CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1084 DE 23 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1084| 23 de setembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Preço do boi gordo encerrou a semana em alta

A oferta restrita de boiadas terminadas tem dado firmeza ao mercado. Nem mesmo a terceira semana do mês, período mais fraco para as vendas dos frigoríficos, tirou a sustentação do mercado

Das 32 praças pesquisadas, o preço do boi gordo subiu em 43,8% delas ao longo da última semana. Em São Paulo, as cotações subiram, o boi gordo ficou cotado em R$159,00/@, à vista, livre de Funrural (20/9). Alta de 0,3% na comparação dia a dia e de 1,0% na semana. No mercado atacadista de carne bovina com osso também foi registrada alta ao longo da semana que passou. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$10,48/kg, valorização de 1,0% na comparação com semanal. Apesar disso, o preço da arroba em alta tem diminuído as margens das indústrias. A margem dos frigoríficos que desossam ficou em 15,6%, abaixo da média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Mercado da carne bovina se manteve sustentado na última semana

Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a valorização foi de 0,2% na comparação semanal

A oferta curta de boiadas continua sendo um dos fatores que está puxando essa alta. Outro fator que está influenciando as valorizações é a exportação de carne bovina em bons patamares. Além disso, apesar de a recuperação estar sendo a passos lentos, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias subiu pelo segundo mês consecutivo, trazendo algum ânimo ao mercado interno. Para curto e médio prazos, o dólar em alta e a habilitação das novas plantas frigoríficas para exportação de carne para a China devem continuar a dar sustentação aos embarques, o que pode continuar a influenciar os preços do mercado interno.

SCOT CONSULTORIA

Rebanho bovino voltou a cair no país em 2018

Segundo pesquisa do IBGE, efetivo nacional de bovinos somou 213,5 milhões de cabeças no ano passado, 1,5 milhão menos que em 2017

O efetivo nacional de bovinos somou 213,5 milhões de cabeças no ano passado, 1,5 milhão menos que em 2017, segundo levantamento divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda apontada pela pesquisa de Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2018, de 0,7%, foi a segunda consecutiva. Segundo Mariana Oliveira, analista da pesquisa do IBGE, a retração refletiu o aumento dos abates, inclusive de fêmeas e novilhas, que bateu recorde. “O maior abate é uma resposta ao menor preço do boi gordo. Assim, tivemos uma primeira queda em 2017 (1,5%) e em 2018 uma um pouco menor – o que é um sinal de recuperação”. A pesquisa apontou que a maior redução de rebanho em 2018 foi na região Sul – 3%, para 26,1 milhões de cabeças -, mas que também houve retrações no Sudeste (1,2%, para 37,1 milhões de cabeças) e no Centro-Oeste, que abriga o maior efetivo de bovinos do país (0,4%, para 73,8 milhões de cabeças) Entre os municípios, São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, com 124 mil habitantes, manteve-se com o maior rebanho, com 2,26 milhões de cabeças – ou 18 bois para cada habitante. Nos últimos dez anos, o efetivo de bovinos da cidade aumentou 18%. São Félix do Xingu foi a cidade da Amazônia com o maior número de queimadas no início de setembro, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

VALOR ECONÔMICO

Argentina supera Brasil em vendas de carne bovina ao mercado chinês

País asiático foi o destino de 70% das exportações argentinas de janeiro a julho

A Argentina acelerou suas exportações de carne bovina para a China e desbancou o Brasil como principal fornecedor externo do produto para o país asiático nos primeiros sete meses deste ano. Dados da alfândega chinesa compilados pela publicação “Beef to China” mostram que, de janeiro a julho, os embarques argentinos alcançaram 186 mil toneladas, ante vendas brasileiras de 180 mil toneladas, e renderam US$ 870,1 milhões, mais que o dobro que no mesmo período de 2018. O volume vendido representou 70% das exportações totais de carne bovina da Argentina no período, e 21,7% das importações da China – a participação brasileira foi de 21%. “A diferença é marginal. Mais importante que isso é o aumento das exportações argentinas em si, porque a China é um mercado de volume importante”, afirmou ao Valor o Presidente do Consórcio de Exportadores de Carnes da Argentina (ABC), Mario Ravettino. Em seus cálculos, no total os embarques de carne bovina do país deverão atingir 720 mil toneladas em 2019, ou US$ 4 bilhões. Nesse patamar, destacou, a Argentina vai se manter, pelo segundo ano consecutivo, no ranking dos dez maiores exportadores de carne bovina do mundo. Em 2018, o país ocupou a 6ª posição, com embarques de 550,5 mil toneladas, atrás de Brasil, Índia, Austrália, EUA e Nova Zelândia. Neste ano, poderá chegar à 5ª posição. No período de baixa, a Argentina ficou atrás até dos sócios menores do Mercosul, Uruguai e Paraguai. Muitos criadores converteram áreas de pastagens em lavouras de soja e o país perdeu 10 milhões de cabeças bovinas. Mais de 100 frigoríficos foram fechados e quase 20 mil pessoas ficaram sem trabalho. As medidas do então governo de Cristina Kirchner (2007-2015) tinham o objetivo de “garantir a mesa dos argentinos”, slogan que marcou o setor. Os argentinos tem um elevado consumo per capita de carne bovina, que chegou a alcançar, em 2007, 69,4 quilos.

VALOR ECONÔMICO

Interesse da China aumenta setor de carne Brasileiro

Para os próximos meses, deve ocorrer um incremento na oferta de animais

A decisão da China de habilitar 17 novas plantas bovinas para exportação acabou animando o setor de carne de gado do País. Foi isso que indicou o novo relatório de produtos agrícolas do Brasil, que foi produzido e divulgado pelo Rabobank, nesta última semana. “Até o momento eram 16 estabelecimentos e agora serão 33 plantas. Segundo agentes do setor, o número de frigoríficos era o fator que limitava o incremento nos volumes embarcados, já que ofertavam o máximo das capacidades das plantas de produção”, informa o texto. Além disso, de janeiro a agosto, o volume exportado aumentou 14,2% em relação ao ano anterior. “Destaques para Hong Kong e China que juntos representaram 39% de toda carne vendida, totalizando 441 mil toneladas. Em seguida, o Egito com um acréscimo de 15% no mesmo período e 120 mil toneladas compradas. “No mercado doméstico, a menor oferta de animais para abate atrelado a demanda internacional aquecida tem alavancado os preços do boi gordo, apesar do consumo interno ainda em recuperação. Na média de agosto/19, o indicador do Esalq/B3 ficou 7% acima do mesmo período de 2018”, indica.  Para os próximos meses, deve ocorrer um incremento na oferta de animais para abate devido aos confinadores.

AGROLINK

Baixa demanda mantém o mercado do couro verde pressionado

Além da baixa demanda pelo produto final no mercado interno, as exportações de couro caíram na primeira quinzena do mês. Nas duas primeiras semanas de setembro, o Brasil embarcou 1,6 mil toneladas de peles por dia, queda de 4,1% na comparação com a média diária de agosto último. 

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa avança COM JBS, MARFRIG E BANCOS

Em mais uma sessão de alta volatilidade, o Ibovespa avançou com papéis de bancos e da JBS sustentando a alta do índice, enquanto novos desdobramentos na guerra comercial EUA-China prejudicaram o viés positivo

O Ibovespa subiu 0,46%, a 104.817,40 pontos. O volume financeiro somou 22,3 bilhões de reais. Na semana o índice teve a quarta alta consecutiva, de 1,27%. O bom humor nos mercados internacionais no início da sexta-feira, diante de sinais de progresso nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, foi anulado quando a delegação asiática encurtou sua viagem a solo norte-americano, cancelando visita a áreas agrícolas do Estado de Montana. O descolamento do Ibovespa em relação aos índices de Wall Street ocorre principalmente com o mercado doméstico ainda absorvendo o impacto positivo da reunião do Copom na última quarta-feira, apontou Bruno Madruga, responsável pela área de renda variável da Monte Bravo Investimentos. No cenário nacional, o governo anunciou um desbloqueio adicional de 12,459 bilhões de reais nas despesas orçamentárias, conforme relatório bimestral de receitas e despesas divulgado pelo Ministério da Economia. A JBS ON subiu 4,25%, tendo de pano de fundo o cenário ainda positivo para a demanda externa, particularmente da China, diante dos problemas envolvendo o surto de peste suína africana. Estrategistas do Itaú BBA incluíram os papéis da empresa em seu TOP 5, enquanto analistas do Morgan Stanley reiteraram recomendação ‘overweight’. No setor, MARFRIG ON avançou 4,46%.

REUTERS

Dólar recua contra o real em sessão volátil

Na semana, o dólar acumulou alta de 1,60%

O dólar encerrou em queda contra o real na sexta-feira, depois de oscilar entre altas e baixas na sessão, com agentes do mercado ajustando posições ao fim de uma semana agitada marcada por reuniões de diversos bancos centrais globais. O dólar à vista teve queda de 0,26%, a 4,1535 reais na venda. Na mínima da sessão, a moeda chegou a 4,1478 reais, enquanto na máxima tocou 4,1845 reais. Na semana, o dólar acumulou alta de 1,60%. Depois de subir em um primeiro momento na sexta-feira, a moeda norte-americana perdeu força depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou tom mais amistoso sobre as negociações comerciais com a China, afirmando que os dois países estavam “fazendo muito progresso”, após Washington retirar tarifas sobre mais de 400 produtos chineses. Na semana, no entanto, o dólar acumulou alta na esteira do salto da moeda depois que o Banco Central, na quarta-feira, cortou a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, a 5,50% ao ano, sinalizando que mais afrouxamento está por vir. Segundo operadores, a decisão do BC resultou em uma fuga de capital estrangeiro, especialmente de fundos especulativos, em busca de melhor remuneração em outros mercados.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Indústria brasileira de carne de frango vive cenário positivo, diz Rabobank

A indústria de carne de frango brasileira tem conseguido margens positivas enquanto outros países produtores passam por excesso de oferta do produto, segundo analistas do Rabobank em relatório divulgado à imprensa na quinta-feira (19)

Brasil, China e México são os únicos enfrentando cenário positivo de mercado para a carne de frango neste momento, enquanto União Europeia, Estados Unidos e África do Sul lidam com excesso de oferta do produto. No caso do Brasil, o reajuste na produção realizado pelos frigoríficos no último ano e a forte demanda externa pela carne de frango têm favorecido o setor, segundo o Rabobank. A demanda externa vem em grande parte da China, país que enfrenta casos de peste suína africana que reduzem a produção local de carne suína, e tem buscado suprir esta lacuna com o aumento nas importações de todas as proteínas animais. A demanda gerada pela peste suína africana deverá dar um suporte indireto aos preços de carne de frango em países que têm um bom acesso ao mercado de carne suína da China, incluindo o Brasil, segundo o banco. “Países com acesso à China e ao Vietnã (afetados pela peste suína africana) verão preços melhores para carne de frango escura, mas a fraca demanda global por peito de frango continua a ser uma importante preocupação para companhias globais, já que este (corte) é a fonte de lucros de muitas companhias”, escreveram os analistas do Rabobank em relatório.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Carne bovina: China habilita mais oito frigoríficos na Argentina

Atualmente, a China é o principal destino da carne bovina argentina

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina informou que a China habilitou mais oito unidades frigoríficas a exportar carne bovina ao país. Todos os produtos fabricados a partir de 12 de setembro desses frigoríficos podem ser destinados à venda externa. As indústrias Frigorífico HV, Amancay Saicafi, Frigorífico General Pico, Runfo, Frimsa, Frigorífico Visom, Importadora y Exportadora de La Patagonia e Azul Natural Beef foram beneficiadas pelo mecanismo de simplificação, acertado entre os dois países em abril deste ano, e que torna ágil o processo de habilitação das plantas. Na última quarta-feira, 18, sete plantas frigoríficas de carne de frango já tinham sido credenciadas. “Estamos trabalhando para que em breve se somem a essas (plantas habilitadas) um número maior de frigoríficos”, disse o Secretário Luis Miguel Etchevehere, titular da pasta. Segundo o Ministério, nos primeiros sete meses deste ano, a Argentina obteve receita de US$ 868 milhões com comercialização de carne bovina para a China. Atualmente, a China é o principal destino da carne bovina argentina, conforme a pasta. Em 2018, as exportações do produto para o país asiático avançaram 118% em comparação com 2017, totalizando receita de US$ 862 milhões. Somando todos os destinos, o governo argentino projeta comercializar 720 mil toneladas de carne bovina para o mercado externo em 2019.

ESTADÃO CONTEÚDO

China cancela visita a fazendas nos EUA e expectativa de acordo diminui

Um acordo comercial entre Estados Unidos e China parece ter ficado mais distante nesta sexta-feira, depois que autoridades chinesas cancelarem inesperadamente uma visita a fazendas de Montana e Nebraska em meio a dois dias de negociações em Washington

Autoridades chinesas deveriam visitar agricultores norte-americanos na próxima semana como um gesto de boa vontade, mas cancelaram para retornar à China antes do que se esperava originalmente, disseram à Reuters organizações agrícolas de ambos os Estados. O cancelamento vem depois de os EUA terem retirado tarifas sobre mais de 400 produtos chineses. A Embaixada Chinesa e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) não responderam de imediato a pedidos por comentários. Os principais índices de Wall Street caíram acentuadamente com as notícias do cancelamento, que reduziram o otimismo inicial quanto às negociações comerciais entre os países. Os contratos futuros dos grãos e da soja em Chicago e as cotações do petróleo também recuaram após a informação. Futuros do gado também recuaram, uma vez que havia esperança de compras chinesas de soja e carne de suína dos EUA.

REUTERS

Rússia registra surto de peste suína africana perto da fronteira com China

Um novo surto de peste suína africana foi descoberto em uma criação privada em um vilarejo da região russa de Primorsk, próxima à fronteira com a China, disse o órgão regulador agrícola do país na sexta-feira

O vírus — que é altamente contagioso entre porcos, mas inofensivo para humanos — foi detectado em diversas áreas da região nos últimos meses. A China já reportou mais de 140 casos da doença, que é incurável, desde que ela foi inicialmente descoberta no país, em agosto do ano passado.

REUTERS

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