CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1074 DE 09 DE SETEMBRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1074| 09 de setembro de 2019

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Exportação de carne bovina caiu 14% em agosto de 2018, diz Abrafrigo

Volume embarcado do produto in natura e processado foi de 150,38 mil toneladas

A exportação brasileira total de carne bovina (in natura e processada) registrou queda de 14% em volume em agosto, em comparação com igual mês de 2018. Foram embarcadas 150.383 toneladas ante 174.024 toneladas em agosto do ano passado. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base na compilação de dados do Secex do Ministério da Economia. No mês passado, a receita cambial caiu 12%, alcançando US$ 618,7 milhões, em comparação com US$ 700,4 milhões no mesmo mês de 2018.Segundo a Abrafrigo, a exportação ainda é recorde no acumulado de 2019, graças ao bom início de ano: em 2018, até agosto, haviam sido movimentadas 988.084 toneladas enquanto neste ano a comercialização alcançou a 1.140.420 toneladas, num crescimento de 15%. Na receita, até agosto de 2018, o valor obtido foi de US$ 4 bilhões. No mesmo período de 2019 este valor foi de US$ 4,34 bilhões, crescimento de 8%. Conforme a entidade, o que chamou a atenção no desempenho de agosto foi o preço médio da carne bovina in natura, que representa 80% da exportação brasileira, e que está em recuperação. O valor ficou em US$ 4.178,1 a tonelada, avanço de 2,4% ante US$ 4.079,4 registrados no ano passado. Em julho deste ano, o preço médio por tonelada foi de US$ 3.987,7. A China, principal comprador brasileiro, com 38,7% de participação, comprou de janeiro a agosto 430.956 toneladas ante 431.011 toneladas no mesmo período de 2018. O Egito, segundo maior importador, aumentou suas aquisições de 103.996 toneladas em 2018 para 120.556 em 2019. Ainda no ranking dos principais importadores, o Chile foi terceiro maior em importações do Brasil, mesmo reduzindo suas aquisições em 0,5%: de 75.062 toneladas no ano passado, para 74.660 toneladas neste ano. No quarto lugar em movimentação, os Emirados Árabes ampliaram suas compras de 15.211 toneladas em 2019 para 60.063 toneladas em 2019 (+295%). Na quinta posição, o Irã reduziu suas importações em 13,4%: foi de 56.214 toneladas em 2018 para 48.753 de janeiro a agosto de 2019. Segundo a Abrafrigo, este ano, até agosto, 98 empresas ampliaram suas importações enquanto outras 66 diminuíram suas compras.

Estadão Conteúdo/Globo Rural/ Notícias Agrícolas/Portal DBO/PORTAL Terra/RICMAIS/AgroemDia/PáginaRural/MATOPIBAAGRO/JOVENPAN/PORTALDOAGRONEGÓCIO/ABC CRIADORES/PECUARIA.COM.BR

NOTÍCIAS

Primeira semana de setembro fecha com preços firmes no mercado do boi gordo

A redução da oferta de boiadas associada à maior disposição dos compradores, deixou o mercado procurado ao longo da última semana

Desta forma, além da dificuldade de preencher as escalas, a necessidade de aumentar os estoques para atender a demanda de início de mês fizeram com que os frigoríficos ficassem menos resistentes nas negociações ao longo destes primeiros dias de setembro. Mas, no fechamento da última sexta-feira (6/9), em São Paulo, uma parte dos frigoríficos não negociaram, cenário comum neste dia da semana. No estado, as escalas de abate atendem, em média, cinco dias e a referência do boi gordo não sofreu alteração e permaneceu cotada em R$156,00, à vista e livre de Funrural. Para esta semana, a demanda firme no mercado interno e no mercado externo devem manter a sustentação no mercado do boi gordo e da carne bovina.

SCOT CONSULTORIA

Varejo: vendas enfraquecidas de carne bovina no início do mês

As vendas enfraquecidas, mesmo no início do mês, fizeram com que os açougues e supermercados trabalhassem com maior cautela na última semana

Diante desse cenário, na média de todos os estados e cortes pesquisados pela Scot Consultoria, os preços da carne permaneceram praticamente estáveis. São Paulo teve queda na semana de 0,3%. O Rio de Janeiro e Minas Gerais tiveram variações de -0,02% e 0,01%, respectivamente. Por fim, o Paraná teve alta na semana, 0,3%. Apesar deste quadro, de preços andando de lado, altas não são descartadas nesta semana.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de couro aumenta em volume, mas faturamento cai

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, em agosto de 2019 o Brasil exportou 37,2 mil toneladas de couros

Na comparação com o mês anterior houve alta de 21,4% no volume embarcado. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 8,3%. Contudo, apesar do aumento dos volumes destinados à exportação, o faturamento recuou 25,5% em agosto último frente ao mesmo período de 2018.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa avança e encerra semana no azul com forte alta de bancos

A bolsa paulista voltou a subir na sexta-feira, com o principal índice chegando a superar os 103 mil pontos na máxima, sustentado pela forte alta do setor financeiro, em sessão que também contou com discurso do Chairman do Federal Reserve, Jerome Powell

O Ibovespa .BVSP subiu 0,68%, a 102.935,43 pontos. Na semana, o índice avançou 1,78%. O volume financeiro da sessão somou 13,9 bilhões de reais. O Fed seguirá agindo “conforme apropriado” para sustentar a expansão econômica da maior economia do mundo, disse o chairman Jerome Powell nesta sexta-feira, repetindo promessa que os mercados financeiros enxergam como a sinalização de uma redução adicional na taxa de juros. No que provavelmente serão os últimos comentários públicos do banqueiro central dos EUA antes da reunião do Fed deste mês, Powell disse que as autoridades estarão observando de perto os riscos geopolíticos, as condições financeiras e outros dados econômicos a caminho enquanto avaliam o que fazer. Também repercutiu decisão do banco central da China de reduzir o volume de dinheiro que bancos devem reter em reservas, liberando 900 bilhões de iuanes (126,35 bilhões de dólares) em liquidez para dar fôlego à economia. Para analistas da XP Investimentos, indicadores econômicos divulgados na semana mostraram que os cenários doméstico e internacional seguem mistos.

REUTERS

Dólar recua a R$ 4,10 e tem 1ª semana de queda em quase 2 meses

O dólar encerrou em queda contra o real na sexta-feira, marcando sua primeira queda semanal em quase dois meses, em dia de maior ânimo nos mercados por expectativas de corte de juros nos Estados Unidos

O dólar à vista BRBY teve queda de 1,783%, a 4,1051 reais na venda. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,512%, primeira desvalorização semanal desde 12 de julho, quando registrou variação negativa de 2,113%. Para Camila Abdelmalack, Economista-Chefe da CM Capital Markets, a queda do dólar foi influenciada por um clima de menor aversão ao risco no exterior diante da ratificação das apostas de cortes de juros nos EUA após a divulgação de dados do mercado de trabalho e da fala do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell. A economia dos Estados Unidos gerou, em termos líquidos, 130 mil empregos em agosto, mostrou um relatório do Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. O dado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela Reuters, que esperavam a criação de 158 mil novas vagas.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

FRANGO/CEPEA: volume embarcado em agosto é o terceiro menor do ano

Em agosto, as vendas ao front externo totalizaram 325,4 mil toneladas

Em agosto, as exportações brasileiras de carne de frango frustraram as expectativas de agentes do mercado consultados pelo Cepea. Com fortes recuos em relação aos volumes de julho/19 e de agosto/18, a quantidade embarcada em agosto/19 foi a terceira menor deste ano, superando apenas os embarques de janeiro e de fevereiro. De acordo com os dados da Secex, em agosto, as vendas ao front externo totalizaram 325,4 mil toneladas, quedas de 16% em relação ao mês anterior e de 18% frente ao mesmo período de 2018. Dentre os principais destinos da proteína brasileira, a China reduziu suas compras em 29%; a Arábia Saudita, em 7%; e o Japão, em 23% – vale ressaltar que, mesmo com forte recuo, a China seguiu como principal destino, seguida pelos árabes e pelos japoneses.

CEPEA/ESALQ

Exportação de carne de frango pelo Brasil acumula alta de 2,3% no ano, diz ABPA

As exportações de carne de frango pelo Brasil acumularam alta de 2,3% entre janeiro e agosto de 2019 na comparação com igual período do ano passado, atingindo 2,758 mil toneladas, informou na sexta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Segundo levantamento da entidade, as receitas com todos os produtos de frango, o que inclui as carnes in natura e processados, avançaram 7,4% na comparação anual, para 4,625 bilhões de dólares. O Brasil é líder global nos embarques da proteína. No mês de agosto, no entanto, houve retração de 17,9% no volume de embarques, para 325,4 mil toneladas, e de 12,5% nas receitas, que somaram 552,9 milhões de dólares, de acordo com a ABPA. “Atrasos em embarques devido a questões burocráticas nas vendas para a China, Emirados Árabes e outros mercados foram determinantes para o menor fluxo registrado em agosto”, disse em nota o Presidente da entidade, Francisco Turra, que espera uma retomada nos níveis de exportação já no próximo mês. De acordo com a associação, as questões burocráticas mencionadas são assinaturas de certificados e consularização de certificados para carne “halal”, preparada de acordo com regras específicas para atender exigências de muçulmanos.

REUTERS

EXPORTAÇÕES DE CARNE SUÍNA CAÍRAM 19,7% EM AGOSTO

As exportações brasileiras de carne suína também acumulam alta no ano, com embarques de 466,1 mil toneladas entre janeiro e agosto, alta de 13,4% ante igual período de 2018

O saldo cambial de 956,3 milhões de dólares representa alta de quase 20% na comparação anual, disse a ABPA. Em agosto, porém, as vendas registraram decréscimo de 19,7% em volume na comparação anual, com 51,6 mil toneladas. A receita cambial recuou 2,2%, para 108,5 milhões de dólares. “O movimento de desaceleração nas exportações de carne suína registrado no período tem motivações semelhantes aos embarques de produtos avícolas”, afirmou o Diretor-Executivo da ABPA, Ricardo Santin, citando problemas nos embarques à China. “A reversão do quadro deve ser sentida já no próximo mês”, projetou Santin.

REUTERS

Indonésia permite importação de carne de frango do Brasil após decisão da OMC

A Indonésia revisou regras que permitirão a importação de carne de frango e produtos de aves do Brasil, após uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo um comunicado do governo indonésio

O Brasil lançou um processo na OMC contra a Indonésia em outubro de 2014, alegando que as regras e procedimentos do país dificultavam a entrada de carnes. Neste ano, os brasileiros reforçaram a reclamação contra as barreiras. Um painel da OMC decidiu que quatro políticas indonésias violavam as regras de comércio internacional. O Ministério do Comércio da Indonésia disse que seguiu as recomendações da OMC, mas disse que os importadores não haviam solicitado nenhuma importação do Brasil devido aos altos custos de frete. Quaisquer importações devem atender aos padrões internacionais de saúde e às especificações halal da Indonésia, afirmou o ministério.

REUTERS

INTERNACIONAL

Vietnã abate 4,7 mi porcos em tentativa de conter peste suína africana

O Vietnã abateu cerca de 4,7 milhões de porcos para conter um surto de peste suína africana que se espalhou por todas as 63 províncias no país do Sudeste Asiático, disse uma autoridade local na sexta-feira

A doença foi inicialmente detectada em fevereiro, mas há dificuldades para contê-la por não existir vacina, disse o Chefe do Departamento de Saúde Animal, Pham Van Dong. “Nós abatemos cerca de 4,7 milhões de porcos e, como você pode notar, o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural confirmou que o surto agora se espalhou por todas as 63 províncias e cidades”, disse Dong à Reuters. A carne suína representa três quartos de toda a carne consumida no Vietnã, um país de 96 milhões de habitantes onde a maior parte de seus porcos criados em fazendas é consumida domesticamente. Ao final de julho, a criação de porcos do Vietnã contava com 22,2 milhões de animais, uma queda de 18,5% desde dezembro. A indústria de suínos do Vietnã é avaliada em 94 trilhões de dongues (4 bilhões de dólares) por ano, ou quase 10% do setor agrícola do país.

REUTERS

Suspensão na China custa US $ 100 milhões aos produtores canadenses de carne

A suspensão temporária das exportações de carne suína e bovina do Canadá para a China resultou em perdas de US $ 100 milhões para os produtores e ameaça impactar os empregos no setor

De acordo com o Conselho Canadense de Carne, a suspensão, iniciada no final de junho, resultou em perdas significativas para sua indústria doméstica de carne, e solicitou que fossem tomadas medidas para remediar a situação. Em comunicado, o CMC apelou por apoio do governo. “Os produtores e exportadores canadenses de carne suína e bovina têm sido pacientes e apoiaram os esforços do governo para encontrar uma solução para o problema. A situação surgiu quando a alfândega chinesa encontrou um carregamento de carne de porco com documentos falsificados alegando que era do Canadá. Isso levou à suspensão das exportações de carne suína e bovina entre o Canadá e a China. A Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA) vem trabalhando com o governo chinês e a Polícia Montada Real do Canadá (RCMP) para ajudar a resolver o problema. Em uma declaração fornecida à Global Meat News, a CFIA disse: “A investigação sobre certificados de exportação não autênticos foi encaminhada ao RCMP e, como a investigação está em andamento, não podemos comentar detalhes. A CMC acrescentou que, se a suspensão não for suspensa em breve, será difícil voltar ao lucrativo mercado chinês. O setor de carnes vermelhas registrou altos e baixos nesse mercado ao longo dos anos, mas a China continua sendo um parceiro comercial importante para o Canadá. O Canadá tem carne segura e de alta qualidade para vender, e sabemos que os consumidores chineses querem e precisam dela”.

GlobalMeatNews.com

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment