CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1069 DE 02 DE SETEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1069| 02 de setembro de 2019

NOTÍCIAS

Boi: Valorização para carne com osso

Mercado do boi gordo encerrou a semana com preços firmes e em alta. No fechamento de sexta, das 32 praças pecuárias analisadas, a arroba subiu em três e caiu em uma

Com a oferta de boiadas restritas, até mesmo a típica paradeira observada às sextas-feiras não aconteceu. Mas, de qualquer forma os negócios ocorreram em maior intensidade de terça a quinta-feira desta semana e, apesar de estarem ativos nas compras hoje, o ímpeto de compras dos frigoríficos é mais baixo. As indústrias paulistas já conseguiram programar suas escalas de abate até o início da segunda semana de setembro, mas vale destacar que algumas delas buscam lotes menores para preencher algumas lacunas. No encerramento desta semana, o mercado da carne com osso também reagiu e o boi casado de animais castrados está cotado em R$10,20/kg. Alta de 1,5% na comparação semanal. Para a próxima semana a expectativa é de manutenção dos preços firmes para o mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Rabobank prevê recorde nas exportações brasileiras de carne bovina em 2019

Nos primeiros sete meses do ano, embarques cresceram 20%

O Brasil parece caminhar para um recorde em volumes de carne bovina embarcada em 2019, com o Rabobank estimando um crescimento de 3,9% nas vendas este ano em comparação com os resultados de 2018. As exportações nos primeiros sete meses do ano aumentaram 20% em relação ao mesmo período de 2018. Tal resultado foi impulsionado pela maior demanda da China, Egito (o terceiro maior importador brasileiro) e pelo retorno da Rússia no final do ano passado, de acordo com análise do banco. As exportações no acumulado dos sete primeiros meses do ano totalizaram 981.000 toneladas, com China e Hong Kong representando 38,5% do total. Esses volumes poderiam ter sido maiores, mas um caso atípico de EEB (doença da vaca louca) que ocorreu no final de maio paralisou parcialmente os embarques em junho. O consumo interno continua melhorando este ano, refletindo uma recuperação gradual da situação econômica do Brasil. Do lado da oferta, o início do ano foi marcado por altos níveis de abate de fêmeas, principalmente novilhas, tendência que segue os volumes do ano anterior, que foi o mais alto dos últimos dez anos. “Esperamos que a produção aumente cerca de 2% em 2019”, estima o banco. Os preços do gado vivo em julho foram 8% superiores ao mesmo mês do ano passado. A forte demanda internacional, a recuperação da demanda doméstica e as taxas de câmbio favoráveis devem apoiar a tendência de alta dos preços domésticos e o aumento da produção, avalia o Rabobank. O banco mantém uma perspectiva positiva para o mercado brasileiro de carne bovina, mas, pondera, “é importante reconhecer alguns fatores que ainda podem impactar o mercado, como a guerra comercial EUA-China, o progresso da safra de milho dos EUA e as decisões em torno das novas certificações para os frigoríficos exportadores do País”.

PORTAL DBO

Cotações dos animais de reposição subiram, em média, 1,1% em agosto

Na maioria das praças pesquisadas, o mercado de reposição trabalhou em um compasso mais lento no final de agosto

A calmaria atingiu, principalmente, Tocantins, Goiás e Pará, estados onde os preços subiram bem nas últimas semanas do mês, afastando os recriadores e invernistas das negociações. Diante desse cenário, as referências ficaram praticamente estáveis na comparação semanal. Na média de todos os estados e categorias aneloradas pesquisadas o ajuste foi de 0,2%. Entretanto, na comparação mensal, houve valorizações mais intensas, consolidando a retomada do viés altista do mercado de reposição. Desde o final de julho, na média de todos os estados e categorias aneloradas pesquisadas, as cotações subiram 1,1%. As cotações firmes e em alta para a arroba do boi gordo ao longo do mês estimularam o giro da fazenda e aqueceram a demanda pela reposição do rebanho. Desta forma, diante do cenário de pouca oferta, os preços dos animais de reposição ganharam força em agosto.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar acumula maior alta mensal em quase 4 anos

O dólar encerrou em queda frente ao real na sexta, em dia marcado por viés positivo nos mercados externos, em meio a otimismo em relação às negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O dólar à vista BRBY teve queda de 0,71%, a 4,1421 reais na venda, em sessão em geral positiva para moedas emergentes

A moeda norte-americana, no entanto, acumulou alta de 0,43% na semana, e uma valorização de 8,50% no mês de agosto, maior nível de encerramento mensal desde setembro de 2015. O dólar futuro de maior liquidez DOLV19 tinha queda de 0,65%, para 4,147 reais. O mês de agosto foi marcado por grande volatilidade nos mercados domésticos de câmbio, tendo de pano de fundo as disputas comercias entre EUA e China, as incertezas político-econômicas na Argentina, além das novas atuações do Banco Central no mercado com leilões de swap reverso e venda de dólar à vista. No mês, o real também foi a moeda que mais apresentou desvalorização frente ao dólar, ficando atrás apenas do peso argentino. O Morgan Stanley elevou na sexta-feira as projeções para o dólar ante o real para os próximos trimestres e agora vê a moeda norte-americana em 4,15 reais ao fim de setembro. Em setembro, o BC dá sequência aos leilões em realização neste mês de agosto, quando a autoridade monetária retomou a venda direta de dólares no mercado à vista pela primeira vez em dez anos. O BC fará as operações simultâneas de ofertas de dólar spot, swap reverso e swap tradicional entre 2 e 27 de setembro.

REUTERS

Ibovespa sobe 0,69%; mesmo com recuperação semanal fecha agosto no vermelho

A bolsa paulista emendou a quarta sessão no azul nesta sexta-feira, em meio a melhores expectativas para as negociações comerciais entre EUA e China e novos indicadores positivos da economia brasileira

O Ibovespa subiu 0,61%, a 101.134,61 pontos. O giro financeiro da sessão somou 21,8 bilhões de reais. Na semana o índice avançou 3,55%. Mas isso não foi suficiente para manter o fôlego. Após quatro meses no azul, refletindo o otimismo com o avanço da reforma da Previdência no país e de um ambiente externo com grande liquidez, o mercado passou por uma correção, refletindo a crise argentina, o impasse EUA-China, que estressaram o câmbio, e até a repercussão global negativa aos incêndios na Amazônia. Mesmo com uma sequência positiva na reta final do mês, o Ibovespa fechou agosto com baixa de 0,67%. No dia, a notícia de que equipes de negociadores comerciais de China e Estados Unidos estão tendo comunicação eficaz, deu novo fôlego aos mercados. Em Wall Street, o S&P 500 fechou praticamente estável. No Brasil, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a consolidação do cenário benigno para a inflação deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo monetário. No plano econômico, o IBGE anunciou que a taxa de desemprego no Brasil caiu ao piso do ano no trimestre encerrado em julho, a 11,8%, em nível abaixo do esperado pelo mercado, que na véspera já havia tido uma surpresa igualmente positiva com o PIB do país no segundo trimestre.  “O final do mês foi mais positivo para as bolsas, com a retórica menos beligerante de autoridades americanas e chinesas”, afirmou a Coinvalores, ressalvando que tarifas de parte a parte estão marcadas para entrar em vigor no domingo. A JBS ON cresceu 0,65%, diante de expectativas positivas para a demanda externa devido à peste suína africana. A BRF ON caiu 1,88%, após comunicado da véspera de que Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) reduziu fatia na empresa para 9,98%. A BRF afirmou na sexta de que avalia emissão de bônus no exterior.

REUTERS

Governo prevê investimentos públicos de apenas R$19 bi em 2020, menor valor da série histórica

O governo previu que os investimentos públicos em 2020 serão de apenas 19,360 bilhões de reais, ante patamar já baixo de 27,380 bilhões de reais originalmente estabelecido para este ano, num retrato da dramática situação das contas públicas, que seguem pressionadas pelo crescimento dos gastos obrigatórios

Segundo o Secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, este é o menor valor para investimentos da série histórica, “nos últimos 10 anos pelo menos”, advindo de “esmagamento” no orçamento provocado pelas despesas obrigatórias, especialmente as ligadas à previdência e à folha de pagamento do funcionalismo. Os números constam em projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, divulgado na sexta-feira pelo Ministério da Economia. O texto estabelece que as despesas discricionárias, que são passíveis de corte e que contemplam custos administrativos da máquina pública, serão de 89,310 bilhões de reais, o equivalente a apenas 6% do total das despesas. Na prática, o governo já iniciará o próximo ano com os ministérios da Esplanada em situação de estrangulamento fiscal. Em coletiva de imprensa, Rodrigues ressaltou que a cifra representa uma diminuição de cerca de 13 bilhões de reais sobre este ano. Por isso, o governo está trabalhando com medidas que possam recuperar esse espaço fiscal, acrescentou. No PLOA, o governo também indicou insuficiência de 367,031 bilhões de reais para o cumprimento da regra de ouro, que proíbe a emissão de dívida para cobertura de despesas correntes, como salários e aposentadorias.  Entre as despesas condicionadas, cuja realização demandará sinal verde dos parlamentares, as de maior peso definidas pelo governo no PLOA 2020 são 156,597 bilhões de reais em benefícios previdenciários e 104,690 bilhões de reais em despesas com pessoal e encargos pessoais. Também integram esse grupo 17,544 bilhões de reais em despesas discricionárias, 9 bilhões de reais com Bolsa Família e 6,703 bilhões de reais com subsídios e subvenções. Em relação ao expediente adotado para o PLOA deste ano, o governo agora distribuiu as despesas condicionadas entre mais rubricas, o que deve aumentar a pressão para o Congresso aprovar o projeto de lei que abre caminho para sua realização.

REUTERS

Desemprego cai a 11,8%, mas trabalho sem carteira bate recorde

A taxa de desemprego no Brasil caiu ao menor patamar do ano no trimestre encerrado em julho, mas o percentual de trabalhadores por conta própria e o número de empregados sem carteira assinada bateram recordes, numa evidência do caráter ainda frágil da recuperação do mercado de trabalho

O percentual de pessoas desalentadas (que desistiram de buscar emprego) em relação à população na força de trabalho ou desalentada foi de 4,4%, repetindo o recorde da série. “O desemprego está caindo, mas as pessoas estão conseguindo uma subocupação, trabalhando menos horas do que poderiam”, disse o Coordenador da Pnad Contínua, Cimar Azeredo. “O que acontece é uma transferência de pessoas desempregadas para empregos de menor qualidade”, acrescentou. A taxa de desocupação cedeu a 11,8% nos três meses até julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira, na quarta queda consecutiva e para o menor patamar desde dezembro de 2018.  A taxa recuou 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2019 (12,5%) e caiu 0,5 ponto percentual na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (12,3%). No trimestre encerrado em dezembro de 2018, o desemprego foi de 11,6%. Para trimestres encerrados em julho, a taxa de desocupação é a mais baixa desde 2016. Azeredo disse que continua havendo redução de desemprego, mas via informalidade. A população desocupada somou 12,6 milhões de pessoas, queda de 4,6% frente ao trimestre comparável e ficou estatisticamente estável em relação a igual período de 2018. Por outro lado, o número de empregados sem carteira assinada somou 11,7 milhões de pessoas e atingiu novo recorde, em alta de 3,9% frente ao trimestre encerrado em abril e 5,6% contra o mesmo período do ano passado. Além da quantidade de trabalhadores empregados sem carteira assinada, também alcançou um novo recorde o número dos que trabalham por conta própria, num total de 24,2 milhões: alta de 1,4% sobre o último trimestre e de 5,2% na comparação anual. “A não realização de uma expectativa (de melhora) no mercado tem a ver com o cenário econômico do país”, disse o Coordenador da Pnad Contínua.

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EMPRESAS

BRF avalia emissão de bônus no exterior entre alternativas de captação de recursos

A BRF afirmou na sexta-feira que avalia constantemente alternativas de captação de recursos para fortalecer sua estrutura de capital e financeira, que incluem emissão de bônus no exterior

Tais operações, de acordo com a empresa, “podem eventualmente envolver a captação de recursos por meio de operação de mercados de capitais, inclusive, mas não limitado, a emissão de bônus no mercado internacional”. “A decisão de realizar esse tipo de operação leva em consideração diversos fatores, dentre os quais o cenário econômico brasileiro e internacional e as oportunidades no mercado de capitais no Brasil e no exterior, sendo, ainda, sujeita à obtenção das aprovações societárias aplicáveis.” O comunicado da companhia foi feito em resposta a uma reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo na quinta-feira, segundo a qual a BRF já havia escolhido os bancos para assessorar a companhia em uma captação externa.

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Minerva tem cinco frigoríficos habilitados a exportar para Indonésia

A Minerva, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, informou que, das dez unidades autorizadas pela Indonésia a exportar carne bovina a seu mercado, cinco são de propriedade da empresa

As plantas estão localizadas em José Bonifácio (SP), Rolim de Moura (RO), Araguaína (TO), Mirassol d’Oeste (MT) e Palmeiras de Goiás (GO). As habilitações do país asiático foram anunciadas na quarta-feira pela Ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em comunicado, a Minerva destacou que, com cerca de 260 milhões de habitantes, a Indonésia se destaca como um dos maiores mercados consumidores de carne Halal no mundo. Em 2018, o país foi responsável pela importação de aproximadamente 150 mil de toneladas de carne bovina, e 40% desse volume foi vendido pela Austrália.

VALOR ECONÔMICO

Tyson Foods compra fatia de 40% no grupo Vibra e avança em aves no Brasil

A Tyson Foods informou nesta sexta-feira que fechou acordo para comprar 40% do Grupo Vibra, produtor e exportador brasileiro de carne de aves, como parte da estratégia de crescimento global da gigante norte-americana do setor de proteína animal

O Grupo Vibra, com sede em Montenegro (RS) e operações no Paraná e Minas Gerais, além de uma unidade de negócios em Dubai, atende clientes no Brasil e em mais de 50 países. “Uma vez concluído, o acordo dará à Tyson Foods mais flexibilidade no atendimento aos clientes nos principais mercados globais”, disse a companhia, em nota. A negociação com o Grupo Vibra, foi realizada após a Tyson ter fechado a compra de ativos no exterior das brasileiras Marfrig e BRF, no ano passado. O negócio com a Vibra garante à Tyson atuação no Brasil, maior exportador de carne de frango do mundo. “O grande ponto é que a Tyson não tem como estar fora. O Brasil é muito competitivo”, disse uma fonte do setor, que pediu para não ser identificada. Os termos do contrato com a Vibra não foram divulgados, e a transação ainda está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores brasileiros. “Esse investimento nos permitirá acessar o suprimento de aves no Brasil para atender as crescentes necessidades dos clientes brasileiros e dos mercados de demanda prioritária na Ásia, Europa e Oriente Médio”, disse o Presidente da Tyson, Donnie King. Segundo ele, o movimento faz parte da estratégia de desenvolver uma “cadeia de suprimentos mais flexível e mitigar a volatilidade do nosso modelo anterior, que se baseava principalmente nas exportações dos EUA”. Desde o ano passado, a Tyson Foods expande sua presença global com a aquisição de ativos da Keystone Foods junto à brasileira Marfrig, que incluiu operações na China, Coreia do Sul, Malásia, Tailândia e Austrália, além de negócios de aves da brasileira BRF na Tailândia e na Europa. Com 18 unidades de produção, mais de 4.000 funcionários, a Vibra possui uma rede de cerca de 700 produtores integrados, segundo a Tyson.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno Vivo: São Paulo tem alta de 0,23% na sexta-feira (30)

São Paulo foi o único estado que teve alteração na cotação do suíno vivo na sexta-feira (30). A alta foi de 0,23% e o preço estabelecido ficou em R$ 4,36/kg

O estado de Minas Gerais terminou o dia por R$ 4,49/kg, sem variações. Paraná também manteve a estabilidade e a cotação ficou por R$ 4,20/kg. Rio Grande do Sul e Santa Catarina não registraram variações, finalizando o dia por R$ 3,98/kg e R$ 4,04/kg.

Cepea

Frango Vivo: SC e PR registram queda na sexta-feira (30)

A cotação do frango no atacado teve uma alta de 1,27% e estabeleceu o valor em R$ 4,00/kg na sexta-feira (30)

Os dados da Scot Consultoria indicam ainda que o frango na granja não sofreu alterações e finalizou o dia por R$ 3,30/kg. Santa Catarina e Paraná registraram queda nesta sexta. Santa Catarina registrou uma queda de 7,11% e finalizou o dia por R$ 2,35/kg, enquanto o Paraná terminou o dia por R$ 3,04/kg registrando uma queda 4,70%. Segundo os dados do Epagri não foram registraram alterações para São Paulo e o preço foi estabelecido em R$ 3,30/kg. O Cepea não registrou variações no frango congelado e o dia finalizou em R$ 4,45/kg. O frango resfriado também não sofreu variações e a cotação ficou estabelecida em R$ 4,59/kg.

Cepea/ Scot Consultoria

Peste suína africana eleva preço de carne suína a novo recorde, diz Rabobank

Os preços globais de carne suína atingiram um recorde no início de agosto, refletindo os impactos relacionados à peste suína africana, e podem subir ainda mais, disse o Rabobank em recente relatório

Eles avaliam que demorará ao menos cinco anos para restabelecer o rebanho suíno e recuperar a produção nos países mais afetados pela peste suína africana, notadamente a China. Os chineses elevaram a importação de carne suína em 12% no primeiro semestre de 2019, sendo que o Brasil foi o quarto maior fornecedor do produto para o país asiático, atrás de Espanha, Alemanha e Canadá. O Rabobank vê potencial para que as exportações de carne suína brasileira para a China continuem aumentando. O produto europeu é menos competitivo e a cautela dos produtores da Europa em elevar a produção diante dos casos de peste suína identificados no continente deverá limitar sua capacidade de exportação para a China no futuro. As disputas comerciais entre Estados Unidos e China também tendem a limitar as exportações norte-americanas para o país asiático. No Canadá, questões políticas restringem os embarques para a China, segundo o Rabobank. A produção de suínos da China deve cair em até 50% neste ano, enquanto a produção de carne suína deve ter uma redução de cerca de 25%, segundo o Rabobank. Uma queda adicional entre 10% e 15% na produção de carne suína é esperada para 2020 na China. O Vietnã, outro país afetado pela doença, deverá ter uma queda de 15% a 20% na produção de carne suína em 2019, e uma queda adicional de 5% em 2020. A redução na produção tem levado o país asiático a aumentar a importação do produto, mas preços crescentes deverão levar a uma retração de 12% no consumo per capita de carne suína no Vietnã neste ano. O Rabobank espera aumentos nos preços e produção das proteínas animais no mundo para substituir a carne suína, com destaque para a carne de frango. A expectativa é que a produção global de carne de frango cresça 10% em 2019.

CARNETEC

Carne suína: exportação tem desempenho mais fraco em agosto

O mercado brasileiro de carne suína chega ao fim de agosto com um desempenho mais fraco na exportação e, também, com um fluxo de negócios menos efetivo entre o atacado e o varejo. De acordo com o analista da Safras & Mercado Allan Maia, os agentes atuaram de maneira cautelosa, avaliando o comportamento tímido da demanda interna.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques da proteína in natura do Brasil renderam US$ 77,3 milhões em agosto (17 dias úteis), com média diária de US$ 4,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 34,8 mil toneladas, com média diária de 2.000 toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.222,30. Em relação a julho, houve baixa de 23,7% na receita média diária, perda de 21,3% no volume diário e recuo de 3,1% no preço. Na comparação com agosto de 2018, houve aumento de 7,0% no valor médio diário exportado, recuo de 13,1% na quantidade média diária e ganho de 23,1% no preço. A análise de preços apontou que a arroba suína em São Paulo foi cotada a R$ 83, recuo frente aos R$ 90 do início de agosto. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 3,70. No interior gaúcho, a cotação baixou de R$ 4,30 para R$ 4,10. Em Santa Catarina o preço do quilo na integração continuou em R$ 3,80. No interior catarinense, a cotação retrocedeu de R$ 4,20 para R$ 4,15. No Paraná o quilo vivo baixou de R$ 4,60 para R$ 3,95 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo continuou em R$ 3,60. No Mato Grosso do Sul a cotação na integração continuou em R$ 3,72, enquanto em Campo Grande o preço permaneceu em R$ 3,80. Em Goiânia, o preço recuou de R$ 4,70 para R$ 4,30. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno baixou de R$ 4,70 para R$ 4,50. No mercado independente mineiro, o preço também caiu de R$ 4,70 para R$ 4,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis baixou de R$ 3,90 para R$ 3,75. Já na integração do estado a cotação seguiu em R$ 3,70.

AGENCIA SAFRAS

Preço do suíno caiu 13,1% em agosto nas granjas paulistas

As vendas patinando no mercado doméstico, junto ao menor ritmo de compra dos frigoríficos, fizeram com que as cotações dos suínos caíssem em agosto

Nas granjas de São Paulo, o preço médio animal terminado teve recuo de 13,1% frente ao mês anterior e no atacado a queda em igual comparação foi de 13,8%. Vale destacar, porém, que apesar do movimento de baixa no decorrer de julho e agosto, a média do mês ainda supera o registrado no mesmo período do ano passado, tanto para o cevado como para a carcaça vendida no mercado atacadista. Para o curto prazo, enquanto não houver uma reação nas vendas na ponta final da cadeia, o mercado deve seguir fraco, com as indústrias fazendo suas aquisições de forma compassada, a fim de não acumularem estoques.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Nordea Asset Management suspende compras de títulos do governo brasileiro devido a fogo na Amazônia

A divisão de gestão de ativos do Nordea, um dos maiores bancos nórdicos, disse que está suspendendo as compras de títulos do governo brasileiro, o mais recente investidor nórdico a agir em resposta aos incêndios florestais na Amazônia

A Nordea Asset Management disse que sua exposição atual a títulos soberanos brasileiros era de aproximadamente 100 milhões de euros (111 milhões de dólares).  “Estamos adotando uma quarentena temporária para títulos do governo brasileiro denominados em dólar e real, o que significa que não há compras adicionais e apenas ações potenciais de venda”, disse à Reuters Thede Ruest, Chefe de dívida dos mercados emergentes da Nordea. “Se avaliarmos desenvolvimentos positivos, podemos suspender a quarentena antes de uma data definida – igualmente se a situação piorar, talvez tenhamos que excluir os títulos do governo brasileiro do nosso universo”, acrescentou. A Nordea Asset Management, com sede em Helsinque, tinha 205 bilhões de euros em ativos totais sob gestão no final de 2018. Outros investidores nórdicos que tomaram medidas como resultado dos incêndios na Amazônia incluem o KLP, um fundo de pensão norueguês com mais de 80 bilhões de dólares em ativos sob gestão. A KLP disse que estava entrando em contato com empresas norte-americanas nas quais tinha investimentos que fizeram negócios significativos com produtores agrícolas no Brasil para solicitar “ações concretas”. Segundo a KLP, entrou em contato com as empresas americanas Bunge, Cargill e Archer Daniels Midland, nas quais a KLP investiu 453 milhões de coroas (51 milhões de dólares) em ações e títulos. “Também analisaremos as empresas norueguesas que importam produtos de soja do Brasil para avaliar isso e pedimos que façam o possível para proteger as florestas tropicais”, afirmou Jeanett Bergan, Chefe de investimentos responsáveis da KLP, em comunicado. A Noruega trabalhou em estreita colaboração com o Brasil para proteger a Floresta Amazônica por mais de uma década e aportou 1,2 bilhão de dólares no Fundo Amazônia, do qual é de longe o maior doador.

REUTERS

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