CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1082 DE 19 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1082| 19 de setembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: alta de preço em São Paulo

No fechamento do mercado da última quarta-feira (18/9) foram registradas altas nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Tocantins

Na região de Belo Horizonte-MG, o boi gordo ficou cotado em R$153,50/@, a prazo, livre de Funrural, alta de R$1,00/@ na comparação dia a dia. No Sul do Tocantins, foi registrado valorização de 0,3% para o boi gordo em comparação com o fechamento do dia anterior e a cotação ficou em R$148,50/@ a prazo, livre de Funrural. Já em São Paulo, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$158,50, à vista, livre de Funrural. Esta já é a segunda alta da semana, representando valorização de 0,6% no período. Vale destacar que há cada vez menos pagamentos abaixo da referência e as programações de abate estão girando em torno de uma semana, na média de todas as indústrias pesquisadas.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de carne bovina em alta

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nas duas primeiras semanas de setembro o Brasil exportou 59,3 mil toneladas de carne bovina in natura

Na média diária foram embarcadas 5,9 mil toneladas, volume 25,2% menor do que a média diária de setembro de 2018, contudo, na comparação com agosto último, o volume está 3,2% maior. Caso o ritmo dos embarques se mantenha até o fim do mês, em setembro o Brasil irá embarcar 112,7 mil toneladas de carne bovina in natura, o que seria o segundo melhor resultado para o mês de toda a série histórica.

SCOT CONSULTORIA

Abates no MT atingem maior patamar desde setembro do ano passado

Em agosto, foram levados ao gancho 533,88 mil bovinos no Estado

Foram abatidos 533,88 mil animais em agosto no Mato Grosso, a maior quantidade desde setembro/18, quando foram levados ao gancho 466,80 bovinos, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). No acumulado de 2019 (janeiro a agosto), já são 3,75 milhões de cabeças abatidas, volume 7,25% superior ao montante verificado no mesmo período do ano passado. Essa alta foi influenciada principalmente pelas regiões Sudeste e Médio-Norte, devido às maiores ofertas de animais oriundos de confinamentos dessas localidades, relata o Imea. Para setembro, as ofertas de bovinos tendem a diminuir um pouco, visto que as maiores entregas se concentram em outubro e novembro, o que pode sustentar a atual alta das cotações da arroba do boi gordo, prevê o instituto.

PORTAL DBO

Fim de vacinação contra aftosa atrasa E Cronograma previsto para 2021 não será cumprido

A retirada da vacinação contra a febre aftosa em todo o Brasil em 2021 deve ficar apenas no papel. O cronograma que prevê que todos os Estados deixem de imunizar o rebanho de bovinos e bubalinos contra a doença e que o país alcance o status sanitário de livre de aftosa sem vacinação em 2023 sofre com atrasos e não está descartada a possibilidade de que seja revisto totalmente

“O que estava previsto para 2021 não vai ocorrer”, admitiu ontem o Diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Geraldo de Moraes. Do lado dos frigoríficos, a retirada da vacina era vista como uma forma de abrir mercados exigentes, como o Japão. “Pode existir a necessidade de revisão total do calendário. Isso não está excluído das possibilidades, embora não esteja na mesa neste momento”, disse Moraes, do Ministério da Agricultura. Segundo ele, os ajustes se devem às dificuldades de os Estados cumprirem o cronograma. “Além disso, 2018 foi um ano que não existiu e em 2019 tivemos mudanças no governo e equipe. Estamos começando de novo e o calendário vai refletir o avanço de cada região”, afirmou. O planejamento estratégico para o fim da imunização dividiu o país em cinco blocos. Composto atualmente por Acre, Rondônia, parte do Amazonas e parte do Mato Grosso, o primeiro bloco deveria retirar a vacinação em novembro deste ano. Mas a data foi adiada para maio de 2020 e poderá ter um novo atraso. “Vamos avaliar no final do ano quando ocorrerá”, afirmou Moraes. Nos blocos que contemplam Estados do Norte e Nordeste, também houve atraso. A última etapa de vacinação nesses Estados estava prevista para maio de 2020. Agora, a situação será reavaliada. Neste momento, o Paraná é o Estado mais próximo de deixar de imunizar o rebanho e alcançar o status de livre da doença sem vacinação. Os paranaenses retirariam a vacinação somente em 2021, mas o Estado se antecipou de olho nas oportunidades para a carne suína. “O Paraná fez um trabalho muito bem feito e a situação deles está bem adiantada”, afirmou o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal. A expectativa é que os paranaenses tenham vacinado o rebanho pela última vez em maio. A decisão final do ministério deve sair até o dia 30. Para seguir o Paraná e não ficarem sozinhos no grupo do Sul, os gaúchos pediram antecipação da retirada da vacina e aguardam o resultado da avaliação do serviço sanitário do Estado, encerrada no último dia 6. Por ora, apenas o bloco quatro, formado pelos demais estados, deve manter a programação original e deixar de vacinar os animais em maio do ano que vem.

VALOR ECONÔMICO

Mato Grosso pode elevar confinamento em até 10% este ano, aponta Imea

Pesquisa de intenção de engorda aponta para o envio de 811,2 mil animais aos cochos

A segunda pesquisa de intenção de confinamento de bovinos mostra que os pecuaristas do Mato Grosso irão levar ao cocho 811,26 mil cabeças este ano, o que representa elevação de quase 10% sobre o resultado registrado no ano passado, segundo informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O resultado do 2º levantamento mostra evolução em relação à primeira pesquisa, quando registrou-se queda de 7% em relação ao gado confinado em 2018. Segundo o Imea, as regiões que impulsionaram o incremento na segunda pesquisa foram, principalmente, a Sudeste e a Oeste do Estado, as mais representativas no montante de gado confinado do MT. Ainda de acordo com o instituto, este cenário foi favorecido pelas menores cotações da maior parte dos animais de reposição e aumento do valor da arroba do boi gordo no segundo semestre do ano, o que refletiu nas menores preocupações dos pecuaristas. No entanto, observa o Imea, como os custos de produção atuais estão maiores que os de 2018, esta conjuntura demonstra que não são somente as cotações que têm incentivado os produtores, como também os resultados dos sistemas intensivos que melhoram a margem da atividade.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar encerra em alta ante real após decisão do Fed

O dólar encerrou em alta contra o real na quarta-feira, na esteira da já esperada decisão do Federal Reserve de cortar os juros em 0,25 ponto percentual, com agentes do mercado agora voltando suas atenções para a decisão de política monetária do Banco Central do Brasil

O dólar à vista teve alta de 0,61%, a 4,1028 reais na venda. Na mínima da sessão, o dólar chegou a tocar 4,0737 reais, enquanto na máxima chegou a 4,1150 reais. Na B3, o dólar futuro subia 0,61%, a 4,1045 reais. “Mesmo com o corte de juros do Fed, o dólar foi fortalecido pela contínua falta de clareza das autoridades sobre a possibilidade de novas quedas na taxa de juros”, afirmou Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria. Ao reduzir a taxa básica de juros para um intervalo de 1,75% a 2,00% nesta quarta-feira, por placar de 7 a 3, o comitê de política monetária do Fed (Fomc, na sigla em inglês) apontou os riscos globais em curso e o enfraquecimento dos investimentos empresariais e das exportações. Campos Neto acrescentou que não vê a moeda norte-americana ampliando sua valorização contra o real nas próximas sessões, já que o outro vetor que puxou o dólar nas últimas semanas —as tensões comerciais entre EUA e China— tem se mostrado um pouco mais comedido. Na cena doméstica, o Comitê de Política Monetária (Copom) a decisão de juros na quarta, em um corte de 0,5 ponto percentual na Selic.

REUTERS

Após Powell, Ibovespa fecha em leve queda

O principal índice da bolsa paulista fechou em leve queda na quarta-feira, reduzindo perdas após o Federal Reserve decidir cortar o juro dos EUA em 0,25 ponto percentual, com investidores também atentos à decisão de juros pelo Banco Central brasileiro

O Ibovespa caiu 0,08%, a 104.531,93 pontos. O volume financeiro da sessão somou 26,35 bilhões de reais, impulsionado pelo vencimento dos contratos de Ibovespa futuro. O Fed cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual pela segunda vez este ano, medida amplamente esperada, para sustentar a expansão econômica do país —que já dura uma década—, mas deu sinais mistos sobre o que pode acontecer a seguir. Índices acionários no Brasil e nos EUA momentaneamente ampliaram perdas durante o discurso de Jerome Powell, chairman do Fed, com o S&P 500 fechando próximo da estabilidade. A falta de clareza no discurso de Powell sobre possíveis futuros cortes impactou o mercado, aumentando o nível de cautela dos investidores, indicou Eduardo Prado, Chefe de Renda Variável da RJ Investimentos. “Estima-se que até o final do ano teremos uma taxa de juros em 4,75%. E até o fim de 2020 a taxa deve estar em 4,5%”, afirmou Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura, apontando a economia quase estagnada, como principais fatores para previsões mais agressivas de cortes nos juros.

REUTERS

PIB do agronegócio cresceu 0,5% no 1º semestre, diz CNA

De acordo com a CNA, PIB foi puxado pelo segmento de insumos

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro cresceu 0,53% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo cálculos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo a CNA, o aumento foi puxado pelo segmento de insumos, cujo PIB específico registrou alta de 7,26% na comparação. Mas também houve expansões entre as agroindústrias (1,26%) e nos serviços voltados ao setor (0,65%). O PIB que mede o comportamento das atividades agropecuárias primárias, “dentro da porteira”, recuou 2,04%.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig emitirá mais dívida no mercado

A Marfrig informou na terça-feira (17), em comunicado enviado ao mercado, que emitirá 250 mil debêntures no valor unitário de R$ 1 mil, totalizando R$ 250 milhões

Esta é a sexta emissão de debêntures da companhia. O vencimento final ocorre em setembro de 2023. As debêntures foram subscritas e integralizadas pela RB Capital Companhia de Securitização com os recursos provenientes de uma oferta pública de distribuição de certificados de recebíveis do agronegócio (CRAs).

Money Times

FRANGOS & SUÍNOS

Aurora devolverá frigorífico à massa falida da Chapecó

Central de cooperativas catarinense não chegou a acordo para comprar unidade

A Aurora Alimentos, central de cooperativas catarinense, informou ontem que devolverá o abatedouro de frangos de Xaxim (SC), que está arrendado, para a massa falida da Chapecó. A unidade será devolvida daqui a dez meses, contados a partir do pedido de rescisão do contrato de arrendamento mantido com a Chapecó. O fim do arrendamento ocorre após a Aurora não chegar a um acordo para adquirir o frigorífico da massa falida. Em nota, a Aurora informou que o valor pedido para a aquisição do abatedouro é “excessivamente elevado” e está em “descompasso” com a realidade do mercado. A Aurora não informou o montante que estava disposta a pagar e tampouco a pedida da massa falida da Chapecó.

VALOR ECONÔMICO

Alegra Foods aguarda habilitação para exportar carne suína à China

A Alegra Foods, processadora de carne suína controlada das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, está entre os frigoríficos brasileiros que aguardam a habilitação para a exportar para a China, disse o Gerente Comercial da empresa, Geraldo Signorini, à CarneTec na terça-feira (17)

“Isso nos deu um pouco de preocupação porque aguardávamos que de 25, as plantas de carne suína habilitadas fossem pelo menos um terço disto”, disse Signorini. “Foi uma surpresa, acredito que pra todo mundo, porque a maior demanda do mercado chinês no momento, a grande falta de proteína, é de produto suíno.” O executivo disse que não tem previsão sobre quando a potencial habilitação da planta de suínos da Alegra possa ocorrer. A unidade industrial da empresa tem capacidade de abate de 3,2 mil suínos por dia. Atualmente, um quarto da produção anual da companhia, ou 30 mil toneladas de carne suína, é exportada para mais de 30 países, sendo Hong Kong um dos principais destinos. Caso obtenha a habilitação para exportar à China, a Alegra irá fazer um redirecionamento de seus produtos para atender ao máximo o mercado chinês. “Nós vamos fazer uma adaptação porque temos um limitador que é o volume possível de abates por dia. Hoje, temos um quarto da produção direcionada para o mercado externo, queremos abrir até 30%”, disse Signorini. “Tudo o que for possível destinar para a China, pelo preço que está pagando, será direcionado.” Pernil, paleta, barriga e costela são os cortes mais demandados pelo país asiático, segundo o executivo.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Cadê a carne? Pecuaristas argentinos querem ampliar exportações à China

Os pecuaristas da Argentina, que recentemente superou o vizinho Brasil e se tornou o maior exportador de carne bovina para a China, esperam manter esse status com a aprovação de mais unidades frigoríficas locais por Pequim, disseram à Reuters autoridades do setor e outras fontes

Um grupo industrial argentino está na China neste momento para promover os famosos bifes T-bone e filés do país sul-americano, enquanto equipes chinesas inspecionaram recentemente unidades de carne na Argentina, segundo as fontes. O esforço, após um salto massivo nas exportações argentinas de carne bovina para a segunda economia mundial neste ano, destaca como a China está disposta a diversificar seu suprimento de proteínas, agitando o comércio global de carnes em um momento em que a peste suína africana afeta sua criação doméstica de porcos. A Argentina, que tradicionalmente exporta cortes menos nobres para a China, viu a receita de suas vendas de carne bovina ao país asiático mais que dobrarem, atingindo 870 milhões de dólares nos sete primeiros meses deste ano, de acordo com dados da agência oficial de estatísticas Indec. Dados alfandegários chineses mostram a quantidade em cerca de 185.604 toneladas de carne bovina argentina, o que deixa o país sul-americano com a maior parcela do mercado importador chinês, com 21,7%, levemente à frente dos 21,03% do Brasil, maior exportador global. O volume representa ainda um salto de 129% na comparação com o ano anterior. Santiago del Solar, Chefe de Gabinete do Ministro da Agricultura argentino, disse à Reuters que ainda há muitos abatedouros aguardando por aprovações, e que a China está trabalhando de perto com o órgão de segurança alimentar argentino, o Senasa. “Os chineses estiveram em Buenos Aires na semana passada, fizeram inspeções e houve um bom progresso. A questão das plantas é muito boa, mas a China faz as aprovações quando quer fazê-las”, disse. Miguel Schiariti, Presidente da CICCRA, câmara argentina do setor, disse que uma equipe chinesa também realizou uma inspeção via videoconferência em conjunto com o Senasa. “Há 11 unidades prontas para a aprovação, mas (os chineses) estão fazendo isso uma por uma. A aprovação está demorando bastante”, disse.

REUTERS

China habilita mais frigoríficos argentinos para exportação de frango

Serão mais sete unidades aprovadas pelos chineses

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina informou na quarta-feira, 18, que a China habilitou mais sete unidades frigoríficas a exportar carne de frango ao país. As indústrias Alibue S.A, Unión Agrícola Avellaneda, Soychu Saicfia, Coto S.A., Indavisa, Granja Tres Arroyos S.A.C.A.F.Ei e Frigorífico Avícola Basalbivaso foram beneficiadas pelo mecanismo de simplificação, acertado entre os dois países em abril deste ano, e que agiliza o processo de habilitação das plantas. Segundo o Ministério, a carne de frango ocupa a quarta posição entre os produtos agropecuários mais exportados à China pela Argentina, com média de 50 mil toneladas nos últimos três anos.

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