminuíram mais as expectativas para a inflação em 2019 e elevaram a aposta a favor do dólar. O prognóstico para o dólar foi elevado, com analistas vendo a moeda norte-americana a 3,95 reais ao término de 2019 (3,90 reais na projeção anterior e sexta semana seguida de elevação). Para o fim de 2020, a estimativa foi mantida em 3,90 reais. Os cenários para a economia foram mantidos para 2019 e 2020.

SEU DINHEIRO

EMPRESAS

Zanchetta investe quase R$ 1 bi para ampliar operações em SP

Empresa gastará R$ 730 milhões em complexo de carne de frango

Após desembolsar quase R$ 200 milhões para adquirir o Mondelli, tradicional frigorífico de bovinos do interior paulista, a Zanchetta Alimentos colocou o pé no acelerador e vai investir mais R$ 730 milhões para construir um novo complexo voltado à produção de carne de frango em Conchal, na região de Campinas. Com os recursos, o grupo erguerá uma indústria capaz de abater 380 mil aves por dia. A nova unidade mais do que dobrará a capacidade de produção de frango da Zancheta, afirmou ao Valor o Presidente e fundador da companhia, José Carlos Zanchetta. As obras começarão em outubro e o complexo deverá ser concluído até o início de 2022. Quando estiver em atividade, o abatedouro de Conchal representará um salto para o faturamento da Zancheta, que já prevê estar entre as cinco maiores do ramo – atrás de BRF, JBS, Aurora e Copacol. Segundo o empresário, a receita bruta do grupo seguramente superará R$ 3 bilhões, mas o objetivo é atingir um montante equivalente a US$ 1 bilhão – mais de R$ 4 bilhões, considerando a atual cotação do dólar. No ano passado, o faturamento da Zanchetta foi de “apenas” R$ 1 bilhão, mas desde o segundo semestre as vendas mensais ganharam força, indicando um faturamento anualizado de R$ 1,8 bilhão, conforme o Presidente do grupo. O crescimento deste ano se deve à compra da massa falida do Mondelli, frigorífico de Bauru. A Zanchetta assumiu a planta em julho, estreando no segmento de carne bovina. A família fundadora da companhia também tem tradição na pecuária – possui um confinamento em Bofete (SP) que já fornecia gado para o Mondelli.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

A carne de frango que continua chegando à Europa

Brasil tem mantido as exportações da proteína em forma salgada ou em conserva, conforme dados da Secex

Ainda sofrendo com o embargo europeu para as remessas de carne de frango in natura, o Brasil tem mantido as exportações da proteína para aquele continente, mas em forma salgada ou em conserva. As exportações de carne de frango salgada ou preparada principalmente para Reino Unido, Holanda e Alemanha cresceram de janeiro a agosto deste ano. De acordo com dados do Ministério da Economia, as remessas desse produto somaram US$ 215,35 milhões. É um avanço de 43,3% sobre o mesmo período de 2018. Em volume, foram 88,8 mil toneladas, o que significa 56,7% a mais no comparativo. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia. A principal consumidora é a Holanda, que representou 57% do total enviado. O Reino Unido aparece depois, com 24% de participação, enquanto a Alemanha é o terceiro destino, com 12%. O país exporta ainda para Suíça, Bélgica, Albânia e Irlanda. Quase 60% da remessa de carne de frango e de peru salgados são feitas por Santa Catarina. Além das partes nobres do frango, o Brasil tem exportado outros itens considerados menos nobres para os mesmos três principais consumidores da proteína salgada. É o caso de miúdos das aves, como a moela. As remessas desses produtos geraram receita de US$ 193,84 milhões entre janeiro e agosto deste ano. Um valor 8,1% acima do registrado em igual período de 2018. Em volume, foram 65,2 milhões de toneladas. Reino Unido é o principal importador, com 46% da fatia. Na sequência, aparece Alemanha, com 19% de participação. A Holanda, que é o principal destino da proteína salgada, é o terceiro destino nesse caso, com 17% do total.

AVICULTURA INDUSTRIAL

Oferta de carne suína continuará restrita por anos, avalia Jefferies

O banco estima que a produção pode cair mais de 30% neste ano e outros 5% no próximo ano, levando à prolongação de preços alto

É improvável que a oferta de carne suína da China se recupere logo, mesmo com a alta de 50% nos preços do produto, já que os agricultores reduziram a produção de animais em virtude do surto de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês), avalia o banco de investimentos Jefferies. O banco estima que a produção pode cair mais de 30% neste ano e outros 5% no próximo ano, levando à prolongação de preços alto. A produção chinesa de suínos não deve se recuperar dos níveis anteriores à peste suína até pelo menos 2022/2023, projeta Jefferies. O banco norte-americano afirma que a epidemia da doença deve ficar ainda “muito pior”. A instituição financeira considera que a perda de animais reprodutores provavelmente foi subestimada. Fontes do Jefferies afirmam que até 50% do plantel reprodutor foi dizimado pela doença em algumas regiões.

Estadão Conteúdo

Altas no mercado de suínos em São Paulo

Mais uma semana de valorização no mercado de suínos. Nas granjas paulistas, o animal terminado passou de R$85,50, para os atuais R$90,00 por arroba, alta de 5,3% em sete dias

No atacado, em igual comparação a valorização foi de 5,7%, com a carcaça cotada, em média, em R$7,40 por quilo. Na comparação anual, os preços na granja e no atacado estão 25,0% e 27,6% maiores, respectivamente. Daqui para frente (segunda quinzena), as vendas no mercado interno deverão perder força e, com isso, os preços podem se acomodar.

SCOT CONSULTORIA

IBGE: Rebanho suíno do Brasil somava 41,4 milhões de animais em 2018

Quase metade do rebanho brasileiro de suínos concentrava-se na região Sul

Os produtores brasileiros criavam 41,4 milhões de suínos em 2018, aumento de 0,1% em relação ao ano anterior, segundo o levantamento Produção da Pecuária Municipal, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região Sul detinha 49,7% do rebanho: Santa Catarina era responsável por 19,2% do total nacional; o Paraná, 16,6%; e o Rio Grande do Sul, 13,8%. Entre os municípios, os maiores produtores foram Toledo (PR), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG). De todo o rebanho, havia 4,8 milhões de matrizes de suínos, o equivalente a 11,6% do efetivo total de animais, 1,5% a mais do que o registrado em 2017. Os criadores também aumentaram seus rebanhos de ovinos (alta de 1,8% ante 2017, para um total de 18,9 milhões de animais) e de caprinos (aumento de 4,3%, alcançando 10,7 milhões de animais) em 2018. O Nordeste concentrou 93,9% dos caprinos existentes no Brasil no ano passado, além de 66,7% do total de ovinos. A Bahia detinha 30,2% do rebanho nacional de caprinos e 22,1% do rebanho ovino do País. Dos 20 municípios com o maior número de caprinos, nove pertenciam à Bahia e 11 a Pernambuco. Os municípios de Casa Nova (BA), Petrolina (PE), Juazeiro (BA) e Curaçá (BA) lideraram o ranking de maiores rebanhos. No caso dos ovinos, o município de Casa Nova (BA) também tinha a maior criação de animais, seguido por Santana do Livramento (RS), Juazeiro (BA), Remanso (BA) e Dormentes (PE). O rebanho de equinos somou 5,7 milhões de cabeças em 2018, enquanto o de bubalinos totalizou 1,4 milhões de animais.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Demanda da China por carne impulsiona preços

Cotações da carne bovina, de frango e suína ao redor do planeta estão subindo

A China está comprando mais carne do mundo inteiro e as cotações da carne bovina, de frango e suína ao redor do planeta estão subindo, enquanto o gigante asiático tenta suprir as perdas em sua oferta doméstica causada pela peste suína africana. No Brasil, embarques de carne de frango para a China aumentaram 31% em relação ao ano passado e os preços domésticos de peito e coxa de frango aumentaram aproximadamente 16% no varejo. Consumidores europeus estão pagando em média 5% a mais por carne suína, porque a maior parte da carne produzida domesticamente está sendo enviada à China. Preços de carne de cordeiro em lojas na Austrália aumentaram 14%, enquanto carne moída nas prateleiras da Nova Zelândia saem a preços recordes. Futuros de suínos norte-americanos com vencimento em dezembro subiram 4,5% este mês após oficiais chineses afirmarem que o país poderia excluir carne suína e outros produtos agrícolas norte-americanos de tarifas punitivas. “Sempre que essa quantidade de proteína é perdida numa perspectiva global, haverá efeito no preço”, disse o CEO da Tyson, Noel White, em teleconferência com investidores em setembro. Preços de carne suína na China chegaram a subir 50%, e houve tentativas do governo local de racionamento ou de estimular a população a migrar para frango e outras carnes. Entre maio e julho, importações chinesas de carnes suína, de frango, bovina e de ovelha subiram quase 70%, chegando a mais de US$ 5 bilhões em receita e aumentando os preços globais. O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para carne subiu 10% este ano, para o maior nível desde o início de 2015. Na vizinha Argentina, alguns locais estão deixando de consumir a carne vermelha com o aumento de preços. A combinação de inflação e aumento das exportações à China – embarques de carne bovina mais do que dobraram este ano, enquanto de frango aumentaram 68% – aumentaram preços da carne em 51% ante um ano atrás, de acordo com dados da indústria.

ESTADÃO CONTEÚDO

Coreia do Sul confirma novo caso de peste suína africana

A Coreia do Sul confirmou um novo caso de peste suína africana em uma cidade próxima à capital Seul, após reportar o primeiro surto do vírus mortal no país na semana passada, disse o Ministério da Agricultura local na segunda-feira. O novo surto ocorreu em uma criação de porcos na cidade de Gimpo, cerca de 14 km ao sul de Paju, onde o primeiro caso foi detectado.

REUTERS

Importações de carne suína pela China aumentam 76% com peste reduzindo oferta

As importações de carne suína pela China aumentaram 76% em agosto em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados alfandegários na segunda-feira, com o maior consumidor mundial de carne estocando suprimentos depois que uma doença mortal dizimou seu rebanho de porcos

A China recebeu 162.935 toneladas de carne de porco no mês passado, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas, um aumento de 76% em relação a agosto de 2018, mas abaixo das 182.227 toneladas de julho. Uma epidemia de peste suína africana reduziu o maior rebanho suíno do mundo em quase 40%, de acordo com dados oficiais, elevando os preços da carne para 41,9 iuanes (5,89 dólares) por kg e elevando o preço dos alimentos no país ao mais alto nível desde janeiro de 2012. As importações de carne suína pela China nos primeiros oito meses do ano foram de 1,16 milhão de toneladas, um aumento de 40,4% em relação ao ano anterior. As importações de carne bovina atingiram 130.619 toneladas, um aumento de 32%, elevando os volumes nos primeiros oito meses para 980.334 toneladas, um aumento de 54% em relação ao ano anterior. As importações de frango em agosto aumentaram 51% para 67.074 toneladas, com volumes totais até agora este ano em 483.743 toneladas, um aumento de 48%. A expectativa é de que as importações de carnes aumentem ainda mais, enquanto o Ministério do Comércio afirma que embarques mais fortes e a liberação de reservas de carne de porco congelada ajudariam a garantir o fornecimento.

REUTERS

Filipinas relata mais surtos de peste suína africana

Casos foram detectados em uma vila em Antipolo, Rizal, leste da capital filipina Manila, e algumas áreas no centro de Luzon

O Departamento de Agricultura das Filipinas disse na segunda-feira que detectou mais surtos de peste suína africana no país, como em uma vila em Antipolo, Rizal, leste da capital filipina Manila, e algumas áreas no centro de Luzon. As aldeias afetadas possuem criações de quintal, sendo duas na região metropolitana de Manila e 10 nas províncias vizinhas de Rizal e Bulacan, excluindo as áreas centrais de Luzon que o Secretário de Agricultura William Dar se recusou a identificar. As Filipinas, o décimo maior consumidor mundial de carne suína e o sétimo maior importador de carne suína, declararam seu primeiro surto do vírus em 9 de setembro, com mais casos relatados em menos de duas semanas. A doença altamente contagiosa representa uma grande ameaça para a indústria suína de US $ 5 bilhões do país, mas Dar disse que não há epidemia no país. Enquanto isso, Dar apelou aos executivos do governo local para não restringirem o comércio interno de alimentos, depois que as províncias de Cebu e Bohol, no centro das Filipinas, anunciaram a proibição da entrada de carne de porco e produtos à base de carne de porco nesses pontos quentes.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL
Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment