CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1055 DE 13 DE AGOSTO DE 2019

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Ano 5 | nº 1055| 13 de agosto de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo em ritmo calmo

Muitos frigoríficos paulistas ficaram das compras na última segunda-feira (12/8), aproveitando as escalas de, em média, uma semana, para analisar o mercado

Esse também é o caso de Belo Horizonte-MG e a região de Goiânia-GO. Apesar deste cenário, a oferta de boiadas em ambas as regiões continua restrita, o que pode manter os preços firmes para o boi gordo. Porém, em regiões onde a dificuldade de compor as escalas de abate está maior, os frigoríficos entraram ofertando mais pela a arroba do boi gordo. Exemplo disso é a região de Marabá-PA. A cotação da arroba do boi gordo está em R$145,00, a prazo, livre de Funrural, aumento de R$1,00/@ frente ao fechamento anterior (9/8). No Rio de Janeiro também houve valorização para o boi gordo, que está cotado em R$148,00/@, a prazo, livre de Funrural.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição em Mato Grosso: situação atual e expectativas

Poucos negócios no mercado de reposição em Mato Grosso nos últimos sete dias

A seca tem tomado conta das pastagens. Desde meados de maio, em grande parte da região central do estado, não são registradas chuvas. Essa situação chama atenção dos confinadores que irão definir as estratégias do segundo giro do confinamento. Desta forma, houve aumento nas especulações envolvendo animais mais erados, contudo, os negócios fechados ainda são poucos. Para produtores que procuram animais de giro rápido, a troca com o garrote pode ser mais vantajosa em relação à troca com o boi magro. Isso porque, na comparação mensal, a cotação do boi magro de 12@ saiu de R$1.900,00 por cabeça para os atuais R$1.950,00. Já o preço do garrote de 9,5@ permaneceu ao redor de R$1.690,00. Desta forma, em julho último, com o preço de venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,33 boi magro. Atualmente, nas mesmas condições, compra-se 1,29. Isso resultou na piora de 2,6% no poder de compra do invernista na troca com o boi magro. Já a troca com o garrote ficou estável.

SCOT CONSULTORIA

Milho: piora no poder de compra do pecuarista em agosto

Os preços do milho subiram no mercado interno em agosto acompanhando a valorização do dólar e a expectativa de uma boa movimentação para exportação, que na realidade já vem acontecendo desde meados de maio

Em julho, últimos dados disponíveis, a média diária exportada aumentou 281,2% em relação à média de junho deste ano e cresceu 416,4% na comparação com a média de julho do ano passado. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos está sendo negociada por R$38,00, sem o frete. Houve alta de 1,3% na comparação mensal, mas ainda assim o cereal está custando 5,0% menos frente a agosto de 2018. Com a alta no preço do insumo e o preço da arroba do boi gordo em patamar ligeiramente mais baixo que a média de julho último, a relação de troca piorou para o pecuarista em agosto. Na praça de São Paulo, atualmente é possível comprar 4,08 sacas de milho com o valor de uma arroba de boi gordo. O poder de compra em relação ao alimento concentrado diminuiu 1,5% na comparação mensal, mas melhorou 12,5% em relação a agosto de 2018. Isto significa quase meia arroba a menos para a compra da mesma quantidade de milho.

SCOT CONSULTORIA

Nova unidade do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária começa a funcionar em Campinas

Inaugurado em dezembro de 2018, o novo laboratório de biossegurança NB3-Ag do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), localizado em Campinas (SP), emitiu na última terça-feira (6) o Termo de Recebimento Definitivo da Obra, o que significa que a unidade pode entrar em funcionamento

Vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o laboratório passou por testes de comissionamento acompanhados pela Comissão Permanente de Gestão de Riscos Biológicos e Biossegurança em laboratórios da Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários (ComBioLab). Os reparos na estrutura física também foram finalizados, como pintura e limpeza. O LFDA-SP é um dos seis laboratórios responsáveis por dar suporte às ações de monitoramento e fiscalização da SDA, tendo suas atividades reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como laboratório de referência mundial para o diagnóstico da doença de newcastle e influenza aviária. Trata-se do segundo laboratório de biossegurança de nível NB3-Ag do Mapa, mais alto nível concedido para um laboratório de análises de doenças animais, certificado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), aumentando a capacidade de diagnóstico para o serviço veterinário oficial do Brasil.

Mapa

Vendas de sêmen bovino crescem 19% no 1º sem de 2019

Raças de corte puxaram crescimento do setor, com 3,76 milhões de doses vendidas

As vendas de sêmen bovino no primeiro semestre de 2019 registraram crescimento de 19,1% ante igual período do ano passado, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial. No total foram comercializadas 6,09 milhões de doses, puxadas pelas raças de corte, com 3,76 milhões de doses vendidas (aumento de 27,9%). Sérgio Saud, presidente da Asbia, destaca que este foi o quinto semestre consecutivo com crescimento de dois dígitos nas vendas de sêmen bovino para a pecuária de corte. Segundo ele, o resultado “é um indicativo de que o setor cresce como um todo e prova de que o uso da genética na Pecuária de Corte está consolidado, atraindo cada vez mais novos usuários na adoção da técnica”.  “Tudo indica, também, uma alta na procura pelo cruzamento industrial, com o uso expressivo de animais como Angus, Brangus e Senepol. São raças que vão crescer neste segundo semestre”, acrescentou Saud. No total de vendas de sêmen para Corte por estado, o destaque foi para o Mato Grosso, com 19,7% da comercialização. Em segundo, ficou Mato Grosso do Sul, com 15,6%, com o Pará na terceira posição, com 11,3%. Nas exportações, as vendas de sêmen bovino avançaram 21,3% sobre o primeiro semestre do ano passado, com 168,27 mil doses, sendo 66,46 mil doses de gado de corte (+18,76%) e 101,81 mil doses de gado de leite (+23%). Nas importações, por sua vez, houve alta ainda mais expressiva, de 54% na mesma base de comparação. Para o setor de corte, foram 2,07 milhões de doses, alta de 114,4% ante o primeiro semestre do ano passado e o melhor resultado dos últimos cinco anos.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Banco Central sugere recessão técnica da economia com contração de 0,13% no 2º tri

A economia do Brasil pode ter entrado em recessão técnica depois de ter encerrado o segundo trimestre com contração, apontaram dados do Banco Central na segunda-feira, ampliando as preocupações sobre as perspectivas para o país

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 0,30% em junho sobre o mês anterior, mas, ainda assim, o segundo trimestre terminou com queda de 0,13%, o que marcaria o segundo trimestre seguido de contração da economia, caracterizando o que os economistas classificam de recessão técnica. O resultado mostrou forte desaceleração em relação à taxa de 1,1% em maio, segundo dado revisado que desconsidera os efeitos sazonais, mas ficou acima da expectativa apontada por pesquisa da Reuters de avanço de 0,10%%. O IBGE divulgará os dados do PIB no segundo trimestre em 29 de agosto. No primeiro trimestre, a economia do Brasil teve recuo de 0,2% na comparação com os últimos três meses de 2018, de acordo com os da dos do IBGE, na primeira contração trimestral desde os três últimos meses de 2016. Na comparação com junho de 2018, o IBC-Br apresentou queda de 1,75% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,08%, segundo números do BC. Embora não acredite que os dados do PIB irão confirmar a recessão, o economista-chefe do banco Haitong, Flávio Serrano, ressalta a fraqueza da economia, permanecendo estagnada desde o final do ano passado. “O ponto central é que a economia vinha em processo de recuperação moderada, mas tivemos no ano passado aumento da incerteza e vários aspectos que acabaram segurando a atividade, e agora estamos refletindo isso”, disse ele, que estima um aumento de 0,2% do PIB no segundo trimestre. “Mesmo uma taxa de 0,2% não quer dizer muita coisa porque a economia está parada desde o quatro trimestre do ano passado”, completou. O segundo trimestre terminou com junho marcado por fraqueza na indústria e no setor de serviços. A produção industrial do Brasil contraiu 0,6% no mês, terminando o trimestre com contração de 0,7%. Já o volume de serviços recuou 1,0% e apresentou o pior resultado para o mês em quatro anos. Somente as vendas no varejo tiveram ganhos no mês, de 0,1%, mas ainda assim encerraram o segundo trimestre com queda.

REUTERS

Dólar chega a superar R$4 com volatilidade na Argentina e receios sobre EUA-China

O dólar começou a semana em forte alta, superando durante os negócios a marca psicológica dos 4 reais pela primeira vez desde o fim de maio, na esteira de notável aversão a risco no exterior e do surto de volatilidade nos mercados argentinos

O dólar à vista fechou em alta de 1,06%, a 3,9837 reais na venda. É o maior patamar para um encerramento desde 28 de maio (4,0242 reais). Na máxima do pregão, o dólar spot bateu 4,0140 reais. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez tinha alta de 0,91%, a 3,9845 reais. O câmbio doméstico sentiu o aumento da volatilidade no mercado argentino, onde o peso desabou cerca de 30% no pior momento do dia, para uma nova mínima recorde, diante de receios de que o futuro governo possa adotar políticas econômicas heterodoxas. A instabilidade no mercado argentino tende a afetar o brasileiro uma vez que o país vizinho é importante destino das exportações brasileiras de manufaturados, cujas quedas podem impactar negativamente o já lento crescimento econômico doméstico. Mas o dólar se fortaleceu de forma generalizada ante emergentes, diante dos receios em torno da guerra comercial entre chineses e norte-americanos. A fuga de risco beneficiou o iene e derrubou Wall Street. “Esperamos que a incerteza continue elevada em agosto conforme o próximo capítulo da guerra (comercial) entre EUA e China se desenrola”, disseram estrategistas do Bank of America em nota a clientes. “A América Latina parece ser a região mais exposta dentre os emergentes”, acrescentaram.

REUTERS

Ibovespa cai forte pressionado por pessimismo internacional

O mercado acionário brasileiro fechou esta segunda-feira no vermelho, diante de um cenário internacional turbulento e forte queda dos ativos argentinos, após o presidente Mauricio Macri sofrer uma derrota eleitoral no domingo, além de um pessimismo geral com a guerra comercial EUA-China. De acordo com dados preliminares, O Ibovespa caiu 1,98%, a 101.938,00 pontos. O giro financeiro da sessão somava 14,6 bilhões de reais.

REUTERS

Economistas passam a ver PIB em queda a 0,81% e Selic a 5,00% neste ano

A expectativa para a taxa básica de juros na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira voltou a cair para este ano, em meio à fraqueza da economia e à inflação comportada

O levantamento semanal apontou que a expectativa para a Selic, reduzida na última reunião a 6,0%, é agora de que termine 2019 a 5,00%, de 5,25% antes. Com isso, o cenário se alinha ao do Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, que também baixou a visão para os juros básicos a 5%, de 5,13%. De acordo com as estimativas, a perspectiva é de corte de 0,50 ponto percentual no encontro de setembro do BC, seguido de mais duas reduções de 0,25 ponto cada. Em sua comunicação mais recente, o BC repetiu que a conjuntura ainda prescreve política monetária estimulativa no Brasil —ou seja, com juro abaixo do neutro—, com inflação ancorada. Para 2020 permanece a projeção de 5,50%, mas o Top-5 vê a taxa mais baixa, a 5,13% na mediana das estimativas, de 5,38% na semana anterior. A pesquisa com uma centena de economistas ainda aponta que eles passaram a ver crescimento do PIB este ano de 0,81%, 0,01 ponto percentual a menos do que no levantamento anterior, mantendo a previsão para o próximo ano em 2,10%. Já a alta do IPCA é estimada 3,76% em 2019, de 3,80, indo a 3,90% em 2020, sem alterações. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

REUTERS

CNA prevê crescimento de 0,1% no Valor Bruto da Produção em 2019

O Valor Bruto da Produção (VBP) deve crescer 0,1% em 2019 na comparação com o ano passado e totalizar R$ 608,6 bilhões, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A expectativa é de alta na receita da pecuária (7,8%) e de queda na agricultura (-4,1%) em relação a 2018

O faturamento da pecuária deve subir de R$ 215,03 bilhões em 2018 para R$ 231,7 bilhões neste ano. Já a projeção para o VBP da agricultura é de recuo de R$ 393,1 bilhões para R$ 376,8 bilhões no mesmo período. “Dados de janeiro a julho de 2019 mostram incremento substancial da produção agrícola e pecuária comparativamente a 2018. Mas enquanto para as atividades pecuárias os preços também têm crescido – ainda que em menor ritmo se comparado à produção – as culturas agrícolas, em geral, têm observado declínio dos preços”, explica a CNA. Na pecuária, as principais altas previstas são para os setores de suínos (19,9%) e de frangos (14,2%). O faturamento do setor de carne bovina deve subir 2,7%. Leite e ovos também terão elevações neste ano na comparação com o ano passado, de 9,8% e 7,8%, respectivamente. A soja deve ter uma queda de 14,8% no VBP em 2019, totalizando R$ 142,5 bilhões, puxada pela redução de 11% nos preços e de 3,5% na produção. Café, cana de açúcar e arroz também terão receitas menores em 2019, reflexo da baixa dos preços e da produção.

Para o milho, o cenário é de alta de 15,9% do VBP, impulsionada pelo acréscimo de 23% na produção, mesmo com a queda de 5,8% nos preços neste ano.

CNA

EMPRESAS

De volta ao azul, BRF ganha R$ 1,5 bi

Uma expressiva recuperação dos preços do frango nos mercados internacional e doméstico impulsionou o resultado da BRF no segundo trimestre, surpreendendo até mesmo investidores que já exibiam otimismo com as perspectivas para o futuro da dona de Sadia e Perdigão

Divulgado na manhã da última sexta-feira, o balanço da BRF no segundo trimestre foi bem recebido. As ações da empresa subiram 5,1% na B3, fechando o pregão cotadas a R$ 38,16. Com isso, o valor de mercado aumentou em quase R$ 1,5 bilhão. Na sexta-feira, a BRF estava avaliada em R$ 31 bilhões. Desde o começo do ano, a valorização é substancial. Os papéis da BRF acumulam alta de 73,9% e, em valor de mercado, a empresa de alimentos ganhou R$ 13,4 bilhões. Até sexta-feira, o movimento de valorização das ações da BRF refletia, principalmente, às perspectivas positivas dos investidores com os impactos da peste suína africana na China sobre as exportações. Não havia, até a divulgação do balanço do segundo trimestre, um resultado claramente positivo da BRF. A situação mudou drasticamente no segundo trimestre, quebrando uma incômoda série de seis trimestres no vermelho. Entre abril e junho, a empresa teve um lucro líquido (atribuído aos sócios da controladora) de R$ 322,8 milhões. No mesmo período de 2018, a BRF registrou um prejuízo de quase R$ 1,5 bilhão. Se considerada apenas as operações continuadas – ou seja, excluindo os ativos no exterior que a BRF vendeu ao longo do segundo trimestre -, o lucro líquido da companhia foi de R$ 191 milhões. Graças aos melhores preços, a receita líquida da BRF cresceu 18% na comparação anual, atingindo R$ 8,3 bilhões. Nesse processo, o preço médio dos produtos vendidos pela BRF subiu 17,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado e 4,5% sobre os primeiros três meses de 2019. Nesse cenário, a BRF recuperou os níveis de rentabilidade históricos. No segundo trimestre, a margem de lucro antes juros, impostos, de depreciação e amortização (Ebitda) ajustada chegou a 14,6%, ante apenas 5% um ano antes.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Comissão Europeia amplia área de alto risco da PSA

Decisão foi publicada após surtos reportados na Polônia, Bulgária e Lituânia

A Comissão Europeia publicou uma decisão de ampliação da área de alto risco da Peste Suína Africana. De acordo com o documento o motivo de ampliação da área se deve a novos casos em suínos selvagens e domésticos na Bulgária, na Polónia e na Lituânia, após a última publicação. Todos os casos citados que levaram a ampliação da área de alto risco ocorreram no mês de julho, e referem aos surtos em javalis na região de Ruse, e  na região de Silistra, na Bulgária; três surtos; e um surto em suínos domésticos no condado de Alytus, na Lituânia; e em suínos domésticos nos distritos de Lubartowski, Ciechanowski e Sokolowski, na Polônia.

Os países já constavam no documento anterior, porém na parte I que considera um risco menor e foram transferidas para o grupo II de alto risco. Estas zonas passam a ter um controle sanitário mais rígido.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL 

SUÍNOS: Santa Catarina responde por 58% das exportações brasileiras

O status sanitário diferenciado e a qualidade permitiu a Santa Catarina se consolidar como o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil. De janeiro a julho deste ano, foram 236,6 mil toneladas embarcadas – 58% do total nacional – gerando um faturamento de US$ 467,6 milhões. Ou seja, a cada 10 produtos de carne suína exportados pelo Brasil, 6 são produzidos em Santa Catarina

Em julho, o estado exportou 35,1 mil toneladas de carne suína, com faturamento de US$ 75,2 milhões, 3,5% acima do mês anterior. Esse é o segundo melhor resultado do ano, atrás apenas dos embarques registrados em maio. No acumulado do ano, Santa Catarina apresenta uma alta de 33,5% nas receitas com as exportações de carne suína e de 29,2% na quantidade embarcada. A maioria dos principais mercados aumentou de forma significativa suas compras ao longo do ano, com destaque para China, que ampliou em 49,9% as importações do produto catarinense em relação ao mesmo período de 2018. Este ano, Santa Catarina também retomou as exportações para Rússia, que já foi o maior mercado e agora ocupa a 5ª colocação no ranking dos embarques de carne suína. O estado também aumentou muito as vendas para Vietnã e Coreia do Sul. A China é o maior importador de carne suína do mundo, principal mercado para o produto catarinense e com um grande potencial de crescimento. O gigante asiático responde por 41% de tudo o que Santa Catarina já faturou com as exportações de carne suína este ano. Quando se contabiliza também os embarques para Hong Kong, região administrativa especial da China, a participação sobe para 55%.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Exportações argentinas de carne alcançam máximo desde 2005

As exportações de carne bovina da Argentina entre janeiro e julho alcançaram volume semelhante ao do mesmo período de 2005, consolidando o aumento das exportações, acelerado pela demanda chinesa

De acordo com estimativas preliminares da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes da Argentina (Ciccra), nos primeiros sete meses do ano foram exportadas 408 mil toneladas de carne bovina. É o maior volume desse período desde 2005, quando foram expedidas 422.000 toneladas entre janeiro e julho. Ao longo desse ano, as exportações totalizaram 771 mil toneladas. Em seguida, os embarques para o exterior saíram da mão da intervenção oficial no mercado, priorizando o consumo interno e subtraindo competitividade às vendas no exterior. Em 2018, as exportações de carne bovina já aumentaram 78% em relação ao ano anterior, com 555.503 toneladas. No primeiro semestre deste ano, dados oficiais, as exportações aumentaram 47,5% em relação ao mesmo período de 2018, com um total de 341 mil toneladas. O jornal La Nación, com base em dados do Ciccra, citou que nos primeiros sete meses de 2019 as exportações de carne foram equivalentes a 23,6% da produção, quando no mesmo período de 2005 a participação das vendas externas foi de 23,5%.

El Observador

Incêndio em unidade da Tyson abala mercado pecuário dos EUA

Planta no Kansas pegou fogo na sexta-feira à noite e foi parcialmente destruída

A norte-americana Tyson Foods anunciou na segunda-feira que reconstruirá a sua fábrica de carne bovina perto de Holcomb, Kansas, parcialmente destruída pelo incêndio na sexta-feira à noite. Segundo informou o portal Meatingplace, a destruição de uma das maiores fábricas de carne bovina dos EUA está prejudicando de mercado local de compra de animais, pelo menos temporariamente. De acordo com analistas, essa unidade da Tyson tem capacidade para processar de 5,6 mil a 6 mil cabeças de gado por dia. O analista da Stephens Inc Ben Bienvenu estimou que esta planta responde por 15% a 25% da capacidade de processamento de carne bovina da Tyson. O fundador da Sterling Marketing, John Nalivka, disse ao Meatingplace que a planta processou cerca de 5% do total de bovinos alimentados pelos EUA. Os preços futuros do boi gordo caíram na manhã de segunda-feira, já que uma usina de processamento a menos significa menos demanda por gado no curto prazo.  “Estamos tomando medidas para transferir a produção para plantas alternativas”, disse Steve Stouffer, Presidente do grupo da Tyson Fresh Meats, em um comunicado à imprensa. “A Tyson Foods construiu algumas unidades adicionais de abate para lidar com situações como essas e usaremos outras fábricas em nossa rede para ajudar a manter a cadeia de fornecimento completa”. acrescentou.

PORTAL DBO

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