CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1062 DE 22 DE AGOSTO DE 2019

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Ano 5 | nº 1062| 22 de agosto de 2019

NOTÍCIAS

Mercado reagiu em São Paulo

Em São Paulo, mesmo com o consumo calmo, o encurtamento das escalas exigiu pagamentos maiores dos frigoríficos

As programações de abate das indústrias paulistas atendem, em média, quatro dias. Com menos oferta de boiadas, a referência da arroba subiu no fechamento de quarta-feira (21/8) e o boi gordo ficou cotado em R$154,50/@, à vista, livre de Funrural.

SCOT CONSULTORIA

Milho: piora no poder de compra do pecuarista em agosto

Preços do milho subiram no mercado interno em agosto acompanhando a valorização do dólar

Os preços do milho subiram no mercado interno em agosto acompanhando a valorização do dólar e a expectativa de uma boa movimentação para exportação, que na realidade já vem acontecendo desde meados de maio. Com a alta no preço do insumo e o preço da arroba do boi gordo em patamar ligeiramente mais baixo que a média de julho último, a relação de troca piorou para o pecuarista em agosto. Na praça de São Paulo, atualmente é possível comprar aproximadamente 4,08 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. O poder de compra em relação ao alimento concentrado diminuiu cerca de 1,5% na comparação mensal.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Privatizações animam mercado e Ibovespa vai aos 101 mil pontos

A “agenda positiva” do governo, focado em privatizar grandes companhias públicas, deu fôlego para o mercado de ações se recuperar hoje. A trégua no exterior, com o movimento positivo das bolsas americanas, ajudou a embalar o Ibovespa no dia, mas a disparada do índice até os 101 mil pontos só foi possível com novas informações do governo sobre a continuidade do processo de diminuição do tamanho do Estado

O Ibovespa subiu 2% no dia, aos 101.202 pontos, perto da máxima intradiária de 101.240 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 14,2 bilhões, acima da média diária dos pregões do ano, em R$ 12 bilhões. O mercado já acordou com a notícia de que o Ministro da Economia, Paulo Guedes, vai privatizar 17 estatais, entre elas a Eletrobras. Ao longo da tarde, a equipe econômica mostrou que tem o interesse de privatizar a Petrobras até o fim do governo Jair Bolsonaro. Nesse contexto, as duas companhias subiram forte no dia. A Eletrobras atingiu o maior preço da história na bolsa, de R$ 45 tanto no caso da ON (alta de 12,39%) quanto para a PNB (ganho de 11,80%). Já a Petrobras ON terminou com ganho de 5,32%, enquanto a PN avançou 5,95%. No caso da estatal de eletricidade, documento entregue por Guedes aos líderes partidários da Câmara dos Deputados mostra o modelo pretendido pelo governo na privatização – um aumento de capital onde a União é diluída. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o governo vai enviar projeto de lei (PL) sobre o tema em até duas semanas. Já em relação à Petrobras, os papéis da estatal vinham subindo perto de 2% desde o começo do dia, com o mercado mais animado em linhas gerais, mas dispararam com a notícia sobre o interesse de colocar a empresa na fila das privatizações. “O Brasil não cresceu nada do seu potencial e frustrou bastante um mercado mais otimista no começo do ano, mas, diferentemente dos outros países, estamos saindo desse ambiente”, afirma Rafael Vasconcellos, gestor do fundo macro da Truxt Investimentos.

VALOR ECONÔMICO

Dólar cai ante real em dia de atuação do BC

O dólar fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo na quarta-feira, o que não acontecia há um mês depois de o Banco Central ter feito venda direta de moeda no mercado à vista pela primeira vez em dez anos.

O dólar negociado no mercado spot caiu 0,50%, a 4,0314 reais na venda. Na véspera, a cotação havia recuado 0,40%. Desde os dias 17 e 18 de julho o dólar não engatava duas baixas consecutivas. Na B3, o dólar futuro cedia 0,53%, a 4,0350 reais. A aguardada ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve teve efeito limitado nos mercados. Do lado doméstico, o grande evento ficou a cargo do Banco Central, com o início dos leilões simultâneos de dólar à vista e de contratos de swap cambial reverso. Foram vendidos 200 milhões de dólares em moeda física, 4 mil contratos de swap cambial reverso, além de 7 mil contratos de swap tradicional. A oferta inicial de dólares das reservas era de 550 milhões de dólares. As taxas de cupom cambial subiram, num sinal de dúvida sobre aumento de liquidez. “Acho que o BC foi exigente demais”, disse um gestor, em referência à apuração das propostas para o leilão de dólar à vista. Para ele, sucessivas colocações parciais nesses leilões poderão pressionar mais as taxas de juros em dólar e a própria cotação da moeda.  “O BC deveria (também) anunciar a rolagem integral das linhas de dólar e, dependendo dos preços, não rolar tudo”, afirmou. “Ainda é cedo para ter uma avaliação mais clara. Se nos próximos dois os três leilões continuar havendo colocação parcial (dos dólares à vista) então talvez essa demanda por moeda à vista de fato não seja tão grande e não seja o principal fator de pressão no cupom”, afirmou Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos.

REUTERS

EMPRESAS

DSM cria aditivo capaz de reduzir emissão de gases na pecuária

Sob olhar desconfiado dos europeus, a pecuária terá de encontrar alternativas para reduzir as emissões de metano, um dos gases de maior impacto sobre o aquecimento global. Nos fóruns internacionais, o tema é incontornável. Se a indústria da carne não encontrar uma saída, dificilmente escapará da incidência de impostos mais altos, como foi recentemente proposto por parlamentares da Alemanha

Nesse cenário, a multinacional holandesa Royal DSM desenvolveu uma tecnologia promissora para combater a emissão de gases do efeito estufa pela pecuária. A nova tecnologia, citada como uma das dez com maior potencial de ajudar o planeta em relatório recente da organização americana World Resources Institute, pode ser bastante positiva para o Brasil – grande exportador de carne bovina -, mas não apenas. Mesmo a Europa, forte na produção de leite, terá que reduzir as emissões de gases de sua pecuária. Até agora, as principais medidas de combate às emissões de gases pela pecuária estão ligadas ao aumento da produtividade, uma vez que, quando engorda mais rápido, o gado emite gases por um período de vida mais curto. A nova tecnologia, porém, promete reduzir efetivamente a emissão. Segundo pesquisadores da empresa, a mistura de uma quantidade pequena do aditivo 3-NOP – abreviação do composto orgânico 3-Nitrooxypropanol – na ração reduzirá as emissões das vacas leiteiras em ao menos 25%. O benefício é maior na pecuária de corte, com uma redução de 30%. Atualmente, a pecuária é responsável por 10% das emissões globais de gases do efeito estufa. Batizado de Clean Cow, o projeto de desenvolvimento do produto levou dez anos. Em julho, a DSM pediu o registro do produto aos reguladores da União Europeia. A expectativa da DSM é que as autoridades aprovem o aditivo até o início de 2021, disse ao Valor Mark van Nieuwland, Diretor do programa Clean Cow. Assim que o produto tiver o aval europeu, a DSM deve submetê-lo para registro no Brasil. No país, a DSM é dona da Tortuga, líder em ração para bovino. A companhia tem 30% do fornecimento de ração para gado criado em confinamento.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Custos de produção de frangos e suínos caem em julho

A queda nos gastos com alimentação animal levou à redução dos custos de produção de suínos e frangos de corte medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa em julho, na comparação com o mês anterior

O índice que mede o custo de produção de frango de corte no Paraná caiu 1,41% em julho, ante junho, e o ICPSuíno, que mede o custo de produção de suínos em Santa Catarina, caiu 0,10% na mesma base de comparação, segundo a Cias. O gasto com a alimentação dos frangos de corte caiu 2,14% no período, e dos suínos, caiu 0,11%. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o ICP Frango teve queda de 0,93%, sendo que o custo de produção do quilo do frango de corte vivo em aviário tipo climatizado em pressão positiva no Paraná estava em R$ 2,79 em julho. O ICP Suíno acumula alta de 1,03% no ano, com o custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina a R$ 3,87 em julho.

CARNETEC

Peste suína na China faz setor de carnes do Brasil viver bonança após tempestade

Após um período de “tempestade”, marcado por custos em alta, investigações de questões sanitárias e embargos internacionais, a indústria de carnes do Brasil vive um tempo de “bonança perfeita”, afirmaram na quarta-feira dirigentes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O principal fator para esse momento, que deve consolidar ainda mais a liderança do Brasil na exportação global de carne de frango, é a maior demanda da China e de outros países atingidos pela peste suína africana. A doença que tem reduzido rebanhos em várias regiões, especialmente no gigante asiático, o maior consumidor de cortes de porco, tem elevado preços, alterado fluxos comerciais globais e impulsionado a demanda por outras carnes, além da suína. “Deu a tempestade perfeita, e agora veio a bonança perfeita: produção baixa (no Brasil), mercado interno estável, tem mercados exportadores puxando as mercadorias, ambiente de custos estável (de matérias-primas), é agora o momento de consolidar a recuperação do setor”, disse o Diretor-Executivo da ABPA, Ricardo Santin, aos apresentar projeções para o ano a jornalistas. A ABPA, que representa os produtores de carnes de frango e suína, disse que pode terminar o ano com projeções ainda maiores de exportações do que a expectativa atual, com possibilidade de marcar novos recordes. As exportações de carne de frango do Brasil deverão atingir 4,3 milhões de toneladas em 2019, estimou na quarta-feira a ABPA, projetando conservadoramente aumento de cerca de 200 mil toneladas ante 2018. Já os embarques de carne suína do Brasil poderão crescer para 720 mil toneladas, versus 646 mil toneladas em 2018. “O principal ‘driver’ de todos os eventos é a peste suína, está causando uma disrupção na oferta global”, ressaltou o Diretor-Executivo da ABPA. O dirigente ressaltou que a ABPA tem memorandos de entendimento e está estreitando relacionamento comercial com a China, para eventualmente viabilizar mais habilitações de frigoríficos brasileiros pelos chineses. De outro lado, a produção de carne de frango do Brasil deve crescer apenas 1%, para 13 milhões de toneladas em 2019, enquanto a de suínos deve aumentar até 2,5%, para 4,1 milhões de toneladas.

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INTERNACIONAL

Rússia registra novos casos de peste suína africana no extremo leste do país

A Rússia detectou novos casos de peste suína africana na região de Amur, perto de sua fronteira com a China, disseram autoridades locais na quarta-feira

Os porcos infectados com a doença foram encontrados em duas fazendas privadas na vila de Volkovo, perto de Blagoveshchensk, disse o governo local em seu site na internet. O vírus da peste suína africana é altamente contagioso entre porcos, embora não cause danos a seres humanos. Mais cedo neste mês, um surto de peste suína africana foi detectado em uma pequena fazenda na região russa de Primorsk, perto da fronteira com a China, que já reportou mais de 140 casos da doença incurável desde um primeiro caso no país em agosto do ano passado.

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Ucrânia vai sacrificar 100 mil porcos após surto de peste suína africana

Cerca de 100 mil porcos foram marcados para sacrifício na Ucrânia após um surto de peste suína africana ter sido detectado em uma das maiores fazendas de suínos do país, disse um representante da agência ucraniana de segurança alimentar na quarta-feira

Os animais infectados foram encontrados na empresa agrícola Halychyna Zahid, na região ao oeste da Ucrânia de Lviv, em 17 de agosto. A página da companhia no Facebook confirmou o surto, mas ela não respondeu pedidos de comentário. O caso, que afetou 1,6% do rebanho suíno da Ucrânia, pode se tornar o pior já registrado no país, que por anos vinha tentando vencer a doença, que é fatal para porcos, mas não afeta seres humanos. O pior registro até o momento havia levado à morte de 60 mil porcos em 2015, na região de Kiev. A Ucrânia detectou 351 casos de peste suína africana desde 2017, e 72.226 porcos foram sacrificados. A população suína da Ucrânia totalizava 6,4 milhões de cabeças em 1° de agosto.

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China vai acelerar pagamento de subsídios por suínos abatidos devido a peste africana

O governo chinês disse na quarta-feira que vai acelerar a distribuição de subsídios pagos por abates de suínos causados pela peste suína africana, como parte de um plano para estabilizar a produção e o fornecimento de suínos do país

As regras da China estipulam que os agricultores devem receber 1.200 iuanes (170 dólares) por cada porco abatido para impedir a propagação da doença mortal, que tem devastado a indústria suína do país. No entanto, alguns agricultores disseram que não estão recebendo os subsídios, enquanto outros afirmam que não estão autorizados a relatar a doença. O rebanho chinês encolheu quase um terço, empurrando os preços de suínos vivos para níveis recordes. Os preços de carne suína no varejo também estão subindo, aumentando as preocupações do governo chinês em um momento em que a economia está desacelerando. O governo também disse que vai tomar medidas para apoiar importantes áreas de criação de porcos e fazendas para ajudar na recuperação da produção, de acordo com reportagem da TV estatal. Isso incluiria a abolição imediata das regras locais que impedem a criação de porcos que não estejam em conformidade com a lei, bem como a inclusão de leitões e carne de porco refrigerada em uma lista de produtos frescos que estão isentos de taxas de pedágio.

REUTERS

Menos suínos, mais gado importado até agora em 2019: relatório do USDA

Os Estados Unidos importaram 4,2% menos suínos no primeiro semestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018, mas 17,2% a mais de bovinos, de acordo com o último Levantamento de Pecuária e Avicultura do Serviço de Pesquisa Econômica (ERS) do USDA

Cerca de 85% das importações de suínos – a maioria do Canadá – no primeiro semestre de 2018 e 2019 foram animais jovens alimentados com pesos de abate e processados pelas empresas norte-americanas. As importações de animais para terminação foram 4,9% menores nos primeiros seis meses deste ano, provavelmente devido à maior demanda por frigoríficos de suínos no Canadá, informou a ERS. Enquanto a previsão total de produção para 2020 foi aumentada no primeiro semestre, a ERS agora estima para o comércio de carne bovina e bovinos para o segundo semestre de 2019 e todos de 2020 permaneceram inalterados. Enquanto isso, as importações de gado do primeiro semestre consistiam em cerca de 63% provenientes do México e 37% do Canadá, observou a ERS. A ERS acrescentou que a previsão de produção comercial de carne suína no terceiro trimestre é de quase 6,8 bilhões de toneladas, mais de 7% acima do registrado há um ano. As exportações de carne suína do terceiro trimestre devem aumentar em mais de 19% em relação aos níveis de 2018, segundo a agência. A ERS também aumentou as expectativas para a produção de frangos para o resto de 2019 e 2020, com base nos ganhos no peso médio das aves, embora o preço de referência tenha sido revisado para baixo, com menos embarques esperados dos principais fornecedores.

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