CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1051 DE 07 DE AGOSTO DE 2019

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Ano 5 | nº 1051| 07 de agosto de 2019

 ABRAFRIGO NA MÍDIA

EXPORTAÇÃO TOTAL DE CARNE BOVINA MANTÉM RITMO E ALCANÇA O MELHOR RESULTADO DO ANO EM JULHO

Foi o melhor resultado do ano até aqui com 161.304 toneladas movimentadas

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) mantiveram o bom ritmo de movimentação que vem sendo observado desde o início do ano, apresentando crescimento de 1% em volume em julho , segundo informações do Secex do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compiladas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO).  No total, foram movimentadas 161.304 toneladas, o que significou um aumento de 1% sobre as 159.121 toneladas registradas em julho de 2018. Em termos de preços praticados, porém, as exportações caíram 6% em relação ao mesmo mês do ano passado: receita de US$ 616 milhões contra US$ 659 milhões. Segundo a ABRAFRIGO, os resultados dos sete primeiros meses do ano continuam sendo francamente positivos: no acumulado, as exportações chegaram a 990.036 toneladas em 2019, contra 814.060 toneladas no mesmo período do ano passado, ou crescimento de 22%. A receita total alcançou a US$ 3,72 bilhões, contra US$ 3,32 bilhões em 2018, num aumento de 12%. Como normalmente o segundo semestre do ano apresenta movimentações mais expressivas, a entidade acredita que o setor vai apresentar número significativo de crescimento neste ano, com o que o país pode superar a sua previsão de crescimento de 6% para 2019. Através da cidade estado de Hong Kong e do continente, a China importou 377.961 toneladas até julho de 2019, contra 374.219 no mesmo período de 2018. A receita foi de US$ 1,48 bilhões neste ano e de US$ 1,52 bilhões no ano passado.  O segundo maior importador até julho foi o Egito, com 100.963 toneladas neste ano, contra 85.911 em 2018; em terceiro lugar veio o Chile com 62.882 toneladas (60.812 em 2018); os Emirados Árabes assumiram a quarta colocação na movimentação com crescimento expressivo para 57.132 toneladas (12.472 em 2018); o Irã, por sua vez, importou 46.051 toneladas (41.470 toneladas em 2018) e a Rússia voltou a figurar entre os maiores clientes, com 37.51 toneladas (apenas 1.940 toneledas em 2018). No total, segundo a ABRAFRIGO, 103 países aumentaram suas compras do Brasil e 57 diminuíram.

ESTADÃO CONTEÚDO/ISTO É DINHEIRO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/PORTAL TERRA/DINHEIRO RURAL/SISTEMA BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO/AGROLINK/PORTAL DBO/PECUÁRIA.COM.BR

NOTÍCIAS

Oferta reduzida deixa o mercado do boi gordo firme

O mercado do boi gordo iniciou a última terça-feira, 6 de agosto, com preços firmes.

Em Mato Grosso, a dificuldade de encontrar animais por parte das indústrias pressionou os preços para cima nas regiões norte e sudeste do estado. A arroba do boi gordo ficou cotada em R$137,50 e R$141,50 respectivamente, a prazo, livre de Funrural. Esse também foi o caso de Dourados, em Mato Grosso do Sul. Na região, as escalas de abate giram em torno de quatro dias e o preço do boi gordo ficou em R$144,50/@, a prazo, livre de Funrural. Em São Paulo, apesar da estabilidade nos preços, a oferta reduzida começou a ser sentida. Com isto, frigoríficos que estão com as programações de abate mais reduzidas têm ofertado preços acima da referência. No estado, as escalas de abate atendem, em média, seis dias. Valorizações na arroba do boi gordo também foram observadas no Tocantins e Espírito Santo.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de sebo em queda

No Brasil Central, as cotações estão estáveis, contudo, a baixa demanda pelo produto pressiona o mercado. A menor competitividade do sebo em relação ao óleo de soja (ambos utilizados para a produção de biodiesel) colabora com este cenário

No Brasil Central, o sebo está cotado em R$2,00/kg, livre de imposto. No acumulado de julho, as cotações caíram 2,0% na região. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado em R$2,15/kg, livre de imposto. Nos últimos trinta dias houve queda de 4,4% e desde o início do ano o recuo foi de 18,9%. Para o curto prazo, a tendência é de que o mercado siga pressionado.

SCOT CONSULTORIA

Ministra da Agricultura adia ida à China em meio a atraso em aprovações para exportação

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, adiou para setembro uma viagem à China marcada inicialmente para agosto, informou nesta terça-feira um porta-voz da pasta, em um momento em que associações afirmam que aprovações pendentes para a exportação de carne à China estão demorando mais que o esperado

O porta-voz disse que Tereza Cristina agora pretende viajar em setembro, sem fornecer razões para o adiamento. No momento, a China está analisando conceder permissões de exportação a 30 unidades frigoríficas brasileiras, entre as quais estão 19 processadoras de carne bovina, nove processadoras de frango, uma produtora de carne suína e uma planta de asininos, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Ricardo Santin, Diretor da ABPA, afirmou à Reuters que a indústria esperava que um anúncio a respeito da aprovação das exportações fosse feito durante a viagem da ministra à China. No entanto, autoridades chinesas ainda não concluíram o que se acredita ser a parte final da inspeção das unidades brasileiras de carne necessária antes das permissões, de acordo com Nogueira. Os frigoríficos brasileiros acreditavam que as auditorias online das plantas —que não necessitam da presença dos fiscais às instalações e são organizadas de maneira remota— ocorreriam em julho, disse ela. Até meados de julho, porém, as produtoras de carne bovina ainda não haviam sido auditadas, enquanto três processadoras de aves e uma produtora de suínos já passaram pelo processo, segundo Santin.

REUTERS

Mercado de reposição: relação de troca com a reposição vem caindo no Maranhão

Desde outubro, o poder de compra do recriador/invernista, na troca com todas as categorias de reposição, vem caindo no Maranhão

Somente em março houve uma leve melhoria na relação. Mas passado o terceiro mês do ano, a troca voltou a sua trajetória de “aperto”. A oferta de animais de reposição está limitada no estado, ao mesmo tempo a demanda está aquecida. Quadro que resultou em valorizações consecutivas para os animais. Tomando o início do ano como referência, a cotação do boi magro de 12@ subiu 14,5% e a do garrote de 9,5@, 18,1%. Para as categorias mais novas, o bezerro de ano está custando 19,5% a mais em relação a janeiro e o bezerro de desmama de 6@ está 26,3% “mais caro”, em igual comparação. Como o preço do boi gordo subiu 12,4% nestes últimos sete meses houve certa limitação na piora do poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Em dia volátil, dólar encerra estável de olho em guerra comercial

Um dia depois da forte aversão nos mercados em todo o mundo, a negociação do dólar no Brasil alternou altas e baixas antes de encerrar próximo da estabilidade no fim do pregão

No encerramento do dia, o dólar foi cotado a R$ 3,9550, queda marginal de 0,04%, após tocar R$ 3,9372 na mínima (-0,49%) e R$ 3,9855 (0,73%) na máxima intradiária. O movimento fez do real uma das divisas com pior desempenho do dia – à frente de moedas, em sua maioria, pertencentes a países desenvolvidos e vistas como um porto seguro em momentos de aversão ao risco, como o iene japonês, o franco suíço e o euro. Os sinais apaziguadores, embora estejam longe de denotar avanço na questão comercial, trouxeram alívio a parte dos ativos considerados arriscados, em especial às bolsas em todo o mundo. No mercado de câmbio, no entanto, a melhora foi limitada pelas declarações do Presidente do Fed de St. Louis, James Bullard. O dirigente afirmou ser “prematuro” defender agora um novo corte dos juros. Bullard defendeu ainda que o BC americano não responda tempestivamente a toda nova jogada dentro da disputa comercial, sob o risco de elevar a incerteza sobre a política monetária. A provável resposta do Fed à piora das tensões comerciais é um dos principais fatores que ajuda a limitar a piora no sentimento dos mercados. Muitos analistas, inclusive, acreditam que Trump, ao anunciar uma nova rodada de tarifas sobre os produtos chineses, o fez justamente porque ficara desapontado com o corte de 0,25 ponto anunciado na semana passada e desejou colocar pressão sobre a autoridade monetária.

VALOR ECONÔMICO

Em apenas dois dias de agosto, estrangeiros tiram R$ 1,55 bi da bolsa

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 724 milhões da bolsa de valores no dia 2 de agosto, conforme dados mais recentes da B3

Naquele pregão, o Ibovespa consolidou a quarta queda semanal consecutiva. Apesar do bom desempenho das ações ligadas ao ciclo doméstico, o exterior pesou muito sobre os ativos locais. O fluxo de recursos estrangeiros na bolsa acumulado nos dois primeiros dias de agosto está negativo em R$ 1,55 bilhão, resultado de R$ 17,8 bilhões em compras de ações e de R$ 19,3 bilhões em vendas. No acumulado do ano, a posição dos estrangeiros na bolsa está negativa em R$ 12 bilhões. Os estrangeiros correspondem a pouco mais de 20% do total dos investidores na B3 e representam o maior grupo entre os aplicadores. A entrada e saída desses recursos costumam ser observadas como um termômetro da confiança na economia global e no desempenho da atividade local.

VALOR ECONÔMICO

Poupança tem saída líquida de R$1,605 bi em julho, diz BC

A caderneta de poupança registrou saque líquido de 1,605 bilhão de reais em julho, pior resultado para o mês desde 2015, divulgou o Banco Central na terça-feira

No mês, os saques superaram os depósitos em 1,836 bilhão de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural o resultado ficou no azul em 230,8 milhões de reais. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a poupança registrou saque líquido de 16,104 bilhões de reais.

REUTERS

Trégua EUA-China leva Ibovespa a subir mais de 2%

O investidor aproveitou a queda de preços no Brasil após um dia de turbulência para comprar mais ações, tirar prêmio de risco dos juros e “segurar” a cotação do câmbio. O resultado foi um Ibovespa de volta à faixa dos 102 mil pontos, mas sem descuidar do ambiente externo

A guerra comercial entre China e Estados Unidos não tem prazo para acabar. O Ibovespa terminou o dia em alta de 2,06%, aos 102.164 pontos, depois de tocar uma máxima intradiária de 102.178 pontos. O giro financeiro das ações do índice foi de intensos R$ 13,8 bilhões. Uma alta acompanhada de forte fluxo é indício de que parte dos fundos que ontem venderam ações hoje aproveitaram as baixas para reajustar as posições. No exterior, os índices acionários se aproximaram das máximas nesta tarde, mesma direção dos ativos brasileiros negociados em Nova York. Analistas afirmam que é importante não descuidar das movimentações no exterior depois da forte piora no sentimento de risco gerada pela desvalorização da moeda da China, seguida da classificação do país como manipulador cambial pelo Tesouro americano. Esse tipo de cenário mostra que um acordo comercial entre Pequim e Washington pode demorar ainda mais para sair, deixando uma nuvem de instabilidade no horizonte. No caso da Marfrig, a empresa fechou uma parceria com a americana Archer Daniels Midland (ADM) para desenvolver hambúrguer vegetal. A ADM é uma das principais tradings agrícolas do mundo e o valor do investimento não foi divulgado, mas já beneficia os papéis da brasileira. A empresa liderou os ganhos da bolsa, em alta de 7,41%.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig faz parceria com ADM para produzir hambúrguer vegetal no Brasil

A Marfrig, maior produtora de hambúrguer do mundo, anunciou na terça-feira acordo com a norte-americana Archer Daniels Midland para produzir e comercializar produtos de proteína vegetal no Brasil

A ADM, uma trader de grãos, será responsável por fornecimento da matéria-prima usada no desenvolvimento dos produtos de base vegetal. A Marfrig vai produzir, distribuir e vender os produtos para restaurantes e redes de varejo. “Juntas, Marfrig e ADM produzirão um hambúrguer 100% vegetal com sabor e textura similares aos da carne”, diz Eduardo Miron, Presidente-Executivo da Marfrig, em comunicado à imprensa. “O hambúrguer vegetal vem para complementar o portfólio de produtos da Marfrig e atender todos os canais de mercado nos quais atuamos”, acrescentou. As companhias terão como rival no país a Seara, do grupo JBS, que iniciou recentemente a oferta de hambúrguer de carne vegetal em redes de varejo, além de empresas como Superbom e Fazenda Futuro.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Zona não livre de peste suína clássica registrou 1.365 casos desde outubro

O plano estratégico para vigilância, controle e erradicação da peste suína clássica na zona não livre do Brasil será avaliado em reunião promovida pelo Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta semana, informou o Mapa em comunicado

Um grupo de trabalho responsável pela elaboração do programa de erradicação da peste suína clássica já foi criado pelo Mapa. As reuniões desta semana visam discutir ações técnicas a serem implementadas no plano estratégico para controle e erradicação da doença no país, com a participação de representantes estaduais das Superintendências Federais de Agricultura e dos Serviços Veterinários Estaduais. Desde outubro de 2018, foram confirmados 1.365 casos de animais com peste suína clássica no país, com sacrifício de 3.146 suínos. Dos 64 focos de peste suína clássica na área não livre, 62 foram eliminados e dois estão em fase de eliminação, disse o Mapa na segunda-feira (05). O Ceará registrou 48 focos da doença, e outros 16 foram verificados no Piauí – em ambos os casos, em animais de criações de subsistência. A Secretaria de Defesa Agropecuária considera que será necessário realizar um programa de vários anos para erradicar a peste suína clássica de todo o território nacional. A área brasileira considerada zona não livre da doença inclui os estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima. Já as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de Bahia, Sergipe, Acre, Rondônia, Tocantins e parte do Amazonas, são considerados livres da doença.

CARNETEC

INTERNACIONAL

EUA registram aumento de exportações de carne bovina em junho

As exportações de carne suína e de carne bovina dos EUA ficaram acima dos níveis do ano passado em volume e valor em junho, de acordo com dados divulgados pelo USDA e compilados pela US Meat Federation (USMEF)

Liderado por uma recuperação no México e na China, o valor das exportações de suínos foi o mais alto em 14 meses, enquanto os fortes resultados na Coreia do Sul e em Taiwan elevaram o valor das exportações de carne bovina ao quarto maior total já registrado. No ano passado, a Coreia do Sul superou o México como o segundo maior destino para as exportações de carne bovina dos EUA, e em 2019 continua fechando a lacuna no principal mercado do Japão. As exportações para a Coreia permaneceram em ritmo recorde em junho, aumentando 2% em relação ao ano anterior, para 25.118 toneladas (alta pós-EEB), enquanto o valor subiu 15%, para um recorde de US $ 178,3 milhões. As exportações de carne bovina para Taiwan terminaram um segundo trimestre muito forte, com os embarques de junho atingindo uma nova alta mensal de 6.654 toneladas, um aumento de 40% em relação ao ano anterior, avaliado em US $ 58 milhões (46% e o segundo mais alto já registrado). As exportações do primeiro semestre para Taiwan foram 16% acima do volume recorde do ano passado em volume (31.132 toneladas) e 11% maior em valor (US $ 276,2 milhões).

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