CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1061 DE 21 DE AGOSTO DE 2019

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Ano 5 | nº 1061| 21 de agosto de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo morno

O mercado se manteve praticamente estável na terça-feira (19/8). Alterações no preço do boi gordo ocorreram somente em duas praças

No sul de Goiás e Tocantins foram as regiões onde a baixa disponibilidade de animais trouxe valorizações para o preço do boi gordo. Em São Paulo, os compradores estão sentido certa dificuldade em compor as programações de abates, que encurtaram para, em média, cinco dias.

SCOT CONSULTORIA

Frigoríficos seguram compra para não perder lucro

Não houve negócios em volume com o boi gordo na última segunda (19). Dia de contenção tradicional, mas ampliado pela pouca urgência dos frigoríficos na compra e condições dos detentores de animais acabados

De hoje em diante poder-se-á sentir a disposição do mercado, que deverá ficar entre estabilizado e/ou com linha de leve alta a depender das praças. O que pode estar dando certo fôlego aos compradores, que seguram mais os preços em época que deveriam estar maiores, é alta da carne no atacado. A carcaça casada em São Paulo terminou a semana passada em R$ 10,36/kg, voltando aos preços registrados 35 dias, na contabilidade da Agrifatto. Portanto, as indústrias, sem resposta firme do varejo, não sairão comprando para não puxar preço e corroer seus ganhos. Na outra ponta, os vendedores ainda relutam e manobram as vendas. No mercado paulista, o indicador mínimo registrado nesta segunda esteve em R$ 156,00, segundo a consultoria, como na sexta. A Soct Consultoria também repetiu os números: R$ 153,50 e R$ 155,50 (no ato e no prazo). Na média, os negócios com boi comum transitam em R$ 158,00.

Money Times

Bahia: Piora na relação de troca

Após algumas semanas de movimentação elevada, o mercado está mais calmo na Bahia e poucos negócios foram efetivados no mercado de reposição nos últimos dias

A pouca oferta de animais de reposição seguida do aumento nos preços, têm feito com que alguns pecuaristas diminuíssem a procura ou recorressem a outros estados para atender a demanda. Com as cotações mais elevadas, na média de todas as categorias, a relação de troca piorou 5,6% desde o começo deste ano. Para as próximas semanas, na região Sul do estado, como os pastos ainda estão em boas condições, em função do prolongamento das chuvas, é possível que vendedores sigam resistentes nos preços.

SCOT CONSULTORIA

Audiência Pública debate fim da vacinação contra aftosa no Paraná

Evento está marcado para 28 de agosto, no Plenário da Assembleia Legislativa, em Curitiba. A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) irá promover, no dia 28 de agosto, uma Audiência Pública para esclarecer pontos sobre o fim da vacinação contra a febre aftosa no Estado. Em 16% dos pontos analisados por auditoria do MAPA o índice ficou abaixo da meta

O evento é considerado o último ato do Fórum Regional Paraná Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, promovido pelo governo paranaense ao longo dos meses de maio e junho. No total, mais de 4,5 mil pessoas, entre produtores, lideranças do setor, técnicos, estudantes e representantes do poder público, participaram dos encontros, promovidos em seis municípios do Estado: Paranavaí, Cornélio Procópio, Guarapuava, Pato Branco, Cascavel e Curitiba. O processo de consolidação do sistema sanitário do Paraná se construiu ao longo de décadas, e entre os fatores decisivos para a estruturação deste modelo, está o estímulo à formação de Conselhos de Sanidade Animal (CSAs), a criação do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec). No ano passado, auditores do Mapa atestaram que o sistema de sanidade do Paraná é o mais eficiente do Brasil. Conforme o Mapa, o Paraná superou a pontuação exigida em 48% dos quesitos e, em 35% dos itens, atingiu o patamar necessário, mas em 16% dos pontos analisados o índice ficou abaixo da meta – o que fez com que o Estado desenvolvesse um plano de ação, que está em fase de finalização.

AGROLINK

Exportações de carnes perderam força

A receita cambial das carnes na terceira semana de agosto (11 a 17, cinco dias úteis) refluiu. Pela média diária, os US$51,212 milhões registrados no período representaram redução de 16% sobre a semana anterior e de quase 30% sobre a semana inicial do mês. Na carne bovina, as 125,3 mil toneladas de carne bovina previstas significarão queda de quase 3% sobre as 129,1 mil/t de julho último e de mais de 13% sobre as 144,6 mil/t de agosto/18

Em decorrência desse fraco desempenho, a média diária alcançada nos 12 primeiros dias úteis de agosto (de um total de 22 dias úteis), de US$58,777 milhões, apresenta queda de 5,3% sobre o mês anterior e de 6,4% sobre agosto de 2018. Projetada para a totalidade do mês, a redução na receita se estende também aos volumes embarcados. Assim, a carne suína, se atingidas as 46,3 mil toneladas ora sinalizadas, ficará 22% e 14% abaixo do exportado há um mês e há um ano (59,8 mil/t em julho passado; 54,2 mil/t em agosto/18). Por seu turno, as 125,3 mil toneladas de carne bovina ora previstas significarão queda de quase 3% sobre as 129,1 mil/t de julho último e de mais de 13% sobre as 144,6 mil/t de agosto/18. Por fim, o volume ora sinalizado para a carne de frango – 309,4 mil/t – corresponde a recuos de 13% sobre o mês anterior (357,2 mil/t em julho passado) e de mais de 16% sobre agosto/18 (368,5 mil/t).

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

Ibovespa toca mínima de dois meses

O principal índice da B3 fechou a terça-feira perto da estabilidade, após cair mais de 1% e tocar mínima de dois meses, em meio aos temores sobre o ritmo da economia. O Ibovespa caiu 0,25%, a 99.222,25 pontos.

Na mínima, chegou a 98.002,03 pontos, piso intradia desde 18 de junho. O giro financeiro da sessão somou 15,5 bilhões de reais. Mercados internacionais seguiram atentos à possibilidade de uma recessão global, também de olho nos desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China. Para analistas da Levante Investimentos, o ambiente global tenso faz investidores internacionais enxergarem mais riscos em mercados emergentes, motivando uma fuga de recursos do país. Números sobre as negociações dos estrangeiros na bolsa paulista mostram saldo negativo de 20 bilhões de reais em 2019 no mercado secundário, maior saída líquida em 23 anos. Apenas em agosto, a saída supera a entrada em 9,6 bilhões. Segundo a Coinvalores, o mercado segue monitorando a atuação dos bancos centrais para conter os riscos relacionados à desaceleração econômica.  “Investidores esperam sinais mais claros sobre a atuação dos BCs nos próximos meses”, afirmou em nota a clientes.

REUTERS

Dólar tem “respiro” nesta 3ª, mas sobe mais de 6% em agosto com incertezas

O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, num ajuste técnico conforme a moeda norte-americana caiu frente a outras divisas na esteira da baixa nos rendimentos dos Treasuries, movimento que reduz a atratividade do dólar como investimento

A cotação negociada no mercado à vista caiu 0,40%, a 4,0516 reais na venda. Na véspera, a divisa havia encerrado com forte alta de 1,60%, a 4,0677 reais na venda, maior nível de fechamento desde 20 de maio. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez cedia 0,58%, a 4,0555 reais nesta terça-feira. Um índice que mede o valor do dólar frente a uma cesta de moedas recuava 0,19%. O dólar caía ante 24 dentre 33 pares, com moedas emergentes como peso colombiano, rand sul-africano e peso chileno liderando os ganhos, numa correção parcial depois de firme desvalorização na véspera. A volatilidade moderou, mas segue bem acima de mínimas recentes, num sinal de que o mercado continua a esperar intenso vaivém no câmbio. Em agosto, o dólar acumula alta de 6,14%, a caminho da maior valorização mensal desde agosto do ano passado (+8,46%). O aumento dos temores de desaceleração forte em importantes economias, chances de os Estados Unidos cortarem os juros em ritmo mais lento e a crise na Argentina compõem o quadro desfavorável ao real neste mês. Nesta semana, as atenções do mercado estão voltadas para a agenda do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), com a divulgação na quarta-feira da ata de sua última reunião de política monetária, enquanto no fim da semana começa o simpósio anual de Jackson Hole, onde várias autoridades se reunirão para discutir as questões atuais da economia mundial.

REUTERS

PIB agropecuário do Brasil crescerá 0,5% em 2019, prevê Ipea

O Produto Interno Bruto do setor agropecuário do Brasil deverá crescer 0,5% em 2019 e 2% em 2020, previu nesta terça-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apontou o resultado das lavouras de soja como um limitador para o avanço do PIB do setor, após quebra de safra

A avaliação do Ipea é de que o PIB agropecuário tenha caído 1,3% no segundo trimestre, também por influência da menor safra de café, além da soja —esta última é o principal produto do agronegócio brasileiro. O PIB agrícola, que considera apenas o resultado das lavouras, sem a pecuária, deve crescer apenas 0,2% em 2019, enquanto aumentará 2,8% em 2020, previu o Ipea. Já o PIB da pecuária deverá ter aumento de 2,3% em 2019 e 2,2% em 2020, com impulso do setor de bovinos, citou o instituto.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Seara lança linha completa de carne de frango orgânica

A Seara Alimentos, braço da JBS que atua nos segmentos de aves, suínos e alimentos processados, informou que está lançando uma linha completa de carne de frango orgânica

Segundo a empresa, “os frangos são criados soltos no campo, sem hormônios ou promotores de crescimento – conforme estabelece a legislação brasileira, além de receberem uma alimentação apenas de origem vegetal, orgânica e livre de transgênicos”. “A Seara, que é especialista em frangos, tem investido incansavelmente em soluções atreladas à inovação e à tecnologia, para entregar aos consumidores produtos alinhados às principais tendências mundiais. Diante disso, essa linha reflete a nossa qualidade e credibilidade em frangos, sendo essencial para um mercado em franco crescimento. Oferecemos um portfólio ainda mais atrativo para os nossos consumidores que estão em busca de produtos diferenciados e um estilo de vida mais saudável”, diz José Cirilo, Diretor Executivo de Marketing da Seara Alimentos, em nota.

VALOR ECONÔMICO

Embarques fracos de carne de frango na 3ª semana de agosto

Segundo os dados da SECEX/ME os embarques da semana mal superaram a média diária de 10 mil toneladas, o que fez com que o volume total, no período, não fosse muito além das 50 mil toneladas.

Em julho passado, na mesma terceira semana, foram embarcadas quase 110 mil toneladas. E em idêntica semana de agosto do ano passado o total exportado superou as 160 mil toneladas. O volume alcançado na semana que passou corresponde a apenas 45% do volume registrado um mês atrás e a menos de um terço do que foi embarcado há um ano. Os resultados dos 12 primeiros dias úteis do mês (de um total de 22 dias úteis) considera que os embarques da 1ª e 2ª semanas foram mais elevados, mas, mesmo assim, a média diária do período – 14.064 toneladas – corresponde ao segundo pior desempenho do ano e dos últimos 14 meses. Se estes volumes persistirem o volume total do mês para a carne de frango in natura ficará próximo das 310 mil toneladas, resultado que irá configurar redução de 13% e 16% sobre o total registrado em julho passado e em agosto de 2018 (respectivamente, 357,2 mil/t e 368,5 mil/t). O preço médio do produto (US$1.650,45/t), aponta queda de 2,11% sobre o valor obtido em julho último (US$1,685,99/t). Em relação ao ano passado, o preço atual segue com evolução positiva. Em comparação a agosto de 2018 (US$1.536,04/t) há incremento de quase 7,5%.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Argentina pode fechar o ano exportando 700 mil toneladas de carne

O Presidente do Frigorífico Gorina da Argentina, Carlos Riusech, garantiu que a China “é um aspirador de proteínas” e “o Mercosul está aproveitando”, portanto, assim como o Uruguai, será o principal comprador de carne bovina da Argentina

O empresário acredita que “a China continuará tendo o comportamento de uma demanda estimulada”, que se reflete nos valores a que os produtos estão pagando hoje e sem esquecer que a situação da peste suína não está totalmente controlada. “No segundo semestre, vejo muito estável”, disse ele. Riusech estima que o país feche o ano exportando cerca de 700 mil toneladas de carne bovina e com um consumo interno de 115 quilos de proteína per capita. Ao mesmo tempo, ele entende que a Argentina irá mais uma vez cumprir o volume disponível da cota Hilton e continuará ganhando espaço na cota 481, que está prestes a mudar. Ele também disse que eles estão apostando em ganhar espaço nos Estados Unidos com cortes especiais. O Presidente do Frigorífico Gorina disse que Alberto Fernández, o candidato melhor posicionado nas eleições primárias, mencionou que o acordo de livre comércio com a União Europeia é “muito bom”, mas revisará alguns aspectos que considera. De qualquer forma, Riusech disse que o acordo pode ser exequível por cada país na medida em que os parlamentos o aprovarem e possam começar a funcionar literalmente, portanto, garante que Fernandez “não vai querer perder posição”.

El País Digital

Austrália quer padrões harmonizados de bem-estar animal

O Conselho da Indústria da Carne Australiana (AMIC, na sigla em inglês) pediu aos governos estaduais e federais que trabalhem juntos para criar padrões nacionais de bem-estar animal em toda a cadeia de fornecimento

Comentando o Projeto de Lei de Emenda Agrícola (Lei de Proteção Agrícola) de 2019, que está atualmente perante a Câmara Alta, o CEO da AMIC, Patrick Hutchinson, disse que “a legislação é outro passo na direção certa, mas uma abordagem nacionalizada do bem-estar animal ainda é necessária”. “Este projeto é o mais recente de um conjunto de mudanças legislativas destinadas a proteger o agronegócio legalmente operacional das ações ilegais de ativistas”, disse ele. Espera-se que a nova Lei de Proteção Agrícola apresente para as pessoas que usam um serviço de transporte a possibilidade de transgressão, roubo ou danos ilegais em terras agrícolas. Em junho deste ano, um açougue de Brisbane foi alvo de ativistas anti-carne. Esta última atualização legislativa vem após as novas leis de transgressão em New South Wales. “O fato é que o ativismo parece estar em ascensão e precisamos administrar essa questão de múltiplos ângulos, mas de uma maneira que seja coordenada e focalizada no quadro geral. Uma norma nacional harmonizada para o bem-estar animal seria um bom lugar para começar”.

GlobalMeatNews

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