CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1059 DE 19 DE AGOSTO DE 2019

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Ano 5 | nº 1059| 19 de agosto de 2019

NOTÍCIAS

Entrada da segunda quinzena esfria mercado do boi gordo

Os compradores em São Paulo “tiraram o pé” das compras. A estratégia das indústrias na última sexta-feira (16/8) foi ou testar o mercado ou sair dos negócios

Este comportamento é esperado para o dia da semana, contudo, foi ainda mais presente em função do início da segunda quinzena do mês, caracterizada pelo menor consumo de carne bovina. As indústrias aproveitaram para avaliar os estoques e definir qual será a quantidade de boiadas necessárias para cobrir as escalas dos próximos dias. Mas vale destacar que esta atitude não é geral. Há indústrias negociando, fazendo ofertas de compra, principalmente as com escalas curtas ou aquelas que atendem à demanda chinesa. Para o início da semana que vem, a perspectiva é de mercado estável, apoiado na oferta regulada de boiadas.

SCOT CONSULTORIA

Relação de troca: Poder de compra piora 5,5% para o recriador na Bahia

Após algumas semanas de movimentação elevada, o mercado está mais calmo na Bahia e poucos negócios foram efetivados no mercado de reposição nos últimos dias

A pouca oferta de animais de reposição seguida do aumento nos preços, têm feito com que alguns pecuaristas diminuíssem a procura ou recorressem a outros estados para atender a demanda. Tomando o início do ano como referência, a cotação do bezerro de desmama de 6@ aumentou 16,0%, já o bezerro de ano está custando 15,2% mais, em igual comparação. Com as cotações mais elevadas, na média de todas as categorias, a relação de troca piorou 5,6% desde o começo deste ano. Em janeiro, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,93 bezerro de ano, atualmente compra-se 1,83. Piora de 5,5% no poder de compra do recriador.

Para as próximas semanas, na região Sul do estado, como os pastos ainda estão em boas condições, em função do prolongamento das chuvas, é possível que vendedores sigam resistentes nos preços. Mas na região Oeste não chove há alguns meses, e com menor capacidade de suporte, criadores podem ceder mais nas negociações.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar avança ante real com cautela ligada à disputa comercial entre EUA e China

O dólar encerrou com alta na sexta-feira, fechando acima da marca de 4,00 reais após operar em território negativo mais cedo, com investidores adotando cautela antes do fim de semana ainda em função do exterior, onde prevalecem incertezas ligadas à disputa comercial entre Estados Unidos e China

O dólar fechou em 4,0037 na venda, com alta de 0,34%.  Na máxima, a cotação foi a 4,0070 reais. Na semana, a divisa avançou 1,57% ante o real, registrando a quinta semana consecutiva de alta. Na B3, o dólar futuro tinha elevação de 0,28%, para 4,008 reais neste pregão. Entretanto, ao longo do pregão agentes financeiros reavaliaram posições e, com a ausência de fatos novos que justificassem o otimismo, optaram por proteção antes do final de semana. Também houve algum ajuste técnico após a queda acentuada na véspera, quando a divisa recuou 1,24% ante o real. O real acompanhou o movimento de outras moedas emergentes neste pregão, como o peso mexicano, que também caía cerca de 0,3% frente ao dólar. Contra uma cesta de moedas, o dólar fechou praticamente estável, depois que preocupações ligadas às tensões comerciais e a um corte de juros do Federal Reserve pesaram sobre o sentimento do consumidor e após uma notícia de um possível estímulo econômico na Alemanha impulsionar o euro.

REUTERS

Ibovespa fecha no azul, mas segue abaixo de 100 mil pontos

A bolsa paulista fechou a sexta-feira no azul, com os mercados globais minimizando o temor de desaceleração global da economia, mas o Ibovespa seguiu abaixo de 100 mil pontos. O Ibovespa subiu 0,76%, a 99.805,78 pontos. Mas o índice teve queda de 4,03% na semana. O volume financeiro somou 18,46 bilhões de reais.

No exterior, uma trégua no rali recente no mercado de títulos da dívida norte-americana e expectativa de estímulos econômicos na China traziam alívio às bolsas, com o S&P 500 fechando em alta de 1,44%. Investidores também se animaram com a notícia de que o governo alemão está preparado para assumir novas dívidas para enfrentar uma possível recessão, além das declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra comercial com a China será relativamente curta. De acordo com o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group, investidores seguem nervosos após a inversão da curva de juros 2-10 anos, um alerta de recessão difícil de ignorar, mas o alívio nos Treasuries está ajudando. A BRF ganhou 1,07%, tendo de pano de fundo a possibilidade de a empresa captar recursos via dívida em vez de uma oferta subsequente de ações, conforme publicou o jornal O Estado de S. Paulo. A MARFRIG caiu 0,39%, após relatório do JPMorgan cortando recomendação do papel para neutra, citando valorização recente e desafios para atingir meta de fluxo de caixa livre.

REUTERS

Atividade do terceiro trimestre começa modesta, avaliam economistas

Indicadores coincidentes e antecedentes de julho sinalizam que a atividade brasileira iniciou o terceiro trimestre em ritmo modesto. Apesar de as principais métricas para antecipar o desempenho da indústria terem apresentado alta, economistas não descartam queda de produção, porque a confiança do empresário está em níveis baixos, e os estoques estão altos

O Itaú Unibanco espera que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 0,5% no segundo trimestre, mas a trajetória ruim da indústria em maio e junho devem gerar, nas contas da equipe do banco, um carrego estatístico de -0,3% para o terceiro trimestre. O “cheiro inicial” é de “um PIB um pouco negativo” no terceiro trimestre, segundo Luka Barbosa, economista do Itaú. “Você vem com um carrego negativo, vê os dados para julho e agosto e fica com a visão de que o PIB vai cair no terceiro trimestre, ainda que seja preliminar”, diz. A projeção inicial do Itaú para a indústria é de um recuo de 0,5% em julho, ante o mês anterior, e de mais 0,5% em agosto. Barbosa cita, por exemplo, dados da balança comercial, como a importação de bens intermediários. Em julho, as compras subiram 1,4%, na comparação mensal com ajuste sazonal, mas caíram 1% na primeira semana de agosto. Além disso, o índice agregado de confiança do empresário, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), segue em nível baixo (93,9 pontos), apesar da alta de 0,9 ponto em julho. De acordo com o Itaú, o indicador tem alta correlação com a criação de empregos formais medida pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “A confiança do empresário sair de 80 para 90 pontos não quer dizer que a atividade econômica vai crescer, apenas que vai contrair a taxas menores”, diz Barbosa. Ele afirma que o nível de confiança do empresário está baixo e é consistente com um crescimento anualizado do PIB de 0,7%. O Safra projeta alta de 0,8% para o PIB neste ano e de 2% em 2020. O cenário de fraqueza no Brasil está ligado à desaceleração global. O que ocorre na Argentina reforça, mas não é o mais importante. O cenário externo adverso já está na conta do banco para o PIB de 2020 — uma alta de 1,7%, abaixo da mediana de 2,1% do último Boletim Focus.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BRF deixa de ser acionista da Minerva

A BRF deixou de ser acionista da Minerva Foods, terceira maior indústria de carne bovina do Brasil. A empresa zerou a posição acionária na semana passada. Ao longo do terceiro trimestre, a BRF vendeu mais de 8 milhões de ações da Minerva, pouco mais de 2% do capital

Com essas vendas, angariou cerca de R$ 70 milhões. A dona das marcas Sadia e Perdigão chegou a ter mais 10% do capital da Minerva e, até o ano passado, mantinha um acordo de acionistas com a VDQ, holding por meio da qual a família Vilela de Queiroz controladora da Minerva. A parceria entre BRF e Minerva teve início em 2014, quando a primeira vendeu dois abatedouros de bovinos em Mato Grosso à segunda. Em troca, recebeu 29 milhões de ações da Minerva. Quando a BRF se tornou acionista da Minerva, os papéis valiam mais de R$ 12. Na prática, a BRF saiu da Minerva com uma perda contábil, tendo em vista que os papéis foram vendidos por menos de R$ 9,00.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig espera resultados ainda melhores no 2º semestre

A Marfrig reafirmou suas metas para o ano na quinta-feira (15), após a divulgação de resultados do segundo trimestre, com expectativa de que o cenário na segunda metade do ano possa ser ainda mais favorável para os negócios da companhia. “Confiamos que o segundo semestre do ano será muito melhor”, disse o Presidente da companhia, Eduardo Miron, em teleconferência de resultados com analistas

A Marfrig teve um lucro líquido de R$ 86,5 milhões no segundo trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 582 milhões no mesmo período do ano passado. Um dólar valorizado em relação ao real tende a continuar favorecendo os resultados da Marfrig, já que cerca de 70% do faturamento da companhia vem das operações nos Estados Unidos. A Marfrig também espera uma melhor geração de fluxo de caixa no segundo semestre, já que todo o investimento de capital de giro programado ocorreu na primeira metade do ano. O cenário para a carne bovina nos Estados Unidos no segundo semestre também tende a ser mais positivo, favorecido por um ciclo favorável da pecuária e bom momento da economia norte-americana. As operações da Marfrig na América do Sul devem continuar a se beneficiar da forte demanda vinda da Ásia. O crescimento do consumo de carne bovina na China, que já ocorria nos últimos anos, se intensificou após a identificação de casos de peste suína africana no país. Miron espera que a China habilite novas plantas brasileiras de carne bovina para exportar ao país asiático ainda neste ano. A Marfrig divulgou mais cedo neste ano que espera fechar 2019 com uma receita líquida entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões, margem EBITDA ajustada de 8,7% a 9,5%, e fluxo de caixa livre entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Grãos e carnes movem avanço da Frísia

A expansão da área de grãos em Tocantins, a perspectiva de uma produção farta de trigo, as oportunidades de exportação de carne suína e o investimento em uma nova torre de secagem de leite tendem a impulsionar a receita da Frísia Cooperativa Agroindustrial, com sede em Carambeí (PR), a um patamar recorde neste ano

Graças à combinação desses fatores, o grupo projeta que sua receita ficará próxima de R$ 3 bilhões em 2019, ante os US$ 2,6 bilhões do ano passado, quando as sobras (lucros) distribuídas aos cooperados somaram R$ 40,7 milhões, com aumento de 61%. Segundo Emerson Moura, Superintendente da Frísia, entre as frentes de atuação da cooperativa a de grãos e insumos – que representa 60% da receita – deverá trazer os melhores resultados. “Apesar das incertezas no mercado internacional, será um ano ótimo para grãos. Além disso, o setor de carnes vem reagindo de forma expressiva”, afirmou ele. Nesse cenário, a cooperativa projeta que a área dos cooperados destinada ao plantio de soja e milho crescerá pelo menos 4% nesta safra 2019/20, para 167 mil de hectares. O avanço deve ocorrer especialmente em Tocantins, onde a Frísia passou a atuar em 2016. No Estado, os cooperados cultivam 23 mil hectares. Naquele ano, Moura afirmou que pretendia chegar a 50 mil hectares cultivados no “Matopiba” – confluência entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – em dez anos. “Há mais de 500 mil hectares na região que podem ser direcionados para grãos em dois a três anos”, afirmou, referindo-se a áreas de pastagens degradadas que podem ser convertidas em lavouras. Segundo ele, ainda que a China venha a reduzir as importações de soja com a queda de seu plantel de porcos em razão da peste suína africana, esse movimento ainda não teve reflexo nos negócios. E como a China ainda está em guerra com os EUA, as compras do grão do Brasil poderão ser menos prejudicadas. No segmento de carne suína, a Frísia vem colhendo, indiretamente, os frutos do aumento das exportações para a China em razão da peste suína naquele país. “Não temos plantas habilitadas a exportar aos chineses, mas como outras empresas ampliaram os embarques para o país asiático, estamos com mais espaço em outros mercados”, afirmou. A cooperativa exporta carne suína para mais de 50 países – por meio da Alegra, mantida em sociedade com as cooperativas Castrolanda e Capal. No ano passado, os cooperados da Frísia forneceram 227 mil cabeças, ou 29% do total abatido pela Alegra.

VALOR ECONÔMICO

Peste suína: 5,179 milhões de animais foram eliminados, segundo a FAO

O número representa um incremento de 310.068 animais em relação ao levantamento anterior

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou que 5.179.223 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). O número representa um incremento de 310.068 animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 8 de agosto. Os dados da organização foram atualizados até quinta (15/8). Segundo a FAO, o balanço da entidade compila informações extraídas dos órgãos federais dos países. A revisão para cima no número de animais eliminados em virtude da infecção com o vírus deve-se principalmente à elevação no número de casos identificados no Vietnã, que passou de 3,7 milhões para 4 milhões de animais. É a pior condição quanto ao volume de animais levados ao abate sanitário. No país, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local, a epidemia atingiu 62 províncias, desde o relato da doença em 19 de fevereiro. A FAO informou também que sete novos focos da doença foram identificados no continente asiático. Dos novos casos detectados, cinco foram reportados na China e dois em Mianmar. Com a atualização, a FAO estima 245 focos da doença espalhados pela ÁSIA, ante 238 do levantamento anterior da organização. A situação mais crítica, em termos de extensão, permanece sendo a da China, com 154 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Desde a identificação do surto, em agosto do ano passado, 1,17 milhão de suínos foram eliminados, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. No levantamento atual, a FAO incluiu a descoberta de cinco novos casos na região autônoma de Guangxi Zhuang, que levou ao descarte de 52 animais. Nesse relatório, a FAO incluiu a identificação de dois focos da doença em Mianmar. O primeiro caso foi reportado pelo governo local em 14 de agosto. A epidemia atingiu aldeias da província de Shan State e levou ao abate sanitário de 68 animais. Nos demais países afetados pela doença no continente, Laos, Camboja, Mongólia e Coreia do Norte, os números ficaram inalterados em relação ao balanço anterior.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

China vai retomar tarifas mais altas para carne bovina australiana a partir de 17 de agosto

A alfândega da China informou na sexta-feira que as importações de oito categorias de carne bovina australiana haviam atingido o valor de salvaguarda e que retomaria a cobrança das tarifas da nação mais favorecida sobre as mercadorias a partir de 17 de agosto

Sob o acordo de livre comércio de 2015 entre a China e a Austrália, as importações de cortes de carne resfriada e congelada atualmente carregam uma tarifa de 6%, enquanto as carcaças têm tarifas entre 10% e 12,5%, abaixo das taxas do país mais favorecido. Mas as importações de carne bovina australiana aumentaram este ano e já atingiram as 172.411 toneladas permitidas com tarifas mais baixas, disse o aviso publicado online pela Administração Geral das Alfândegas.

Reuters

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