CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1049 DE 05 DE AGOSTO DE 2019

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Ano 5 | nº 1049| 05 de agosto de 2019

 NOTÍCIAS

Para onde vai o mercado do boi em agosto?

No mês de julho, a referência para a arroba registrou uma valorização média de 1,2% na maioria das praças pesquisadas no Brasil e a tendência é de alta nas cotações do boi gordo para o segundo semestre deste ano

Com o período de entressafra, a estimativa é que a oferta de boiadas reduza ao longo dos meses. De acordo com a analista da Scot Consultoria, Letícia Vecchi, as escalas de abate estão mais confortáveis nesta semana com sete dias úteis em São Paulo. “Nós estamos observando que as indústrias não estão saindo para as compras com tanto afinco e isso se refletiu em estabilidade nos preços na última semana de julho”, afirma. A consultoria aponta que a oferta de boiadas do confinamento devem chegar no mercado em setembro. “Durante esse mês de agosto as ofertas devem continuar restritas a nível nacional. Hoje, a arroba está sendo negociada em São Paulo por volta de R$ 154,00/@, a prazo e livre de Funrural”, comenta. Com relação às exportações, a analista salienta que a demanda externa está contribuindo para enxugar o excedente no mercado interno. “Vale à pena ressaltar que as exportações correspondem 20% do total produzido. Até a terceira semana de julho, nós tivemos um volume diário exportado de carne em torno de 5,9 mil toneladas de carne in natura”, aponta.

PECUARIA.COM.BR

Mercado vê sinal de alta para a arroba do boi

A inflexão da estabilidade do preço do boi gordo talvez esteja começando a dar sinais de que vai ser quebrada nos próximos dias. As escalas de abate dos compradores estão ainda acima para o normal dessa época do ano, mas caem gradualmente, e ainda há animais negociados antecipadamente para entrega agora

Porém, a demanda exportadora e a interna (em possível alta sazonal) criam expectativa. Os frigoríficos podem precisar a começar a originar mais bois, com o cenário de oferta sem sustentação pela ausência de produtos de pastos e com os volumes de negócios a termo chegando ao fim. A manutenção dos indicadores de preços médios há vários dias, já com pequeno viés de alta, promovem a percepção de que a melhora está chegando. E o fator exportação seria o mais forte dos fundamentos. “O ano passado, no primeiro semestre, a média foi 90 mil toneladas mensais. E começou a subir forte a partir de julho. Em 2019, a média foi de 114 mil. Se a alta no segundo semestre se repetir e ficar acima das 130 mil toneladas, não será fácil manter preços estáveis”, avalia Gustavo Figueiredo, da AgroAgility. No geral, as cotações médias para o boi com ficaram entre R$ 154,00 e R$ 157,00, para descontar imposto, uma leve alta segundo a Agrifatto. A estabilidade para a Scot também foi mais espalhada, praticamente dominando todos os estados. Dos R$ 139,00 em Goiânia aos R$ 142,00 de Dourados (MS).

Money Times

Desempenho externo das carnes em julho de 2019

Apenas os embarques de carne bovina apresentaram crescimento, aumentando quase 16% em relação a junho. O volume de carne suína aumentou menos de 7,5%, enquanto o de carne de frango apresentou ligeira redução – de 0,14%. Com isso, o total de carnes in natura embarcadas no mês aumentou apenas 4%

No preço médio, só as carnes bovina e de frango registraram evolução positiva – de 3,29% e 3,81%, respectivamente. O da carne suína recuou quase meio por cento. A receita cambial das três carnes aumentou em relação ao mês anterior. A da carne suína em 7%, a da bovina em quase 20% e da carne de frango em pouco mais de 3,6%. Comparativamente a julho de 2018, houve forte redução de volume (18,5% a menos) da carne de frango. Os embarques de carne bovina também recuaram (pouco mais de 1,3%). Assim, apenas a carne suína registrou aumento de volume (próximo de 5%) em relação a julho do ano passado. No mês, melhoraram os preços da carne suína (+23,73%) e da carne de frango (+12,27%). A carne bovina continuou com preço inferior ao de um ano atrás, 5% inferior. Como corolário desses desempenhos, a carne suína foi a única a registrar aumento na receita.

AGROLINK

Brasil terá adidos agrícolas no Peru, no Reino Unido e em Singapura

O número total de adidos brasileiros no exterior permanece em 25, presentes em 23 países

Peru, Singapura e Reino Unido ganharão postos de atuação de adidos agrícolas junto às representações diplomáticas brasileiras no exterior. Também foi alterado o número de vagas de adidos de três para dois na China e de dois para um na Rússia. Permanecendo o total de 25 adidos agrícolas brasileiros no exterior em 23 países. As medidas e alteração no número de posições de adidos agrícolas estão na portaria interministerial assinada pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e pelo ministro Embaixador Ernesto Araújo (Relações Exteriores). De acordo com a Coordenadora-geral de Gestão dos Adidos Agrícolas da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI/Mapa), Andressa Beig, com a inclusão do Peru, que é um país importador de produtos agrícolas brasileiros, a função do novo adido poderá ampliar ainda mais a relação entre Peru e Brasil, considerando a proximidade geográfica e o fortalecimento das relações bilaterais. Também Singapura é um país importador de alimentos, extremamente importante e relevante para a diversificação da pauta de exportação agrícola. O adido no Reino Unido poderá acompanhar as agendas de organismos internacionais sediados naquela região como a Organização Internacional do Café (ICO) e a Organização Internacional do Açúcar (OIA) e o Conselho Internacional dos Grãos (IGC).

MAPA

Adesão ao Sistema de Inspeção de Produtos de Origem Animal será incentivada

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vai realizar, no próximo mês, dois eventos para mostrar as vantagens dos gestores públicos e das agroindústrias participarem do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi – POA)

O primeiro é o seminário de sensibilização do Sisbi e o segundo um curso de atualização em inspeção higiênico-sanitária e tecnológica de carnes para médicos veterinários dos serviços de inspeção dos estados e municípios. As inscrições são gratuitas e limitadas e podem ser feitas pelo site. Os dois ocorrerão na sede da Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul) entre os dias 2 a 6 de setembro. Esse evento vai demonstrar o funcionamento e perspectivas do Sisbi -POA, requisitos e procedimentos para adesão ao sistema, as inovações e a importância dos autocontroles para as agroindústrias. A segunda parte será voltada aos médicos veterinários que atuam nos Serviços de Inspeção (SI) de Estados e Municípios de todo Brasil com foco na atualização sobre inspeção das principais espécies de abate (aves, bovinos e suínos) e procedimentos para verificação de programas de autocontroles (BPF, PPHO e APPCC). O objetivo é facilitar a obtenção ou manutenção da equivalência dos SI e adesão ao Sisbi – POA. O evento será organizado pelo Departamento de Suporte e Normas (DSN) e do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), da Secretaria de Defesa com o apoio da Superintendência Federal da Agricultura no Mato Grosso do Sul (SFA-MS), da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul (Famasul).

Mapa

ECONOMIA

Dólar tem maior alta desde junho por exterior negativo e carência de fluxo

O dólar cravou a quinta alta consecutiva frente ao real na sexta-feira, na maior valorização diária e para o maior patamar desde meados de junho, puxado pelo novo dia de fortalecimento da moeda norte-americana contra divisas de risco, em meio a temores sobre a guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos contra a China

O dólar à vista subiu 1,14%, a 3,8915 reais na venda. É a maior alta diária desde 14 de junho (+1,16%) e o maior patamar de fechamento desde 17 de junho (3,9005 reais na venda). Na máxima, o dólar foi a 3,8943 reais. Na semana, o dólar saltou 3,13%, maior apreciação para o período desde a semana encerrada em 17 de maio (+4,00%). No exterior, o dólar subia 1,3% ante o peso colombiano, 1% ante a rupia indonésia e 0,9% contra o peso chileno. O real e outras divisas emergentes sofreram conforme os Estados Unidos voltaram a elevar o tom contra a China com relação a assuntos comerciais. Mas a moeda brasileira teve o segundo pior desempenho global, melhor apenas que o do peso colombiano. A piora relativa da divisa doméstica, segundo operadores, está ligada à ausência de fluxos em meio à queda dos diferenciais de juros a mínimas recordes. “Não tem fluxo, está parado. E isso coincide com a queda nesta semana do juro para uma nova mínima histórica. A combinação pesa contra o real”, disse Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos. Em 12 meses até junho, o fluxo cambial líquido contratado está negativo em 28,643 bilhões de dólares. É o pior número desde agosto de 1999 (-40,680 bilhões de dólares). A falta de fluxo é expressa pelo cupom cambial, juro em dólar negociado no mercado doméstico. O cupom para novembro opera perto das máximas desde o fim de junho, saltando 24 pontos-base ante as mínimas de meados de julho.

REUTERS

Petrobras sustenta leve avanço do Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão em leve alta na sexta-feira, com papéis da Petrobras sustentando o viés positivo após a empresa divulgar lucro líquido recorde para o segundo trimestre. Pesou sobre os negócios, porém, preocupações com o aumento das tensões entre Estados Unidos e China

O Ibovespa subiu 0,54%, a 102.673,68 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 17,52 bilhões de reais. A Petrobras teve lucro líquido recorde de 18,87 bilhões de reais no segundo trimestre, aumento de 87% ante o mesmo período do ano passado. Para analistas do BTG Pactual a petrolífera continua a oferecer uma perspectiva de longo prazo atraente, conforme se concentra em desalavancagem e segmentos mais rentáveis.

O avanço do índice foi mitigado pelo clima ruim nos mercados internacionais diante da escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, após o presidente norte-americano, Donald Trump, prometer adotar tarifas de 10% sobre 300 bilhões de dólares em importações chinesas a partir do próximo mês.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva lança aplicativo para pecuaristas para facilitar acesso a informações dos abates

A Minerva Foods anunciou o lançamento de aplicativo próprio voltado aos pecuaristas para facilitar a integração entre produtor e indústria e o acesso a informações dos abates

Disponível para Android e iOS, o aplicativo Minerva Pecuarista é destinado a todos os pecuaristas que tiveram abate na Minerva Foods nos últimos 12 meses, em todas as regiões onde a companhia atua. As funcionalidades da plataforma envolvem indicadores de desempenho, programação de abate, histórico de romaneio e disponibilização da nota fiscal para pagamento. No aplicativo Minerva Pecuarista, o produtor acompanhará o histórico de abate com o desempenho de cada fazenda nos últimos 12 meses, acessará a agenda de abate dos animais escalados nas unidades da Minerva, como também o histórico dos romaneios (especificações técnicas de peso e qualidade). Por fim, o pecuarista receberá automaticamente a nota fiscal.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Diferença entre os preços das carnes de frango e suína aumenta

Em relação à carne bovina, a competitividade do frango manteve-se relativamente estável no mês

Os preços da carne de frango resfriada recuaram entre junho e julho, diferente do movimento observado para os valores da carcaça especial suína, que atingiram a máxima nominal da série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004. Nesse cenário, a carne de frango ganhou competitividade frente à suína, sendo, inclusive, a maior vantagem desde fevereiro/17. Já em relação à carne bovina, a competitividade do frango manteve-se relativamente estável no mês.

CEPEA/ESALQ

Turbulências na indústria de suínos da Bulgária após surtos de peste suína

Preços locais da proteína podem subir até 50% este ano, prevê associação de produtores

Os preços da carne suína na Bulgária podem subir até 50% este ano – atingindo um dos níveis mais altos de sua história –, depois do registro de surtos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês), informou na sexta-feira o portal da GlobalMeatNews, com base em comunicado divulgado pela associação representante do setor de carnes do país. A Bulgária, membro da União Europeia (UE), pode perder até 100.000 cabeças de suínos, ou cerca de 20% de seu rebanho total, devido à ASF, disse um porta-voz do Ministério da Agricultura daquele país. Nesta semana, as autoridades locais disseram que matariam 17 mil porcos após detectar um surto de febre suína africana em uma fazenda situada no nordeste do país, a quarta propriedade industrial atingida pelo vírus que se espalha rapidamente, segundo informou a Reuters. A Ministra da Agricultura, Desislava Taneva, emitiu uma ordem para iniciar o abate voluntário de porcos em fazendas de origem familiar, não-industriais, consideradas áreas de maior risco de propagação da ASF, devido à falta de medidas de biossegurança. Essa decisão do governo búlgaro fez com que os preços domésticos da carne suína disparassem e levou os produtores de suínos a iniciar uma onda de protestos em todo o país.

GlobalMeatNews

Mais dois focos de peste suína são identificados na China, diz FAO

Até agora, na Ásia, 4.869.180 suínos morreram em decorrência da peste suína africana ou foram sacrificados por causa da contaminação pela doença

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou na sexta-feira que dois novos focos de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) foram identificados na China, nas províncias de Liaoning e Hubei. Até agora, na Ásia, 4.869.180 suínos morreram em decorrência da peste suína africana ou foram sacrificados por causa da contaminação pela doença. No Vietnã, cerca de 3,7 milhões de animais foram abatidos, enquanto na China esse número é de mais de 1,16 milhão. Em toda a Ásia, a FAO estima 240 focos da doença, ante 238 no levantamento anterior da organização. A situação mais crítica, em termos de extensão, permanece sendo a da China, com 149 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Os dados da FAO divergem das estimativas de mercado, por contabilizarem somente os números divulgados pelos órgãos oficiais de cada país.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Trump e UE anunciam acordo para ampliar vendas de carne bovina dos EUA ao bloco

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira um acordo para vender mais carne bovina norte-americana para a Europa, em uma modesta vitória para uma administração que permanece em uma guerra comercial com a China, embora Trump tenha afirmado que tarifas sobre automóveis europeus continuam como uma possibilidade

A Comissão Europeia destacou que qualquer acordo sobre carne bovina não aumentará as importações totais do produto, e que toda a carne que chegar à UE deve ser livre de hormônios, em linha com as regras sanitárias do bloco. O acordo necessita da aprovação do Parlamento Europeu. “O acordo que assinamos hoje irá diminuir as barreiras na Europa e expandir o acesso para fazendeiros e pecuaristas norte-americanos”, disse Trump em um encontro com autoridades da UE e pecuaristas dos EUA, trajados com chapéus de caubói, na Sala Roosevelt da Casa Branca, onde foi realizado o anúncio. O acordo foi, então, assinado pelo representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, pelo embaixador da UE nos EUA, Stavros Lambrinidis, e pelo representante do bloco europeu, Jani Raappana. O acordo sobre carne bovina poderá ajudar a aliviar alguns dos danos causados ao setor agrícola dos EUA pelas tarifas que Pequim impôs a produtos norte-americanos em retaliação às taxas dos EUA sobre a China. Trump declarou que no primeiro ano as exportações livres de taxas de carne bovina dos EUA aumentarão em 46%, e que em sete anos crescerão mais 90%. “No total, as exportações livres de taxas vão aumentar de 150 milhões de dólares para 420 milhões de dólares, um avanço de mais de 180%”, disse. Em relação às cotas para os embarques, fontes na UE e diplomatas disseram em junho que o acordo negociado garantiria aos EUA uma parcela da cota de 45 mil toneladas que a UE possui para bovinos livres de hormônio.

REUTERS

Produtores do Mercosul iniciaram debate sobre distribuição de cota de carne da UE

O Fórum Mercosul de Carne começou ontem em Palermo a falar sobre os critérios para a distribuição da cota de 99 mil toneladas da Europa para o Mercosul. Nada foi resolvido ainda, é a primeira reunião”, disse Eng. Agr. Juan José Griguera, Secretário da Sociedade Rural Argentina

O porta-voz do grupo disse que “nós sempre concordamos, e agora estamos considerando diferentes cenários de forma profissional para alcançar um acordo lógico e equitativo para todas as partes”. E ele destacou a atmosfera de trabalho e respeito mútuo, além de brincar que “esta é a hora de distribuir os bifes”. De acordo com o que foi transcendido, considera-se importante que a questão seja resolvida em nível privado, pois se o governo entrar, outros itens poderão entrar. E ele disse que “não consideramos os critérios de 25% propostos pelo Paraguai, para cada um dos países, sob vários argumentos”, mas disse que “também não foi uma posição recalcitrante”. Griguera disse que vários critérios técnicos estão sendo analisados: “desempenho das exportações, devemos ver os períodos que são tomados. Outra é a produção de carne, o rebanho bovino, ou o consumo interno com relação à exportação ou vice-versa, existem muitos parâmetros todos defensáveis, mas também criticáveis ”, disse ele. Eles se encontrarão novamente no Prado em setembro e disseram que se espera que seja resolvido antes do final do ano.

El País Digital

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