CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1078 DE 13 DE SETEMBRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1078| 13 de setembro de 2019

NOTÍCIAS

Recuo no preço da carne bovina com osso no atacado

Em São Paulo, apesar da oferta mais restrita de animais durante a semana, as programações de abate continuam confortáveis, em torno de seis dias

O consumo patinando é o que tem limitado as altas na arroba do boi gordo e as recentes quedas no preço da carne bovina no atacado corroboram com este cenário. Vale destacar que alguns frigoríficos não estão com escalas completas. No Norte de Minas Gerais, as indústrias estão com dificuldade de compor as escalas, que estão girando em torno de três dias e os preços subiram 0,7% na última quinta-feira (12/9) na comparação dia a dia. No Pará, os reflexos da habilitação de cinco plantas frigoríficas para exportar carne bovina para a China já surtiram efeito no preço do boi gordo na região de Redenção, que teve alta de R$1,00/@ desde o início da semana. No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços caíram. O boi casado de animais castrados ficou cotado em R$10,38/kg, queda de 0,3% na comparação dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Abate de bovinos e suínos cresce no segundo trimestre no país

Os dados do setor pecuário foram divulgados ontem (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O abate de bovinos e suínos cresceu no segundo trimestre deste ano no país, tanto na comparação com o primeiro trimestre quanto em relação ao segundo trimestre de 2018. Os dados do setor pecuário foram divulgados ontem (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total de bois, vacas e novilhos abatidos no segundo trimestre deste ano chegou a 8,04 milhões de animais, 1,4% a mais do que no trimestre anterior e 3,5% superior ao segundo trimestre do ano passado. No segundo trimestre deste ano, foram abatidos 11,39 milhões de porcos, ou seja, 0,9% a mais do que no trimestre anterior e 5,2% a mais do que no segundo trimestre de 2018. Já o total de frangos abatidos (1,42 bilhão de animais) também cresceu em relação ao ano anterior (3,4%), mas caiu em relação ao primeiro trimestre deste ano (-0,9%). A aquisição de leite somou 5,85 bilhões de litros no segundo trimestre de 2019, uma alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado e uma queda de 5,8% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. A produção de ovos (942,45 mil dúzias) foi superior em 7,2% ao volume do mesmo período do ano passado e em 1,9% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

AGÊNCIA BRASIL

Mercado do boi gordo segue sustentado

Em São Paulo, apesar da oferta mais restrita de animais durante a semana, as programações de abate continuam confortáveis, em torno de seis dias

O consumo patinando é o que tem limitado as altas na arroba do boi gordo e as recentes quedas no preço da carne bovina no atacado corroboram com este cenário. Vale destacar que alguns frigoríficos não estão com escalas completas, sendo suficiente para atender à demanda vigente. No Norte de Minas Gerais, as indústrias estão com dificuldade de compor as escalas, que estão girando em torno de três dias e os preços subiram 0,7% na comparação dia a dia. No Pará, os reflexos da habilitação de cinco plantas frigoríficas para exportar carne bovina para a China já surtiram efeito no preço do boi gordo na região de Redenção, que teve alta de R$1,00/@ desde o início da semana. No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços caíram. O boi casado de animais castrados está cotado em R$10,38/kg, queda de 0,3% na comparação dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Exportações ajudam indústria a manter margens, aponta Cepea

Diferença de preços entre a carne e o boi gordo está em R$ 3,22/@, diz instituição

O spread (diferença de preços) entre a carne bovina no atacado paulista e o valor do boi gordo opera no campo positivo, apesar dos fortes aumentos observados na cotação da arroba nas últimas semanas. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o spread atual atingiu R$ 3,22/@ (acumulado de setembro, até quarta-feira, 11/9). Apesar de positivo, o resultado é o segundo menor do ano – atrás apenas do registrado em abril, de R$ 3,08/@. De acordo com pesquisadores do Cepea, “o bom volume de exportações de carne bovina brasileira – a quantidade segue acima de 100 mil toneladas há 14 meses – enxuga a oferta doméstica e sustenta os preços da carne” (carcaça casada do boi, à vista, negociada no atacado da Grande São Paulo). Historicamente, o spread se concentra no campo negativo, ou seja, usualmente a arroba do boi gordo custa mais caro do que a carcaça no atacado. No entanto, apesar da deterioração do spread, a margem da indústria costuma a ser recomposta por meio das vendas de couro, sebo, miúdos, subprodutos e da própria carne desossada.

PORTAL DBO

Indústria paulista paga até R$ 4/@ a mais por boi com padrão “China”

País asiático só compra carne de animais com até 30 meses de idade

Em São Paulo, diversas plantas frigoríficas lançam mão de “prêmios” para lotes de boiada gorda na hora de fechar novos negócios, destaca a consultoria Informa Economics FNP. “O gado com foco em atender a demanda chinesa chega a receber de R$ 3/@ a R$ 4/@ a mais que os animais comprados para o mercado interno”, compara a consultoria paulista. Importadores chineses são compram carne de animais relativamente jovem – com no máximo 30 meses de idade. Na região Noroeste de São Paulo, o boi gordo anelorado é negociado a R$ 161/@, a prazo (30 dia), livre de Funrural, de acordo com a FNP.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar cai com menor aversão ao risco no exterior e disputa comercial no radar

O dólar encerrou em leve queda contra o real na quinta-feira, sua terceira sessão consecutiva de queda, algo que não acontecia desde meados de julho, em cenário de menor aversão ao risco no exterior com atenções voltadas para guerra comercial entre Estados Unidos e China

O dólar à vista teve queda de 0,11%, a 4,0599 reais na venda. Na B3, o dólar futuro recuava 0,25%, a 4,0630 reais. O dólar operou em queda contra a moeda brasileira durante toda a sessão, com agentes do mercado elevando suas posições em ativos de risco depois de China e EUA fazerem concessões antes das negociações presenciais de outubro e em meio a notícias de que as autoridades norte-americanas estavam considerando um adiamento de tarifas sobre produtos chineses. Mais tarde, no entanto, a CNBC citou uma autoridade da Casa Branca negando que os Estados Unidos estejam considerando um acordo provisório com a China, reduzindo a queda do dólar contra o real. O dólar, no entanto, se desvalorizava contra grande parte de suas divisas, com as moedas emergentes pares do real, como lira turca e rand sul-africano, em alta de 1,49% e 0,47% contra o dólar, respectivamente. Os bancos centrais globais estão lutando contra os impactos da guerra comercial entre EUA e China sobre as principais economias. Nesta quinta-feira, o BCE cortou sua taxa de depósito em 10 pontos-base, para uma mínima recorde de -0,5%; prometeu que as taxas permaneceriam baixas por mais tempo e disse que reiniciaria as compras de títulos a um ritmo de 20 bilhões de euros por mês a partir de 1º de novembro.

REUTERS

Alívio sobre disputa EUA-China anima e Ibovespa retoma 104 mil pontos

A bolsa paulista acompanhou a tendência global positiva na quinta-feira e seu principal índice superou os 104 mil pontos, nível que não alcançava desde julho, refletindo a leitura de alívio momentâneo na disputa comercial entre EUA e China

O Ibovespa subiu 0,89%, a 104.370,91 pontos. O volume financeiro da sessão somou 16,7 bilhões de reais. A aposta num entendimento entre EUA e China cresceu após os dois lados fazerem concessões antes de negociações na próxima semana, com o presidente dos EUA, Donald Trump, adiando por duas semanas um aumento nas tarifas sobre produtos chineses, após a China isentar alguns medicamentos e outros produtos dos EUA de cobranças de tarifas. No entanto, o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, moderou o otimismo, dizendo à CNBC que Trump está preparado para manter ou até aumentar tarifas sobre as importações chinesas. Em Wall Street, o S&P 500 avançou 0,29%, chegando perto de sua máxima histórica. Na Europa, o BCE reduziu sua taxa de depósito para um recorde de -0,5%, ante -0,4%, e anunciou que reiniciará as compras de títulos a um ritmo de 20 bilhões de euros por mês a partir de novembro, entre outras medidas.

REUTERS

Setor de serviços sem sinal de recuperação firme

A atividade no setor de serviços do Brasil cresceu 0,8% em julho, mas apenas recuperou as perdas de junho, numa indicação de que a atividade no segmento ainda não tem demonstrado sinais mais consistentes de retomada

“Não dá para chamar ou inferir que essa taxa de 0,8% é o início de uma reação ou recuperação. Foi apenas uma reposição de uma perda de um mês anterior”, disse Rodrigo Lobo, Gerente da Pesquisa Mensal de Serviços, conduzida pelo IBGE e na qual os dados foram divulgados. Em junho, o volume no setor de serviços havia caído 0,7% sobre maio. “Para o setor de serviços ter uma alta maior e consistente a economia precisa estar mais forte e os setores de comércio e especialmente a indústria demandarem mais serviços, assim como as próprias famílias, cuja renda está estabilizada”, acrescentou Lobo. O responsável pela pesquisa disse que o volume no setor de serviços ainda está 1,2% abaixo de dezembro do ano passado, sob o peso da categoria transportes, cuja atividade está 2,8% abaixo da contabilizada no fim do ano passado. O crescimento do setor de serviços em julho representou o melhor resultado para o mês desde 2011. Ante julho de 2018, a alta foi de 1,8%, maior taxa para o mês, nessa base de comparação, desde 2014 (+2,1%). Em julho de 2011, a atividade no setor havia crescido 0,9% na margem. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o volume de serviços aumentou 0,8%, ante alta de 0,6% registrada ao longo do primeiro semestre.

REUTERS

Ministério da Agricultura define medidas para redução de despesas

O Ministério da Agricultura adotará medidas de racionalização de gastos e redução de despesas para o exercício de 2019, incluindo suspensão de algumas contratações e veto ao aumento da mão de obra terceirizada, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União da quinta-feira pela ministra Tereza Cristina

As medidas da pasta vêm em meio a esforços do governo brasileiro para cumprir a meta fiscal deste ano, de déficit primário de 139 bilhões de reais, o que tem levado à necessidade de diversas iniciativas para corte de gastos na máquina pública. No Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as medidas de racionalização incluem a suspensão de novas contratações para soluções de informática, aquisição e locação de veículos, locação de máquinas e equipamentos e fornecimento de jornais e revistas, além de serviços de consultoria e treinamento. Fica também vedado o aumento da mão de obra terceirizada da pasta, enquanto estágios remunerados deverão ser reduzidos em no mínimo 50% a partir de 1° de outubro. Os cortes, no entanto, não se aplicam a contratações essenciais à segurança, saúde e acessibilidade de imóveis do ministério, à prorrogação de contratos em vigor ou a despesas financiadas com recursos de doações, convênios e cooperação técnica. Por outro lado, o ministério também suspendeu gastos com diárias e passagens aéreas internacionais, exceto para deslocamentos da Ministra e do Secretário-Executivo e para missões comerciais.

REUTERS

Exportação do agronegócio do Brasil cai 11% em agosto com menores embarques de soja

As exportações do agronegócio do Brasil tiveram redução de 11% em agosto ante o mesmo período do ano passado, para 8,27 bilhões de dólares, com uma menor demanda da China por soja pesando sobre os números brasileiros

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Agricultura, a queda das exportações em geral foi resultado, principalmente, do recuo dos preços médios dos produtos (-7,2%), além da redução da quantidade embarcada (-4,1%). No caso da soja, principal produto de exportação do Brasil, a China reduziu as compras para 4,1 milhões de toneladas, menos 2,8 milhões de toneladas ante agosto de 2018, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do ministério. “Deve-se ressaltar que a queda nas exportações de soja em grão à China foi idêntica à queda para o mundo”, diz a nota do ministério. Ao todo, as exportações de soja do Brasil recuaram para 5,3 milhões de toneladas no mês passado, ante 8,12 milhões em agosto do ano passado. Mesmo com as reduções, a participação dos produtos do agronegócio aumentou no total das exportações brasileiras, chegando a 44,1%. “Tal efeito ocorreu em virtude da queda mais pronunciada nas exportações dos demais produtos que não são do agronegócio. Esses produtos tiveram redução de 14,5%, portanto, uma queda superior aos 11% das exportações do agronegócio brasileiro”, disse a nota.

REUTERS

EMPRESAS

MARFRIG AMPLIA PRODUÇÃO EM PROMISSÃO

A Marfrig Global Foods, uma das companhias líderes globais em carne bovina e a maior produtora de hambúrguer do mundo, acaba de abrir 400 vagas para a área de desossa em sua planta em Promissão, no estado de São Paulo. O novo turno da operação se deve ao aquecimento das exportações para o mercado chinês

Recentemente a Marfrig também recebeu a habilitação de mais duas unidades para atender a China, sendo elas Tangará da Serra e Várzea Grande, ambas no estado Mato Grosso.  Com isso, a Marfrig passou a ter onze unidades com permissão de exportação para o país asiático, sendo cinco no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina. “Somos a empresa com maior número de plantas habilitadas para a China na América do Sul. Temos hoje onze plantas aprovadas para exportar para esse mercado e isso comprova nossa eficiência operacional e nos permite aumentar a quantidade de produto disponível para esse mercado”, diz Miguel Gularte, CEO da operação América do Sul da Marfrig Global Foods.

MARFRIG

FRANGOS & SUÍNOS

Boas notícias para o mercado de suínos

O mercado de suínos teve alta nesta semana. Aliás, a segunda semana de setembro foi de boas notícias para o setor

No mercado interno, nas granjas paulistas, o preço do animal terminado subiu 3,0% nos últimos sete dias, com o animal terminado cotado, em média, em R$85,50 por arroba. No atacado, a alta no período foi de 8,5%, com a carcaça sendo negociada, em média, em R$7,00 por quilo. A primeira quinzena do mês trouxe uma maior movimentação nas vendas, o que colaborou com o cenário. Junto a isso, na segunda-feira, 9 de setembro, a China habilitou 25 novas plantas brasileiras para exportação de carne. Dentre elas, um frigorífico de suíno foi habilitado. Lembrando que o país é o nosso principal comprador de carne suína e este ano vem aumentando sua demanda por proteínas devido a Peste Suína Africana, que vem reduzindo seus plantéis e causando falta de oferta. Outra boa notícia é a autorização de embarques de cortes suínos com osso provenientes de outros estados, além de Santa Catarina, para o país.

Segundo dados da Secex, na primeira semana de setembro a média exportada de carne in natura ficou 63,2% maior que o embarcado diariamente em agosto último e 28,9% maior que igual período do ano passado.

SCOT CONSULTORIA

Demanda de suínos aumenta e eleva preços da carne

Animais vivos também registraram crescimento de valor

As cotações do suíno vivo e da carne estão em alta neste início de mês. De acordo com o Cepea, o recebimento de salários tem aquecido a procura por carne, enquanto grandes players do mercado têm demandado novos lotes de animais. No Oeste Catarinense, o animal foi negociado a R$ 4,16/kg na quarta-feira, 11 de setembro, avanço de 2,37% entre 4 e 11 de setembro. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi comercializada, em média, a R$ 6,78/kg nessa quarta-feira, elevação de 6,5% no mesmo comparativo. Para a carcaça comum, o aumento foi de 1,14%, com média de R$ 6,39/kg na quarta.

PORTAL DBO

INTERNACIONAL

Argentinos estão comendo menos carne

Com uma produção estável e ligeiramente descendente de carne na Argentina, entre janeiro e agosto, quase um quarto do total foi exportado, a maior quantidade em pelo menos duas décadas.

Isso decorre dos cálculos da Câmara de Indústria e Comércio de Carne da Argentina (Ciccra), com base em dados de produção e estimativas das exportações de agosto. Segundo a Ciccra, no acumulado dos oito primeiros meses do ano, a produção de carne atingiu dois milhões de toneladas de carne com osso, 2% a menos do que no mesmo período de 2018. Isso foi explicado por uma queda marginal no abate e para uma queda de 1,8% no peso médio. Nos primeiros oito meses de 2019, foram abatidos 8,94 milhões de cabeças de gado na Argentina, um volume de 16.700 cabeças (-0,2%) abaixo do registrado no mesmo período de 2018. Entre janeiro e agosto, foram exportadas quase 472.000 toneladas de carne bovina, um aumento de 41% em relação ao ano anterior, com um volume apenas 10.000 toneladas abaixo do recorde nos primeiros oito meses de 2005. Assim, 23,6% da produção de carne bovina foi destinada às exportações, contra 16,4% dos oito primeiros meses do ano passado. Essa é a maior parcela das vendas externas na produção total em pelo menos 23 anos, segundo as estatísticas da Ciccra. Cerca de 76,4% da produção foi destinada ao consumo interno, contra 83,6% de janeiro a agosto do ano passado. O consumo per capita aparente entre janeiro e agosto foi equivalente a 51 quilos por ano, uma queda de 11,3% ou sete quilos por habitante em comparação com o mesmo período de 2018. Entre janeiro e agosto, o abate de fêmeas concentrou 49,5% do total, número 4,6 pontos percentuais acima do registrado no ano anterior. O abate de fêmeas no acumulado de 2019 até agosto cresceu 10,1% ou 404.600 cabeças. Enquanto isso, o abate masculino caiu 8,5%, ou 421.300 animais.

El Observador

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment