CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1040 DE 23 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1040| 23 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Entressafra, oferta de boiadas reduzida e o mercado do boi gordo

Em São Paulo, apesar da oferta de boiadas não estar abundante, esta tem sido suficiente para atender a demanda, que está baixa

No estado, os frigoríficos não têm tido dificuldade em compor as programações de abate que, atualmente, atendem em torno de seis dias. Por outro lado, há regiões onde a oferta está restrita e mesmo com o lento escoamento da carne, as indústrias entraram nas compras ofertando preços maiores na última segunda-feira (22/7). Foi o caso do Norte de Minas Gerais, Três Lagoas-MS e Marabá-PA. No Norte do Tocantins, apesar da estabilidade, a disponibilidade de machos terminados está curta, com isso, a pressão de baixa observada na última semana perdeu força.

SCOT CONSULTORIA

Só Argentina e Uruguai cumprem cota Hilton

Brasil, por sua vez, cumpriu 41% da cota Hilton em 2018/19

Argentina e Uruguai foram os únicos países que conseguiram cumprir integralmente a cota Hilton para exportação de cortes bovinos de alta qualidade à União Europeia durante o ano comercial 2018/19. Os dados foram divulgados pela Secretária de Comércio Exterior da Argentina, Marisa Bircher. Com isso, a Argentina conseguiu enviar 29,5 mil toneladas de carne ao bloco europeu no último ano comercial.” Esses dados mostram que a Argentina está novamente posicionada como líder na exportação de carnes de alto valor e qualidade superior”, destacou Bircher. No caso uruguaio, o volume enviado ficou em 6,4 mil toneladas no mesmo período, representando 100% da cota reservada ao país. Além de Argentina e Uruguai, também fazem parte da cota Hilton a Austrália, Paraguai, Brasil, Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá. O Brasil, por sua vez, cumpriu 41% da cota Hilton em 2018/19 com 4,15 mil toneladas de carne enviadas à União Europeia, segundo pior resultado do grupo. Estados Unidos e Canadá cumpriram, juntos, 29% da cota, com 3,37 mil toneladas.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Ibovespa sobe com investidor à espera de balanços trimestrais

O principal índice da bolsa paulista encerrou a segunda-feira no azul, com prevalência de expectativas positivas para a temporada de resultados trimestrais

O Ibovespa subiu 0,48%, a 103.949,46 pontos, também refletindo o sinal levemente positivo de Wall Street. O volume financeiro da sessão somou 11,67 bilhões de reais. A safra de balanços do segundo trimestre das empresas do Ibovespa começa na terça-feira, com os números do Santander Brasil antes da abertura dos mercados, seguidos por Cielo após o fechamento do pregão. Em relatório recente, o Bank of America Merrill Lynch afirmou esperar aceleração dos resultados das empresas no período, em meio a uma menor base de comparação, preços mais elevados de commodities e menores custos de financiamento. Em outra frente, o governo anunciou congelamento adicional de 1,4 bilhão de reais nos gastos do Executivo para cumprir a meta fiscal de 2019, após o comportamento mais fraco que o esperado para a economia ter levado a um corte de mais de 5 bilhões de reais nas receitas esperadas para o ano. BRF ON e JBS ON subiram 3,29% e 3,97%, respectivamente, em meio a notícias de novo caso de febre suína africana da Europa. Adicionalmente, a JBS antecipou um pagamento de 750 milhões de reais a bancos. O Itaú BBA elevou a recomendação de BRF para ‘outperform’.

REUTERS

Dólar fecha em leve queda em dia de fraco giro

O dólar fechou em ligeira baixa contra o real na segunda-feira, com a moeda brasileira entre os destaques positivos no mundo, num dia de liquidez menor conforme investidores aguardam sinais da política monetária no Brasil e no mundo

O dólar à vista BRBY caiu 0,15%, a 3,7396 reais na venda. Na B3, o dólar futuro DOLc1 recuava 0,23%, para 3,7415 reais. Analistas minimizaram as variações desta segunda e, em contrapartida, destacaram o baixo volume de negócios. Pouco mais de 294 mil contratos de dólar futuros foram negociados até o fim da tarde, 23% abaixo da média diária do ano até junho. É o sétimo pregão consecutivo de giro abaixo da média. “O mercado está com liquidez muito fraca. A análise das variações fica um pouco prejudicada”, disse Thiago Silencio, operador de câmbio da CM Capital Markets. Lá fora, o índice do dólar .DXY tinha leve alta no fim da tarde, puxado pela queda do euro EUR=, diante de expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) reduza sua taxa básica de juros nesta semana. Para a semana que vem, as atenções se voltam para os BCs dos EUA e do Brasil, que também anunciam suas decisões de juros. Em julho, o dólar recua cerca de 2,6% ante o real, num movimento amparado em parte pela expectativa de alívio monetário no exterior.

REUTERS

EMPRESAS

BRF segue interessada em entrar na carne bovina

A BRF continua aberta a transações que ampliem sua oferta de produtos e presença no exterior após o fim das conversas sobre uma possível fusão com a Marfrig

A empresa pode se engajar em fusões, parcerias estratégicas ou acordos de fornecimento de longo prazo que lhe assegurem acesso a suprimentos de carne bovina, como forma de fortalecer seus negócios nas áreas de food service e alimentos processados, segundo o Diretor-Presidente Global da companhia, Lorival Luz. A BRF, que também produz carne suína, teria “idealmente” uma terceira proteína animal, à medida em que busca desenvolver novos produtos para o seu portfólio, afirmou Luz, em entrevista em São Paulo. A empresa não está, contudo, envolvida em nenhuma negociação, ponderou. “[O setor de] bovinos está no mapa – a questão é como, quando”, disse ele. O comando da BRF está agora totalmente dedicado a fazer com que a companhia volte ao azul em 2019, depois de registrar perdas nos últimos três anos, e reduzir a dívida líquida para menos de três vezes o Ebitda até o próximo ano, disse Luz. Além disso, a empresa está em conversas avançadas, com mais de um agente, em busca de uma parceria para a produção de frango na Arábia Saudita, onde a BRF já ocupa uma posição dominante. “É uma prioridade para a BRF. Gostaria de ver as negociações concluídas até o final do ano”, disse Luz.

Exame

JBS antecipa pagamento de R$750 mi de dívidas a bancos

A JBS concluiu na segunda-feira o pagamento de 750,7 milhões de reais relativos à amortização de parte das dívidas reguladas pelo Acordo de Normalização e mantidas junto às instituições financeiras signatárias no Brasil, de acordo com comunicado da companhia ao mercado

A empresa afirmou que os recursos utilizados são provenientes da geração de fluxo de caixa livre da companhia e o saldo em aberto das dívidas reguladas pelo acordo será de 5,7 bilhões de dólares. A JBS havia anunciado em maio de 2018 um acordo de normalização de dívida com bancos, que previa a manutenção de linhas de crédito de cerca 12,2 bilhões de reais por 36 meses.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preço do quilo vivo sobe 12% no primeiro semestre em Mato Grosso do Sul

Média de preço passou de R$ 3,28 para R$ 3,68 o quilo do animal vivo

O preço médio do quilo do suíno vivo em Mato Grosso do Sul aumentou 12% no primeiro semestre de 2019 ante igual período do ano anterior. A informação é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul (Famasul), em nota, tendo como base a Central de Abastecimento de MS (Ceasa). A média de preço passou de R$ 3,28 para R$ 3,68 o quilo do animal vivo. De acordo com a analista técnica da Famasul, Eliamar Oliveira, “a melhoria no preço do suíno vivo é reflexo do desempenho positivo da demanda”. No primeiro semestre de 2019, no Estado, houve retração de 1% nos abates, totalizando 927 mil cabeças e produção de 83,4 mil toneladas, representando queda de 5,2% frente às 88 mil toneladas do igual período de 2018. Já as exportações, em quantidade, do produto in natura recuaram 96%. Para Eliamar, a produção de Mato Grosso do Sul é mais voltada ao mercado interno, daí a queda nas exportações.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Austrália registra aumento das exportações de carne bovina

As exportações de carnes vermelhas da Austrália tiveram seu segundo melhor ano de registro financeiro em 2018-19, impulsionado por uma forte demanda global

Para os 12 meses até 30 de junho de 2019, as exportações australianas de carne bovina aumentaram 7% com relação ao ano anterior. De acordo com o Meat & Livestock Australia (MLA), os valores de exportação também se beneficiaram de um dólar australiano negociado perto de uma baixa de dez anos e da seca em regiões importantes que elevam o abate de bovinos. No relatório do MLA, revelou-se que houve uma “profunda mudança nos embarques mundiais de carne bovina para a Ásia, particularmente a China, nos últimos dois anos”. As forças que impulsionam este comércio de carne bovina incluem o crescimento das bases de fornecimento, mudanças no acesso ao mercado, movimentos cambiais, uma forte economia global, mudança de dietas na Ásia e o início da Febre Suína Africana (ASF) na China. A pesquisa da MLA constatou que os 10 maiores exportadores venderam 6,74 milhões de toneladas de carne no mercado global nos últimos doze meses – um acréscimo de 400.000 toneladas, ou 6%, em comparação com o ano anterior e 840.000 toneladas, em comparação com dois anos atrás.

GlobalMeatNews.com

Argentina: exportação de carne é 27% da demanda

A pecuária argentina está passando por mudanças nos últimos anos, com base no livre jogo da oferta e demanda, do consumo interno e exportação: as vacas voltam a ser valorizadas e começa a ressurgir a recria a campo, apontando para novilhos mais pesados, entre outras novidades

Nesse contexto, a exportação já representa 27% da demanda por carne bovina e está ocupando o centro da cena pecuária. Ao aumento do volume e preço dos embarques para a China somam-se as incipientes vendas para os Estados Unidos de alcatra e lombo, Certified Angus, carne orgânica e carne kosher. O acordo União Europeia-Mercosul também influi no médio prazo, e embora leve dois anos para entrar em operação, permitirá tarifas zero sobre a cota Hilton, o que significará um impacto de 70 milhões de dólares por ano de melhoria. No entanto, de acordo com Ignacio Iriarte, Diretor do Livestock Report, o dinamismo do setor exportador não é suficiente para arrastar os 73% restantes do consumo interno, cuja demanda permanece fraca. “Atualmente, a vaca gorda que é destinada ao consumo e exportação, conserva e processamento que vai para a China e o novilho pesado têm um bom preço. Mas há meses que o gado leve não aumenta de preço”, diferencia o consultor. Acontece que a oferta dos confinamentos se recuperou e os abates sobram em um mercado estável. O consumo doméstico continuou em 50 quilos por habitante por ano em maio e absorveu 191 mil toneladas (13% menos que na mesma data do ano anterior). Enquanto isso, as exportações de carne bovina chegaram a 69 mil toneladas, com um aumento de 73% em relação ao ano anterior. Cerca de 77 por cento dos embarques foram direcionados para a China, com um valor FOB de US $ 4358 por tonelada, o que significou 13,5 por cento da tarefa nacional. O aumento das exportações para o gigante asiático causou um revés nos embarques para a Rússia, Israel, União Europeia não-Hilton e para o Chile. A produção de carne em 2019 chegaria a 2,95 milhões de toneladas, segundo cálculos de Iriarte.

El País Digital 

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