CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1039 DE 22 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1039| 22 de julho de 2019

 NOTÍCIAS

Preços do boi devem reagir apenas na virada do mês, diz consultoria

Os frigoríficos de maior porte continuam ausentes na compra de gado, avaliando as melhores estratégias de aquisição para esta semana

O mercado físico de boi gordo abre a semana com referência de preços mais baixos. De acordo com a consultoria Safras&Mercado, os frigoríficos de maior porte continuaram ausentes na compra de gado na última sexta-feira, dia 19, avaliando as melhores estratégias de aquisição para esta semana. “A incidência de boi a termo e de outras modalidades de parceria reforça esse tipo de estratégia. Além disso, a lenta reposição entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês não gera necessidade de alongar a programação”, afirma o analista de mercado Fernando Iglesias. No atacado, os preços da carne bovina também permaneceram estáveis. Conforme Iglesias, não há grande espaço para alta nos preços na segunda quinzena do mês, avaliando a lenta reposição entre atacado e varejo neste período em especial. “A tendência é que haja alguma reação durante a virada de mês, quando a entrada dos salários motiva o consumo”, disse ele. O corte traseiro seguiu em R$ 11,10 por quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 9,00 por quilo. Já a ponta de agulha permaneceu em R$ 8,20 por quilo.

São Paulo: R$ 155 por arroba

Uberaba (MG): R$ 147 por arroba

Dourados (MS): R$ 143 por arroba

Goiânia (GO): R$ 142 por arroba

Mato Grosso: R$ 141 a R$ 142 por arroba

Safras&Mercado/CANAL RURAL

Escalas confortáveis e consumo calmo mantém mercado do boi pressionado

Na última sexta-feira (19/7) o mercado do boi teve baixa movimentação. Das 32 praças pecuárias pesquisadas, ocorreram alterações de preços em apenas três

Em Belo Horizonte-MG o clima frio da última semana colaborou para que o pecuarista entregasse as boiadas, facilitando as compras das indústrias e, no fechamento de hoje, os preços cederam 0,7% na comparação dia a dia. Já em Rondônia, o cenário foi o oposto e a dificuldade de comprar matéria-prima colaborou para valorização. Em São Paulo, apesar de estabilidade, as indústrias conseguiram alongar as escalas de abate e, em média, as programações atendem seis dias. A margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa ficou em 20,1%, valor próximo à média histórica.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do sebo tem queda de preço no Brasil Central

A menor demanda por sebo para a produção de biodiesel resultou em desvalorização da gordura animal no Brasil Central

Na região, o produto está custando R$2,00/kg, livre de imposto. Na comparação com o início do ano, o preço caiu 20,0%. No Rio Grande do Sul, apesar da pressão de baixa, o mercado está estável. Para o curto prazo, a expectativa é de que a demanda em baixa mantenha o mercado pressionado.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de reposição ganhando ritmo

Com a chegada da entressafra, o mercado de reposição começou a esboçar firmeza. Em alguns estados, a menor oferta tem feito com que os frigoríficos paguem mais pelo boi gordo

Assim, com pagamentos melhores pela arroba, os pecuaristas começam a ficar mais interessados por repor o plantel da fazenda. Esse cenário é observado principalmente em estados que não são caracterizados por engordar os animais em sistemas intensivos (confinamento ou semiconfinamento). É o caso da Bahia, Pará e Tocantins, por exemplo. Em Goiás e em Mato Grosso a frente fria forçou a desova dos animais terminados, o que liberou espaço para categorias mais leves. Desta forma aumentou o interesse no mercado de reposição, principalmente envolvendo animais mais erados, contudo, sem espaço para altas significativas nos preços da reposição. Em Mato Grosso do Sul, o cenário no mercado do boi gordo foi semelhante, mas a demanda pela reposição em baixa tirou um pouco a firmeza das categorias, principalmente envolvendo o bezerro desmamado. Já em São Paulo o mercado do boi gordo, por enquanto, não sentiu de maneira significativa os efeitos da entressafra. Mas, mesmo com o preço da arroba demorando para ganhar força, há procura pela reposição. Contudo, no estado, a oferta limitada mantém os preços ainda elevados, o que tem estimulado os pecuaristas a procurar animais em outros estados, como, por exemplo, Minas Gerais (região do Triangulo Mineiro).

SCOT CONSULTORIA

Paraná deverá liderar produção de carnes

Os próximos 10 anos projetam avanços na agropecuária brasileira e paranaense. Na produção de carnes, o Paraná deve passar das atuais 26 milhões de toneladas para 33 milhões de toneladas, segundo estimativas do técnico do Ministério da Agricultura

A projeção é do especialista da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. Segundo ele, o Paraná, junto com o Mato Grosso, lidera a produção de grãos no Brasil. Mas o Paraná vem se tornando cada vez mais importante também na produção de carnes e leite, destaca o técnico do Ministério. Basta ver que, dos R$ 74 bilhões previstos para o Valor da Produção do Paraná este ano, R$ 20 bilhões correspondem à produção de frango. “Essa expansão da produção animal vai trazer muito valor agregado e certamente vai gerar muito emprego, uma vez que a maior parte dessa atividade é feita no âmbito da agricultura familiar”, afirmou. No período de 10 anos, precisamente a partir da safra 2018/19 até a safra 2028/29, Gasques projeta um crescimento das atuais 240 milhões de toneladas de grãos produzidas no País para cerca de 300 milhões de toneladas. As projeções indicam que a região Sul do País e o Centro-Oeste vão liderar a maior parte desse crescimento. O Paraná deverá avançar de uma produção média de soja das atuais 23,3 milhões de toneladas, para 28,9 milhões de toneladas na safra 2028/29. Considerando as duas safras de milho, o Estado avança de uma média de 17,6 milhões de toneladas de milho, na safra 2018/19, para cerca de 27,4 milhões de toneladas na safra 2028/29.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Rebanho bovino de Mato Grosso chega a 30,3 milhões

Mato Grosso é o maior produtor nacional de carne bovina

Mato Grosso vem se destacando por ter o maior rebanho de todo o país e ser o maior produtor nacional de carne bovina. De acordo com dados recém-divulgados pelo INDEA (Instituto Defesa Agropecuária), verificou-se que estes valores não param de crescer. Em maio deste ano o rebanho mato-grossense subiu de 30,07 milhões para 30,33 milhões de cabeças bovinas. É 0,87% maior em relação a maio do ano passado. O levantamento, divulgado pelo IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária -, ontem, informa que as fêmeas apresentaram acréscimo de 1,25% no número de cabeças, enquanto que os machos registraram uma alta mais comedida, de 0,22%. Assim como houve aumento do rebanho, no fechamento deste 1º semestre deste ano também se nota alta na quantidade de bovinos mato-grossenses abatidos. No comparativo semestral, foram abatidos 9,20% a mais ante o 1° semestre de 2018, totalizando cerca de 2,68 milhões cabeças. Para machos o aumento foi de 11,78% e para as fêmeas, 6,75%, respectivamente. Apesar da expansão do rebanho, o Estado está cada vez mais produtivo, uma vez que as carcaças estão mais pesadas, a idade de abate tem reduzido, assim como a área de pastagem.

SÓ NOTÍCIAS

Pivô da Carne Fraca é demitido do serviço público

Pivô da Operação Carne Fraca, o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, foi demitido do serviço público, após determinação da Controladoria-Geral da União (CGU). A decisão, que também trouxe a demissão de Maria do Rocio — ex-chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) da superintendência do ministério no Paraná —, foi assinada pelo ministro da CGU, Wagner Rosário, e publicada na edição da última quarta-feira do “Diário Oficial da União

As demissões ainda serão registradas no Cadastro da Administração Federal, disponível no Portal da Transparência. O órgão de controle resolveu aplicar a penalidade de demissão aos dois servidores do ministério, com base justamente em “fatos apurados no âmbito da Carne Fraca”, informou a CGU por meio de comunicado. Ambos foram condenados pela Justiça Federal no ano passado por conta das investigações em torno da Carne Fraca, mas como firmaram acordo de delação premiada tiveram suas penas abrandadas. Enquanto Maria foi condenada por corrupção passiva — ela teve que cumprir penas restritivas em regime aberto —, Gonçalves pegou sete meses e 15 dias de prisão por prevaricação. Os dois ainda respondem por outros processos criminais na Justiça por irregularidades apontadas pela Polícia Federal e denunciadas pelo Ministério Público Federal no âmbito da Carne Fraca. “As investigações revelaram diversos recebimentos de vantagens indevidas provenientes de frigoríficos sujeitos à fiscalização pelo MAPA [Ministério da Agricultura] no Estado do Paraná”, afirmou a CGU. A morosidade do Ministério da Agricultura em concluir os PADs — necessários para exonerar ou multar servidores — levou vários servidores investigados pela Carne Fraca a receberem salários mesmo presos ou afastados. Somente Daniel Gonçalves seguiu sendo remunerado por mais de dois anos com vencimentos que chegaram a R$ 20 mil mensais. Ao todo, 33 servidores, a maioria fiscais, foram afastados pela Operação Carne Fraca, mas nem todos tiveram seus processos administrativos concluídos.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar corrige para cima com sinal externo em meio a dúvida sobre corte de juros nos EUA

O dólar subiu frente ao real na sexta-feira, puxado pela alta da moeda no exterior, conforme operadores reduziram de forma consistente expectativa de alívio monetário mais intenso nos Estados Unidos no fim deste mês

Os mercados de câmbio têm demonstrado mais sensibilidade ao noticiário sobre política monetária à medida que se aproxima a reunião do Fed, nos dias 30 e 31 de junho. O dólar perdeu força nas últimas semanas justamente pela crescente perspectiva de uma redução de juros mais intensa nos EUA. Operadores estão atentos ainda ao sinal do Banco Central brasileiro, que também anuncia decisão de juros no próximo dia 31. “Se o Copom reduzir a Selic sem que o Fed reduza o juro americano, vai afetar o mercado de cupom cambial e impactar no preço do dólar no nosso mercado à vista, que está com fluxo negativo”, disse Sidnei Moura Nehme, Diretor-Executivo da NGO Associados Corretora de Câmbio. As taxas de cupom cambial —juro em dólar— são termômetros da liquidez no mercado. Em junho, o cupom disparou, forçando o Banco Central a fazer a maior venda de dólares via operações de linha desde dezembro passado. Nesta sexta-feira, o BC vendeu ao mercado 2 bilhões de dólares para rolagem de linhas que vencem no começo de agosto. Um novo leilão com mesmo volume está previsto para segunda-feira. O dólar à vista BRBY fechou a sexta-feira em alta de 0,43%, a 3,7453 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro mais negociado DOLc1 ganhava 0,85%, para 3,7535 reais. Lá fora, o índice .DXY, que mede o valor do dólar contra uma cesta de divisas, se apreciava 0,37%, praticamente devolvendo toda a queda da véspera.

REUTERS

Ibovespa recua e fecha semana no vermelho com pressão de bancos

O principal índice acionário brasileiro fechou a sexta-feira no vermelho, anulando ganhos da véspera, puxado pelas ações de bancos e refletindo a fraqueza de Wall Street

O Ibovespa caiu 1,21%, a 103.451,93 pontos, no menor nível em 14 sessões. O volume financeiro da sessão somou 12,7 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa cedeu 0,44%. Após o otimismo da véspera com a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos e no Brasil, investidores modularam as apostas nesta sessão. A ausência de corte de juros pelo Banco Central neste mês causaria uma “decepção” no mercado, que discute a magnitude do afrouxamento monetário, disse Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa econômica do Itaú Unibanco. A XP Investimentos afirmou esperar uma temporada fraca de resultados das empresas brasileiras, que começa semana que vem, diante da fraca atividade econômica do país. Em Wall Street, os índices fecharam em queda após o Wall Street Journal informar que o Federal Reserve deve cortar as taxas de juros em 25 pontos-base no fim deste mês, apenas um dia depois de comentários de uma autoridade do banco central fortalecerem expectativas de uma redução mais expressiva.

REUTERS

Tabela corta frete em 50%, diz líder caminhoneiro; categoria reage

A nova tabela do frete, cuja metodologia de cálculo foi informada à categoria na noite de quinta-feira, reduz os preços mínimos em 50%, disse ao Valor o líder caminhoneiro Wallace Landim, o Chorão. Há grupos chamando paralisação para a próxima segunda-feira, dia 22

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a nova tabela na edição de quinta-feira (18) do “Diário Oficial da União” (DOU).  A nova versão foi feita com base em estudo técnico elaborado por pesquisadores em logística da Esalq/USP e entrará em vigor a partir do dia 20. A ANTT cedeu aos apelos de caminhoneiros autônomos, transportadoras e entidades do setor produtivo e acatou pedidos de ajustes na metodologia. Chorão disse que telefonou para o Ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para discutir a nova tabela. “Ele disse que foi surpreendido”, contou. “Vai chamar a equipe técnica para conversar.” Segundo o caminhoneiro, o ministro prometeu uma “adequação”. A assessoria do ministro informou que ele deve receber líderes da categoria na próxima semana para rever “pontos de maior insatisfação”. Os embarcadores também serão chamados para a reunião, segundo relato dos caminhoneiros. “Chamaremos a categoria na semana que vem. Vou chamar os embarcadores também. Vamos ver o que faremos”, escreveu o Ministro em uma conversa por WhatsApp compartilhada nos grupos de caminhoneiros. A nova metodologia foi elaborada com o objetivo de estabelecer preços mais adequados para cada tipo de carga, veículo e rota. O prazo para uma solução é curto. Em um vídeo postado no Facebook e distribuído nos grupos de caminhoneiros, Chorão critica a nova versão. Ao Valor, o líder caminhoneiro disse que os preços dados pela tabela da Esalq não cobrem os custos do serviço. “Está totalmente errado”, afirmou. Repetindo um pleito comum a outras lideranças da categoria, Chorão disse esperar que a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que trará a nova tabela contenha também cláusulas para punir empresas que contratarem abaixo do piso mínimo. A multa seria de R$ 5 mil.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Prévias para resultados de JBS, BRF e Marfrig são positivas, diz BBI

Os motivos seriam a valorização do dólar na comparação anual e a peste suína africana

O BB Investimentos, em suas prévias trimestrais, espera resultados positivos das empresas de proteína animal JBS, BRF e Marfrig para o segundo trimestre deste ano. Entretanto, o relatório assinado pela analista sênior Luciana Carvalho mostra que para a maior parte das companhias de proteína animal, o “elevado nível de dívida denominada em dólar deverá impactar negativamente a alavancagem no trimestre”. Para a JBS, que divulga seu balanço em 14 de agosto, o banco afirmou que espera receita de R$ 52 bilhões (+15% ante o segundo trimestre de 2018) e Ebitda ex-IFRS de R$ 4,5 bilhões (+5%), com margem de 8,6%, ante 9,4% na comparação anual. “Considerando o benefício de ajustes oriundos do IFRS 16, o Ebitda pode chegar a R$ 4,8 bilhões, um incremento de 12% ao ano, com margem de 9,2%”, diz o relatório. A expectativa é de que a Seara se mantenha em crescimento impulsionado pela peste suína africana, e que a JBS Pork e a Pilgrim’s Pride também apresentem resultados melhores por causa de “um cenário estável para o consumo doméstico, sem grandes surpresas no lado das exportações”. Já para a BRF, o BB-BI estima a receita trimestral em R$ 8 bilhões, aumento anual de 16%, e Ebitda de R$ 900 milhões. A margem Ebitda deve ficar “perto de 11,2%, um incremento significativo comparado aos 5,3% registrados no mesmo período do ano passado”. A expectativa para a Marfrig, que também divulga seu balanço em 14 de agosto, é de receita consolidada de R$ 11,5 bilhões, aumento anual de 15% considerando os resultados pro forma do segundo trimestre de 2018; a margem Ebitda, entretanto, deve cair 140 pontos base no ano, chegando a 7,8% no segundo trimestre ante 9,2% no mesmo trimestre do ano passado, em decorrência da expectativa de alta nos custos do gado no Brasil na comparação anual. O Ebitda, segundo a estimativa do banco, seria de R$ 892 milhões.

ESTADÃO CONTEÚDO

FRANGOS & SUÍNOS

Perspectiva para setor de carne de frango ainda é positiva apesar de alta na produção

O cenário para o setor de carne de frango no Brasil continua positivo no curto prazo, apesar de um forte crescimento na produção que pode indicar uma reversão do ciclo positivo, segundo analistas do BTG Pactual em relatório divulgado nesta semana

O crescimento rápido da produção pode ser um indicativo de que o setor esteja próximo do seu pico, segundo os analistas. A produção de carne de frango do Brasil tem aumentado para suprir principalmente a maior demanda internacional, num momento em que casos de peste suína africana na China impactaram a produção de proteína animal naquele país. O BTG espera uma queda de 30% na produção de carne suína do país asiático neste ano. O volume de exportações de carne de frango brasileira aumentou 11,4% no primeiro semestre, com altas nas compras dos principais clientes, com destaque para China, União Europeia e Emirados Árabes Unidos. Uma elevação de 13% na produção de pintos de corte no país até abril, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), pode ter motivado o forte volume de exportações de carne de frango em maio e junho. Esse crescimento também é “um sinal claro de que os produtores estão retomando a confiança no setor”, segundo os analistas do BTG. “Na nossa visão, a combinação de forte demanda internacional, ambiente de custo estável (e ainda menor que do ano passado) e níveis de produção ainda abaixo das máximas de cinco anos, significa que os spreads devem continuar em território positivo pelo menos no futuro próximo.”

CARNETEC

INTERNACIONAL

Carne da cota Hilton do Uruguai está com um preço melhor que a da Argentina

O preço da tonelada de cortes do Uruguai Hilton, nos últimos dias, ultrapassou o preço de referência que é pago ao mesmo produto da Argentina, divulgou a Faxcarne esta semana. Não é comum que isso aconteça.

Dentro desta cota de carne de alto valor, de animais criados a pasto, vão os cortes mais valiosos de carne bovina. São sete: bife angosto, bife ancho, cuadril, lomo, nalga de adentro e nalga de afuera. Segundo a regulamentação da União Europeia em vigor (nº 810/2008), a Argentina é o país com maior percentual de cota, com 28.000 toneladas anuais, o que representa quase a metade da cota Hilton concedida pela Europa. O Uruguai tem 6.300 toneladas por ano. Que o preço do Hilton uruguaio está acima do valor de referência para a Argentina, deve-se a uma oferta “muito limitada” de frigoríficos uruguaios, o que leva os importadores a concordar em pagar um prêmio sobre o produto argentino entre US $ 100 e US $ 100. US $ 200 por tonelada, disseram fontes do mercado à Faxcarne. Essas fontes confirmaram encerramentos para contratos Hilton regulares de rump & lombo na faixa de US $ 11.200 ou US $ 11.400 (valor FOB) do Uruguai. Da Argentina, as fontes manejaram perdas de cerca de US $ 200 por tonelada, com negócios específicos com teto de US $ 11.300 (valor FOB), segundo Faxcarne.

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