CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1073 DE 06 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1073| 06 de setembro de 2019

NOTÍCIAS

CEPEA: Preços da arroba iniciam o mês firmes

Os preços da arroba do boi gordo estão firmes neste início de setembro, seguindo o movimento observado ao longo de agosto, de acordo com levantamento do Cepea. No mês passado, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 acumulou alta de 2,78%, fechando a R$ 157,05 no dia 31

De acordo com pesquisas do Cepea, os valores têm sido sustentados pela baixa oferta de animais prontos para abate neste período de entressafra e pelo bom desempenho das exportações nacionais, tendo em vista que a demanda doméstica continua arrefecida. Em agosto, o valor médio do Indicador ESALQ/B3 do boi gordo foi de R$ 154,41, sendo 0,84% acima do de julho e 1,7% superior ao de agosto do ano passado, em termos reais (os valores foram atualizados pelo IGP-DI).

Cepea

Altas nos preços da arroba do boi gordo em Mato Grosso

De maneira geral, o panorama do mercado é de preços firmes, com ajustes graduais para o boi gordo

Em função da oferta contida de boiadas, as indústrias encontram dificuldade em compor as escalas de abate, fator que tem acirrado a concorrência entre os frigoríficos e impulsionado as cotações. Os preços acima da referência são cada vez mais comuns, estimulando os reajustes das cotações. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em Cuiabá-MT e no Sudeste de Mato Grosso, por exemplo, os preços subiram na última quinta-feira (5/9) e a arroba ficou cotada, respectivamente, em R$142,00 e R$140,50, à vista, livre de Funrural. Alta de 1,4% e 1,8% desde o início da semana. No mais, os estoques enxutos permitiram valorizações no mercado atacadista de carne bovina com osso, e no fechamento do dia 5/9 o boi casado castrado ficou cotado em R$10,30/kg. Alta de 0,9% na comparação dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Cotações da carne bovina andando de lado no atacado sem osso

Mesmo no início do mês, o baixo consumo da população fez com que o varejo procurasse recompor seus estoques de forma mais comedida

Diante desse cenário, o preço da carne bovina sem osso no atacado sofreu ligeira queda na comparação semanal. Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a desvalorização foi de 0,05%. A demanda enfraquecida fez com que o mercado da carne bovina sem osso andasse na contramão da carne com osso que teve alta de 0,7% em igual período.

SCOT CONSULTORIA

Imac e MPF firmam acordo para recuperar áreas embargadas

Monitoramento permitirá a reinserção de 8 mil pecuaristas com pendências ambientais ao mercado formal da carne

O Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) anunciou na terça-feira, 3 de setembro, que está prestes a firmar um Termo de Cooperação Técnica com o Ministério Público Federal (MPF) para viabilizar a reinserção de pecuaristas com pendências ambientais ao mercado da carne. A iniciativa foi aprovada durante reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Imac na última sexta-feira, 30 de agosto, na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Segundo o Instituto, a expectativa é de que cerca de oito mil pecuaristas mato-grossenses voltem ao banco de fornecedores dos frigoríficos que aderiram ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne. Os produtores que quiserem aderir ao sistema de monitoramento, deverão isolar as áreas embargadas para recuperar o dano ambiental com vistas a regeneração e melhorias contínuas. A adesão ao programa será voluntária.  “Será possível regularizar as propriedades que possuem pendências, contando com a participação dos produtores e das indústrias no processo. Isso vai demonstrar ao Brasil e ao mundo que Mato Grosso mais uma vez está na vanguarda da preservação ambiental”, afirma, em nota, o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Presidente do Conselho Deliberativo do Imac, César Miranda.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar tem alta ante o real apesar de exterior positivo

O dólar encerrou em leve alta frente ao real na quinta-feira, após duas sessões consecutivos de perdas, em dia marcado por otimismo na cena externa diante de notícia de que Estados Unidos e China vão retomar as negociações comerciais de alto nível

O dólar à vista teve alta de 0,11%, a 4,1098 reais na venda, depois de operar em queda durante a maior parte da sessão. O dólar futuro de maior liquidez mostrava valorização de 0,16%, a 4,1070. China e Estados Unidos concordaram na quinta-feira em realizar negociações comerciais de alto nível no início de outubro em Washington, em meio a temores de que uma crescente guerra comercial possa desencadear uma recessão econômica global. A notícia elevou o ânimo dos investidores, que voltaram a considerar a possibilidade de algum tipo de acordo entre os dois países, como a suspensão de tarifas por um tempo. As moedas emergentes pares do real, como rand sul-africano e lira turca, também se desvalorizavam frente ao dólar, após terem registrado ganhos durante o dia. Contra uma cesta de moedas, a moeda norte-americana tinha leve desvalorização de 0,04%, a 98,407. O real ainda sofreu leve pressão vinda da Argentina, que limitou parte das perdas do dólar frente à moeda brasileira. O candidato presidencial de centro-esquerda da Argentina, Alberto Fernández, disse nesta quinta-feira que seu governo honrará as dívidas do país caso seja eleito, mas não às custas da população.

REUTERS

Ibovespa se afasta da máxima, mas exterior guia alta do índice

O Ibovespa não manteve o fôlego até o fim do pregão para encerrar na faixa dos 103 mil pontos, mas o mercado de ações foi o que mais demonstrou resiliência à cautela que de alguma forma se sobrepôs a outros ativos no Brasil

Em linha com o movimento percebido nos ativos de risco no exterior, o Ibovespa terminou com alta firme de 1,03%, aos 102.243 pontos. Mais um capítulo positivo na disputa comercial entre China e Estados Unidos, com o agendamento de um encontro para outubro entre as duas potências, deu fôlego aos índices americanos e também aos ativos brasileiros negociados em Wall Street. Isso se refletiu diretamente sobre as ações mais líquidas aqui no Brasil, entre elas o setor bancário. Sem descuidar da cautela, porém, o Ibovespa se afastou da máxima do dia, que foi de 103.258 pontos. Mesmo assim, os R$ 12,9 bilhões negociados no dia ainda estão dentro da média diária das sessões de 2019. No caso dos bancos, motivo adicional para o bom humor veio da notícia sobre os planos do Banco Central de mudar as regras de assistência de liquidez no setor, que deve levar a uma diminuição dos depósitos compulsórios.

VALOR ECONÔMICO

Índice de preços de alimentos da FAO caiu 1,1% em agosto

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 2 pontos (1,1%) em agosto na comparação com julho, para 169,8 pontos. O subíndice da carne registrou 179,8 pontos em agosto, avanço de quase 1 ponto (0,5%) em relação a julho.

Foi a terceira queda mensal consecutiva, determinada por recuos observados nos mercados de açúcar e cereais. O subíndice dos cereais teve média de 157,6 pontos em agosto, queda de 10,8 pontos (6,4%) em relação ao mês anterior. “Os valores do milho caíram acentuadamente devido às expectativas de uma colheita muito maior do que a prevista anteriormente nos Estados Unidos. Os preços do trigo também permaneceram sob pressão descendente, refletindo amplas disponibilidades de exportação”, disse a FAO no texto de divulgação do indicador. O índice para açúcar ficou em 174,8 pontos em agosto, com queda mensal de 7,3 pontos (4%). Em contrapartida, os preços dos óleos vegetais subiram 7,5 pontos (5,9%) entre julho e agosto. O indicador ficou em 133,9 pontos, devido ao aumento nos preços do óleo de palma – que, por sua vez, subiu com maior demanda internacional e menor estoque na Malásia. O subíndice da carne registrou 179,8 pontos em agosto, avanço de quase 1 ponto (0,5%) em relação a julho, “continuando com os moderados aumentos de preços registrados nos últimos sete meses”. Conforme a FAO, as cotações internacionais da carne suína se fortaleceram ainda mais, sustentadas pela proliferação da peste suína africana na Ásia e na Europa, enquanto as cotações de carne ovina e de frango permaneceram estáveis. “O comércio internacional de carne bovina permaneceu robusto”, destacou a FAO.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

H&M suspende compra de couro do Brasil devido a queimadas da Amazônia

A H&M, segunda maior varejista de moda do mundo, disse na quinta-feira que parou de comprar couro do Brasil temporariamente devido a preocupações ambientais ligadas a incêndios na Amazônia

“Devido aos graves incêndios na parte brasileira da Floresta Amazônica e às conexões com a produção de gado, decidimos suspender temporariamente o couro do Brasil”, afirmou a H&M em comunicado por e-mail. “A proibição permanecerá ativa até que existam sistemas de garantia críveis para verificar se o couro não contribui para danos ambientais na Amazônia”, afirmou o documento.

REUTERS

SATS compra participação da BRF em joint venture em Cingapura por cerca de R$51 mi

A SATS Food Services PTE Ltd., subsidiária integral da SATS Ltd., fechou acordo para a compra de 49% das ações detidas pela BRF na sociedade SATS BRF Food PTE Ltd. por 17 milhões de dólares de Cingapura, equivalentes a aproximadamente 51 milhões de reais, de acordo com comunicados de ambas as companhias na quinta-feira

A SATS BRF Food PTE Ltd. desenvolve atividades de processamento e distribuição de alimentos em Cingapura e região e, de acordo com comunicado da SATS, após a aquisição, se tornará uma subsidiária integral da SATS Food Services Pte. Ltd. e terá o nome trocado para Country Foods Pte. Ltd. O acordo inclui a assinatura de um novo contrato de distribuição e licenciamento de marcas pertencentes à BRF em Cingapura. “Referida alienação integra o Plano de Reestruturação Operacional e Financeira… cujo objetivo é acelerar o processo de desalavancagem financeira da companhia, bem como focar em seus mercados-chave, sendo estes o Brasil, o mercado Halal e o mercado asiático”, disse a BRF.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno: mercado fraco no início de setembro

O início de setembro não trouxe o ânimo que o mercado esperava. Nas granjas paulistas o animal terminado segue com preços estáveis cotado, em média, em R$83,00 por arroba. Já são 28 dias de estabilidade neste elo da cadeia

No atacado também não ocorreu a reação esperada. Houve somente uma ligeira recuperação nos preços, de 0,8%, refletindo o descompasso entre a oferta e a demanda. A carcaça passou de R$6,40 por quilo para os atuais R$6,45 por quilo. No mercado externo, agosto terminou com redução no volume embarcado tanto na comparação mensal como anual. O volume de carne in natura caiu 26,3% em relação a julho último e 18,6% em relação a igual período do ano passado. Para o curto prazo, as vendas devem ganhar fôlego no mercado doméstico com a entrada dos salários da população em circulação.

SCOT CONSULTORIA

China já perdeu 100 milhões de porcos, um terço do rebanho local

Governo de Pequim anunciou novas medidas de incentivo aos criadores

O governo chinês divulgou dados que indicam que o país asiático já perdeu mais de 100 milhões de porcos – um terço do rebanho total – devido à peste suína africana, segundo informou a rede norte-americana de notícias CNN Business. O governo de Pequim anunciou novas medidas de incentivo aos criadores na tentativa de trazer estabilidade ao maior mercado de carne suína do mundo. Os preços que os varejistas pagam pela carne de porco aumentaram quase 70% no ano passado. O valor médio que os atacadistas negociam com os seus fornecedores subiu 90% na última semana de agosto em comparação com um ano atrás, segundo dados do governo local. O governo de Pequim planeja aumentar os subsídios, empréstimos e cobertura de seguro para produtores de suínos em todo o país. A China já lançou sistemas de racionamento em algumas cidades que buscam limitar a compra de carne de suínos em certas quantidades. Os consumidores limitam-se a comprar 1 kg de carne de porco por dia. O Rabobank estima que a produção de carne suína da China possa cair 25% este ano, o que significa que o país precisará importar até 1,5 milhão de toneladas de carne de este ano, segundo a reportagem. Isso poderia beneficiar os exportadores de carne suína em outros lugares do mundo. O analista do Rabobank, Matteo Lagatti, diz que espera que a Europa seja responsável pela maior parte dessas importações chinesas. As compras da China de carne de porco da Europa já aumentaram 54% no primeiro semestre de 2019. A maior parte vem da Espanha, Alemanha, Dinamarca, Holanda e França. “Essa tendência deve continuar em 2020”, escreveu o analista.

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