CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1057 DE 15 DE AGOSTO DE 2019

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Ano 5 | nº 1057| 15 de agosto de 2019

NOTÍCIAS

Abates de bovinos e suínos do Brasil crescem no 2º tri, diz IBGE

Os abates de bovinos e suínos do Brasil registraram aumentos no segundo trimestre na comparação anual e em relação aos três meses anteriores, em meio a fortes exportações do país, com as vendas sendo impulsionadas por uma maior demanda da China, de acordo com dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Apenas o abate de bovinos teve alta 4,1% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, para 8,08 milhões de cabeças. Na comparação com o trimestre anterior, houve um aumento de 2,4%, de acordo com informações preliminares da Estatística da Produção Pecuária, do IBGE. As exportações de carne bovina do Brasil, maior exportador global, cresceram 20,1% de janeiro a julho ante o mesmo período do ano passado, para 982 mil toneladas. O IBGE informou ainda a produção de 2 milhões de toneladas de carcaças bovinas no segundo trimestre, alta de 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019 e de 5,5% em relação ao mesmo período de 2018. A China, atingida pela peste suína africana, está lidando com uma menor oferta de carne de porco, o que tem impulsionado a importação de mais cortes de várias proteínas. Os embarques de carne bovina para os chineses avançaram mais de 10% nos sete primeiros meses do ano.

REUTERS

Altas do boi gordo em Mato Grosso do Sul

Em São Paulo, apesar de estabilidade nos preços na última quarta-feira (14/8), a diminuição da oferta de boiadas manteve o mercado firme

Houve ofertas de compra abaixo da referência, mas nestes casos as negociações ficaram travadas. Já nas regiões de Campo Grande-MS e Dourados-MS, as escalas curtas (média quatro dias) fizeram com que os frigoríficos entrassem ofertando mais pelo animal terminado. Em ambas as praças a arroba do boi gordo está cotada, em média, em R$146,00, a prazo, livre de Funrural, alta de R$1,00/@ na comparação dia a dia. Em Paragominas-PA, alguns frigoríficos estão pulando dias de abate devido à dificuldade de encontrar a matéria-prima. Porém, em regiões onde a escala trabalha mais confortável, os frigoríficos puderam testar o mercado nesta quarta-feira. Este foi o caso do Triângulo Mineiro e Santa Catarina.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: preços firmes no começo de agosto

Na semana passada, os preços da carne sem osso no varejo tiveram valorização de 0,3%, na média de todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria

O Rio de Janeiro foi o estado onde os cortes mais subiram, acumulando alta de 0,9%, em média. Em São Paulo, o ajuste positivo foi de 0,1%, na mesma comparação. Porém, em Minas Gerais, os preços se mantiveram estáveis e, no Paraná, a virada do mês não foi suficiente para sustentar os preços, que tiveram retração de 0,1% no período. Para o curto prazo, a expectativa é de que as vendas percam força, com a entrada da segunda quinzena e queda na demanda interna.

SCOT CONSULTORIA

Possível abertura da Indonésia à carne bovina anima frigorÍficos

A possibilidade de que a abertura do mercado da Indonésia à carne bovina brasileira ocorra ainda em 2019 anima executivos de alguns dos maiores frigoríficos do país. Declarações atribuídas ao ministro do Comércio da Indonésia, Enggartiasto Lukita, foram recebidas como um sinal de que as negociações no país asiático estão avançando

A autoridade indonésia teria dito que seu país abrirá o mercado com uma cota de cerca de 50 mil toneladas de carne bovina destinada aos brasileiros. Três importadores teriam licença para comprar a carne do Brasil: a agência estatal Bulog (cota de 30 mil toneladas) e as empresas estatais PT Berdikari (10 mil toneladas) e PT Perusahaan (10 mil toneladas). No governo brasileiro, porém, ainda há muitas dúvidas sobre a abertura do mercado da Indonésia. De acordo com uma fonte do Ministério da Agricultura, o país asiático ainda não divulgou o relatório da auditoria feita em frigoríficos brasileiros em abril do ano passado. Não está claro se todos os frigoríficos visitados serão habilitados. A avaliação de três fontes do setor privado é que a Minerva poderia ter até cinco abatedouros habilitados pela Indonésia, ao passo que a JBS teria quatro e a Marfrig, uma.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Pessimismo leva Ibovespa a ter maior queda desde março

O principal índice acionário brasileiro teve a maior queda diária desde março na quarta-feira, impactado pelo pessimismo diante de dados econômicos ruins e de preocupações com a guerra comercial entre Estados Unidos e China

O Ibovespa caiu 2,94%, a 100.258,01 pontos, maior queda diária desde 27 de março. O giro financeiro somou 40,3 bilhões de reais, já somados o volume movimentado com vencimento de opções do Ibovespa e de índice futuro. Dados de China e da Alemanha trouxeram apreensão sobre o efeito do embate comercial na atividade mundial, com a produção industrial chinesa desacelerando em julho para uma mínima em mais de 17 anos e o PIB alemão encolhendo no segundo trimestre. Economistas do Morgan Stanley calculam que o crescimento global desacelere para 2,8% ao ano no final de 2019 se as tarifas anunciadas recentemente entrarem em vigor e permaneça entre 2,8%-3% ao ano no primeiro semestre de 2020. De acordo com a equipe do banco norte-americano, o limiar de uma recessão global é um crescimento de 2,5%. Na Argentina, outro foco de tensão recente, o Presidente Mauricio Macri anunciou medidas para aliviar a situação econômica após o estresse decorrente do ambiente eleitoral. Macri disse que conversou com o rival Alberto Fernández, que expressou disposição em manter os mercados calmos em caso de eventual transferência de poder.

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Dólar tem maior alta desde março e fecha acima de R$4

Uma onda de compra de dólares dominou o mercado brasileiro na quarta-feira, com a moeda contabilizando a maior alta diária desde o fim de março e fechando acima de 4 reais pela primeira vez desde maio, em meio a uma forte fuga de risco no exterior

O dólar à vista terminou o pregão em alta de 1,86%, a 4,0405 reais na venda. A valorização é a mais intensa desde 27 de março (+2,27%). O patamar é o mais elevado para um fechamento desde 23 de maio (4,0474 reais). O dólar não encerrava uma sessão acima de 4 reais desde 28 de maio (4,0242 reais). Na B3, o dólar futuro de maior liquidez saltava 1,99%, para 4,0465 reais, em novo dia de forte volume de negócios, com mais de 487 mil contratos de dólar futuro para o primeiro vencimento já transacionados. As operações no mercado de derivativos da B3 se encerram às 18h (de Brasília). Na véspera, 530.805 ativos trocaram de mãos, maior giro desde 17 de maio (557.395 contratos). A disparada do dólar não ficou restrita ao Brasil. A moeda saltou mais de 7% frente ao peso argentino e subia quase 2% contra rand sul-africano e 1,6% ante peso mexicano, conforme investidores saíram de ativos mais arriscados e buscaram a segurança dos Treasuries, do iene e do ouro. A carnificina nos mercados que catapultou o dólar em todo o mundo decorreu do aumento de temores de recessão nos EUA e na economia global, após a curva de rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) ter invertido (taxas de longo prazo abaixo das de curto prazo) pela primeira vez em 12 anos.

Essa inversão antecipou todas as últimas recessões econômicas nos EUA.

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Agronegócio do Brasil soma US$9,2 bi em exportações em julho, queda de 3,4%

As exportações do agronegócio do Brasil somaram 9,2 bilhões de dólares em julho, uma retração de 3,4% ante igual período do ano passado, após quedas em preços de commodities comercializadas pelo país, informou nesta quarta-feira o Ministério da Agricultura

Segundo nota da pasta, a redução nas cotações da soja, principal produto de exportação do Brasil, foi o fator mais importante para o recuo das receitas com as vendas em julho. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam embarques de 7,8 milhões de toneladas da oleaginosa no mês, ante mais de 10 milhões no mesmo período de 2018, uma redução de 23%. Em valores, a queda foi de 31,6%, para 2,8 bilhões de dólares. Por outro lado, parte das perdas com a soja foram compensadas pelo milho, que bateu recorde de exportações no mês tanto em volume quanto em valor. Os embarques de 6,32 milhões de toneladas geraram uma divisa de 1,13 bilhão de dólares. A safra 2019/20 de milho do Brasil deverá ser a maior da história, com 101,91 milhões de toneladas, de acordo com pesquisa realizada pela Reuters com especialistas e instituições. Entre os produtos com desempenho favorável na balança de julho, o ministério também destacou o café, que registrou alta de mais de 100% nos embarques em meio a uma crise de baixos preços no mercado internacional, e o algodão. O saldo da balança comercial do setor totalizou cerca de 8 bilhões de dólares no mês.

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EMPRESAS

Marfrig reverte prejuízo e tem lucro no 2º tri, mantém previsões para o ano

A Marfrig reverteu no segundo trimestre prejuízo de quase 600 milhões de reais sofrido um ano antes, obtendo um terceiro lucro trimestral consecutivo apoiada em melhor desempenho operacional, apesar de interrupção de 10 dias em exportações do Brasil para a China no período

A companhia, maior produtora de hambúrgueres do mundo, teve lucro líquido de 86,5 milhões de reais no segundo trimestre, ante média de previsões de analistas de 134,8 milhões de reais segundo dados da Refinitiv. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 1,11 bilhão de reais, alta de cerca de 13 por cento no comparativo anual. Analistas, em média, esperavam 1,04 bilhão de reais para esta linha. “Os resultados acumulados no primeiro semestre de 2019 e a tendência positiva esperada para o próximo semestre nos fazem reiterar o guidance divulgado no primeiro trimestre”, afirmou a Marfrig no balanço. A empresa espera ter este ano receita líquida entre 47 bilhões a 49 bilhões de reais. No segundo trimestre, o faturamento somou 12,2 bilhões de reais, alta de quase 10 por cento sobre um ano antes. A empresa terminou o primeiro semestre com uma relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,65 vezes, redução de 0,11 vez sobre os três primeiros meses do ano.

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JBS tem lucro de R$2,18 bi no 2º trimestre

A JBS informou na quarta-feira que teve lucro líquido de 2,18 bilhões de reais no segundo trimestre, superando as expectativas dos analistas, já que um surto de febre suína africana na China impulsionou as exportações

O lucro da empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 5,099 bilhões de reais, um recorde e acima das expectativas dos analistas de 4,535 bilhões de reais, segundo dados da Refinitiv. A receita líquida avançou 12,5%, para 50,8 bilhões de reais. O resultado saiu no mesmo dia em que a rival Marfrig, maior produtora de hambúrgueres do mundo, divulgou resultado que mostrou reversão de prejuízo de um ano antes e crescimento de 13% no Ebitda, a 1,11 bilhão de reais.  “O surto de febre suína africana em muitos países contribuiu para um aumento das exportações e representa uma oportunidade de crescimento de nossos negócios”, afirmou a JBS no balanço. No Brasil, as vendas da divisão de alimentos processados Seara subiram 24,3%, para 5,08 bilhões de reais. Na América do Norte e Austrália, duas importantes bases de operação para o grupo, os negócios com carne bovina mantiveram performance forte, impulsionados pela demanda local e maiores volumes de exportação, afirmou a companhia.

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FRANGOS & SUÍNOS

IBGE: ABATE DE SUÍNOS CRESCE. DE FRANGOS CAI

Com relação ao abate de suínos, o IBGE contabilizou 11,39 milhões de cabeças, representando aumentos de 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 5,1% na comparação com o mesmo período de 2018.

O peso acumulado das carcaças suínas foi de 1,02 milhão toneladas no segundo trimestre, representando altas de 2,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 4,3% em relação ao mesmo período de 2018. No acumulado do ano, as exportações de carne suína do Brasil alcançaram 414,5 mil toneladas, volume 19,62% maior que o total embarcado entre janeiro e julho do ano passado, segundo dados divulgados pela associação ABPA. Já o abate de frangos caiu 1,5% em relação ao trimestre anterior, para 1,43 bilhão de cabeças. Mas houve um aumento de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2018. O peso acumulado das carcaças de frango foi de 3,35 milhões de toneladas no período, queda de 1% em relação ao trimestre anterior e acréscimo de 0,4% frente ao mesmo período de 2018. As exportações de carne de frango do Brasil, maior exportador global, avançaram 5,8% entre janeiro e julho de 2019, segundo a ABPA. Os resultados definitivos e por Estado da Estatística da Produção Pecuária, do IBGE, serão divulgados em 12 de setembro, completou o instituto em nota.

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Embarques de frango em agosto devem superar julho

A média registrada nos primeiros dias do mês é 9,1% maior que a registrada em julho

Nas duas primeiras semanas do mês de agosto, as exportações de carne de frango in natura somaram 16,4 mil toneladas embarcadas. O período foi de sete dias úteis e registrou uma média diária de 16,9 mil toneladas, 9,1% maior que a média registrada para o mês de julho e 5% que a média registrada para agosto de 2018. Em termos de receita o valor exportado nesses sete dias chegou a US$ 197,1 milhões. O preço pago por tonelada também registrou pequeno recuo na comparação com o mês anterior. Em julho a média de preço foi de US$ 1685,99 passando a US$ 1664,39 neste início de agosto, um recuo de 1,3%. Já na comparação com agosto de 2018 a média de preço é quase 8% maior, visto que no período o valor era de US$ 1536,04. Se essa média for mantida durante todo o mês o total embarcado pode superar julho e chegar a 371,8 mil toneladas remessadas ao exterior registrando um aumento de quase 10%.

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