CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1044 DE 29 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1044| 29 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo firme no Norte e Nordeste

Mercado do boi gordo pouco movimentado na última sexta-feira (26/7), com a maior parte das praças com preços estáveis

Em algumas regiões, devido à maior oferta de animais confinados, as indústrias preencheram as programações de abate ao longo da semana e aproveitaram o momento para entrar nas compras ofertando preços abaixo das referências. Como foi o caso de Minas Gerais, onde as regiões de Belo Horizonte e Norte do estado tiveram queda de 0,5%, na média das praças, na comparação dia a dia. Por outro lado, em alguns estados da região Norte e Nordeste do país, os frigoríficos encontram dificuldade de comprar matéria-prima e a semana fechou com pressão de alta sobre as cotações. Em Redenção-PA, o boi gordo valorizou R$0,50/@ frente ao último levantamento. Em São Paulo os preços se mantiveram estáveis, e a média das escalas de abate gira em torno de seis dias. Algumas indústrias que estão com programações acima da média saíram das compras hoje.

SCOT CONSULTORIA

Habilitação de frigoríficos pela China está mais perto

Depois da abertura chinesa aos lácteos do Brasil, anunciada na semana passada, Pequim deu sinais de que as aguardadas autorizações para que mais frigoríficos brasileiros exportem carnes ao país asiático podem ser concedidas dentro de dez dias

A informação é do Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, o ex-deputado federal Marcos Montes, que estava interinamente à frente da Pasta na última semana e se reuniu com representantes do governo chinês. Montes avaliou que há grandes chances de que 30 unidades (abatedouros de bovinos, suínos e aves) sejam habilitadas. Nas últimas semanas, técnicos do Ministério da Agricultura estão testando um modelo novo de auditoria de frigoríficos, a pedido de Pequim. Esse modelo, realizado por videoconferência, tende a agilizar as decisões porque evita a necessidade de uma inspeção sanitária in loco. Caso se confirme, a habilitação de frigoríficos ocorrerá antes da viagem da Ministra Tereza Cristina à China, programada para 18 de agosto. Para os frigoríficos, as habilitações representam uma oportunidade para aproveitar melhor a demanda criada pelo surto de peste suína africana que chacoalhou a China. Com os abatedouros atualmente autorizados a exportar, a capacidade de produção está bem perto do limite. O país asiático já é o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango, suína e bovina. No primeiro semestre, os embarques renderam US$ 1,4 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Desde o ano passado, ainda na gestão do ex-senador Blairo Maggi, a pretensão do Ministério da Agricultura era que pudessem ser autorizados a embarcar para a China até 78 estabelecimentos de todas as carnes. Diversos obstáculos impediram o avanço, como a frustrada visita feita em novembro por técnicos chineses a 11 abatedouros. O resultado da missão foi a reprovação de uma planta e pedidos de correção de inconformidades detectadas. Afora os problemas técnicos, declarações hostis à China feitas por Bolsonaro, durante a campanha eleitoral, e pelo chanceler Ernesto Araújo também provocaram tensão. No setor privado, o interesse em exportar à China chegou a provocar discórdia, com críticas da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) à estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura. Segundo Montes, a situação foi pacificada. “Tudo mudou agora e a ministra tem hoje uma arma na mão que é a credibilidade que construímos com as empresas e vai proporcionar à China abrir mais plantas que o previsto”, disse o secretário.

VALOR ECONÔMICO

Em RO, apenas 15% produz mais de 18@/hectare/ano

Produtores mais produtivos responderam por 59% do total das vendas no Estado, afirma consultoria

Apenas 15% dos pecuaristas de Rondônia possuem produtividade média acima de 18 arrobas por hectare ao ano, segundo dados preliminares do Rally da Pecuária divulgados pela Athenagro na sexta-feira, 26 de julho. Esses 15% de produtores mais produtivos responderam por 59% do total das vendas no Estado. “Nosso objetivo é alertar os pecuaristas para que busquem se adaptar às tendências de mercado”, diz Maurício Palma Nogueira, Diretor da Athenagro e coordenador da expedição que estima que apenas 7% dos pecuaristas brasileiros obtenham algum lucro operacional na atividade, porém movimentam mais de 50% do rebanho do país. Nessa situação, a tendência é que os produtores mais lucrativos cresçam em detrimento dos que estão em maior dificuldade para registrar bons resultados. “Os preços mais altos favorecem ainda mais essa concentração, visto que pecuaristas com escalas maiores de produção colherão melhores resultados por área em relação ao ano anterior. Os de baixa produtividade, por outro lado, ficarão praticamente na mesma situação”, reforça Nogueira. Com pouco mais de 11 milhões de cabeças ou 6,5% do rebanho brasileiro, Rondônia é o sétimo maior rebanho nacional. No abate, responde por 7,8% do total de cabeças abatidas, registradas pelo IBGE durante o primeiro semestre de 2019. De janeiro a junho deste ano, as exportações do Estado aumentaram 32% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar tem maior alta semanal em 2 meses com atenção a políticas monetárias

O dólar caiu ante o real na sexta-feira, influenciado por fluxos pontuais para a Ptax em dia de leilão de linhas do Banco Central. Na semana, contudo, a moeda acumulou a maior alta para o período em mais de dois meses, em meio a ajustes nas expectativas para alívio monetário pelos principais bancos centrais

O dólar à vista fechou esta sexta-feira em queda de 0,24%, a 3,7734 reais na venda. Na semana, o dólar acumulou valorização de 0,75%, a mais forte desde a mais forte desde a semana encerrada em 17 de maio (+4,00%). O dia foi de fluxos específicos para a Ptax, próximo do momento em que o Banco Central acolheu propostas para leilão de 1 bilhão de dólares em linhas com compromisso de recompra. Com a operação do BC, a taxa do casado (cupom cambial de curtíssimo prazo) caiu para a faixa de 5,3%, de 6% da véspera. No fim do mês, essa taxa costuma ficar mais pressionada, devido a fluxos sazonais de saída. Para o médio prazo, estrategistas do Citi acreditam que o real deverá operar em linha com as demais moedas emergentes. “A reforma da Previdência está praticamente toda nos preços, mas o BC vai cortar os juros. A queda da Selic faz do Fed ‘dovish’ mais importante do que nunca para a taxa de câmbio local”, disseram profissionais em nota. O cenário de redução adicional desse spread —que já está nas mínimas históricas— é um dos argumentos citados por analistas para justificar a expectativa de que o real não mostre forte valorização até o fim do ano. O mercado como um todo vê o dólar praticamente estável frente aos patamares atuais.

REUTERS

Ibovespa sobe, mas Petrobras limita avanço

O principal índice acionário brasileiro avançou nesta sexta-feira, acompanhando mercados do exterior, mas com papéis da Petrobras limitando o ganho após a decepção do mercado com a divulgação de dados fracos da empresa. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,33%, a 102.994,02 pontos. O volume financeiro da sessão somava 15 bilhões de reais

REUTERS

Governo central tem déficit primário de R$11,48 bi em junho

O governo central, formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um déficit primário de 11,481 bilhões de reais em junho, menor que o rombo de 16,380 bilhões de reais de igual período de 2018, em meio a uma redução de despesas que foi positivamente afetada pela base de comparação.

Em relatório, o Tesouro lembrou que junho de 2018 foi marcado por gastos atípicos, incluindo de 3,6 bilhões de reais em emendas parlamentares e de 1,7 bilhão de reais em aumento de capital de empresas estatais, entre as quais a Emgepron, empresa ligada à Marinha brasileira. No geral, as despesas caíram 4,2% em junho, em termos reais, sobre um ano antes, 104,275 bilhões de reais. A receita líquida, por sua vez, subiu 1,6% na mesma base, a 92,794 bilhões de reais. Sozinho, o rombo da Previdência foi de 14,986 bilhões de reais em junho, enquanto Tesouro e BC apresentaram um resultado positivo de 3,505 bilhões de reais. No acumulado do primeiro semestre, o déficit chegou a 28,924 bilhões de reais, melhor que o saldo negativo de 31,593 bilhões de reais de igual período do ano passado.

REUTERS

Agropecuária gerou 22.702 vagas de empregos formais em junho

O setor agropecuário contribuiu com 22.702 vagas para o saldo de empregos formais gerados em junho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quinta-feira (25/7) pelo Ministério da Economia, que foi de 48.436 postos

“O ambiente interno e o externo favoráveis ao investimento na atividade combinado com a safra de grãos que, superando estimativas, deve atingir recorde neste ano, acabam por demandar mais mão de obra”, avaliou o Secretário Adjunto da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jose Ângelo Mazzillo Junior. Segundo o Ministério da Economia, foi o melhor resultado do Caged registrado para o mês de junho desde 2013 e representou alta de 0,13% sobre o estoque do mês anterior. No semestre, os números são os melhores desde 2014, com o saldo positivo de 408.500 vagas. No acumulado de 12 meses, o saldo entre admissões e desligamentos ficou positivo em 524.931 novos postos formais, que representa melhoria em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram gerados 280.093 novos empregos. Além da agropecuária os resultados positivos de junho foram registrados também por Serviços (23.020 postos), Construção Civil (13.136 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (2.525), Extrativa Mineral (565) e Administração Pública (483). E dois setores apresentaram resultado negativo no mês: Comércio (-3.007 postos) e Indústria de Transformação (-10.988 postos). Quatro das cinco regiões brasileiras tiveram saldo positivo em junho. O melhor resultado é do Sudeste, com 31.054 postos de trabalho criados. O Centro-Oeste registrou 10.952 novas vagas, o Nordeste, 5.142, e o Norte, 4.002. No Sul houve mais demissões, com saldo negativo de 2.714 postos.

Mapa

FRANGOS & SUÍNOS

Quem ganhará com a peste suína?

Na crise da peste suína africana que abateu o gigante asiático há oportunidades de sobra além das fronteiras. Estudo do Itaú BBA denominado “Por trás do apocalipse” traça panorama de quais empresas podem se beneficiar com os efeitos da peste suína africana, que se disseminou pela China em meio a um contexto macroeconômico complexo, marcado pela quebra da safra americana e pela guerra comercial entre Pequim e Washington

Segundo Antônio Barreto, analista de agronegócio do Itaú BBA, a magnitude do “apocalipse” dependerá de quanto a China irá aumentar as importações de proteína animal. No cenário base traçado pelo banco, a mortalidade do plantel suíno do gigante asiático chegará a 25% em 2020. No melhor cenário para os frigoríficos, a 50%. Neste ano, os chineses já ampliaram as compras. Em maio, as importações totais de carne suína pela China bateram recorde, somando 187 mil toneladas. A expectativa do Itaú BBA é que, no cenário base, as importações dos chineses tenham um incremento de 28% até 2020, para 240 mil toneladas mensais. Mas, se a situação piorar de vez para os chineses, o Brasil e outros fornecedores podem comemorar um aumento de até 87% nas compras do país, que ganham espaço para alcançar 350 mil toneladas mensais, segundo o banco. No topo da preferência chinesa, a carne suína será a mais demandada em qualquer cenário, seguida pela carne de frango e a bovina. Assim, Barreto avalia que a BRF é a empresa brasileira que mais se beneficiará. Tendo isso em vista, o Itaú BBA recomendou, pela primeira vez em quatro anos, a compra de ações da BRF. Ainda assim, a JBS segue sendo a preferida do Itaú BBA no setor. “A JBS gerou caixa no ano passado e apresenta melhor relação entre risco e retorno, além de ter um portfólio mais diversificado nos Estados Unidos”, afirmou. Pelas projeções do Itaú BBA, no cenário em que a mortalidade do plantel suíno da China chegue a 25%, o fluxo de caixa livre da JBS deve ser robusto, ajudando a reduzir o endividamento da companhia em 50%.

VALOR ECONÔMICO

OIE notifica primeiro foco da peste suína na Europa

O caso foi identificado na Eslováquia

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) notificou a identificação do primeiro foco da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na Eslováquia. De acordo com a OIE, o surto foi detectado na cidade de Strazne, distrito de Trebisov. O caso foi confirmado pelo governo local na última terça-feira (23) e levou ao abate sanitário de quatro animais. A OIE já notificou outros casos no Leste Europeu, em levantamentos anteriores, como Romênia (63 focos), Ucrânia (50), Bélgica (42), Hungria (38), Polônia (30), Letônia (24), Rússia (15), Bulgária (13) e Moldávia (9).

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Acordo Mercosul e UE: uma oportunidade histórica de crescer no mercado de carne

O acordo comercial entre a União Europeia e a região, que definiu uma cota de 76.000 toneladas de peso de produto para ser distribuído entre todos os países, abre novas oportunidades para colocar a carne uruguaia no continente europeu, mas, mais importante, dá tranquilidade. e permite focar no trabalho em outros mercados de alto valor

O Mercosul queria beneficiar-se de 99.000 toneladas de peso de carcaça bovina, mas de acordo com o coeficiente aplicado pela União Europeia, foram alcançadas 76.000 toneladas de peso do produto. Agora, levará um ano e meio para ser aprovado pelos parlamentos europeus e, pensando que entrará em vigor em 2021, ainda não se espera um período de transição de cinco anos para que todas as cláusulas estejam totalmente operacionais. É por isso que, pensando sete anos à frente a partir de agora, o Presidente da Câmara da Indústria Frigorífica do Uruguai (CIF), Daniel Belerati, afirmou que “a grande oportunidade está aberta para o mundo reconhecer que o Mercosul se torna um parceiro confiável para negociar e chegar a acordos”. Para Belerati, o valor agregado deste acordo comercial com o velho continente é “fazer mais acordos que melhorem o acesso a nossos produtos e melhorem a vida de nossos consumidores. Esse é o valor residual deste acordo”, disse o presidente do CIF. A indústria frigorífica uruguaia considera que, em quatro ou cinco anos, a cota 481 diminuirá – passará de 45.000 a 10.000 toneladas para distribuir entre o Uruguai, a Argentina e a Austrália – a cota UE / Mercosul “cobrirá a diferença que estamos fazendo hoje, porque não podemos deixar de considerar que dentro da quota 481, o Uruguai hoje exporta entre 14.000 e 16.000 toneladas por ano ”, disse Belerati.  “Se a qualquer momento aparecer um mercado melhor para o que pode ser carne de confinamento – Japão, China ou Cingapura, entre outros -, sempre teremos esse acesso à União Europeia, com uma tarifa muito baixa. porque é 7,5%. Isso dá a grande vantagem de colocar qualquer um dos produtos, porque a carne na União Europeia continuará a ser um produto caro”. Se as 76 mil toneladas de peso de carne bovina estiverem distribuídas igualmente entre os quatro países do Mercosul – 25% para cada -, o Uruguai economizará cerca de US $ 90 milhões anuais em tarifas, estima a Câmara da Indústria de Refrigeração, uma das os dois sindicatos da indústria de processamento de carne.

El País Digital

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