CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1045 DE 30 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1045| 30 de julho de 2019

 NOTÍCIAS

Queda no preço da carne bovina no atacado

O ritmo do consumo faz com que as indústrias não tenham a necessidade de alongar as escalas de abate. Na última segunda-feira (29/7) os preços ficaram estáveis na maioria das regiões pecuárias

No Triângulo Mineiro, além do escoamento calmo, a oferta de boiadas está boa e permite aos frigoríficos ofertarem preços menores pelas boiadas. Na região, o boi gordo ficou cotado em R$148,50/@, a prazo, livre de Funrural, queda de 1,3% na comparação com o fechamento da última semana. Apenas em Três Lagoas-MS, onde, apesar de parte das indústrias terem ficado de fora das compras, as que entraram, o fizeram ofertando preços maiores pela a arroba do boi gordo. Nessa praça, a baixa disponibilidade de boiadas explica o movimento. Nas demais regiões, o preço do boi gordo está estável. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o preço do boi casado castrado caiu e ficou, em média, em R$9,72/kg (29/7). No acumulado do mês a retração já é de 5,2%.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição está frouxo no Centro-Sul

O mercado de reposição trabalhou mais frouxo ao longo da última semana

Analisando os machos anelorados, na média de todas as categorias, os preços caíram em seis, dos trezes estados pesquisados. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, as cotações cederam 0,6% e 1,3%, respectivamente, na última semana, frente a anterior. Com a baixa demanda observada desde o início do mês, a oferta da reposição acumulou e os preços recuaram. No entanto, mesmo com os ajustes negativos o mercado não tem ganhado movimentação nestes dois estados. Em Minas Gerais e Goiás, mesmo com a procura baixa, as cotações ficaram mais resistentes às quedas, em função da oferta limitada das categorias de reposição. No Paraná o mercado também cedeu neste final de julho. O frio tem afastado os pecuaristas dos negócios. No estado, o destaque fica para o boi magro, cujo preço caiu R$100,00 por cabeça desde o início do mês. A referência para categoria está em R$1,9 mil. Já no Pará, Tocantins, Maranhão e Bahia o mercado está aquecido e o ritmo das negociações está alto. Nestes estados, as chuvas se estenderam um pouco mais, garantindo suporte para as pastagens e melhorando o ânimo do pecuarista.

SCOT CONSULTORIA

Incerteza econômica reduz demanda por carne bovina

Segundo o Imea, conjuntura instável corrobora para demanda estagnada no setor

As revisões negativas para o PIB brasileiro este ano e as incertezas em relação ao futuro da economia brasileira seis meses depois da eleição do governo Bolsonaro corroboram para uma demanda enfraquecida por carne bovina. é o que aponta o boletim semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “A espera da população pela retomada de uma conjuntura mais estável, reflete no mercado pecuário, configurando a atual demanda enfraquecida”, explica a instituição. O Imea lembra que, com este cenário, muitos frigoríficos moderaram suas compras para evitar grandes estoques. Com isso, a escala de abate em Mato Grosso ficou em 6,29 dias na última semana, decréscimo de 0,82 dia no comparativo semanal. Do lado da oferta, a Instituto ressalta que há maior disponibilidade de animais em São Paulo e Mato Grosso devido ao efeito manada após a retenção de animais observada quando foi constatado um caso atípico de mal da vaca louca no Estado. Diante desse cenário, o preço do boi gordo fechou a semana a R$138,11/@ em MT, queda de 0,16%. Já o da vaca gorda ficou em R$129,27/@ no Estado, recuo de 0,22%.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar vai a máxima em três semanas ante real com mercado em busca de segurança

O dólar fechou no maior nível em três semanas frente ao real na segunda-feira, com a moeda brasileira acompanhando as perdas em outros ativos de risco, em semana de decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos

O dólar à vista subiu 0,27%, a 3,7837 reais na venda. É o maior patamar desde 8 de julho (3,8081 reais). Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 0,19%, a 3,7830 reais. No exterior, moedas de perfil semelhante ao real, como o peso colombiano, o rublo russo e o peso mexicano operavam também em queda, enquanto a referência do mercado de ações dos EUA fechou em baixa, evidência da postura mais conservadora do mercado antes da decisão de juro nos EUA. Juros mais baixos nas principais economias melhoram a relação risco/retorno para aplicações em ativos de mercados mais arriscados, como os emergentes, o que pode estimular entrada de capital para o Brasil, contribuindo para alívio no dólar. “(Mas) Se a política monetária deverá guiar os mercados até a próxima sexta-feira, ela não fará isso sozinha”, disseram profissionais da Azimut Brasil Wealth Management. “Além das decisões sobre taxas de juros mundo afora, a retomada das negociações comerciais entre China e Estados Unidos, prevista para acontecer a partir de amanhã em Xangai, também deve concentrar boa parte das atenções dos investidores”, acrescentaram.

REUTERS

Ibovespa fecha em leve alta à espera de decisões de juros

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, com as ações da Ambev e da Petrobras entre os principais suportes, enquanto o mercado permanece na expectativa de decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos nesta semana, tendo a temporada de resultados de pano de fundo

O Ibovespa subiu 0,65%, a 103.482,63 pontos. O volume financeiro somou 12,4 bilhões de reais. “Todo mundo está aguardando a quarta-feira, esperando uma decisão mais forte dos bancos centrais”, afirmou o economista Victor Beyruti, da Guide Investimentos. Tanto no Brasil como nos Estados Unidos, as respectivas autoridades monetárias anunciam decisões de juros no próximo dia 31, com o mercado esperando cortes em ambos os casos e atento aos sinais sobre os próximos passos, em meio a uma economia em desaceleração nos EUA e ainda rastejante no Brasil. A cena corporativa também tem ocupado as atenções no pregão brasileiro, particularmente a temporada de balanços trimestrais, que nesta sessão reserva os números trimestrais do Itaú Unibanco e da administradora de shopping centers Multiplan, após o fechamento da bolsa.

REUTERS

Mercado mantém estacionada projeção para crescimento do PIB em 2019

Depois de 20 semanas seguidas em queda e de interromper o ciclo de cortes com uma alta de 0,01 ponto percentual na semana passada, a mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2019 parece ter se acomodado em 0,82%. O dado está na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central (BC) na segunda-feira, com estimativas coletadas até a última sexta-feira

Para 2020, o ponto-médio das expectativas para a economia brasileira também permaneceu inalterado, em 2,10%, nível em que está há três semanas. O Ministério da Economia revisou sua projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano de 1,6% para 0,82% no relatório de receitas e despesas do último bimestre. O PIB do segundo trimestre será conhecido em 29 de agosto. Além disso, a mediana das projeções para a inflação oficial em 2020 entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, subiu de 3,81% para 3,93%. Entre os economistas em geral, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 3,90%. Em relação a 2019, a expectativa para a alta de preços caiu de 3,87% para 3,81% entre os campeões de acertos, e subiu de 3,78% para 3,80% na medição que inclui todos os participantes da sondagem. Para os próximos 12 meses, a pesquisa indicou manutenção em 3,68%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado uma espécie de prévia do chamado “IPCA cheio”, ficou em 0,09% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada. Em 12 meses, a inflação acumulada pelo indicador é de 3,27%. A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 4,25% em 2019, 3,81% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% para 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Marfrig lança a marca Paty no Brasil

A Marfrig Global Foods anunciou que comercializará na área de food service no Brasil produtos com a marca Paty, líder na categoria de hambúrgueres na Argentina

“A marca Paty é referência na Argentina há quase 60 anos. Fazer essa integração comercial com a unidade da Marfrig no Brasil reforça a importância da marca e oferece aos consumidores brasileiros um produto genuíno, diferenciado e feito com 100% de carne bovina”, diz Gustavo Kahl, CEO da Marfrig Argentina, em nota. Na Argentina, além da linha de hambúrgueres clássicos Paty – os primeiros que chegarão ao Brasil -, o portfólio da marca é composto pelas linhas “finitas”, light, grande, à milanesa e por uma linha especial e gastronômica de hambúrgueres com ingredientes selecionados como pimentão vermelho, bacon, pedaços de provolone e cebola caramelizada. Conforme a Marfrig, os hambúrgueres Paty têm participação superior a 50% no varejo argentino. Eles são produzidos na unidade de San Jorge, na Província de Santa Fé. A unidade emprega cerca de 800 funcionários e tem capacidade para produzir 3.400 toneladas por mês de hambúrguer com as marcas Paty, Good Mark, Barfy e para grandes redes de fast food do país. Além dos hambúrgueres Paty, os clientes de food service no Brasil também poderão adquirir a picanha da marca Quickfood, um dos produtos líderes no mercado de carne bovina na Argentina.

VALOR ECONÔMICO

América do Sul em melhores condições para atender demanda global por carne bovina, diz Minerva

Os preços de carne bovina e a demanda pelo produto globalmente devem subir ainda mais ao longo do segundo semestre deste ano e no primeiro semestre do ano que vem, criando oportunidades para os produtores na América do Sul, segundo executivos da Minerva S.A. em teleconferência com analistas

A Minerva possui cinco plantas habilitadas para suprir a demanda chinesa, localizadas no Brasil, Argentina e Uruguai, com capacidade total de abate de 6,4 mil cabeças/dia. A América do Sul já atende 70% das importações de carne bovina pela China, segundo o Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz. Estados Unidos e Austrália enfrentam limitações ao crescimento do comércio com o país asiático. Os americanos são impactados pelos efeitos da guerra comercial com a China e o uso de hormônio de crescimento não aceitável no país asiático. Já a Austrália enfrenta efeitos climáticos afetando a produção, segundo Queiroz. “Há uma oportunidade muito grande para o Brasil e a América do Sul como um todo”, disse. “Nesse primeiro semestre de 2019, a nossa fábrica de Rosário (Argentina) foi a líder mundial e individual de exportação de carne bovina para a China.” A decisão de a empresa retomar as atividades na planta argentina de Venado Tuerto em junho é motivada pela crescente demanda por carne bovina no cenário global. Queiroz espera que novas plantas brasileiras sejam habilidades a exportar para a China no futuro próximo. Ele também vê possibilidade de abertura do mercado da Indonésia e retomada das vendas de carne bovina brasileira para os Estados Unidos em breve. Queiroz disse ainda esperar “aumento consistente de preço” da carne bovina durante o segundo semestre de 2019 e, principalmente, no primeiro semestre de 2020, como impacto da peste suína.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Forte queda nos preços do suíno em São Paulo

Nas granjas paulistas, o preço do suíno caiu 11,2% nos últimos sete dias, estando cotado, em média, em R$87,00 por arroba

No atacado, a queda da carcaça foi de reduziu 10,4% em igual comparação, sendo negociada atualmente em R$6,90 por quilo. O período do mês não favorece as vendas no mercado doméstico. Junto a isso, o volume embarcado também diminuiu o ritmo em julho. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária embarcada de carne in natura este mês está 2,1% menor que a média exportada diariamente em junho último. Apesar de São Paulo não ser um estado exportador, a concorrência imposta de outros estados tem influenciado. Outro ponto é que, dentre as proteínas, (carne suína, bovina e de frango) a carne suína foi a que apresentou maior valorização este ano, ou seja, sua competitividade diminuiu frente às demais.

SCOT CONSULTORIA

Produção avícola paranaense tem melhor semestre da história

O Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) divulgou na sexta-feira (26) o balanço do primeiro semestre de 2019 do setor:  919,4 milhões de aves foram produzidas de janeiro a junho deste ano no estado, volume que representa o melhor semestre de abates já registrado

O número é 2,4% superior ao registrado no segundo semestre de 2017, antiga melhor marca do setor, quando 897,7 milhões de frangos foram produzidos, e 5,3% maior que o mesmo período do ano passado, quando o volume chegou a 872,6 milhões de cabeças. Somente em junho, a quantidade de abates chegou a 146 milhões de cabeças, segundo levantamento do sindicato. Do total produzido no primeiro semestre, 34% foi destinado ao mercado externo.  De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), 777,5 mil toneladas de carne de frango foram embarcadas pelo Paraná no período. O volume é 11% maior que o mesmo período de 2018, quando 699,6 mil toneladas foram exportadas. Ainda segundo o levantamento, só em junho, foram enviadas 155,7 mil toneladas da proteína ao mercado internacional, ante 99,4 mil toneladas no mesmo mês de 2018, resultando em um acréscimo de 56%. México e a China aumentaram sensivelmente as quantidades demandadas por carne de frango. E a tendência é que a gente evolua nesses números. Ao todo, segundo a Secex, o Paraná foi responsável por 39% dos embarques do semestre, com receita de US$ 1,23 bilhão, 15,15% superior ao mesmo período do ano passado (US$ 1,06 bi).

CARNETEC

Safra recorde de milho contribui para melhores margens na suinocultura

Rabobank destaca condições ideais de plantio e desenvolvimento do grão em meio a alta dos preços do suíno

A elevada produção de milho no Brasil, com previsão de safra recorde neste inverno, tem contribuído para melhorar “significativamente” as margens do suinocultor brasileiro, segundo observa o Rabobank em relatório mensal divulgado na segunda-feira, 29 de julho. O banco destaca as condições ideais de plantio e desenvolvimento do grão e a alta nos preços do suíno puxada por um crescimento de 25% nas exportações do país no primeiro semestre. Com isso, a produção nacional de carne suína avançou 3,5% nos primeiros quatro meses do ano. “No entanto, nem todos os agricultores estão aumentando sua produção, e muitos produtores independentes de suínos ainda estão se recuperando dos preços baixos do suíno no ano passado, que foram em grande parte causados pelo embargo russo”, lembra a instituição financeira em nota.

PORTAL DBO

Falta de investimento deve limitar exportação de carne suína

Avaliação do Rabobank é de que produtores brasileiros estão “céticos” quanto ao aumento da demanda chinesa

Embora as exportações brasileiras de carne suína tenham registrado alta de 25% em volume no primeiro semestre deste ano comparado a igual período de 2018, as perspectivas para os próximos meses são de ganhos limitados nos embarques. Segundo avaliação do Rabobank, os produtores brasileiros ainda estão céticos em relação ao aumento da demanda chinesa após o surto de peste suína africana. Além disso, ressalta o banco, nem todos possuem capital para realizar os investimentos necessários ao aumento da produção nos próximos meses. “As exportações estão aumentando, impulsionadas pela demanda chinesa e russa, embora os produtores de suínos continuem céticos sobre se isso representa um retorno estrutural ao crescimento”, comenta a instituição em relatório divulgado na segunda-feira. Ainda de acordo com o Rabobank, as expectativas são de aumento no consumo interno do país diante do avanço das reformas estruturais, o que deve contribuir para dar sustentação às cotações nos próximos meses. Segundo o banco, o preço médio do suíno subiu 21% no primeiro semestre deste ano comparado a igual período de 2018, puxado pela demanda externa.

PORTAL DBO

INTERNACIONAL

Carne importada se impõe no mercado uruguaio

A carne desossada, maturada e embalada a vácuo do Brasil, continua ganhando espaço no mercado do Uruguai

A diferença de preço favorece o crescimento das importações e julho fechará com um aumento em relação aos meses anteriores, segundo levantamento realizado pelo El País entre alguns importadores. A maioria dos cortes vem da exportação de frigoríficos do Rio Grande do Sul, com uma qualidade muito semelhante à da carne produzida no Uruguai, porque, diferentemente de outros estados brasileiros, as raças de gado britânicas são manejadas da mesma forma que são feitas no pelo Uruguai (base Angus e Hereford). A indústria frigorífica não apenas importa carnes brasileiras – em alguns casos elas têm plantas de processamento em ambos os países – assim como as grandes redes de supermercados e os maiores fornecedores que concentram suas vendas no nível de restaurantes e açougues. No caso do maior importador, entre 15 e 20 caminhões por semana estão entrando a partir do Rio Grande do Sul, embora esse estado brasileiro sofra uma queda no volume de boi gordo preparado para abate. “A carne importada vem crescendo na oferta”, disse ao El País Jorge López, diretor do Abasto “Santa Clara”. No caso desta empresa, 50% da carne que vende no nível de restaurantes e açougueiros são cortes desossados e de alta qualidade, importados do Brasil. Por enquanto só é permitida a entrada de carne bovina desossada do Brasil e do Paraguai, praticamente todos os cortes dianteiros e traseiros, menos assados (que é com osso) e lombos. Os importadores hoje afirmam ser capazes de trazer assados do Brasil, um corte arraigado entre os uruguaios e onde hoje existe uma grande diferença de preços entre os produtos locais e brasileiros. Se esse corte pudesse ser trazido, o consumo cresceria mais, alguns importadores disseram ao El País.

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