CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1071 DE 04 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1071| 04 de setembro de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta de compras acima da referência em São Paulo

Em São Paulo, apesar das cotações da arroba do boi gordo estáveis na última terça-feira (3/9), alguns frigoríficos ofertaram preços até R$2,00/@ acima da referência para a boiada “comum”

Já para os animais cuja carne será destinada à China, os pagamentos podem chegar até R$3,00/@ acima da referência. Destaque para o Norte do país. No norte do Tocantins e sudeste de Rondônia, o boi gordo teve alta de 0,7% em ambas as praças. A proximidade do pagamento dos salários tem feito com que as indústrias saiam às compras com mais afinco, a fim de reabastecer os estoques para atender a demanda de início de mês. Outro fator positivo é em relação ao mercado externo. Em agosto, o Brasil exportou 126,51 mil toneladas de carne bovina in natura, o terceiro melhor resultado para o mês de toda a série histórica.

SCOT CONSULTORIA

Alta de 10,4% para o bezerro de ano em Mato Grosso do Sul

A oferta reduzida tem dado força para os preços dos animais de reposição em Mato Grosso do Sul

Comparando agosto deste ano com o mesmo período do ano passado, o garrote anelorado de 9,5@ teve uma valorização de 9,9%, já o bezerro anelorado de ano (7,5@) valorizou 10,4% no mesmo período. Em agosto de 2018, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,61 garrote, atualmente compra-se 1,54. Piora de 4,3% no poder de compra do recriador na troca com esta categoria. Analisando a troca com todas as categorias neste intervalo de 12 meses, a pior relação ficou para o bezerro de ano, na qual o poder de compra do recriador piorou 4,8%. Desta forma, as cotações em alta afastaram os pecuaristas das negociações. Além disso, a pouca chuva dos últimos meses tem feito com que as pastagens sintam o efeito da entressafra, colaborado com a retração dos compradores.

SCOT CONSULTORIA

China fará inspeções em 4 frigoríficos de carne bovina do Brasil, dizem fontes

Auditores chineses devem começar a avaliar quatro unidades brasileiras produtoras de carne bovina na quinta-feira, como parte do esforço para aprovar novos exportadores em meio a um surto de peste suína africana no país asiático, disseram à Reuters duas pessoas familiarizadas com o assunto

Uma das plantas pertence à Marfrig, de acordo com duas das fontes. Uma terceira fonte confirmou a data da inspeção, que será realizada usando a tecnologia de vídeo, mas não o número de plantas envolvidas. As fontes falaram sob condição de anonimato, porque as inspeções não são informações públicas.    O Ministério da Agricultura do Brasil e a Marfrig não quiseram comentar a informação.

REUTERS

China espera Bolsonaro para habilitar novos frigoríficos

A China poderá habilitar 34 novos frigoríficos brasileiros para exportar carnes a seu mercado no fim de outubro, durante visita do Presidente Jair Bolsonaro a Pequim, apurou o Valor. O país asiático já é o principal destino dos embarques brasileiros de carnes – junto com Hong Kong, absorve mais de 40% das vendas

Hoje, 64 estabelecimentos brasileiros podem vender carnes ao mercado chinês, onde faturaram US$ 2,5 bilhões em 2018. Com a ampliação do número de unidades, o potencial de crescimento dos negócios chega a US$ 1 bilhão por ano, conforme fontes do segmento. No ano passado, o Ministério da Agricultura pediu à China a habilitação de 78 novos frigoríficos. A China enviou ao Brasil uma missão sanitária que auditou 11 plantas, com resultados negativos. A demanda brasileira caiu para 34 unidades, consideradas as que têm mais chances de serem habilitadas por Pequim. Em meados do ano, a Ministra Teresa Cristina esteve na capital chinesa e voltou otimista. No mês passado, o Secretário Executivo do ministério, Marcos Montes, chegou a anunciar que Pequim poderia habilitar novas plantas brasileiras em uma semana. A declaração de Montes foi encarada pelos chineses como pressão e causou irritação. Daí Teresa Cristina ter sido “aconselhada” por Pequim a não fazer uma visita à China que estava prevista para agosto. A alegação foi que as autoridades chinesas não poderiam recebê-la por problema de agenda. Agora, a expectativa “realista” é que nas próximas semanas seja concluído o processo de habilitação dos 34 frigoríficos de carne bovina, suína e de frango – um é de carne de jumento. Mas há riscos, já que os chineses costumam colocar uma exigência a mais depois de resolvida a anterior. O Presidente chegará a Pequim no dia 24, se encontrará com o presidente Xi Jinping no dia 25 e partirá para a Arábia Saudita no dia 26, de acordo com os planos no momento. A habilitação de mais frigoríficos brasileiros deverá ser o anúncio mais relevante na visita. Mas outros protocolos serão assinados. Um deles é na área sanitária, para facilitar a venda de melões brasileiros para a China e de peras chinesas para o Brasil.

VALOR ECONÔMICO

MAPA ainda não decidiu por fim da vacina no PR

Novas diretrizes do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) passarão por consulta pública a partir de outubro. O objetivo é atualizar a legislação em relação às mudanças do Código de Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e adequá-la ao processo de retirada gradual da vacinação contra a doença no Brasil

Entre as normas que entrarão em consulta pública, estão controle sobre os produtos de origem animal e as restrições à movimentação dos rebanhos entre as áreas livres com e sem vacinação. Também deverão ser inseridos novos conceitos presentes no código da OIE, como a zona de contenção, que permite ao país, caso ocorra um foco da doença, isolar a área afetada mantendo a condição sanitária, a comercialização e a movimentação dos rebanhos no restante do país. A última revisão da legislação sobre febre aftosa ocorreu em 2007. Segundo o chefe da Divisão de Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Diego Viali, a revisão da legislação nacional “é uma das 16 operações previstas no Plano Estratégico 2017-2026”. Na última sexta-feira (30), no primeiro fórum do PNEFA, realizado na Expointer, em Esteio (RS), foi encerrado o primeiro ciclo do Plano Estratégico, iniciado em 2017. Diego Vali informou que o Ministério debateu a importância da participação efetiva da iniciativa privada no processo de ampliação de áreas sem vacinação, devido o papel fundamental que os produtores rurais assumirão na vigilância da febre aftosa. “A eficiência da vigilância pecuária estará intimamente ligada à notificação oportuna do produtor. No caso do reingresso da doença, o criador, que diariamente está em contato com seus animais, será o primeiro a visualizar os sintomas da doença em seus animais, já que sem a vacina, os sinais clínicos ficarão muito mais visíveis, e o produtor deverá ter conhecimento sobre esses sintomas e notificar imediatamente o serviço veterinário oficial”, explica o chefe da Difa. Este mês, o Ministério, com base nas evidências apresentadas pelo estado, deverá decidir se o Paraná não irá vacinar em novembro. Quanto ao Rio Grande do Sul, que também quer antecipar a retirada da vacinação, desde o dia 2 o Mapa faz auditoria no serviço veterinário oficial estadual para verificar a viabilidade do pleito.

MAPA

ECONOMIA

Ibovespa fecha abaixo de 100 mil pontos

A bolsa paulista teve uma sessão volátil na terça-feira, com seu principal índice chegando a tocar 101 mil pontos antes de perder força à tarde, tendo de pano de fundo perdas em Wall Street em meio a preocupações com o embate comercial EUA-China

O Ibovespa caiu 0,94%, a 99.680,83 pontos. O volume financeiro da sessão somou 17,4 bilhões de reais. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira que será “mais duro” nas negociações com a China em um segundo mandato se as discussões comerciais se arrastarem, aumentando os temores do mercado de que a guerra comercial possa desencadear uma recessão nos EUA. Em Wall Street, o S&P 500 cedeu 0,68%, também afetado pelo setor manufatureiro dos EUA, que encolheu em agosto pela primeira vez desde 2016. No Brasil, a produção industrial caiu em julho, no terceiro mês seguido de queda e no pior desempenho para o mês em quatro anos, indicando um começo de trimestre ruim. Para Eduardo Guimarães, da Levante Investimentos, o viés negativo nas bolsas norte-americanas pesou sobre o Ibovespa, também afetado pelo mergulho do índice Merval na Argentina e pelos dados da produção industrial nacional. A equipe de análise técnica do Itaú BBA observou que o Ibovespa não superou a forte resistência em 101.500 pontos. “Se conseguir superar, sairá da tendência de baixa e o movimento de alta ganhará novo impulso”, afirmou em nota a clientes.

REUTERS

Dólar encerra em leve queda contra o real com foco em cena externa

O dólar encerrou em leve queda frente ao real na terça-feira, em dia em geral positivo para as moedas emergentes, com investidores de olho nos desenvolvimentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China e nas atuações do Banco Central no câmbio

O dólar à vista teve queda de 0,09%, a 4,1798 reais na venda. O dólar futuro de maior liquidez mostrava desvalorização de 0,13%, a 4,1870. A moeda norte-americana também se desvalorizava cerca de 1,35% contra a lira turca e 0,9% contra o rand sul-africano. O noticiário sobre as negociações comerciais permaneceu em foco na sessão, com o Vice-Premiê da China, Liu He, dizendo que a China se opõe firmemente a uma guerra comercial, pois não é boa para ela, para os EUA e para o mundo, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua. O Presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, afirmou que as negociações com a China estão “indo muito bem”, mas alertou que será “mais duro” nas negociações com a China em um segundo mandato se as discussões comerciais se arrastarem. “A guerra comercial entre EUA e China é o que tem tirado o sono dos mercados de todo mundo. Enquanto não tivermos uma resolução sobre isso, teremos uma precificação diária baseada nas movimentações dessa disputa”, afirmou Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

REUTERS

Indústria brasileira surpreende e tem pior julho em 4 anos

A produção industrial brasileira contrariou expectativas e encolheu em julho, no terceiro mês seguido de queda e no pior desempenho para o mês em quatro anos, indicando um começo de trimestre ruim para o setor

Contra um ano antes, a produção recuou 2,5%. O dado de junho foi revisado para pior, passando a mostrar contração de 0,7% sobre maio, ante queda estimada anteriormente de 0,6%. Tanto na comparação mensal quanto na anual os números de julho vieram piores que o estimado por analistas consultados pela Reuters: alta de 0,3% sobre o mês anterior e queda de 1,3% na base anual. O recuo de 0,3% em julho é o pior para o mês desde 2015 (-1,8%), enquanto o de 2,5% é o mais forte também para o mês desde 2016 (-6,1%). “Do jeito que anda a indústria provavelmente vai fechar o ano em queda, dado o cenário doméstico acrescido da crise da Argentina e do cenário global”, disse o economista André Macedo, do IBGE, que divulgou os dados. No acumulado de 2019, a produção acumula baixa de 1,7%. Em 12 meses, a indústria recua 1,3%, indicando perda de ritmo, já que no período até junho a contração havia sido de 0,8%. Segundo o IBGE, a trajetória da indústria pela métrica de 12 meses tem sido “predominantemente descendente” desde julho de 2018, quando em 12 meses a produção acumulava alta de 3,2%. “A indústria hoje produz o equivalente a janeiro de 2009. São dez anos de distância. É um sinal importante”, afirmou Macedo. A pesquisa Focus do Banco Central divulgada na véspera mostrou que analistas preveem uma atividade praticamente estagnada na indústria em 2019, com crescimento de apenas 0,08%. Dentre as grandes categorias econômicas, bens intermediários (-0,5%) e bens de capital (-0,3%) caíram, enquanto os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (+1,4%) e de bens de consumo duráveis (+0,5%) subiram. Onze dos 26 ramos pesquisados mostraram quedas na produção, com outros produtos químicos (-2,6%), bebidas (-4,0%) e produtos alimentícios (-1,0%) exercendo as maiores influências negativas.

REUTERS

Estrangeiro retira da Bolsa em agosto maior volume mensal desde 1996

Os investidores estrangeiros realizaram a maior retirada mensal de recursos da bolsa de valores desde 1996. Em agosto, as saídas totalizaram R$ 10,79 bilhões, resultado de R$ 190,08 bilhões em compras de ações e de R$ 200,87 bilhões em vendas, segundo dados da B3 (a defasagem é sempre de dois dias)

Essa é a maior retirada líquida do mercado à vista em um único mês desde o começo da série histórica analisada, em janeiro de 1996. Até aqui, o maior volume de retirada do mercado à vista era o observado em maio de 2018, mês da greve dos caminhoneiros e da crise do diesel que derrubou o então Presidente da Petrobras, Pedro Parente, um mês depois. Na ocasião, o fluxo havia ficado negativo em R$ 8,43 bilhões. A cautela que persistiu ao longo do mês passado por causa do exterior se dissipou de forma localizada nos últimos pregões do mês. A perspectiva ainda não é favorável para o ingresso de capital externo no mercado de ações, pelo menos no curto prazo, dadas as incertezas vindas da guerra comercial travada entre Estados Unidos e China. Com o resultado de agosto, as saídas líquidas do investidor estrangeiro também se tornaram recorde no acumulado do ano. Nos primeiros oito meses, houve retirada líquida de R$ 21,23 bilhões. O volume supera, inclusive, o observado em igual período de 2008, ano da quebra do banco Lehman Brothers, quando foram sacados R$ 16,5 bilhões da bolsa pelos não residentes. Aquele ano marcou o auge da saída de recursos estrangeiros da bolsa, com R$ 24,6 bilhões de saque de janeiro a dezembro.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Burger King lançará hambúrguer vegetariano da Marfrig no Brasil em novembro

O Burger King lançará um hambúrguer à base de vegetais que simula carne chamado “Rebel Whopper” no Brasil em novembro, informou a empresa na terça-feira, em meio a uma corrida internacional para que as redes de fast food atendam ao público vegetariano e vegano

O Burger King venderá o hambúrguer vegetariano desenvolvido pela Marfrig por 29,90 reais no país, disseram representantes das duas empresas em uma coletiva de imprensa em São Paulo.

O novo hambúrguer, que tem uma receita exclusiva, será produzido pela Marfrig em parceria com norte-americana Archer Daniels Midland. Aos poucos, frigoríficos tradicionais do Brasil como Marfrig e JBS começam a se adaptar a esta nova realidade de mercado. O Burger King, de propriedade da brasileira 3G Capital por meio de sua participação majoritária na Restaurant Brands International, lançará o hambúrguer na cidade de São Paulo em 10 de setembro, expandindo-se para o restante do estado e o Rio de Janeiro em outubro. A rede constatou em uma pesquisa que 69% dos consumidores brasileiros provavelmente comprariam um hambúrguer à base de vegetais se oferecido no Burger King, o maior percentual do mundo aferido pela pesquisa. Na China, que ficou em segundo lugar neste quesito da sondagem, 41% das pessoas responderam o mesmo, disse o Presidente-Executivo da empresa no Brasil, Iuri Miranda.  Os executivos do Burger King e da Marfrig se recusaram a comentar os detalhes ou a duração do contrato, que prevê exclusividade para fornecimento do novo hambúrguer da Marfrig nos restaurantes da rede de fast food no Brasil. O Presidente-Executivo da Marfrig para a América do Sul, Miguel Gularte, disse que a empresa está desenvolvendo outros produtos à base de vegetais que podem ser vendidos em supermercados, mas eles não usarão as mesmas receitas que os hambúrgueres do Burger King.

REUTERS

INTERNACIONAL

Argentina ultrapassa o Brasil como maior exportador de carne bovina à China

Argentina registrou crescimento de 126% nos embarques ao país asiático no último semestre

As importações oficiais de carne bovina da China continuaram em ritmo forte de crescimento

No primeiro semestre de 2019, houve um aumento de 53% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 311 mil toneladas, de acordo com informações do Rabobank. A Argentina registrou o maior crescimento dos embarques no período semestral, de 126%, para 151 mil toneladas. Com isso, o país superou o Brasil, tradicionalmente o principal fornecedor ao gigante asiático, que exportou 149 mil toneladas de carne bovina no primeiro semestre. Ainda sobre os países da América do Sul, o Uruguai exportou 141 mil toneladas no período. A Austrália, ocupando a quarta posição, aumentou em 65% os seus embarques no primeiro semestre do ano. Outros países exportadores que tiveram crescimento nas vendas de carne bovina para a China foram: Canadá, Chile e Costa Rica. No entanto, lembra o banco, as importações do Canadá desaceleraram recentemente, devido à proibição de todos os produtos de carne canadenses, depois que a China encontrou supostamente ractopamina e indícios de falsificação em certificados sanitários veterinários.

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