CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1083 DE 20 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1083| 20 de setembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Variações pontuais no mercado do boi gordo

Variações pontuais marcaram o mercado do boi gordo no fechamento da última quinta-feira (19/9), destaque somente para o Mato Grosso do Sul, onde as três praças subiram

No restante, as variações foram positivas, mas não retratam um cenário de viés de alta consolidado na conjuntura geral no mercado. Em basicamente todos os estados o mercado segue firme, mas, em função da época do mês, os aumentos nos preços têm sido mais controlados. Na última quinta-feira, em São Paulo, a referência para o boi gordo ficou em R$158,50, à vista, livre de Funrural. Quanto às escalas, boa parte dos frigoríficos já encerrou as compras para a última semana de setembro e trabalha a originação de gado para os primeiros dias de outubro. A ausência de testes de valores menores, mesmo com programações relativamente confortáveis, é indicativo de que os compradores não acreditam em facilidade de compra no curto prazo.

SCOT CONSULTORIA

Indicador sobe e atinge recorde nominal na série do CEPEA

Já nessa quarta, 18, o Indicador recuou, fechando a R$ 157,90, estável frente à quarta anterior, 11

Na terça-feira, 17, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 fechou em R$ 160,40, o maior valor diário, em termos nominais, da série divulgada pelo Cepea, iniciada em 1994. Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização do animal está atrelada ao bom ritmo das exportações, que tem elevado a demanda de frigoríficos por novos lotes. Além disso, a oferta de animais prontos para abate está relativamente baixa, impulsionando as cotações da arroba. Apesar do recorde nominal registrado na terça-feira, em termos reais (considerando-se os efeitos da inflação), o fechamento diário atual ainda é bastante inferior à média mensal de abril de 2015, de R$ 189,89 (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). Já nessa quarta, 18, o Indicador recuou, fechando a R$ 157,90, estável frente à quarta anterior, 11.

CEPEA/ESALQ

ECONOMIA

Dólar em forte alta de 1,5% contra o real após BC cortar Selic

O dólar em forte alta contra o real na quinta-feira, superando a marca de 4,16 reais, um dia depois de o Banco Central cortar a Selic e sinalizar mais redução na taxa básica de juros à frente

O dólar à vista teve alta de 1,50%, a 4,1642 reais na venda, maior nível de fechamento desde 3 de setembro. Segundo relatório da equipe de análise da Correparti Corretora de Câmbio, a valorização do dólar teve como principal ‘driver’ a fuga de capital estrangeiro, especialmente de fundos especulativos, em busca de melhor remuneração, após o BC cortar a taxa Selic. “Estes fundos predadores foram a mercado comprar dólares para aportarem em outros países emergentes que têm melhor rentabilidade e um custo de hedge mais baixo como o México.” O Banco Central cortou na quarta-feira a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, a 5,50% ao ano, dando sequência ao ciclo de afrouxamento monetário em meio à débil recuperação econômica, num processo que deve seguir adiante, segundo sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom). No acumulado de setembro até dia 13, o fluxo cambial financeiro estava negativo em 1,8 bilhão de dólares, segundo o BC.

REUTERS

Ibovespa recua pressionado por bancos

O Ibovespa fechou com pequena queda na quinta-feira, pressionado particularmente pelas ações de bancos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,18%, a 104.339,16 pontos. O volume financeiro totalizou 16,75 bilhões de reais, em linha com a média diária de 16,8 bilhões de reais em setembro. O começo do pregão sinalizou uma possível quebra de recorde do Ibovespa para o fechamento, após o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a Selic em 0,5 ponto percentual, para novo piso histórica de 5,5% ao ano, e dizer que “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”. “O corte de 0,5 ponto estava no preço, mas o BC indicou ao mercado a possibilidade de mais cortes do que estava precificado” afirmou o gestor Henrique Bredda, sócio na Alaska Asset Management, notando revisões nas expectativas para a Selic ao final do ciclo. O Ibovespa, contudo, perdeu o fôlego conforme ações com relevante peso no índice pioraram, notadamente bancos, enquanto os papéis da Petrobras também enfraqueceram, assim como Vale. Operadores também citaram alguma realização de lucros. A MARFRIG ON subiu 6,8%, maior alta do Ibovespa. Entre os pares do setor de proteínas no índice, BRF ON caiu 1,75% e JBS ON teve alta de 0,61%. Fora do Ibovespa, a MINERVA ON cedeu 0,22%.

REUTERS

EMPRESAS

BRF capta US$ 750 milhões em títulos no exterior

Os juros desses títulos serão pagos semestralmente, a uma taxa de 4,875% ao ano

Depois de três anos, a BRF voltou ao mercado de captações externas. A dona das marcas Sadia e Perdigão informou ontem que captou US$ 750 milhões em notes com vencimento em 2030. Os juros desses títulos serão pagos semestralmente, a uma taxa de 4,875% ao ano. O montante captado ficou acima da intenção inicial. Na semana passada, a agência de classificação de risco Fitch informou que a BRF pretendia captar US$ 500 milhões. A BRF era uma emissora frequente de títulos no exterior até 2016. Daquele ano em diante, não voltou ao mercado devido à sequência de crises. Entre 2017 e 2018, a companhia foi alvo de duas operações da Polícia Federal (PF), o que maculou sua imagem. No período, a empresa também sofreu com os desentendimentos entre os sócios. As dificuldades custaram o grau de investimento à companhia. Neste ano, porém, a dona de Sadia e Perdigão vem se recuperando, impulsionada pelos preços mais altos de seus produtos no Brasil e no exterior. A epidemia de peste suína africana na China também favorece as exportações de carne de frango e carne suína. Nesse cenário, a emissão dos títulos no exterior é mais um indicativo da recuperação da BRF. Com os recursos oriundos da captação, a empresa brasileira deve resgatar títulos que vencem entre 2020 e 2024, alongando o prazo médio de vencimento das dívidas. Os títulos que serão resgatados têm taxas de juros que variam entre 2,75% e 7,25% ao ano.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado do frango fraco

Mais uma semana de estabilidade nos preços na granja. O frango vivo, em São Paulo, segue negociado, em média, em R$3,30 por quilo

A desaceleração nas vendas do frango abatido enfraqueceu o mercado. No atacado, a queda no período foi de 5,9%. A carcaça de frango está cotada, em média, em R$4,00 por quilo. Os compradores estão realizando seus pedidos de forma compassada, a fim de não acumular estoque neste momento em que a demanda começa a diminuir.

SCOT CONSULTORIA

Carne suína: EUA exportaram 5,9 mil toneladas para a China na semana

Segundo o USDA, os embarques são referentes a contratos fechados anteriormente, pois no período não foram registrados negócios entre os dois países

Exportadores dos Estados Unidos enviaram 5,9 mil toneladas de carne suína para a China, de contratos anteriormente fechados, na semana encerrada em 12 de setembro, de acordo com o relatório semanal de exportações publicado na manhã da quinta-feira, 19, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa 24,2% do total embarcado pelo país neste período. Na semana, contudo, não foram registradas novas vendas do produto norte-americano para o país asiático. Em compensação, também não houve cancelamentos. No acumulado das três últimas semanas, exportadores norte-americanos venderam 14,2 mil toneladas do produto para a China. Entre 6 e 15 de setembro, exportadores dos EUA comercializaram 14,2 mil toneladas. Exportadores norte-americanos esperam realizar expressivas vendas para o país asiático, já que a China tem apresentado maior necessidade de importação de proteína animal por causa da peste suína africana que atingiu o plantel do país. Traders consideravam que a China incluiria a carne suína entre as compras de produtos agrícolas dos EUA como sinal de boa-vontade dentre as negociações bilaterais. A China impôs em julho de 2018 uma tarifa retaliatória de 62% sobre a carne suína norte-americana, em virtude do conflito comercial entre os dois países. Além dessa taxa, desde 1º de setembro, está em vigor uma tarifa adicional de 10% sobre a carne suína norte-americana.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Parlamento da Áustria rejeita acordo UE-Mercosul

Para entrar em vigor, acordo precisa da aprovação de todos os 28 países membros da UE

O Parlamento da Áustria rejeitou na quarta-feira (18) aprovar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, obrigando o governo local a votar contra a proposta perante o Conselho Europeu. A decisão é um novo e sério entrave à entrada em vigor do acordo, que precisa da aprovação de todos os 28 países membros da UE. A França já havia se manifestado contra o acordo quando escritório do Presidente francês, Emmanuel Macron, acusou o Presidente Jair Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, em junho ao minimizar as preocupações com o a mudança climática. Fechado em junho deste ano, depois de mais de 20 anos de negociação – mas ainda dependendo da aprovação do parlamento dos países envolvidos –, o acordo prevê a implemenetação efetiva do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, o que inclui, entre outros assuntos, combater o desmatamento e a redução da emissão de gases do efeito estufa. Segundo o ministério da Economia, o acordo poderá representar um aumento do PIB brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a “redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos dos fatores de produção”. O risco maior seria outros países europeus, insatisfeitos com o acordo, adotarem o mesmo comportamento. Luxemburgo já teria indicado que pode também não aprovar o seguimento do acordo, por exemplo. “O risco é se criar um precedente a ser seguido”, disse uma das fontes.

G1

China vai liberar mais carne de reservas estatais para assegurar suprimento

A China liberou 10 mil toneladas de carne suína de suas reservas estatais na quinta-feira para assegurar o suprimento durante o feriado do Dia Nacional, disse o ministério de Comércio do país

Pequim também liberou 2,4 mil toneladas de carne bovina e 1,9 mil toneladas de carneiro das reservas estatais neste mês, segundo comunicado publicado no site do ministério. Os preços da carne suína na China saltaram recentemente e a demanda pelo produto caiu, acrescentou a pasta. Com um aumento significativo nas importações de carne e com volumes ainda altos de carne congelada em reservas, o suprimento está assegurado, disse o ministério. A pasta disse que irá continuar monitorando a oferta e os preços da carne suína enquanto coordena com outros departamentos de governo a liberação de carnes das reservas estatais conforme necessário para garantir a oferta no mercado. Os preços da carne suína na China, principal consumidor global, tocaram níveis recorde após uma epidemia de peste suína africana ter resultado em uma drástica redução da produção da carne preferida no país.

REUTERS

China libera mais plantas argentinas para exportações de carne

A alfândega chinesa disse na quinta-feira que aprovou licenças de exportação para algumas plantas de processamento de carne argentinas, à medida que países asiáticos buscam garantir a oferta após um surto de peste suína africana ter dizimado o rebanho suíno chinês

A alfândega disse em e-mail à Reuters que realizou checagens sobre exportadores argentinos recomendados pelo governo do país, mas não especificou quais companhias foram aprovadas. A China, maior produtora global de carne suína, tem visto seu rebanho de porcos encolher em um terço desde a chegada da peste suína africana ao país, mais de um ano atrás. Pequim aprovou sete plantas argentinas de carne de frango para exportações na semana passada, segundo a embaixada da Argentina em Pequim. Antes, a China já havia concedido licenças de exportação a 25 unidades de processamento de carne no Brasil. O rebanho suíno da China foi reduzido em 38,7% em agosto na comparação com mesmo período do ano anterior, enquanto o rebanho de porcos caiu 37,4% em relação ao ano passado, de acordo com dados publicados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China na semana passada.

REUTERS

Paraguai avançará negociação para entrar na China com carne bovina

Os empresários da indústria frigorífica no Paraguai se reuniram ontem com o novo Ministro da Agricultura e Pecuária do país, Rodolfo Friedmann, com o objetivo de levantar várias preocupações que preocupam o complexo de carnes.

O Presidente da Câmara Paraguaia de Carnes, Korni Pauls, disse ao site paraguaio El Agro que se falou da China, o próximo mercado a conquistar. Nesse sentido, Friedmann estava aberto a “estudar a preocupação” e isso gerava nos empresários da indústria “uma pequena luz no fim do túnel”. Pauls disse que o governo “foi receptivo” e “não é tão difícil entrar em uma discussão sobre a China”, é algo “muito benéfico” para o complexo pecuário. Espera-se que nos próximos 40 dias seja possível definir uma reunião com as autoridades asiáticas em Buenos Aires ou Pequim. “Estamos dispostos a acompanhar o executivo aonde quer que ele esteja, para que ele possa receber apoio e alcançar o mercado tão necessário”, afirmou Pauls. No entanto, caminhar nas negociações com a China criaria desconforto nas autoridades de Taiwan. “Deveríamos saber qual seria a resposta do embaixador de Taiwan, mas eles me disseram que é preciso escolher um mercado ou outro”, afirmou. Por outro lado, o Presidente da Câmara Paraguaia de Carne disse que Friedmann foi solicitado a aplicar rastreabilidade obrigatória em todo o rebanho bovino. “Queremos mostrar maior transparência para o exterior, por isso propomos que todos os bezerros nascidos em 2020 tenham rastreabilidade. Acho que nos próximos meses teremos novidades”, concluiu.

El País Digital

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