CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1081 DE 18 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1081| 18 de setembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Preço do boi gordo sobe em quatro praças

Na última terça-feira (17/9), os preços do boi gordo subiram no Norte de Minas Gerais, na região de Três Lagoas-MS, no Oeste do Maranhão e no Sudeste de Rondônia

Estes estados compartilham o mesmo cenário de baixa oferta de animais terminados e escalas curtas, o que motivou pagamentos maiores. Destaque para o Norte de Minas Gerais, que teve uma das maiores valorizações semanais de todas as praças pesquisadas. O boi gordo estava cotado em R$153,50/@ no início da semana passada e, atualmente, está em R$155,50/@, a prazo e livre de Funrural. Já em São Paulo, não houve alteração na referência do preço do boi gordo, que segue em R$159,50/@, nas mesmas condições de pagamento. Para os próximos dias, o viés de alta deve perder força devido à época do mês, caracterizada pelo fraco consumo de carne bovina. Contudo, ao mesmo tempo, a oferta limitada inibe pagamentos inferiores. Portanto, no estado, os preços tendem a continuar andando de lado.

SCOT CONSULTORIA

Pastos com menor capacidade de suporte geram lentidão no mercado de reposição

A demanda está fria no mercado de reposição, o que justifica a lenta movimentação desta semana

Além da qualidade fraca dos pastos, os compradores também estão retraídos, pois vêm apostando na continuidade do marasmo observado para a reposição. Contudo, por enquanto, a baixa disponibilidade de animais não deu muito espaço para que as ofertas de vendas ganhassem corpo, fato que manteve as referências praticamente estáveis na maioria dos estados pesquisados. Vale ressaltar que nos próximos dias, se houver um desajuste entre a oferta e a demanda, os preços podem perder sustentação. E para o recriador e invernista, vale ficar atento às oportunidades de negócios a preços menores em curto prazo, mesmo que as referências não caiam significativamente. Até mesmo porque, em um horizonte não muito distante, as prováveis altas no preço do boi gordo em função das compras da China devem reverberar nas cotações da reposição.

SCOT CONSULTORIA

Maior oferta de boi deve ser compensada com melhora na demanda interna

Confinamentos têm sido atrativos este ano, particularmente por causa dos baixos preços do milho em comparação com a safra do ano passado

O volume de boi gordo para abate deve crescer nos próximos meses, por causa da oferta de gado dos confinamentos. Segundo o Rabobank, em relatório trimestral sobre commodities agrícolas, os confinamentos têm sido atrativos este ano, particularmente por causa dos baixos preços do milho em comparação com a safra do ano passado. Do lado da demanda, conforme o banco, as expectativas de recuperação econômica, mesmo que em ritmo lento, podem sustentar os preços no mercado interno, melhorando as margens da atividade que vem sendo pressionada nos últimos anos. O Rabobank cita que, na média de agosto de 2019, o indicador de preço Esalq/B3 para a arroba do boi gordo ficou 7% acima do mesmo período de 2018. Com relação ao mercado de gado de leite, o Rabobank informa que a produção deve desacelerar no segundo semestre para um aumento de apenas 1,5% comparado com o mesmo período de 2018. “Após um primeiro semestre de preços elevados e custos controlados, que permitiram um aumento na produção em 3% (comparado com os primeiros seis meses de 2018), os preços do leite ao produtor caíram quase R$ 0,20 de junho até agosto”, diz o Rabobank. “Os custos da ração apresentaram aumentos com a depreciação do real e variações no mercado internacional”, explica o banco. “A depreciação do real nos últimos meses, somado a preços internacionais relativamente estáveis e preços menores no mercado doméstico, devem limitar a atratividade das importações de leite em pó nos próximos meses”, conclui o Rabobank.

ESTADÃO CONTEÚDO

Equipe econômica volta a debater Refis de R$ 11 bi no Funrural

Medida vai exigir inclusão de verba anual no Orçamento para compensar renúncia fiscal

Apesar de resistências internas, o Ministério da Economia vem estudando reabrir o Refis para renegociar dívidas contraídas pelo setor de agronegócio com o Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural), que estão estimadas em torno de R$ 11 bilhões, e a partir de janeiro de 2020 anistiar parte desses débitos. Para isso, a equipe econômica avalia garantir no Orçamento uma verba todos os anos para cobrir a renúncia fiscal que seria provocada pelo perdão desses débitos. Polêmica, a ideia foi tratada na semana passada entre o Ministro da Economia, Paulo Guedes, vários secretários da pasta, como Rogério Marinho (Previdência e Trabalho), e o Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), e outros integrantes da bancada ruralista. “A Economia está com uma proposta praticamente concluída para solucionar o problema do Funrural”, disse Moreira ao Valor. “Eles vão comunicar a Tereza [Cristina, Ministra da Agricultura] e deve sair o mais rápido possível.” O sonho do setor agropecuário de ver perdoadas essas dívidas bilionárias é uma promessa de campanha de Bolsonaro que foi renovada neste ano com sua chegada ao poder. Guedes teria dito aos ruralistas recentemente que estava ciente da promessa de Bolsonaro e que sua equipe estava trabalhando para encontrar soluções. No entanto, ainda paira sobre Brasília um receio de que o projeto acarrete problemas para Bolsonaro. Advocacia-Geral da União (AGU), Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e Receita já apontaram em pareceres riscos de Bolsonaro sofrer processo de impeachment por crime de responsabilidade caso sancione lei para anistiar as dívidas do Funrural, sem alocar orçamento para cobrir o impacto previsto. Enquanto o governo não decide se enviará um projeto próprio, tramita na Câmara o PL 9.252/2017, do deputado ruralista Jerônimo Goergen (PP-RS). “A Receita tem consciência de que essa é uma decisão política. Então esperamos que o Ministro Guedes combine com o Presidente o envio de um projeto de lei ou medida provisória para remissão do passivo do Funrural”, disse Goergen.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar encerra em queda por alívio saudita e à espera de decisão sobre juros do Fed

O dólar encerrou em queda contra o real na terça-feira, em sessão marcada por volatilidade, em meio a alívio das tensões na Arábia Saudita e à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira

O dólar à vista teve queda de 0,31%, a 4,078 reais na venda, depois de oscilar entre altas e baixas no pregão. Na mínima da sessão, o dólar chegou a tocar 4,0736 reais, enquanto na máxima chegou a 4,1181 reais. Na B3, o dólar futuro recuava 0,07%, a 4,0815 reais.  “Os mercados esperavam que a reposição dos estoques sauditas levaria meses e a afirmativa de que na verdade isso acontecerá em bem menos tempo trouxe um grande alívio”, afirmou Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora. A oferta de petróleo da Arábia Saudita foi totalmente retomada após ataques no final de semana interromperem metade da produção do país, disse nesta terça-feira o Ministro de Energia saudita. Ele afirmou que a Arábia Saudita seguirá com seu papel de fornecedora segura dos mercados mundiais de petróleo, acrescentando que o reino precisa tomar medidas rígidas para prevenir novos ataques. Agentes do mercado voltam agora suas atenções para a decisão de política monetária do banco central norte-americano na quarta-feira, com os juros futuros dos EUA indicando que operadores veem 52,7% de chance de o Fed manter os juros nos atuais níveis na próxima reunião, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group. Na cena doméstica, o mercado também se manterá atento à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulga sua decisão de política monetária também na quarta, com expectativas de um corte de 0,5 ponto percentual na Selic.

REUTERS

IBOVESPA segue exterior e sobe à esperade decisões de BCs

Uma onda de alívio no exterior ontem garantiu que os ativos locais experimentassem uma recuperação, enquanto o mercado aguarda pelas tão esperadas decisões de política monetária hoje no Brasil e nos Estados Unidos

De um lado, o Ibovespa se firmou em 104.617 pontos, alta de 0,90%, bem perto da máxima intradiária (104.619 pontos), depois de absorvidos os impactos iniciais dos ataques às instalações da gigante saudita Aramco. Como resultado da perspectiva de normalização da oferta, o petróleo seguiu em forte baixa – o Brent cedeu 6,47% ontem. Por outro lado, com menos riscos geopolíticos no radar, diversos ativos puderam se recuperar, e mesmo as ações da Petrobras se afastaram das mínimas. Na bolsa, as ações da Petrobras lideraram as perdas – a ON cedeu 1,55% e a PN caiu 1,32%. Por aqui, a maioria das apostas é de um corte da Selic de 0,50 ponto percentual, para 5,5% ao ano, mas os investidores ainda ponderam o tamanho do afrouxamento monetário nos Estados Unidos – e se haverá. O mercado mantém a atenção sobre o tema porque espera que os bancos centrais globais tenham poder de fogo para frear o enfraquecimento das economias, uma expectativa que passa pelo afrouxamento monetário para estimular a atividade.

VALOR ECONÔMICO

Atividade econômica volta a encolher em julho, diz FGV

A atividade econômica brasileira contraiu em julho em comparação a junho, com queda na produção dos setores da indústria e da agropecuária, enquanto teve algum suporte do segmento de serviços

O Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,2% na passagem de junho para julho, com ajuste sazonal, apontaram dados do Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado na terça-feira. As perdas em julho foram lideradas pela agropecuária (-1,3%) e pela indústria total —onde eletricidade (-3,6%), transformação (-1,1%) e construção (também -1,1%) sofreram quedas. “A economia continua travada, com sinais conflitantes”, disse Claudio Considera, Coordenador do Monitor do PIB, no relatório divulgado pela FGV. “Os dados mostram que, apesar do crescimento, a economia ainda não consegue se libertar da armadilha do baixo crescimento da economia, em torno de 1%.” O passo ainda lento e errático da atividade econômica no começo do terceiro trimestre tem sido evidenciado por outros dados. Na sexta-feira passada, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) também indicou retração da economia brasileira em julho sobre junho (em série dessazonalizada), no pior resultado para o mês em três anos, depois de dois meses seguidos de alta.

REUTERS

Ministério reduz previsão para valor bruto da produção agropecuária de 2019

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Brasil em 2019 foi estimado na terça-feira em 601,9 bilhões de reais, abaixo do previsto no mês anterior, informou o Ministério da Agricultura

Segundo comunicado da pasta, o valor continua 1,5% acima do VBP de 2018, com 394,8 bilhões de reais correspondentes às lavouras e 207,2 bilhões de reais à pecuária. Até o mês passado, a projeção para o VBP deste ano era de 603,4 bilhões de reais. Nas lavouras, o ministério destacou altas nos resultados de algodão e milho na comparação anual, prevendo avanços de 14,5% para a fibra e de 22,5% para o grão, o que representa valores recordes para ambos. Principal produto de exportação do Brasil, a soja tem previsão de resultado 12,6% menor que o de 2018. Café (-24,7%) e cana-de-açúcar (-8,9%) também registram baixas, todos afetados por “preços e quantidades”, segundo o ministério. A pecuária, por sua vez, deve somar o maior valor dos últimos três anos, impulsionada especialmente pela produção de carnes bovina, suína e de frango, que em 2019 registraram recuperação nos preços e avanço na demanda, em parte devido ao surto de peste suína africana na China.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Rebanho suíno da China diminuiu 38% em agosto

O plantel suíno da China diminuiu 38,7% em agosto na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Relações Rurais do país asiático citados pela agência Reuters

Na mesma base de comparação, o rebanho de matrizes suínas (indicador da produção futura de carne de frango) da China caiu 37,2%. A redução do rebanho chinês, país responsável por 50% do consumo global da proteína, reflete a severa epidemia do vírus da peste suína africana. A oferta mais restrita de carne suína na China vem se refletindo nas cotações do produto no país asiático. De acordo com dados do Ministério da Agricultura chinês, os preços no varejo subiram 78% nos últimos 12 meses. A alta contribuiu para que o índice dos preços de alimentos na China atingisse o maior patamar em mais de sete anos.

Valor Econômico

Coreia do Sul inicia abate de porcos após confirmação de febre suína africana

A Coreia do Sul está abatendo milhares de porcos após a confirmação de um foco de febre suína africana em uma fazenda próxima da fronteira com a Coreia do Norte, que viveu um surto da doença em maio

O Ministro da Agricultura sul-coreano, Kim Hyun-soo, disse que o primeiro caso no país da doença altamente contagiosa foi confirmado na terça-feira, 17, após testes realizados em cinco animais que morreram na noite da véspera em Paju. Cerca de 4 mil porcos de três fazendas da região afetada serão abatidos ainda nesta terça. Também haverá um esforço de limpeza em outras unidades produtivas das cercanias, bem como uma paralisação de 48 horas em todas as atividades que envolvem a cadeia produtiva da carne suína. A indústria sul-coreana conta com cerca de 6 mil fazendas, que abrigam 11 milhões de porcos. A febre suína africana dizimou rebanhos na China e em outros países da Ásia antes de chegar à península coreana. O foco da febre surgiu na Coreia do Sul apesar de meses de monitoramento da área fronteiriça, após a Coreia do Norte ter sido afetada, em maio. Ainda não está claro, no entanto, se a contaminação em Paju tem origem no país vizinho.

Associated Press

INTERNACIONAL

Febre aftosa: avança análise técnica da interrupção da vacina no Uruguai

No próximo mês, poderá ser apresentado o primeiro rascunho da consultoria internacional, onde se analisam os prós e os contras do Uruguai parar de vacinar seu rebanho bovino contra a febre aftosa e ser posteriormente reconhecido como um país livre sem o uso de vacinação

Atualmente, no âmbito de um trabalho interinstitucional e intersetorial, três consultores de elite, juntamente com outros dois da América do Sul, analisam os benefícios e problemas no caso de interromper a vacinação. A consultoria se chama “Custos e benefícios da mudança de cenário em relação à vacinação contra a febre aftosa” e o trabalho está bastante avançado. O Presidente do Instituto Nacional da Carne (INAC), Federico Stanham, explicou que a consultoria “começou em maio” e os técnicos “já estiveram duas vezes no Uruguai tentando ajustar os objetivos da consultoria. Agora eles estavam há duas semanas e um workshop de três dias que foi realizado em Dilave, com a presença de representantes das associações de agricultores e da indústria frigorífica, além de pessoal técnico do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca e do Instituto Nacional da Carne”. No âmbito desta reunião, os avanços que eles tiveram foram mostrados com base nas informações fornecidas a eles e em algumas definições necessárias para poder arredondar o modelo de custo-benefício. “A ideia é que eles cheguem em outubro com os primeiros resultados da análise de custo-benefício para concluir a validação no mesmo regime de trabalho público privado e intersetorial, para verificar se os prazos podem ser cumpridos e entregar o relatório final em novembro”, explicou Stanham. Hoje, o Uruguai “não tem pressa em parar de vacinar, pois acessa mercados como a Coreia do Sul e o Japão, sendo um país livre de aftosa com vacinação. Talvez há 20 anos o problema fosse diferente, o mercado de carne com osso era muito importante, hoje não é. Os mercados importantes com ossos são a China e a Coreia do Sul. A China já temos e a Coreia, por aí, hoje não justifica parar de vacinar para o pequeno mercado com osso que temos”, estimou o Presidente do INAC, sem avançar nenhum resultado.

El País Digital

Preço da carne segue subindo na China

Os preços dos produtos agrícolas na China continuaram a subir na semana passada, segundo dados do Ministério do Comércio divulgados na segunda-feira

De 9 a 15 de setembro, o preço geral desses itens subiu 1% na base semanal, uma aceleração ante o aumento de 0,9% na semana anterior. Em análise expandida, o preço médio de 30 tipos de vegetais no atacado caiu 1,5% semanalmente, e o de seis tipos de frutas registrou uma queda de 3,2% durante o mesmo período. Já os valores da carne suína e bovina no atacado aumentaram 4,1% e 2,2%, respectivamente, ante altas de 1,5% e 1,8% na semana anterior. O preço do ovo teve um crescimento de 2,4% enquanto o do óleo de cozinha viu uma ascensão leve. Os alimentos respondem por cerca de um terço do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), uma principal medida da inflação. Em agosto, o IPC da China subiu 2,8% em termos anuais, taxa inalterada ante julho.

Xinhua

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