CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1072 DE 05 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1072| 05 de setembro de 2019

NOTÍCIAS

Oferta restrita pressiona os preços do boi gordo para cima

Na praça paulista, o boi gordo está cotado em R$156,00/@ à vista e livre de Funrural, alta de R$0,50 na comparação dia a dia

As ofertas de compra de boiadas, com preços abaixo da referência estão cada vez mais escassas enquanto que ofertas maiores são captadas com maior frequência. Para os bovinos destinados à exportação para a China, há pagamentos de até R$3,00/@ a mais, principalmente para lotes maiores. A oferta de boiadas cada vez mais restrita vem ditando o rumo do mercado. Em Mato Grosso, a dificuldade de compor as escalas fez com que os preços subissem nas quatro regiões pecuárias do estado. Na média de todas as praças pesquisadas, a alta foi de 0,5%. No Rio Grande Sul, a desova dos animais das pastagens de inverno permitiu que os frigoríficos pressionassem a arroba do boi gordo para baixo. Na comparação com o último fechamento a queda foi de 2%.

SCOT CONSULTORIA

Inspeções ‘online’ da China animam os frigoríficos do Brasil

As incertezas quanto ao tempo que a China levará para autorizar mais frigoríficos brasileiros a exportar carnes a seu mercado ainda permanecem, mas uma nova rodada de inspeções “online” em quatro estabelecimentos de carne bovina, a partir de hoje, e a possibilidade de que o mesmo seja feito em outras plantas nas próximas semanas, reacendeu as esperanças do governo brasileiro e de empresas do segmento

As inspeções seguirão um modelo novo baseado em videoconferências, que dispensa auditorias in loco e vem sendo testado desde julho. Técnicos chineses chegaram a adotar esse processo em unidades de abate de carne de frango há pouco mais de um mês, mas ainda não enviaram relatório com suas impressões ao Brasil. O mesmo modelo deverá ser usado em inspeções de unidades de suínos. Essa injeção de ânimo vem depois de os chineses terem manifestado irritação – inclusive por meio de uma carta oficial de protesto – com uma reportagem publicada pelo Valor na qual o Ministério da Agricultura dava como favas contadas que novas habilitações seriam anunciadas ainda em agosto. Por causa disso, foi cancelada uma nova viagem à China da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que estava agendada para o dia 18 de agosto – ainda não há uma nova data prevista para tal. Depois de visita da Ministra ao país asiático, em maio, o ministério solicitou a habilitação de mais 30 plantas brasileiras de aves, bovinos e suínos, além de uma planta de carne de jumento. “A China deu continuidade ao processo de habilitação e está tudo nas mãos deles. Os chineses estão preocupados com os reflexos da peste suína africana sobre seu fornecimento de carnes”, disse uma das fontes. De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, uma das unidades que será inspecionada pela China a partir de hoje pertence à Marfrig, que preferiu não comentar a informação.

VALOR ECONÔMICO

Funrural: Receita e Economia propõem compensação para remissão da dívida

O Ministério da Economia e a Receita Federal propuseram uma fonte de arrecadação para compensar os recursos dos quais abrirão mão para fazer a remissão do passivo do Funrural

A proposta é elevar o valor mínimo do Imposto Territorial Rural (ITR) dos atuais R$ 10 para R$ 100. Com isso, o cálculo do governo é arrecadar mais de R$ 200 milhões por ano. O valor é suficiente para suprir a renúncia fiscal da parcela anual do Funrural devida. Para isso, deve ser reaberto o prazo do Refis, para que todos os produtores possam aderir e mostrar de quanto é o valor da dívida. Esse montante será abatido ao longo dos próximos 15 ou 20 anos pelo governo e compensado aos cofres da União com a elevação no mínimo do ITR. Segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), os pequenos produtores serão preservados do aumento. Com a reabertura do Refis, a expectativa é resolver o problema dos produtores que não conseguem a Certidão Negativa de Débitos (CND).

CANAL RURAL

Exportações: queda no volume, preço mais alto

Caminhando em sentido oposto ao sinalizado pelos analistas e pelo mercado internacional, as exportações de carnes de agosto passado registraram forte refluxo – não apenas em relação ao mês anterior, mas também em comparação a agosto de 2018

No tocante ao volume, que enquanto os índices de redução mensal (agosto sobre julho) foram bastante díspares entre si (carne bovina: queda de 2%; carne de frango: queda de 15%; carne suína: queda de 26%), na comparação com agosto de 2018 apresentam relativa similaridade entre si (-12,5%, -17,5% e -18,6%, respectivamente). As carnes suína e de frango voltaram a enfrentar redução no preço médio em relação ao mês anterior (-2,96% e -2,12%, respectivamente). Ou seja: apenas a carne bovina obteve valorização no preço (de 4,77%), desempenho que se refletiu na receita cambial do produto, novamente superior à receita cambial da carne de frango. Esta, por sua vez, perdeu de um mês para outro quase 17% da receita, enquanto a perda da carne suína superou os 28%. Comparativamente a agosto de 2018, houve valorização no preço médio das três carnes. Mas como o volume embarcado sofreu forte refluxo, o ganho no preço não influenciou a receita cambial.

PECUARIA.COM.BR

Rebanho paulista está menor

O rebanho paulista de gado de corte em 2019 encolheu 3,57% na comparação com 2018, segundo levantamento realizado em junho pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) em parceria com a Coordenadoria do Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado

Segundo o estudo, o Estado de São Paulo conta com cerca de 6,19 milhões de cabeças de gado de corte. Do rebanho bovino estadual voltado à produção de carne, estima-se que 3,69 milhões de cabeças podem ser enviadas para abate este ano, o que representa queda de 0,25% em relação a 2018. Caso a previsão se confirme, a oferta esperada de carne bovina para o Estado de São Paulo será de 62,88 milhões de arrobas ou 943 mil toneladas de carne bovina. No total, o rebanho bovino paulista ficou estimado em bovinos 10,33 milhões de cabeças em 2019, resultado 0,52% menor em relação a 2018. O resultado é puxado pelas fazendas de gado misto (leite e corte), cujo volume de cabeças cresceu 7,26% em relação a 2018, com 3,05 milhões de animais em junho de 2019. No caso das pastagens, o levantamento apontou queda de 0,22% na área, com 6,55 milhões de hectares. De acordo com os pesquisadores, a retração deve-se à substituição por outras culturas. Enquanto houve queda de 2,63% nas áreas com pastagem natural, a área do Estado com pasto cultivado avançou 0,09% e de capim para semente cresceu 21,66%, para 36,89 mil hectares.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Cena externa favorece e dólar tem queda

O dólar encerrou a quarta-feira com queda, em dia marcado por maior otimismo no exterior diante de dados econômicos positivos e alívio em tensões internacionais relacionadas ao Brexit e a protestos em Hong Kong

O dólar à vista teve queda de 1,783%, a 4,1051 reais na venda, maior desvalorização desde 31 de janeiro, quando a moeda perdeu 1,797% na sessão. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez mostrava desvalorização de 1,51%, a 4,1110. Para o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto, o real foi beneficiado em grande parte pelos movimentos externos, como a derrota do Primeiro-Ministro britânico no Parlamento sobre o Brexit e a retirada de um projeto de lei sobre extradição em Hong Kong, com investidores mais estimulados a assumir posições em ativos de maior risco. “Apesar de serem acontecimentos mais marginais, quando somados aos dados mais positivos da China, eles ajudam a pintar um cenário mais positivo no mercado.” A moeda norte-americana também se desvalorizava frente a outras moedas emergentes, como a lira turca e o rand sul-africano. Contra uma cesta de moedas, o dólar tinha queda de 0,57%, a 98,440. No entanto, a leve queda dos rendimentos dos Treasuries de 10 anos apontava para existência de alguma cautela no mercado. “Temos que acompanhar um dia após o outro, principalmente as questões que envolvem a guerra comercial entre Estados Unidos e China”, afirmou Campos Neto.

REUTERS

Exterior impulsiona ativo local

A busca por ativos de risco no mundo alçou o Ibovespa à máxima do dia, de 101.201 pontos, alta de 1,52%.

Todo esse ambiente só foi possível porque o dia teve uma sucessão de fatores favoráveis aos emergentes no geral. O investidor acordou com a informação de que o dado de serviços da China apresentou uma aceleração de 51,6 em julho para 52,1 em agosto e, mais tarde, operou com percepção mais positiva em relação a questões geopolíticas, como se viu em Hong Kong e também no Reino Unido. Na Ásia, Hong Kong decidiu enterrar o projeto de lei que permitia a deportação de cidadãos para a China continental. Já no Reino Unido, o premiê Boris Johnson – defensor da retirada da União Europeia sem acordo – viu sua derrota no Parlamento, adiando, assim, o processo de saída do país do bloco e afastando o receio de que houvesse um “Brexit duro”. Na bolsa de valores, o dia foi de recuperação robusta para a maioria dos ativos de maior peso e liquidez do Ibovespa, mas um destaque é o noticiário em torno da Petrobras. De um lado, o ambiente de maior demanda por risco lá fora ajudou na valorização do petróleo, o que deu força para a estatal de petróleo na bolsa – a ON da Petrobras subiu 2,53% e a PN avançou 2,58%; o petróleo Brent e o WTI fecharam com alta superior a 4%. Além do ambiente internacional, o mercado se animou com a aprovação pelo Senado da proposta de emenda constitucional (PEC) que trata da cessão onerosa e permite a divisão de recursos arrecadados pela União nos leilões do pré sal com Estados e municípios. No dia, o giro financeiro das ações do Ibovespa foi de R$ 11 bilhões, abaixo da média diária de 2019, de R$ 12,4 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

JBS tenta mostrar que é global e diversificada

“Brazilian beef giant”. O epíteto pelo qual a JBS muitas vezes é conhecida no exterior precisa mudar – e, com ele, a percepção de bancos e fundos de investimentos sobre o valor da companhia. A mensagem foi transmitida ontem, em encontro com investidores na bolsa de Nova York, pelo Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores da JBS, Guilherme Cavalcanti

“Queremos mostrar que a empresa é mais global e que não é só carne bovina”, afirmou o executivo, em conversa com jornalistas brasileiros após o encontro com investidores, o “JBS Day”. De certa forma, a mensagem da companhia ao público internacional – que tende a ficar mais próximo com o plano de listagem de ações em uma bolsa americana – dá sequência a um trabalho feito também no Brasil. No início da década, a JBS e os principais concorrentes nacionais tentaram se afastar do rótulo de “frigorífico”, que alude a uma atividade sem charme e de margens bem apertadas – típico do mercado de commodities. Com maior ou menor sucesso, as companhias da área de carnes buscam ser conhecidas como empresas de alimentos – por esse critério, a JBS (com faturamento anual de quase US$ 50 bilhões) só é menor do que a multinacional suíça Nestlé. Os negócios de alimentos costumam gerar margens mais altas do que os de commodities, como é o caso da carne bovina, que foi justamente o carro-chefe da ascensão da empresa dos irmãos Batista. Na JBS, os alimentos com marca e aqueles que podem ser classificados como “produto de valor agregado” são a bola da vez. Nessa lista, não estão incluídos apenas os industrializados, mas também os cortes de carne mais refinados, como os maturados a seco ou marca de frango Just Bare, um sucesso de vendas no site da Amazon. “Começamos em 2013, com a Seara. Hoje, estamos prontos para acelerar”, disse ontem o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, enumerando inovações lançadas recentemente. Sem fazer alarde, lembrou o executivo, a Seara lançou há alguns meses um hambúrguer vegetal, e novas iniciativas estão a caminho. Em São Paulo, a Seara anunciou ontem um sorvete e uma cerveja com bacon – neste caso, em uma parceria com a cervejaria Paulistânia.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne de frango caem em agosto

Em relação ao mesmo período de 2018 a queda foi de 13,8%

Após seguir em ritmo fraco durante todo o mês de agosto, a média diária de embarque de carne de frango de in natura fechou o mês com queda de 13,8% em relação ao mesmo período de 2018 e de 11,1% em relação a julho deste ano. O total de volume exportado foi de 303,8 mil toneladas com média diária de 13,8. Em julho o total foi de 357,2 mil toneladas e média diária de 15,5 mil. Já agosto de 2018 embarcou 368,5 mil toneladas com média de 16 mil toneladas por dia. Em valores monetários o total do mês de agosto foi de US$ 501,3 milhões, ante US$ 602 milhões em julho e US$ 566,00 milhões em agosto de 2018. O valor pago por tonelada passou de US$ 1686,00 em julho para US$ 1650,20 em agosto, queda de 2,1%. Na comparação com o mesmo período de 2018 houve valorização de 7,4%, visto que no período eram pagos US$ 1,536,00.

AVICULTURA INDUSTRIAL

Suíno Vivo: principais praças não registram variações na quarta (4)

Segundo os indicadores do Cepea, as principais praças do país não registraram variações na cotação do suíno vivo nesta quarta-feira (4). O estado de Minas Gerais encerrou o dia por R$ 49,49/kg, Paraná por R$ 4,19/kg, Rio Grande do Sul por R$ 3,98/kg, Santa Catarina por R$ 4,04/kg e São Paulo por R$ 4,35/kg. 

CEPEA

Frango Vivo: atacado tem alta de 1,69% na quarta (4)

A cotação do frango no atacado teve uma alta de 1,69% nesta quarta-feira (4) e estabeleceu o valor por R$ 4,20/kg. Já o frango na granja manteve a estabilidade por R$ 3,30/kg. Os dados são da Scot Consultoria.

Os indicadores da Epagri não registraram variações nas principais praças do país. São Paulo estabeleceu o preço em R$ 3,30/kg, Paraná por R$ 3,19/kg e Santa Catarina por R$ 2,49/kg.

O Cepea registrou uma alta de 0,22% no frango congelado finalizando o dia por R$ 4,49/kg. O frango resfriado não teve variações e terminou o dia por R$ 4,61.

CEPEA

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