CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1033 DE 12 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1033| 12 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Oferta de boiadas para abate aumentou nessa semana

O aumento da oferta durante essa semana provocado pelo frio que assolou diversos estados, entre eles, São Paulo, pressionou a cotação do boi gordo

No estado, a cotação caiu R$1,00/@ na comparação dia a dia e fechou em R$155,50/@ a prazo, livre de Funrural (11/7). As escalas de abate no estado, em função dessa oferta, evoluíram e atendem a uma semana. O quadro para o mercado de novilhas gordas, por sua vez, é comprador. A procura está aquecida e os preços firmes. A referência para esta categoria está em R$148,00/@, a prazo, livre de Funrural, com ofertas de compra acima da referência. No Sudoeste do Mato Grosso, as programações mais confortáveis dos frigoríficos também deram espaço para que as indústrias testassem o mercado para baixo e a cotação do boi gordo cedeu 0,7% comparado com o fechamento de 10/7. No Sul da Bahia, a situação é oposta. A dificuldade em compor as escalas de abate tem pressionado para cima a cotação do boi gordo. Desde o início da semana a valorização foi 1,3% no estado.

SCOT CONSULTORIA

Pressão de baixa no mercado de reposição no Sul do país

Tão frio quanto as temperaturas foram as negociações no mercado de reposição nestes primeiros dias de julho

No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, as temperaturas mais baixas e as geadas atingiram as pastagens e prejudicaram sua qualidade. Nestes estados às incertezas quando ao desenvolvimento do pasto afastaram os pecuaristas das negociações e adiaram os leilões, quadro que fez com que os preços da reposição cedessem. Dentre os três estados, o Paraná foi o que teve as maiores quedas nas cotações, na média de todas as categorias aneloradas o recuo foi de 2,3%, segundo levantamento da Scot Consultoria.

SCOT CONSULTORIA

Ministério discute plano estratégico para erradicação da febre aftosa

Integrantes da equipe gestora nacional do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) reuniram-se nesta semana no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para discutir o andamento do plano e os resultados alcançados nesses primeiros dois anos de execução

Ao considerar o nível de avanço das ações previstas, o grupo estabeleceu a possibilidade de antecipação do calendário para o Estado do Paraná, assim como as avaliações em curso para o Bloco I (Acre e Rondônia). Também foi debatida a necessidade de prorrogar por um ano os prazos previstos para os blocos II (Amazonas, Amapá, Pará e Roraima) e III (Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), e a necessidade de redefinição do Bloco V (atualmente com Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina), com reagrupamento dos Estados do MT e MS ao Bloco IV (Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo e Distrito Federal). O Diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Geraldo Moraes, destacou a complexidade do plano estratégico, que prevê a execução de ações definidas com o objetivo de permitir um processo seguro de ampliação das zonas livres de febre aftosa sem vacinação. A reunião contou com a participação do Secretário-Adjunto da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Fernando Mendes, e dos representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), da  Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), do Departamento de Saúde Animal (DSA) e do Departamento de Serviços Técnicos (DTEC).

MAPA

Acrimat mantem proposta de 1,75% do ICMS sobre carne bovina em MT

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) decidiu manter a proposta de alíquota de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 1,75%, que já havia sido apresentada ao Poder Executivo em reunião realizada na última sexta-feira (05).

Seguiram o entendimento da Acrimat a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo) e o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga), que também optaram por estabelecer a manutenção da proposta de alíquota de ICMS de 2,5% sobre a carne bovina comercializada para outros estados da federação. Em documento que será encaminhado à Casa de Leis, assinado pelo presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, é destacado ainda que a aplicação das alíquotas tem como condicionante a extinção do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF/MT). Alessandro Morbeck Teixeira, Presidente da Asmat; Kassio Rodrigo Catena, presidente do Sincovaga e Tadeu Paulo Bellicanta, Presidente do Sindifrigo, também assinam o documento. “Entendem os três setores da economia envolvidos na produção, industrialização e comercialização da carne bovina, que a prática de alíquotas diferentes das propostas, comprometem severamente o momento virtuoso de investimentos que vem sendo realizado e por conseguinte a médio e longo prazo esta atividade terá comprometida a qualidade e quantidade de carne bovina oferecida aos mercados”, informa o Presidente da Acrimat.

ACRIMAT

Peso de bezerros entregues por fazendas de recria cresce 12% em 19 anos

Segundo o Cepea, avanço na produtividade tem feito mercado pagar mais caro por animais precoces

Em 2019, o peso médio do bezerro vendido ao mercado está em 201 kg, ante 180 kg, em média, registrado no início dos anos 2000, quando a séria de dados de bezerro começou a ser divulgada pela Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Uma diferença de 21 kg, ou quase 12%. Além de bezerros mais pesados, o Cepea verificou que, ao longo deste ano, a diferença entre os preços mínimo e máximo de comercialização dos animais se ampliou, indo para R$ 400/cabeça, ante a diferença de apenas R$ 60/cabeça. Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado tem acompanhado o crescimento na produtividade da pecuária nacional e, com isso, vem pagando mais por animais pesados e/ou valorizando justamente a precocidade. Já os bezerros mais leves acabando sendo “penalizados”, recebendo preços menores.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Ibovespa recua após aprovação de texto-base da Previdência

A bolsa paulista teve um dia de realização de lucro na quinta-feira após recorde da véspera diante da aprovação do texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno, com investidores esperando o fim da votação de destaques da matéria

O Ibovespa caiu 0,63%, a 105.146,44 pontos. O volume financeiro da sessão somou 16,8 bilhões de reais. Na quarta-feira, antes do desfecho na Câmara, o Ibovespa encerrou o pregão no recorde de fechamento de 105.817 pontos, representando um ganho acumulado em 2019 de 20,4%. Após a aprovação em primeiro turno do texto-base da reforma no plenário da Câmara, o Presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o segundo turno da votação deve ocorrer na sexta-feira e admitiu que destaques a terem votação concluída ainda nesta quinta-feira, podem ser aprovados. “Esse movimento de realização após a aprovação é natural”, disse o analista de ações Filipe Villegas, da Genial Investimentos, lembrando a forte valorização do índice no ano. Para a S&P Global Ratings, mesmo que a reforma seja confirmada, o Brasil precisará acelerar o ritmo de crescimento da economia antes de ter a nota de crédito elevada.

REUTERS

Dólar engata 3ª queda com Fed

O dólar teve a terceira queda seguida ante o real na quinta-feira, renovando o menor patamar de fechamento desde fevereiro, com o mercado atento aos sinais de baixa para a moeda norte-americana no exterior

O dólar à vista cedeu 0,19%, a 3,7515 reais na venda, menor nível de fechamento desde 27 de fevereiro (3,7304 reais). Na B3, o dólar futuro tinha variação negativa de 0,04%, para 3,7580 reais. A divisa oscilou em leve alta durante boa parte do dia, com investidores dando uma pausa nas vendas à espera de novidades sobre a tramitação da reforma. “Acho que no curto prazo o real tende a se estabilizar, mas à medida que o segundo semestre andar e houver avanços em outras frentes (da agenda econômica), junto com retomada da economia, a taxa de câmbio deverá se valorizar”, disse Luis André Oliveira, sócio e gestor da Novus Capital. O dólar cai cerca de 2,3% ante o real em julho, em baixa de 3,2% no ano. A moeda começou a perder força em meados de maio, logo depois de superar 4,10 reais, justamente por causa das incertezas sobre a pauta local de reformas. Mas analistas ressalvam que o ambiente externo tem tido importante papel no enfraquecimento do dólar aqui. Nesta quinta, investidores tiveram endossadas expectativas de dólar mais fraco no mundo, conforme o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) manteve a porta aberta para cortes de juros no fim deste mês. Como resultado, as moedas emergentes voltavam a subir, com um índice para esse grupo de divisas se aproximando de picos desde meados de abril, o que sugere que o movimento do câmbio doméstico está mais atrelado ao cenário no exterior.

REUTERS

Vendas no varejo do Brasil frustram expectativas e recuam 0,1 % em maio

As vendas no varejo do Brasil recuaram em maio pelo segundo mês seguido e frustraram as expectativas, pressionadas pelas categorias outros artigos de uso pessoal e combustíveis, destacando a morosidade contínua da economia

Em maio, as vendas varejistas recuaram 0,1% em relação ao mês anterior, depois de queda de 0,4% em abril, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na quinta-feira. Em relação ao mesmo período do ano anterior, as vendas registraram avanço de 1,0%, no pior resultado para maio em três anos. Ambos os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, de alta de 0,2% na comparação mensal e de 1,3% na base anual. “O dia das mães, uma data importante para o comércio, passou batido este ano por conta da conjuntura desfavorável”, disse a Gerente da Pesquisa, Isabella Nunes. “O recado que a pesquisa dá é de uma perda no fôlego do comércio do fim de 2018 para cá. O ritmo de crescimento diminui claramente dado o comportamento do mercado de trabalho, das incertezas que pairam entre investidores e consumidores e do ritmo de atividade”, completou. Os dados do IBGE mostraram que, entre as oito atividades pesquisadas, as pressões negativas vieram do recuo de 1,4% na venda de Outros artigos de uso pessoal e doméstico e da queda de 0,8% de Combustíveis e lubrificantes. Por outro lado, os destaques positivos foram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+1,4%); Tecidos, vestuário e calçados (+1,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+0,9%); e Móveis e eletrodomésticos (+0,6%).

REUTERS

EMPRESAS

BRF e Marfrig encerram conversas para possível fusão

As produtoras de alimentos BRF e Marfrig encerraram negociações para uma possível fusão de cerca de 30 bilhões de reais que criaria um dos maiores grupos de carnes do mundo, pouco mais de um mês após o início das conversas

Em fatos relevantes separados, as companhias explicaram que a decisão aconteceu porque “não houve acordo quanto à governança da companhia combinada” caso a transação acontecesse. O negócio poderia unir a maior exportadora de frango (BRF) e a segunda maior produtora de carne bovina do mundo (Marfrig). Quando anunciaram o início das conversas, em 30 de maio, as empresas haviam definido prazo de 90 dias para discussões, com possível extensão de outros 30 dias. A composição acionária poderia deixar acionistas da BRF com 84,98% da nova empresa, enquanto os 15,02% restantes seriam da Marfrig. BRF e Marfrig afirmaram ainda na quinta-feira que, apesar do término das negociações para uma fusão, o relacionamento comercial entre ambas seguirá inalterado. A BRF afirmou que “continuará avaliando oportunidades de negócios que possam gerar valor para seus acionistas”. A ação da BRF fechou a sessão desta quinta-feira com queda de 3%, enquanto a da Marfrig recuou 1,31%. O Ibovespa teve baixa de 0,63%.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Recuos nas cotações dos suínos na granja e atacado em São Paulo

Apesar do período do mês, onde sazonalmente temos uma melhora na demanda doméstica, as cotações dos suínos cederam

Nas granjas paulistas, o animal terminado está cotado, em média, em R$100,00 por arroba, redução de 2,0% nos últimos sete dias. No atacado, em igual comparação, a queda foi de 1,9%, com a carcaça sendo negociada, em média, em R$7,85 por quilo. Apesar da recente pressão nos preços, na comparação anual o mercado segue favorável. Tanto nas granjas, como no atacado, as cotações estão 69,5% e 67,0% maiores que igual período de 2018, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Parlamento irlandês pede que governo frustre acordo UE-Mercosul

O Parlamento irlandês votou na quinta-feira para pressionar o governo a liderar a oposição dentro da União Europeia a um rascunho de acordo comercial que Bruxelas selou com o Mercosul.

Há duas semanas, a UE se tornou o primeiro grande parceiro com o qual o Mercosul fechou acordo. O bloco dos países sul-americanos se comprometeu com mercados mais abertos em face de uma crescente onda de protecionismo e ofereceu a empresas da UE uma possível vantagem. A Irlanda, como um dos menores países do bloco de 28 membros, precisaria da ajuda de outros Estados-membros para formar uma minoria de impedimento caso busque rejeitar o acordo, já que a ratificação irá eventualmente passar por um voto de maioria qualificada. Até agora o acordo do Mercosul, que tem o potencial para impulsionar as exportações de carne bovina da América do Sul para a UE, também teve resistência da França, que abriga o maior setor agrícola da UE. Parlamentares irlandeses derrotaram uma emenda proposta pelo governo por uma margem de quase dois para um que previa que o governo deveria completar uma avaliação independente do rascunho do acordo antes de decidir apoiá-lo.

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EUA vendem 21 mil toneladas de carne bovina para entrega em 2019 na semana

No mesmo período, exportadores americanos enviaram 8 mil toneladas de carne suína para a China

Os Estados Unidos venderam 21,5 mil toneladas de carne bovina para entrega em 2019 na semana encerrada em 4 de julho, informou o Departamento de Agricultura do país (USDA). O resultado representa alta de 15% ante a semana anterior e de 26% em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais compradores foram Coreia do Sul (6,6 mil t), Etiópia (6 mil t), Japão (4,6 mil t), Taiwan (2 mil t) e México (700 t). Os embarques ao exterior somaram 14,9 mil toneladas no período, volume 16% inferior ao reportado na semana anterior e 17% menor do que a média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Japão (5,2 mil t), Coreia do Sul (4,6 mil t), México (1,6 mil t), Taiwan (1,2 mil t) e Hong Kong (700 t). Exportadores norte-americanos enviaram 8 mil toneladas de carne suína para a China, de contratos anteriormente fechados, na mesma semana encerrada em 4 de julho, de acordo com o relatório semanal de exportações publicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa 31,8% do total embarcado pelos EUA na semana, de 25,1 mil toneladas de carne suína. Na semana, contudo, não foram registradas novas vendas do produto dos Estados Unidos para o país asiático. É a segunda semana consecutiva sem reporte de comercialização do produto dos EUA para a China. Em compensação, também não houve cancelamentos. Entre 28 de junho e 4 de julho, exportadores dos EUA comercializaram 11,3 mil toneladas de carne suína. A carne suína não consta entre os produtos que são taxados com tarifas retaliatórias em virtude do conflito comercial entre os dois países.

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