CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1046 DE 31 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1046| 31 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Pressão de baixa no atacado de carne bovina

Na semana retrasada os preços da carne bovina esboçaram uma perda de firmeza no mercado atacadista, mas na última semana a frouxidão foi confirmada

Na média de todos os cortes desossados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações tiveram retração de 0,1%. O desempenho da economia está ruim e a demanda fraca tem ditado o tom do mercado da carne.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: escalas de abates encurtaram

Apesar da estabilidade nos preços do boi gordo em São Paulo, a entressafra começa a ser sentida. As programações de abate atendem, em média, cinco dias, frente a sete dias na última semana.

Mas, a dificuldade de escoamento da carne bovina continua, o que está limitando o desenvolvimento da cotação. A véspera de começo de mês fez com que as indústrias ofertassem preços maiores pelo boi gordo na terça-feira. Valorizações ocorreram em diversas praças na última terça-feira (30/7), tais como em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará e Espírito Santo.

SCOT CONSULTORIA

Paraná terá simulado para atendimento de emergência em caso de focos de aftosa

De acordo com nota do ministério, o treinamento será realizado no Estado, em uma área com cerca de 740 propriedades

O setor de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura vai participar, entre 11 e 17 de agosto, de um treinamento simulado em emergência para o atendimento a um foco de febre aftosa. De acordo com nota do ministério, o treinamento será realizado no Paraná, em uma área com cerca de 740 propriedades – no Estado, existem 176.368 fazendas com bovinos e bubalinos. O simulado faz parte do Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), com a Coordenação Técnica do Comitê Veterinário Permanente do Mercosul (CVP/Mercosul) e Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa). Além do ministério brasileiro, vão participar todos os envolvidos com a sanidade agropecuária do Brasil, incluindo produtores, representantes dos Serviços Veterinários Estaduais e da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Ibovespa fecha no vermelho com forte queda de Itaú

O Ibovespa recuou na terça-feira com o setor bancário exercendo grande peso negativo sobre o índice, após a divulgação do balanço trimestral de Itaú Unibanco, ainda em meio a preocupações com o aumento das tensões entre Estados Unidos e China

O Ibovespa caiu 0,53%, a 102.932,76 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 14,98 bilhões de reais. No cenário nacional, o destaque da sessão foi o movimento de realização nos papéis do segmento bancário, com Itaú Unibanco liderando a queda, mesmo após reportar alta de 10,2% no lucro recorrente do segundo trimestre, resultado em linha com expectativas dos analistas. “Isso ocorre muito por conta do temor dos investidores sobre o que o crescimento dos bancos digitais pode significar no lucro dos bancos tradicionais”, afirmou o analista Felipe Silveira, da Coinvalores. “Mas em curto prazo é muito difícil ver qualquer sinal mais claro disso.” As units do Banco Inter chegaram a subir mais de 20% nesta sessão, após o banco digital levantar 1,25 bilhão de reais em uma oferta primária de ações e atrair o japonês SoftBank Group como acionista. O aumento das tensões entre EUA e China influenciaram os mercados internacionais, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, advertir Pequim para não esperar o fim de seu primeiro mandato para finalizar o acordo entre os dois países. Agentes financeiros ainda aguardam as reuniões de política monetária do Federal Reserve nos EUA e do Banco Central brasileiro, que devem resultar em cortes nas taxas de juros. “A expectativa é um corte de 0,25 (ponto percentual) lá e aqui. Qualquer decisão fora disso será surpreendente”, disse Silveira, da Coinvalores.

REUTERS

Dólar se aproxima de R$3,80 de olho em Fed e Copom; volatilidade baixa é alerta

O dólar à vista subiu 0,19% nesta terça, a 3,7909 reais na venda. É o maior nível para um fechamento desde 8 de julho (3,8081 reais)

Faltando uma sessão para o fim do mês, o dólar acumula queda de 1,30% em julho, depois de baixa de 2,13% em junho. Boa parte dessa queda decorre da expectativa de que o Federal Reserve (o banco central dos EUA) corte juros e, assim, aumente a liquidez, a qual poderia migrar para mercados como o Brasil, elevando a oferta de dólares e consequentemente baixando o preço da moeda. Mas no mercado cresceram dúvidas sobre uma sinalização mais contundente do Fed de novas reduções de juros à frente, o que poderia ditar uma reversão do recente movimento em moedas de risco. O receio é de um salto na volatilidade, que elevaria a demanda por proteção e, portanto, por moedas tidas como seguras —caso do dólar e do iene, por exemplo. Tanto o índice de volatilidade cambial para divisas do G10 quanto o de volatilidade para moedas emergentes —ambos do Barclays— operam em torno dos menores níveis desde 2014. A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses oscilava em torno de 10,86% ao ano, perto das mínimas desde julho de 2014. “Temos estado preocupados com o nível excessivamente baixo de volatilidade cambial e não acreditamos que isso é sustentável no longo prazo”, disseram estrategistas do BofA em nota a clientes. “Muito da discussão recente sugere que o atual mix de política, que depende muito da monetária, não é sustentável e pode eventualmente a levar a fortes ajustes nos mercados.”

REUTERS

Vendas de supermercados do Brasil crescem 4,04% em junho, diz Abras

As vendas de supermercados no Brasil em junho subiram 3,89% em relação ao mesmo período de 2018 e 0,24% sobre maio, informou na terça-feira a entidade que representa a indústria, Abras

No acumulado de janeiro a junho, o setor supermercadista apresentou crescimento real de 2,64% na comparação anual, disse a Abras. Para 2019, a associação manteve a previsão de alta de 3% nas vendas, apesar de revisões na estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) e ainda sem a reforma da Previdência. “Chegamos a pensar em revisar esse número para baixo, mas, após algumas análises… acreditamos que será possível chegar aos 3%”, afirmou em nota o Presidente da Abras, João Sanzovo Neto, citando a previsão de liberação do FGTS e do PIs/Pasep.

REUTERS

IGP-M desacelera alta a 0,40% em julho com menor pressão sobre atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 0,40% em julho depois de subir 0,80% no mês anterior diante de uma menor pressão sobre os preços no atacado, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, subiu em julho 0,40%, sobre alta de 1,16% no mês anterior. O grupo Matérias-Primas Brutas que reduziu a alta a 2,34%, de um avanço de 4,24% em junho, com destaque para o comportamento dos itens soja, leite in natura e cana-de-açúcar. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, subiu 0,16% no período, depois de cair 0,07% em junho. O destaque ficou para o grupo de Alimentação, que passou a subir 0,22%, de uma queda de 0,55% antes. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, avançou 0,91%, de 0,44% antes.

REUTERS

EMPRESAS

Habilitações de frigoríficos pela China devem sair em semanas, diz BRF

O Presidente do Conselho de Administração da BRF, Pedro Parente, afirmou na terça-feira que a empresa deve ter mais três unidades habilitadas para exportar carnes à China “numa questão de semanas e não de meses”

“Nós estamos como cavalo que está arrastando as patas, prontos para correr”, brincou Parente, durante o Agrotools Future 2019, seminário promovido pela Agrotools em São Paulo. Das unidades, uma produz carne suína e de frango e as demais apenas carne de frango, afirmou o executivo. Em sua participação no evento, Parente reafirmou a meta de reduzir o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) da companhia para níveis inferiores a quatro vezes. A meta da BRF é encerrar 2019 com um índice de alavancagem de 3,65 vezes. “Têm uma grande chance de serem antecipada. Isso se deve à melhoria do mercado não China neste momento, que a gente aumentou a exportação, mas com capacidade limitada devido ao número de plantas, mas também à melhoria de preços nos mercados internacionais. O impacto China específico ainda vem”, afirmou a jornalistas. “No ano passado passamos por uma combinação muito nefasta de eventos e este ano uma temos combinação bem mais positiva. É o reverso da medalha e espero que isso continue”, acrescentou. “Estamos bastante confiantes de que teremos resultados positivos proximamente”, frisou. “Estabelecemos metas ambiciosas. Queremos sair de acima de cinco para abaixo de 3,65 vezes em 2019”, destacou. “Nossa alavancagem ainda é um desafio, mas à luz dessas possibilidades que temos da china, não só vamos alcançar esse alvo, temos uma boa chance de antecipar ele”, disse. O executivo destacou ainda que o que acontece na China é um evento disruptivo, algo que vai impactar o mercado por um período mínimo de três anos.

VALOR ECONÔMICO

Seara, da JBS, investe R$180 mi na construção da 3ª unidade de biodiesel do grupo

A Seara Alimentos, subsidiária da JBS, investirá 180 milhões de reais na construção de uma fábrica de biodiesel em Santa Catarina, com operação prevista para 2021, informou a maior produtora global de carnes na terça-feira

A terceira unidade de biodiesel da JBS utilizará como matérias-primas resíduos como gorduras de aves e suínos, material farto no Estado onde a empresa possui importantes unidades de produção de carnes. Nas outras duas fábricas de biodiesel do grupo, em Lins (SP) e Campo Verde (MT), o sebo bovino acaba sendo a matéria-prima preponderante na produção de biodiesel. A nova unidade da JBS Biodiesel, em Mafra (SC), mais que dobrará capacidade produtiva da empresa, a qual deve superar 600 milhões de litros/ano, disse a JBS. A planta também poderá usar soja como matéria-prima, disse a empresa. Somente em Santa Catarina, a JBS mantém mais de 30 operações da Seara em 18 municípios. A aposta da companhia em uma nova operação também considera o cenário otimista do setor. “Até 2023, a partir do programa RenovaBio, a mistura de biodiesel na composição do diesel chegará a 15% com a entrada do B15”, explicou o Diretor da JBS Biodiesel, Alexandre Pereira. Com a terceira unidade, a JBS Biodiesel reforçará sua posição entre as dez principais produtoras de biodiesel do país, após ter aumentado suas vendas em 25% em 2018, para 260 milhões de litros. A JBS ressaltou que Mafra conta com logística eficiente de embarque e desembarque pelos modais ferroviário e rodoviário, além de estar a 120 km de Araucária (PR), onde está instalada a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), uma das principais unidades de mistura e distribuição de diesel do país.

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Marfrig anuncia emissão de títulos de sustentabilidade

A Marfrig Global Foods, uma das maiores empresas de carne bovina do mundo, anunciou a emissão de “sustainable bonds” (títulos de sustentabilidade) no mercado internacional

No valor de US$ 500 milhões, prazo de dez anos e taxa de 6,625%, é, segundo a companhia, sua emissão mais longa e com o menor custo. A captação está sendo coordenada pelos bancos Santander, ING, BNP, Banco do Brasil, Bradesco, BTG, Nomura, HSBC, XP e Rabobank. Segundo a Marfrig, os títulos foram classificados como Sustainable Transition Bonds e a posicionam como “uma empresa pioneira em sustentabilidade no setor”.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Rebanho de suínos da China pode encolher em 50% com peste suína africana, diz Rabobank

O rebanho de suínos da China pode cair pela metade até o final de 2019 na comparação com o ano anterior, devido ao avanço de surtos de peste suína africana pelo país, maior produtor global de carne suína, projetaram analistas do banco holandês Rabobank na terça-feira

O banco disse estimar que o rebanho chinês, de longe o maior do mundo, já tenha caído em 40% frente ao ano passado, o que fica bem acima das estimativas oficiais, de entre 15% e 26%. A previsão vem em meio a especulações na indústria de que a retração tenha sido bem pior que o confirmado por autoridades agrícolas, que neste mês lançaram uma investigação sobre os esforços de autoridades locais para conter a doença. O Rabobank disse que a produção de carne suína da China deve cair em 25% em 2019 na comparação com o ano anterior, uma queda menor que a esperada no rebanho, devido ao grande número de animais sacrificados no primeiro semestre de 2019. A produção de carne suína, a preferida dos chineses, deverá cair em mais 10% a 15% em 2020, disse o banco em relatório. A produção pode levar então cinco anos para retomar os níveis vistos antes dos surtos de peste suína africana, em meio a desafios que incluem a falta de soluções para prevenir a doença e à falta de capital que deve impactar a recomposição dos estoques.

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ABPA e Apex-Brasil renovam convênio para promoção das exportações de proteína animal do país

O Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, e o Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), contra-almirante Sergio Ricardo Segovia Barbosa, assinaram convênio setorial para a promoção das exportações da avicultura e da suinocultura nacionais.

O novo projeto vigorará até 2021 e apoiará as ações de promoção de imagem e novos negócios para duas cadeias produtivas que exportam o equivalente a mais de US$ 8,5 bilhões anualmente, além das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Pork e Brazilian Breeders. Por meio dos Projetos Setoriais, ABPA e Apex-Brasil viabilizam a participação de agroindústrias de diversos portes nas maiores feiras internacionais do setor de alimentos, realizam ações de fortalecimento da imagem setorial e realizam estudos voltados para a inteligência comercial da avicultura e da suinocultura nacionais. Cerca de 45 empresas participam dos projetos atualmente.

CARNETEC

Com ritmo de embarques reduzidos preços do frango recuam

A retração do consumo, típica de final de mês, também tem influenciado o movimento de queda nas cotações

De acordo com dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na parcial de julho (15 dias úteis), o ritmo dos embarques de carne de frango in natura diminuiu; porém, o desempenho final dos exportadores pode ser favorecido pela valorização do produto brasileiro no mercado internacional e pelo maior número de dias úteis neste mês – julho tem 23 dias úteis, e junho teve 19. Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), a média diária de embarques na parcial de julho é de 17 mil toneladas, redução de 10% frente ao mês anterior, quando foi de 18,8 mil toneladas. Com esse ritmo, o Brasil exportou 255,6 mil toneladas em 15 dias úteis, gerando receita de US$ 433,7 milhões. Quanto aos preços, ao longo de julho, as cotações da carne de frango recuaram, devido à menor liquidez, uma vez que as férias escolares e as temperaturas mais baixas diminuem a procura. Além disso, a retração do consumo, típica de final de mês, também tem influenciado o movimento de queda nas cotações.

AVICULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

China registrou volumes históricos na importação de carne bovina em junho

O menor estoque de suínos devido à gripe suína africana deslocou a China e gerou enormes necessidades de importação de carne bovina este ano, que devem continuar em 2020

O Diretor da Faxcarne, Rafael Tardáguila, disse que no final de junho as compras chinesas “atingiram um novo recorde”. No total, foram importados 134 mil toneladas, um aumento de 61% em relação a junho de 2018, quando os volumes “já estavam altos”. Tardáguila considera que o aumento “não representa um saldo líquido de 61% do volume no mercado”, mas “responde às complicações de acesso através do canal cinza”. De qualquer forma, ele entende que “é um grande salto” que “engloba as necessidades de carne do país”. Outro destaque é que o máximo histórico foi atingido para fornecer carne aos consumidores em meses de menor demanda.

El País Digital

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