CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1043 DE 26 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1043| 26 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo fraco

Após passar a semana com preços estáveis, a arroba do boi gordo cedeu na última quinta-feira (25/7) em São Paulo

O aumento da oferta de animais de cocho e as escalas confortáveis permitiram que os frigoríficos entrassem no mercado ofertando preços mais baixos. A cotação do boi gordo ficou em R$152,00/@, à vista, livre de Funrural, queda de R$0,50/@ na comparação dia a dia. Vale destacar que, das indústrias ofertando preços abaixo da referência, estas encontram dificuldade em finalizar as negociações nos valores menores. No Sul da Bahia, conforme as pastagens foram secando, a oferta de animais tem aumentado o que gerou desvalorização de 0,3% na arroba do boi gordo, frente ao último fechamento (24/7). No Rio Grande do Sul, as boiadas provenientes das pastagens de inverno começaram a aparecer e deram espaço para quedas nos preços. O boi gordo ficou cotado em R$5,30/kg, a prazo e livre de Funrural. Já em Santa Catarina, o cenário é o oposto. A dificuldade em preencher as escalas de abate fez com que as indústrias ofertassem preços maiores.

SCOT CONSULTORIA

Missão do Vietnã vai fazer inspeção no Brasil para reabrir exportações de carne

A equipe de quatro veterinários vai percorrer os estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina para avaliar a cadeia produtiva de bovinos e o sistema brasileiro de defesa agropecuária

Entre os dias 5 e 15 de agosto, uma missão veterinária do Vietnã vai iniciar uma inspeção no Brasil para a reabertura das exportações de carne bovina. A equipe de quatro veterinários vai percorrer os estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina para avaliar a cadeia produtiva de bovinos e o sistema brasileiro de defesa agropecuária. Serão inspecionados frigoríficos, fazendas de criação de animais e o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Pedro Leopoldo (MG), referência no diagnóstico de febre aftosa. Em maio uma delegação brasileira passou pelo Japão, China, Vietnã e Indonésia, participando de reuniões e encontros com autoridades governamentais, empresários e acadêmicos para promover os produtos agropecuários e aumentar a participação brasileira nesses mercados. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), nos próximos 10 anos, a Ásia – e, principalmente, a China, será responsável por aproximadamente 56% do aumento da demanda por carne de todo o mundo.

MAPA

Varejo atinge a melhor margem de comercialização desde abril

Mesmo na última semana do mês, época em que tipicamente o consumo piora, os preços da carne bovina se sustentaram

Em São Paulo e Minas Gerais, o menor movimento nos açougues e supermercados não foram suficientes para causar quedas nos preços, que se mantiveram. No Paraná, na média de todos os cortes pesquisados, a valorização foi de 0,3% e no Rio de Janeiro de 0,4%. Apesar da carne bovina no atacado também ter tido valorizações no período, as altas nos preços do varejo foram maiores o que resultou em uma melhora na margem de comercialização deste elo da cadeia, e atualmente está em 63,6%. Essa é a maior margem desde meados de abril.

SCOT CONSULTORIA

Produção brasileira de carne bovina deve crescer 25% até 2029

O consumo interno, por sua vez, deve crescer 19% no mesmo período

A produção brasileira de carne bovina deve atingir o montante de 10,6 mil toneladas em 2029, crescimento de 24,6% ante as 8,5 mil toneladas projetadas para 2019, aponta estudo divulgado na quinta-feira, 25 de julho, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29, o crescimento da produção de carne bovina no país deve apresentar um ritmo de 1,7% ao ano na próxima década. O consumo interno, por sua vez, deve apresentar avanço anual de 1% no mesmo período, acumulando crescimento de 18,8% em uma década, para 7,46 mil toneladas. Para as exportações de carne bovina, a previsão do Mapa é de que as vendas aumentem 3% ao ano na próxima década, acumulando crescimento de 32,3% até 2029. Os grandes mercados para a carne bovina são representados por China, Estados Unidos, Países da África e Oriente Médio, Japão, e Coréia do Sul, aponta o estudo. O Mapa menciona ainda as projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), segundo as quais o Brasil será o maior exportador mundial de carne bovina em 2028. O ranking americano inclui Índia, Austrália e EUA como segundo, terceiro e quarto lugar, respectivamente.

PORTAL DBO

Comportamento do mercado do boi gordo no Oeste do Maranhão

A oferta de boiadas, mesmo que curta, tem sido suficiente para atender a demanda fraca deste final de mês no Oeste do Maranhão

Na comparação semanal, os preços ficaram estáveis e a arroba do boi gordo segue cotada em R$144,00, a prazo, livre de Funrural. Desde o início de julho a valorização foi de 1,4%. O diferencial de base em relação a Araçatuba-SP está em -6,8%. Para vaca gorda, o cenário é semelhante. O preço da categoria subiu 0,8% frente ao início do mês. As categorias de fêmeas, tanto a vaca gorda, quanto a novilha, seguem cotadas em R$132,00, a prazo, livre de Funrural. Para o curto prazo, com a proximidade da virada do mês, a expectativa é que o consumo se aqueça e com a oferta de boiadas curta (entressafra) é possível que haja espaço para valorizações no mercado do boi gordo na próxima semana.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa recua puxado por bancos

A bolsa paulista recuou na quinta-feira, retornando ao patamar de 102 mil pontos, contaminada pelo viés negativo em praças acionárias no exterior, com o setor bancário liderando a queda do índice após divulgação do balanço trimestral do Bradesco

O Ibovespa caiu 1,41%, a 102.654,58 pontos. O volume financeiro somou 17,44 bilhões de reais. Os mercados internacionais se decepcionaram após o BCE manter na quinta-feira os juros inalterados, enquanto pediu à sua equipe que avalie várias outras opções de afrouxamento da política monetária, incluindo a retomada das compras de ativos. Em seu discurso, contudo, Mario Draghi, indicou que não houve discussão sobre possibilidade de corte já nessa reunião, mostrando que o comitê vê menos urgência no ajuste da política monetária do que o mercado, destacou o estrategista Felipe Sichel, do modalmais, em nota a clientes. Na Europa, o FTSEurofirst 300 cedeu 0,5%, enquanto, em Wall Street, o S&P 500 perdeu 0,52%. No cenário nacional, a temporada de divulgação de balanços do segundo trimestre segue influenciando a movimentação do mercado, com Ambev e GPA como raros destaques positivos na sessão, após registrarem resultados sólidos.

Reuters

Dólar alcança máxima em mais de 2 semanas

O dólar subiu na quinta-feira ao maior patamar em mais de duas semanas contra o real, acima de 3,78 reais, em meio a dúvidas sobre a disposição dos bancos centrais para aumentar a liquidez no mundo

O dólar à vista fechou em alta de 0,36%, a 3,7826 reais na venda. É o maior nível desde 8 de julho (3,8081 reais). O mercado demonstrou certa frustração com o tom do Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, considerado menos inclinado a estímulos do que o antecipado. Isso, somado a dados mais fortes nos Estados Unidos, adicionou mais dúvidas sobre a disposição do Federal Reserve (Fed) em promover um corte mais agressivo de juros na semana que vem. Boa parte da queda recente do dólar esteve relacionada à perspectiva de condições monetárias mais frouxas no mundo, diante da ampla expectativa de que os principais bancos centrais reforçariam medidas de estímulo. O alívio nas condições financeiras no exterior aumentaria a liquidez, que poderia migrar para mercados que oferecem retornos comparativamente mais elevados, caso do Brasil. Com mais fluxo, o dólar tenderia a cair.

Reuters

Consultas sobre novos financiamentos do BNDES desabam 49% no 1º semestre

As consultas de interessados em novos financiamentos do BNDES despencaram 49 por cento no primeiro semestre sobre um ano antes, para 24,7 bilhões de reais, em meio à ritmo estagnado da economia, informou a instituição de fomentou na quinta-feira

As aprovações de empréstimos do banco na primeira metade do ano desabaram 39 por cento sobre o primeiro semestre de 2018, para 18,7 bilhões de reais. Os desembolsos do banco para financiamentos aprovados também caíram: 9 por cento na comparação anual, para 25 bilhões de reais, informou o BNDES. Segundo o banco, a maior parte dos desembolsos, 45,5 por cento, foi dedicada a projetos de infraestrutura, puxados por transportes e empreendimentos de energia elétrica, que ficaram com 24,3 e 19,1 por cento do volume liberado, respectivamente.

REUTERS

Investimento direto no país tem em junho pior desempenho em três anos

O fluxo de investimentos diretos no país (IDP) somou em junho 2,190 bilhões de dólares, menor valor mensal em três anos e bem abaixo do fluxo esperado pelo mercado e pelo próprio Banco Central (BC)

Ao divulgar o dado na quarta-feira, o BC atribuiu o desempenho a uma antecipação do pagamento de empréstimos de algumas matrizes de empresas instaladas no país a suas filiais no exterior, avaliando que o número não reflete um menor apetite de investidores estrangeiros pelo Brasil. No mês passado, as amortizações pagas pelas empresas a suas subsidiárias lá fora somaram 2,761 bilhões de dólares, mais do que o dobro do que o registrado em julho do ano passado. Analistas esperavam um fluxo de 5,750 bilhões de dólares em IDP para o mês, segundo pesquisa da Reuters com analistas. O próprio BC havia previsto 5,4 bilhões de dólares. Apesar do fraco desempenho em junho, o fluxo de IDP acumulado no semestre, de 37,338 bilhões de dólares, supera o valor registrado no mesmo período de 2018, de 33,814 bilhões de dólares. Para julho, o BC espera um fluxo de 6,5 bilhões de dólares. No mês passado, o país teve um déficit em transações correntes de 2,914 bilhões de dólares, acumulando em 12 meses um saldo negativo de 0,91% do Produto Interno Bruto (PIB). O déficit do mês foi maior do que o saldo negativo de 1,500 bilhão de dólares esperado por analistas, segundo pesquisa da Reuters, e também foi pior do que o resultado registrado há um ano: superávit de 160 milhões de dólares. A redução resultou principalmente de uma queda no superávit comercial no mês. O saldo, de 4,297 bilhões de dólares, foi 22% inferior ao registrado em junho de 2018. As remessas de lucros e dividendos totalizaram 2,929 bilhões de dólares em junho, bem acima do valor de 1,348 bilhão de dólares registrado há um ano.

REUTERS

Brasil abre 48.436 vagas formais de trabalho e tem melhor junho em 6 anos, aponta Caged

O Brasil registrou criação líquida de 48.436 vagas formais de emprego em junho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na quinta-feira pelo Ministério da Economia, no melhor dado para o mês desde 2013, embalado pelo setor de serviços

No acumulado do primeiro semestre, foram criadas 408.500 vagas, na série com ajustes, apontou ainda o Caged, desempenho mais forte para o período desde 2014 (+588.671 postos). Para o Secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, o fato de o desempenho de janeiro a junho ter ficado acima do registrado em igual etapa de 2018 pavimenta o caminho para o resultado consolidado deste ano também vir melhor. Em coletiva de imprensa, ele avaliou que a liberação de recursos do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), cujas regras foram anunciadas pelo governo na véspera, devem dar um impulso à economia e ajudar na criação de empregos. Ele ressalvou, contudo, que só essas iniciativas, incluindo a reforma da Previdência, não bastam para resolver situação econômica do mercado de trabalho brasileiro. Para Dalcolmo, os capitais externos serão indispensáveis para o projeto de privatização almejado pelo governo Jair Bolsonaro ir adiante, o que deverá injetar novos recursos à economia.

REUTERS

Dívida Pública Federal sobe 2,24% em junho e vai a R$ 3,977 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 2,24% em termos nominais na passagem de maio para junho, somando R$ 3,977 trilhões. Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF deve oscilar entre R$ 4,1 trilhões e R$ 4,3 trilhões

De acordo com números divulgados na quinta-feira pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) registrou alta de 2,44% entre maio e junho, para R$ 3,826 trilhões. Já a Dívida Federal Externa somou R$ 151,68 bilhões (US$ 39,58 bilhões), o que representa queda de 2,48%. No sexto mês de 2019, as emissões da DPF corresponderam a R$ 71,201 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 3,719 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 67,481 bilhões. Desse total, R$ 68,403 bilhões referem-se à emissão líquida da dívida mobiliária e R$ 922,2 milhões de resgate da dívida externa. O percentual vincendo da DPF em 12 meses ficou em 13,92%, contra 13,99% em maio. O prazo médio da DPF fechou o mês em 4,18 anos, ante 4,26 anos e em maio.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Prejuízo da Minerva Foods diminui 88% no trimestre

Ajudada pelo aumento das exportações de carne bovina da Argentina à China, a Minerva Foods reduziu drasticamente o prejuízo no segundo trimestre. Entre abril e junho, a empresa brasileira teve um resultado líquido negativo de R$ 113,2 milhões

No mesmo intervalo do ano passado, a companhia havia amargado um prejuízo líquido de R$ 925,9 milhões. O Diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Minerva, Edison Ticle, disse que teria lucrado não fossem itens não recorrentes. O principal foi uma despesa de cerca de R$ 40 milhões paga aos detentores de bônus da empresa para liberarem garantias atreladas à subsidiária Athena Foods. Essa liberação era fundamental para viabilizar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da subsidiária na bolsa de Santiago (Chile). A oferta foi adiada em maio devido às condições adversas do mercado, mas segue no radar. Outro fator que impediu a Minerva de lucrar foi a hiperinflação na Argentina, que provocou um impacto (sem efeito sobre o caixa da empresa) de R$ 40 milhões, segundo Ticle. Operacionalmente, porém, os resultados da Minerva foram positivos, sobretudo fora do Brasil, defendeu Ticle. No segundo trimestre, a empresa reportou fluxo de caixa livre positivo de R$ 99,8 milhões, e o índice de alavancagem (relação entre a dívida líquida e o Ebitda) ficou estável, em 3,8 vezes. A forte demanda da Ásia, e especialmente da China, fez a Athena ser a principal responsável pelo faturamento. Esse movimento pode ser intensificado em agosto, com a retomada dos abates na unidade argentina de Venado Tuerto, que estava fechada. A subsidiária, que abrange os negócios da Minerva na Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Colômbia, foi responsável por 42% da receita bruta no segundo trimestre. Os negócios de carne no Brasil, o que inclui exportações feitas a partir do país, responderam por 42%. O restante foi gerado na área de trading. Graças à demanda aquecida da Ásia, a receita líquida da Minerva totalizou R$ 4 bilhões no segundo trimestre, um crescimento anual de 7,7%. No período, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) aumentou 3%, para R$ 363,9 milhões. A margem Ebitda chegou a 9%, ante 9,5% em igual período de 2018. A demanda da China poderia ter sido ainda mais benéfica se a Minerva tivesse maior capacidade de exportar os chineses a partir do Brasil. Segundo Ticle, apenas o frigorífico em Barretos (SP) está autorizado a exportar ao país asiático.

VALOR ECONÔMICO

JBS, BRF e Marfrig devem apresentar maior receita no 2º tri, diz BBI

JBS, BRF e Marfrig deverão apresentar maior geração de caixa nos resultados do segundo trimestre a serem divulgadas em agosto, segundo analistas do Banco do Brasil Investimentos

A apreciação do dólar em 8,6% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado, deve ter colaborado para elevar as receitas dessas companhias com exposição ao mercado internacional, informou o BB Investimentos em relatório divulgado no último dia 19 de julho. Por outro lado, a alta do dólar poderá ter impactado negativamente o endividamento de companhias com alto patamar de dívida na moeda estrangeira. A JBS, que divulga seus resultados em 14 de agosto, deverá ter resultado líquido positivo e uma receita até 15% superior à registrada no segundo trimestre do ano passado, segundo o BB Investimentos. A Seara deve ser beneficiada por preços médios mais elevados e maiores exportações como resultado do cenário global de peste suína africana. A unidade de carne suína do grupo nos Estados Unidos, JBS Pork, e a subsidiária de carne de aves Pilgrim’s Pride também deverão apresentar melhorias diante de um cenário estável para o consumo doméstico. No caso da BRF, preços médios mais altos e o dólar apreciado poderão ter resultado em uma elevação de 16% na receita do segundo trimestre ano a ano. Apesar das melhorias esperadas, a BRF deve divulgar prejuízo no período, segundo estimativa do BB Investimentos. A BRF publicará suas demonstrações financeiras em 9 de agosto. A Marfrig, que divulga resultados em 14 de agosto, deve apresentar melhora no desempenho de seus negócios na América do Norte, que representam 70% de sua receita total. Nas operações na América do Sul, preços mais altos devem compensar os menores volumes. A estimativa do BB Investimentos é de aumento de 15% na receita da Marfrig no segundo trimestre, considerando como base de comparação os resultados proforma do segundo trimestre de 2018.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Em 10 anos, produção carne de frango pode superar os 20 milhões tonELADAS

O estudo “Projeções do Agronegócio” – elaborado anualmente pela Secretaria de Política Agrícola do MAPA – estima que nestes próximos 10 anos a produção brasileira de carne de frango deve se expandir a uma média de 2,5 % ao ano, índice que – considerada a produção de 13,555 milhões de toneladas prevista para 2019 – significa chegar a 2029 com um volume da ordem de 17,4 milhões de toneladas

O volume total de carnes previsto para 2029 será 27% superior ao estimado para o corrente exercício, passando de, aproximadamente, 26 milhões de toneladas para pouco mais de 33 milhões de toneladas. Serão, neste caso, 7 milhões de toneladas adicionais, 55% delas representadas pela carne de frango. Ou seja: o adicional aí previsto, próximo de 3,9 milhões de toneladas ultrapassa os adicionais somados das carnes bovina e suína (cerca de 2,1 milhões/t e 1,1milhão/t, respectivamente). Mesmo assim, o mix dos três produtos na produção total de carnes não muda muito em relação ao que está sendo estimado para o presente exercício (carne de frango: 52,14%; carne bovina, 32,57%; carne suína, 15,29%). Ou seja: a carne bovina tende a sofrer redução de pouco mais de 2%, ficando abaixo de 32% do total. A participação da carne suína sobe 0,71% e alcança 15,39% do total. E a participação da carne de frango aumenta 1%, subindo para 52,70% da produção total.

AGROLINK

Preços do suíno vivo e da carne caem em todas regiões

Quanto ao mercado de carnes, as quedas nos preços também foram significativas no acumulado do mês

Após quatro meses de valorizações contínuas, os preços do suíno vivo e da carne voltaram a cair em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. De acordo com colaboradores, o movimento baixista está associado a menor procura por parte da indústria. Diante dos casos de Peste Suína Africana (PSA), registrados principalmente na Ásia, as plantas frigoríficas brasileiras exportadoras ampliaram com força as compras do animal nos últimos meses. No entanto, apesar de o desempenho das exportações de carne suína ter sido favorável no correr deste ano, agentes consultados pelo Cepea tinham a expectativa de vendas ainda maiores. Nesse cenário, em julho, o ritmo de compras dos frigoríficos diminuiu, pressionando as cotações tanto do suíno vivo como da carne. Quanto ao mercado de carnes, as quedas nos preços também foram significativas no acumulado do mês. A partir de 1º de agosto, entra em vigor a mudança metodológica dos Indicadores do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ.

CEPEA/ESALQ

Frango: queda de preços no atacado

As vendas na reta final do mês são tipicamente menores. Em decorrência deste comportamento, os compradores têm administrado seus pedidos

No atacado, a carne de frango teve queda de 6,3% nos preços nos últimos sete dias, com a carcaça cotada, em média, em R$4,20 por quilo. Nas granjas, apesar do cenário apático, os preços se mantiveram nos mesmos patamares por mais uma semana. Já são 25 dias de estabilidade, com a ave terminada cotada, em média, em R$3,30 por quilo. Para os próximos dias, o mercado deve manter o quadro, com uma recuperação esperada somente na virada do mês.

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