CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1070 DE 03 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1070| 03 de setembro de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado calmo no início da semana

O mercado iniciou setembro firme. Apesar de poucas mudanças no preço do boi gordo na última segunda-feira (2/9), apenas duas praças, o cenário é de escalas mais enxutas e oferta mais restrita, o que não permite baixas

Em São Paulo, as programações de abate atendem, em média, seis dias. Porém, vale ressaltar que frigoríficos que estão com as escalas mais confortáveis estiveram fora das compras no dia 2/9, esperando uma maior definição do mercado. Em Mato Grosso Sul, tanto na região de Dourados, como em Três Lagoas, os compradores iniciaram a semana ofertando preços maiores para o boi gordo. A arroba ficou cotada em R$145,50 e R$143,00, respectivamente, à vista, livre de Funrural, alta de 0,3% na comparação com a última sexta-feira para ambas as praças. O mercado deve se manter firme, tendo em vista a baixa disponibilidade de animais e o consumo mais aquecido no início do mês.

SCOT CONSULTORIA

Queda no preço da carne bovina no varejo

Os preços da carne bovina no varejo cederam no varejo na última semana de agosto

Na média de todos os estados e cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a queda foi de 0,08%. Porém, o comportamento do mercado foi diferente nos estados. Em São Paulo e em Minas Gerais, os preços tiveram ligeiras altas, de 0,04% e 0,03%, respectivamente. Já no Paraná e Rio de Janeiro os preços cederam 0,1% e 0,3%, na mesma ordem. Mesmo com as quedas nos preços, o maior recuo do atacado fez com que a margem de comercialização neste elo da cadeia melhorasse durante a semana. Atualmente está em 63,1%. Para o curto prazo, valorizações não estão descartadas, com a maior capitalização da população no início do mês.

SCOT CONSULTORIA

Economia

Dólar encerra em alta de 1%

O dólar encerrou em forte alta contra o real na segunda-feira, em dia de menor volume de negociações por feriado nos Estados Unidos, com agentes do mercado monitorando os riscos externos em meio a cautela diante do início das novas tarifas comerciais entre EUA e China

O dólar à vista teve alta de 1,00%, a 4,1834 reais na venda. O dólar futuro de maior liquidez mostrava valorização de 1,06%, a 4,191. Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus, afirma que a sessão foi marcada pela cautela dos investidores diante de uma série de fatores externos —como a incerteza em torno das negociações comerciais entre EUA e China e os desenvolvimentos do Brexit. Na segunda, a China informou que entrou com um processo contra os EUA junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa de tarifas de importação, mas não divulgou detalhes sobre seu procedimento legal. Durante a sessão, também permaneceu no radar dos investidores a medida de controle de capital imposta pelo governo da Argentina no domingo, numa tentativa de conter a queda livre da moeda que aumenta o risco de default. No plano doméstico, os mercados avaliaram ainda a piora na avaliação do governo Bolsonaro, buscando indicações sobre como isso pode afetar a agenda de reformas. A reprovação ao Presidente Jair Bolsonaro subiu para 38% em agosto ante 33% em julho, enquanto a aprovação passou de 33% para 29%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na segunda-feira.

REUTERS

Saldo de reservas cai quase US$ 1,4 bilhão em dia de intervenção do BC

As reservas internacionais tiveram uma variação negativa de US$ 1,369 bilhão no dia em que foi efetivado o leilão surpresa de dólares pelo Banco Central

De acordo com dados disponibilizados pela autoridade monetária, as reservas passaram de US$ 388,126 bilhões para US$ 386,757 bilhões no último dia 29, data em que ocorreu, de fato, a venda da moeda pelo BC no dia 27. A variação do saldo diz respeito não somente ao que o BC gastou naquela intervenção, mas também aos US$ 550 milhões vendidos no leilão de dólares conjugado com swap reverso. Isso significa que o leilão “seco” do BC, no dia 27 com liquidação no dia 29, pode ter envolvido um valor ao redor de US$ 818 milhões.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa recua 0,5% em dia de baixa liquidez

O Ibovespa teve queda na segunda-feira, com o setor financeiro pesando negativamente, em dia sem a referência de Wall Street por feriado nos Estados Unidos. O principal índice da B3 .BVSP caiu 0,5%, a 100.625,74 pontos. O giro financeiro da sessão somou 10,7 bilhões de reais

O mercado acionário operou sem tendência clara durante a sessão, refletindo a ausência dos mercados acionários norte-americanos, fechados pelo feriado do Dia do Trabalho nos EUA. No front internacional, a China abriu processo contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa de tarifas de importação impostas pelo governo norte-americano. Os EUA começaram no domingo a impor tarifas de 15% sobre vários produtos chineses, enquanto a China começou a cobrar novas alíquotas sobre o petróleo dos EUA. No Brasil, a balança comercial registrou superávit de 3,284 bilhões de dólares em agosto, informou o Ministério da Economia, em um mês em que as importações caíram mais que as exportações.

REUTERS

Balança comercial brasileira tem forte queda nas importações e superávit de US$ 3,284 bilhões

A balança comercial brasileira registrou superávit de 3,284 bilhões de dólares em agosto informou o Ministério da Economia na segunda-feira, num mês em que as importações caíram mais que as exportações

Em agosto, as exportações tiveram um recuo de 8,5% sobre igual mês do ano passado, pela média diária, a 18,853 bilhões de dólares. Já as importações tiveram uma retração maior, de 13,3% na mesma base de comparação, a 15,569 bilhões de dólares. Em relação às exportações, ele atribuiu a performance no vermelho à redução nos embarques de soja, commodity que apresenta preços menores este ano, além de volume exportado menor, diante de menor demanda mundial pelo grão em função de problema sanitário no rebanho suíno chinês. O subsecretário também lembrou que as vendas de automóveis caíram, afetadas pela crise na Argentina. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a balança comercial ficou positiva em 31,759 bilhões de dólares, retração de 12,9% sobre igual período do ano passado, também pelo critério da média diária. De janeiro a agosto, as exportações exibiram um recuo de 5,2%, ao passo que as importações caíram 2,8%. Os números contrastam com expectativas traçadas pelo governo no início do ano, quando previa menor superávit comercial por conta de um crescimento maior das importações que das exportações, com a esperada recuperação econômica puxando o apetite por importados.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva diz que exportações “protegem” operações na Argentina

A brasileira Minerva, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, com forte presença na Argentina, informou ao mercado que grande parte de sua operação no país vizinho decorre de exportação, o que lhe confere proteção cambial em meio as atuais turbulências

O comunicado buscou tranquilizar os investidores diante da decisão do Banco Central da Argentina de controlar o mercado de câmbio do país. “Desde o início do ano, temos adotado a política de manter a exposição líquida de ativos e passivos cambiais sempre ativa na ponta em dólares na Argentina”, afirmou a companhia. A empresa também ressaltou que “grande parte da operação da Minerva no país é advinda da atividade de exportação, o que protege a rentabilidade da nossa operação em um cenário de depreciação cambial”.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Início de mês traz firmeza ao mercado atacadista de frango

Os preços do frango vivo já completam mais de 50 dias de estabilidade, com a ave cotada, em média, em R$3,30 por quilo. A baixa liquidez do mercado tem feito as indústrias trabalharem com estoques controlados

No atacado, com a expectativa de melhora nas vendas, os preços tiveram alta nos últimos dias. A cotação da carcaça passou de R$3,95 por quilo para os atuais R$4,03 por quilo. Com a proximidade do recebimento dos salários pela população é esperado incremento na demanda, o que pode manter o mercado firme.

SCOT CONSULTORIA

398 novos casos de PSA reportados na última quinzena do mês

A maior parte dos surtos foram reportados na Europa

De acordo com o relatório de acompanhamento da Peste Suína Africana, divulgado pela Organização Internacional para Saúde Animal (OIE), no período de 17 a 19 de agosto 298 novos casos da doença foram reportados. Com esse número sobe para 8075 casos em andamento. Somente a Europa reportou 219 casos no período, sendo a maioria em suínos. Apenas Bélgica, Hungria e Letônia relataram casos apenas em javalis. De acordo com o relatório 52886 animais foram abatidos neste período. A Europa notificou 32.918 perdas (17.612 na Rússia). Na Ásia, foram notificadas 19.935 perdas (19.811 deles notificados no Laos). Na África, foram registradas 33 perdas. No total 18 países notificaram novos casos no período, 11 na Europa (Bélgica, Bulgária, Hungria, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia, Eslováquia e Ucrânia); 6 na Ásia (China, Coréia, Laos, Mianmar, Rússia e Vietnã) e dois na África (Zimbábue e África do Sul). A presença da PSA é notificada à OIE por seus membros através dos relatórios semestrais ou através de notificações imediata. Entre 2018 e o primeiro semestre de 2019, a doença foi relatada através de relatórios semestrais em três países na Europa (Estônia, Itália e Lituânia) e 23 países da África.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

FAO eleva para 5,701 milhões o número de animais eliminados pela peste suína

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou que 5.701.364 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). O número representa um incremento de 519.820 animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 22 de agosto

Os dados da organização foram atualizados até a quinta-feira, 29. Segundo a FAO, o balanço da entidade compila informações extraídas dos órgãos federais dos países. A revisão para cima no número de animais eliminados em virtude da infecção com o vírus deve-se principalmente ao maior número de casos identificados no Vietnã, que passou de 4 milhões para 4,5 milhões de animais. É a pior condição quanto ao volume de animais levados ao abate sanitário. No país, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local, a epidemia atingiu 62 províncias, desde o relato da doença em 19 de fevereiro. A FAO informou também que 73 novos focos da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) foram identificados no continente asiático. Dos novos casos detectados, 72 foram reportados no Laos e um na China. Com a atualização, a FAO estima 326 focos da doença espalhados pela Ásia, ante 253 do levantamento anterior da organização. No levantamento divulgado nesta sexta-feira, a FAO incluiu a identificação de 72 focos da doença nas províncias de Sekong, Borikhamx, Luangprabang, Khammuane, Oudomxay, Luangnamtha, Attapeu e Xaysomboun no Laos, o que levou à eliminação de 19,7 mil animais. No país, desde a detecção da epidemia em 20 de junho, 94 focos foram relatados em 14 províncias e 25 mil animais foram descartados. A situação mais crítica, em termos de extensão, permanece sendo a da China, com 155 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Desde a identificação do surto, em agosto do ano passado, 1,17 milhão de suínos foram eliminados, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país.

Estadão

INTERNACIONAL

China investiga relatos de vacinas ilegais contra peste suína

A China está investigando relatos de que os agricultores estão usando vacinas experimentais ilegalmente contra a peste suína africana, numa tentativa de prevenir a doença mortal do porco, disse o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais na segunda-feira

Os rumores de mercado de que vacinas-pilotos, bem como produtos caseiros ou contrabandeados, estão sendo usados contra a peste suína estão recebendo muita atenção dos produtores de suínos, informou o ministério em comunicado online. Ele ordenou que os governos locais intensifiquem a fiscalização e reprimam as vacinas ilegais, acrescentou. Isso ocorre enquanto a China continua a combater a propagação da peste suína africana, que já devastou seu rebanho de suínos, e elevou os preços da carne suína. O Instituto de Pesquisa Veterinária Harbin da China disse em maio que havia encontrado duas prováveis vacinas e que estava planejando iniciar testes piloto. Mas o ministério informou que seu produto mais avançado ainda estava apenas em testes e que ainda não havia aprovado ensaios clínicos. Qualquer produto que alegasse ser uma vacina viável era, portanto, ilegal, acrescentou. Ele alertou que o uso de vacinas vivas não aprovadas pode causar “riscos imprevisíveis de biossegurança”, incluindo a disseminação da doença ou a introdução de uma nova cepa do exterior. O ministério pediu ainda que os agricultores continuem concentrados nas medidas de prevenção e não confiem em vacina, particularmente a ilegal.

REUTERS

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