CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1056 DE 14 DE AGOSTO DE 2019

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Ano 5 | nº 1056| 14 de agosto de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado firme

Mercado firme na última terça-feira (13/8). Em São Paulo, os compradores abriram as compras com ofertas acima dos preços vigentes no dia anterior

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$155,50/@, a prazo e livre do Funrural. Nesses treze dias de agosto a cotação subiu 1,0% no estado. A cotação da arroba do boi gordo também subiu na Bahia (região Sul e Oeste), Noroeste do Paraná e no Sul de Tocantins, considerando o preço a prazo. No restante das regiões, o mercado ficou está estável no dia 13/8. Na média das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, no acumulado de agosto a cotação da arroba do boi gordo subiu 0,6%.

SCOT CONSULTORIA

China frustra previsões do governo e de frigoríficos

A China frustrou as expectativas do Ministério da Agricultura de que em breve mais frigoríficos brasileiros estariam habilitados a exportar seus produtos ao país asiático, o que passou a despertar incertezas no setor privado

O Secretário-Executivo do ministério, Marcos Montes, chegou a afirmar que Pequim poderia habilitar mais plantas do Brasil já na semana passada, antes mesmo de uma viagem da Ministra Tereza Cristina que estava agendada para o dia 18. As autorizações não vieram, e o retorno da Ministra à China – ela esteve no país em maio – posteriormente também foi adiado e não há uma nova data para a visita. O adiamento ocorreu porque o Ministro da Administração Geral da Aduana Chinesa (GACC), Ni Yuefeng, comunicou o Ministério da Agricultura que não poderia mais receber Tereza Cristina na data que havia sido acordada, por problemas em sua agenda. Diante do imprevisto, existe agora uma possibilidade de a Ministra integrar a comitiva do Presidente Jair Bolsonaro que embarcará para Pequim em setembro próximo. No fim do mês de julho, técnicos chineses começaram a testar um modelo novo de inspeção em frigoríficos brasileiros realizado por meio de videoconferência, processo que dispensa a auditoria in loco. A avaliação inicial em Brasília foi que o processo estava sendo bem-sucedido, mas o Ministério da Agricultura ainda aguarda relatório de Pequim com os resultados da primeira rodada de inspeções que envolveu estabelecimentos de carnes de frango e suína. A China também ainda não deu qualquer sinal de quando fará inspeções em frigoríficos de carne bovina – o que já deveria ter acontecido, na avaliação de técnicos do ministério. Agora, ninguém arrisca quando isso vai acontecer.

VALOR ECONÔMICO

Sem liquidez, mercado de boi gordo deve ser revisto pela B3

No maior exportador de carne bovina do planeta, o mercado futuro de boi gordo está em apuros. Desde a crise de 2008, os negócios não param de encolher, desagradando a pecuaristas, corretoras, fundos de investimentos e consultores

O mercado futuro, que já chegou a movimentar quase R$ 50 bilhões por ano no auge, diminuiu para menos de R$ 15 bilhões, afastando investidores devido à liquidez cada vez menor. “Desse jeito, o mercado está fadado a acabar”, diz um executivo de um dos maiores frigoríficos do país. Nos últimos meses, porém, um grupo de pecuaristas e investidores passou a pressionar a B3 por mudanças. A bolsa paulista é vista pelos críticos como uma das responsáveis pela pasmaceira. A forma como o preço do gado é calculado é o principal problema, e pecuaristas reclamam da demora da bolsa em implementar as mudanças no indicador de preço que baliza os contratos futuros de boi gordo. Se nada mudar, criticam representantes desse grupo, o setor pode perder uma oportunidade para resgatar o mercado futuro de boi. A avaliação é que, dada a disrupção na oferta global de carne provocada pela peste suína africana na China, um número maior de fundos estaria propenso a montar posições no mercado futuro e, assim, aumentar a exposição à pecuária. O ambiente brasileiro também seria favorável para o investimento em ativos de maior risco, como é o caso dos contratos de boi gordo, devido à queda da taxa de juros. Por fim, o aparecimento de fintechs que apostam em pecuária também indica o potencial de resgate do mercado futuro do boi gordo, de acordo com uma fonte que participa das discussões com a bolsa. https://www.valor.com.br/agro/6389193/sem-liquidez-mercado-de-boi-gordo-deve-ser-revisto-pela-b3

VALOR ECONÔMICO

Pé no freio nas exportações de bovinos vivos

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foram exportadas 36,9 mil cabeças de bovinos vivos em julho, com um faturamento de US$ 26,16 milhões

O volume total exportado foi 32,4% menor que junho último. O faturamento caiu 18,8% no mesmo período. A queda nas exportações foi influenciada pelas suspensões de alguns Estabelecimentos Pré Embarques (EPP) no estado de São Paulo que estavam localizados a mais de oito horas do porto, que é o tempo máximo permitido na legislação. Consequentemente, o estado exportou 34,7% a menos no mês de julho, na comparação mensal. Além disso, países que vinham importando uma quantidade maior de bovinos, como é o caso do Líbano e Jordânia, reduziram as compras em julho, o que também impactou no volume total.

SCOT CONSULTORIA

Alta nas exportações de carne bovina de MT pode desacelerar em agosto

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) espera que as exportações de carne bovina de Mato Grosso continuem fortes em agosto, mas com uma alta mensal menos intensa que a registrada em julho, conforme divulgou em relatório na segunda-feira (12).

Exportadores do estado embarcaram 34,7 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) de carne bovina em julho, alta de 9,5% em relação a junho. Já o faturamento com os embarques aumentou 7,5%, para US$ 103,31 milhões. A China, incluindo as compras por Hong Kong, elevou o volume de importações de carne bovina mato-grossense em 27,94% em julho ante junho, e em 14,95% em relação a julho do ano passado. “Para o próximo mês, apesar da continuidade do quadro da peste suína – que tem favorecido este cenário –, o acréscimo pode ser menos intenso, visto que a Argentina tem atendido significativamente à demanda chinesa”, disse o Imea. Dificuldades financeiras e liberação de crédito rural na Argentina têm motivado o descarte de fêmeas naquele país, colaborando para elevar as exportações, segundo o Imea.

CARNETEC

Viés de baixa perdeu força no mercado de sebo

Apesar de ainda pressionado, o viés de baixa observado nas últimas semanas perdeu força no mercado de sebo

A alta de preço do óleo de soja explica este cenário, uma vez que o sebo e o óleo de soja são utilizados para a produção de biodiesel. Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o sebo está cotado, em média, em R$2,00/kg, livre de imposto. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$2,15/kg, nas mesmas condições. Para o curto prazo, a expectativa é de que o mercado siga com os preços andando de lado.

SCOT CONSULTORIA

Agrifatto prevê queda de 15% nas exportações de carne bovina em agosto

Em sete dias úteis, as exportações de carne bovina in natura somaram 38,67 mil toneladas

Nos primeiros sete dias úteis de agosto, as exportações de carne bovina in natura contabilizaram 38,67 mil toneladas, com receita de US$ 163,03 milhões. Se o ritmo diário se repetir, serão exportadas 121 mil toneladas de carne bovina in natura neste mês, calcula a Agrifatto. “Caso seja confirmado essa previsão, o volume representa queda de 5,8% frente a quantidade embarcada em julho de 2019, além de redução de 15% na comparação com o mesmo mês em 2018”, prevê a consultoria. A habilitação de novas plantas a exportar para a China pode gerar reações positivas aos preços do boi gordo, tanto no mercado físico, quanto futuro. Porém, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, adiou a sua viagem marcada para 17 de agosto ao país asiático. “As expectativas seguem positivas para novas habilitações, mas as novidades deste assunto podem ter ficado para o próximo mês”, avalia a Agrifatto.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar fecha em queda após superar R$4, com alívio em tensão externa; volatilidade segue alta

O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, depois de superar os 4 reais mais cedo, com as operações domésticas captando o alívio externo depois de o adiamento de tarifas dos Estados Unidos contra produtos chineses

No mercado futuro, o ajuste de baixa no dólar veio acompanhado de forte volume de negócios. Por volta de 17h20, cerca de 520 mil contratos para o dólar futuro de maior liquidez já haviam trocado de mãos, o que torna esta sessão a mais agitada desde 17 de maio (557.395 contratos). O dólar futuro cedia 0,51%, a 3,9715 reais. As operações com derivativos na B3 se encerram às 18h (de Brasília). Já no mercado à vista, com negócios finalizados às 17h, o dólar caiu 0,42%, a 3,9669 reais na venda. Na máxima, alcançada por volta de 10h30, a cotação bateu 4,0133 reais. “Acho que poderemos entrar numa trégua comercial a partir de agora”, disse a estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte. Segundo ela, o dólar pode voltar a operar entre 3,80 reais e 3,90 reais até o fim do ano. “As mínimas do começo do ano foram movimentos de ‘lua de mel’. Acho que ainda não voltamos para lá”, completou. Pesquisa do BofA mostrou gestores menos positivos com o real, com 66% trabalhando com uma cotação do dólar a 3,80 reais no final do ano, contra 84% na pesquisa anterior. E aumentou a parcela que vê a divisa entre 3,81 e 4 reais. Apesar do alívio na taxa de câmbio nesta sessão, a volatilidade seguiu elevada. A taxa implícita para três meses ficou na casa de 12,5%, perto das máximas desde 10 de julho. Ou seja, o mercado ainda prevê intenso vaivém no câmbio no curto prazo.

REUTERS

Ibovespa sobe apoiado em alívio na guerra comercial EUA-China

A bolsa paulista se recuperou parcialmente da queda da véspera, apoiada por notícias positivas sobre a disputa comercial entre Estados Unidos e China, em sessão também marcada por uma bateria de resultados corporativos domésticos.

O Ibovespa subiu 1,36%, a 103.299,47 pontos. O volume financeiro do pregão somou 18,2 bilhões de reais. O pregão da terça-feira também foi marcado por ajuste antes do vencimento dos contratos de opções do Ibovespa e do índice futuro na quarta-feira. O governo norte-americano prometeu adiar a aplicação de tarifas de 10% sobre alguns produtos chineses, incluindo laptops e celulares, prevista para entrar em vigor em setembro, o que animou os mercados acionários globais. Em Wall Street, as bolsas firmaram alta após os comentários, com o S&P 500 avançando 1,47%. Houve também uma trégua na bolsa argentina, após o tombo de 37% da véspera por apreensão com a cena eleitoral, com o índice Merval subindo 10% nesta terça-feira. Segundo estrategistas do Bank of America Merrill Lynch, a América Latina já era a região emergente mais ameaçada pela escalada da guerra comercial EUA-China e queda do iuan para um mínimo de 11 anos. “A América Latina aparece como a região mais vulnerável não apenas devido à alta exposição à China e aos preços das commodities, mas também porque as ferramentas disponíveis para implementar políticas monetárias anticíclicas são mais limitadas” disseram estrategistas do Merrill Lynch em nota.

REUTERS

Ministério projeta valor da produção no campo em R$ 603 bi

A melhora das perspectivas no mercado de milho levou o Ministério da Agricultura a elevar levemente sua estimativa para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária do país em 2019. Para o VBP conjunto das cinco principais cadeias da pecuária, o ministério ajustou sua estimativa para R$ 204,4 bilhões, 4,5% mais que em 2018.

Segundo levantamento divulgado ontem, a Pasta passou a prever o VBP total em R$ 603,4 bilhões, cerca de R$ 600 milhões a mais que o projetado em julho e montante 1,2% superior ao de 2018. Para os 21 produtos agrícolas que fazem parte da pesquisa, o VBP foi ajustado pelo ministério para R$ 399 bilhões, mesmo patamar previsto em julho e com queda de 0,4% em relação ao ano passado. Essa queda virá sobretudo da piora apontada para a soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro. Segundo o ministério, o VBP do grão deverá atingir R$ 128,8 bilhões neste ano, 13,4% menos que o recorde histórico de 2018. Influenciam essa redução a queda da colheita nesta safra 2018/19 e a tendência de retração de preços, em parte derivada da menor demanda. Para o VBP do milho, cuja safrinha bateu novo recorde, a projeção do ministério voltou a melhorar. Passou a ser de R$ 60,5 bilhões, 22,9% superior ao montante de 2018. No caso da cana, a Pasta ajustou sua estimativa para R$ 58,3 bilhões, 8,4% menos que no ano passado. Vale destacar, ainda, as altas na comparação com 2018 de algodão (16,6%, para R$ 41,4 bilhões), laranja (8,1%, para R$ 14 bilhões), banana (20,5%, para R$ 12,8 bilhões) e trigo (8,2%, para R$ 5 bilhões), além da baixa projetada para o café (24,7%, para R$ 19,6 bilhões). Para o VBP conjunto das cinco principais cadeias da pecuária, o ministério ajustou sua estimativa para R$ 204,4 bilhões, 4,5% mais que em 2018. Para o frango, a previsão de VBP do ministério foi mantida em R$ 62,9 bilhões, 13,4% mais que em 2018. Também há aumentos projetados para os bovinos (1,3%, para R$ 81,4 bilhões) e para os suínos (9,3%, para R$ 15,9 bilhões). E há quedas calculadas para o leite (1,6%, para R$ 33 bilhões) e para os ovos (4%, para R$ 11 bilhões).

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

BRF indica Carlos Alberto de Moura para vice-presidência financeira

A BRF anunciou na terça-feira que seu Conselho de Administração aprovou a indicação do executivo Carlos Alberto Bezerra de Moura para ocupar a Vice-Presidência Financeira da companhia dona das marcas Sadia e Perdigão

Moura deverá tomar posse em 16 de setembro, informou a companhia em comunicado ao mercado. O executivo vai deixar a Diretoria Financeira da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), que ocupa desde 2011, segundo a BRF. Moura também teve passagens por Itaú Unibanco, Banco Bozano, Simonsen e Deloitte Touche Tohmatsu. Ele é formado em ciências contábeis. Até a posse de Moura, a diretoria financeira da BRF é exercida interinamente pelo Presidente-Executivo da companhia, Lorival Nogueira Luz Junior.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Frigorífico Notable embarca o primeiro contêiner de carne suína para o Japão

Após mais de cinco anos de negociações, o Frigorífico Notable, localizado em Grão-Pará, no Sul de Santa Catarina, enviou o primeiro contêiner de carne suína para o Japão. O feito histórico ocorreu na segunda-feira passada, dia 12

De acordo com o proprietário da empresa, Edson Wiggers, foram embarcados apenas cortes especiais e que estão de acordo com as exigências do país asiático. “Foi um marco para o nosso frigorífico na questão de mercado externo já que atender o Japão era uma das principais metas”. O empresário revela que uma missão da Coreia do Sul está na Notable para desenvolver os padrões de cortes que atendam o mercado. “Ainda em agosto devemos enviar uma carga para o mercado sul-coreano. Essa abertura de mercado internacional é uma demonstração de que nós pequenos podemos nos unir, pois o nosso produto tem a mesma qualidade das grandes empresas. Nós também possuímos estrutura e tecnologia para produzir com a mesma segurança alimentar”, analisa Wiggers. De acordo com o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, a região Sul é o berço da suinocultura independente no estado. “Com muito profissionalismo eles conseguiram se adequar às exigências de mercado e hoje enviam proteína para um dos países mais exigentes do mundo. A suinocultura independente não fica atrás dos modelos de integração ou do cooperativismo”, enaltece.

ACCS

INTERNACIONAL

Surto de peste africana impacta lucros da gigante chinesa da carne suína WH Group

A gigante chinesa WH Group reportou na terça-feira uma queda de 16,9% nos lucros do primeiro semestre, com preços mais elevados de carnes devido a surtos de peste suína africana impactando as margens da maior processadora global de carne suína

O lucro atribuído aos acionistas controladores da companhia, antes de ajustes por valor biológico justo, foram de 463 milhões de dólares, ante 557 milhões no mesmo período do ano anterior, enquanto o lucro operacional caiu 11,8%, para 765 milhões de dólares.  O rebanho suíno da China, o maior do mundo, encolheu 25,8% em junho ante mesmo mês do ano passado devido à doença, enquanto o rebanho de animais matrizes caiu 26,7%, segundo dados oficiais, embora muitos acreditam que os números reais podem ser o dobro disso. “Nós prevemos que o maior desafio na China é o aumento contínuo dos preços do suíno, como resultado da crescente escassez de oferta, o que empurrará para baixo nossa margem de carnes embaladas”, disse a empresa em comunicado. Os preços de suínos vivos subiram fortemente desde meados de junho em algumas áreas, como a populosa província de Guangdong, ao sul, onde eles dobraram desde abril, para quase 28 iuanes (3,96 dólares) por quilo. A WH Group disse que as vendas de carnes embaladas na China ficaram estáveis, com o mercado consumidor desacelerando e após a empresa ter elevado preços. Na Europa, os custos mais altos também reduziram o benefício de vendas mais fortes, mas nos Estados Unidos houve forte ganho nos lucros em meio ao bom desempenho de produtos de maior valor.

REUTERS

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