CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1032 DE 11 DE JULHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1032| 11 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Frigoríficos entraram nas compras com maior afinco

Em algumas regiões a oferta de boiadas está curta e as indústrias entraram nas compras com maior afinco, ofertando preços acima das referências na última quarta-feira (10/7). Foi o caso do Triângulo Mineiro, Norte do Tocantins e Bahia

Neste último a valorização foi, em média, em 0,5% e ocorreu nas duas regiões do estado. As escalas de abate giram em torno de cinco dias. Em contrapartida, em alguns estados onde o clima frio e as geadas afetaram as pastagens, os pecuaristas aumentaram a oferta de boiadas, o que diminuiu o viés altista. Com isso, foi possível observar algumas indústrias aproveitando o momento e ofertando preços menores, como foi o caso do Paraná. Em São Paulo, as programações de abate atendem por volta de sete dias, e os frigoríficos retornaram nas compras pós-feriado paulista ofertando preços menores pela arroba do boi gordo. A arroba paulista teve queda de R$0,50 na comparação dia a dia e ficou cotada em R$156,50 a prazo, livre de Funrural. Foram observadas indústrias fora das compras hoje.

SCOT CONSULTORIA

China alerta exportadores de carne sobre cumprimento de regras, dizem fontes

A administração de alfândegas da China alertou países exportadores de carne nesta semana para que sigam suas regras para importações, após uma série de problemas identificados pelos chineses em embarques canadenses de carne suína

Representantes de cerca de 30 países compareceram a uma reunião na tarde de segunda-feira em Pequim, liderada pelo Diretor Geral da agência de segurança alimentar de importações e importações, Bi Kexin, disseram dois diplomatas que compareceram e um que teve conhecimento do assunto. A Administração Geral de Alfândegas, que responde pela agência que organizou o encontro, não respondeu a um pedido de comentários ou confirmação sobre o evento. É bastante incomum tantos países serem convidados para um encontro como esses, que envolveu um breve resumo sobre os seis principais problemas encontrados nas importações de carne, segundo as pessoas que participaram. A reunião, no entanto, segue-se a uma série de problemas identificados pela China em importações de carne do Canadá. Três exportadores canadenses foram recentemente banidos de enviar seus produtos para a China, e o governo chinês pediu que todas importações de carne do Canadá sejam suspensas. A primeira questão discutida envolveu ractopamina, uma droga adicionada à ração em alguns países, que é proibida na China, que não tolera resíduos da substância nas carnes importadas. A ractopamina foi encontrada em um carregamento da produtora canadense Frigo Royal Inc, posteriormente banida, segundo a alfândega chinesa. As autoridades também destacaram problemas como assinaturas que não correspondem a selos em documentos e o uso de contas de e-mail não oficiais. As fontes presentes na reunião disseram que a mensagem principal era: “se você cometeu erros, corrija. Se você não cometeu, evite-os”.

REUTERS

Aumento das exportações de couro no primeiro semestre

No acumulado do primeiro semestre de 2019, o Brasil exportou 237,2 mil toneladas de couros.

Este foi o terceiro melhor resultado para o período de toda a série histórica, ficando atrás apenas de 2013 (quando foram embarcadas 241,3 mil toneladas) e 2014 (259,2 mil toneladas). Em relação ao primeiro semestre de 2018, o volume embarcado cresceu apenas 0,7%, já as cotações caíram 58,3% (em relação ao couro verde de primeira linha no Brasil Central) nos últimos doze meses. O faturamento, por sua vez, apresentou queda de 21,6% (considerando o mesmo período). Em junho o país embarcou 31,1 mil toneladas de couro, volume 25,7% menor na comparação anual.

SCOT CONSULTORIA

Produção mundial de carne deve crescer 13% até 2028

Relatório da OCDE/ONU diz que oferta de proteínas será puxada sobretudo pelo Brasil, Argentina e EUA

A produção mundial de carne deve crescer mais de 40 milhões de toneladas até 2028 (ou 13%), para um total de quase 364 milhões de toneladas, na comparação com a média registrada de 2016 a 2018. A projeção consta no novo relatório anual divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (ONU). No geral, a maior parte do crescimento esperado na produção de carnes ocorrerá nos países em desenvolvimento, que representarão 74% da produção adicional.  O rebanho global de bovinos aumentou nos últimos anos, puxado pelos principais países exportadores das Américas, como Argentina, Brasil e Estados Unidos – o relatório também destaca a elevação do plantel da Índia, apesar das incertezas quanto às políticas de abate de gado.  No geral, a produção de carne continuará sendo dominada pelo Brasil, China, União Europeia e Estados Unidos. Segundo o relatório, outros países com contribuições potenciais notáveis para a produção adicional de carnes são: Argentina, Austrália, Índia, México, Paquistão, Filipinas e Vietnã. A produção de carne bovina continuará a crescer nos principais países produtores ao longo do período projetado (até 2028). Nos países em desenvolvimento, estima-se um aumento de 17% até 2028, respondendo por 72% da carne bovina adicional produzida. A maior parte dessa expansão deve ocorrer na Argentina, Brasil, China, México, Paquistão e África do Sul. Nos países desenvolvidos, a produção é projetada para ser 8% maior em 2028 em comparação com o período de base –puxado pelo crescimento da produção nos Estados Unidos. No curto prazo, a produção de carne bovina será apoiada pelo aumento de pesos na carcaça, resultantes de baixos custos de alimentação e melhor genética.

PORTAL DBO

Exportações de carne bovina podem surpreender

O volume embarcado de carne suína pode aproximar-se das 70 mil toneladas, o de carne bovina de 130 mil toneladas e o de carne de frango de 400 mil toneladas, resultados que correspondem a aumentos de, respectivamente, 25%, 16% e 11,5% sobre junho último

Na comparação com julho do ano passado apenas a carne suína registrará aumento – de pouco mais de 22%. Ou seja: por ora, as carnes bovina e de frango sinalizam redução em relação ao registrado há um ano – a carne bovina, de 1%; e a carne de frango de, praticamente, 9% mas os resultados de um ano atrás sofreram distorções em decorrência da adoção de nova sistemática de contabilização das exportações por parte da SECEX.

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

Dólar cai a mínima desde fevereiro com exterior

A combinação entre mais chances de corte de juros nos Estados Unidos e avanço dos trâmites da reforma da Previdência derrubou o dólar ao menor patamar desde fevereiro, com uma medida de risco no câmbio caindo à mínima em 15 meses.

O dólar à vista cedeu 1,30%, a 3,7585 reais na venda. É o menor patamar para um fechamento desde 28 de fevereiro (3,7531 reais). Na mínima da sessão, a divisa foi cotada a 3,7519 reais na venda. A desvalorização percentual é a mais intensa desde 31 de maio (-1,37%). A volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses cedeu a 11,567% ao ano. É o menor nível desde os 11,475% de 20 de abril de 2018. O dia foi de dólar fraco no mundo, depois que o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, fez comentários que levaram o mercado a aumentar apostas em corte de juros nos EUA no fim deste mês. Mas a moeda brasileira teve suporte adicional no noticiário doméstico, que indicou a investidores que a aprovação da reforma da Previdência. “Estamos no meio de um ‘bull market’”, disse Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, referindo-se a um período de alta dos ativos (no caso, do real). “Com a aprovação da reforma dada como certa, o mercado começa a se movimentar para a possibilidade de volta do estrangeiro. E não me parece muito difícil o dólar cair mais”, completou. Apesar de ter reduzido posições compradas em dólar na B3, o investidor estrangeiro ainda sustenta 32 bilhões de dólares nessa direção, próximo de valores históricos, o que demonstra certa desconfiança com as perspectivas locais. Por isso, alguns analistas ainda preferem operar real contra outras moedas que não o dólar. O Goldman Sachs, por exemplo, enxerga valor no “trade” real contra dólar australiano. Desde 20 de maio, o real se valoriza 8,3% ante o dólar da Austrália.

REUTERS

Ibovespa renova recorde

O Ibovespa atingiu nova máxima de fechamento na quarta-feira, impulsionado pelo otimismo do mercado com o início da votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados

O Ibovespa subiu 1,23%, a 105.817,06 pontos. Com isso, passa a acumular alta de 20,4% em 2019. O volume financeiro da sessão somou 21,5 bilhões de reais na sessão. “O mercado está precificando essa aprovação”, afirmou Felipe Silveira, analista de investimentos da Coinvalores, que também reiterou otimismo na expectativa que a votação em segundo turno seja realizada antes do recesso parlamento dia 18 de julho. No exterior, o otimismo também prevalecia quando o chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, abriu caminho nesta quarta-feira para o primeiro corte de juros nos Estados Unidos em uma década ainda neste mês, ao prometer “agir conforme apropriado” para defender a expansão econômica ameaçada pelas disputas comerciais e desaceleração global. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,45%. A sessão da B3 ainda foi marcada por ajuste aos movimentos das ações brasileiras listadas em Nova York, os ADRs, que foram negociados na véspera, quando não houve operações na bolsa paulista em razão de feriado no Estado de São Paulo.

REUTERS

Preços de alimentos e transportes caem e IPCA tem menor junho em dois anos

A inflação oficial brasileira registrou em junho o nível mais baixo para o mês em dois anos com recuo nos preços dos alimentos e transportes, mantendo abertas as portas para a possibilidade de um corte de juros em breve pelo Banco Central

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve variação positiva de 0,01% em junho, desacelerando em relação à alta de 0,13% em maio, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado é o mais baixo para junho desde 2017 (-0,23%) e o menor do ano. “O cenário é de famílias com renda comprometida, endividadas e a demanda ainda está bem tímida. As pessoas estão consumindo menos e a renda está comprometida. Nesse índice, se vê bem isso”, disse o economista do IBGE Fernando Gonçalves. Em 12 meses até junho, o IPCA registrou alta de 3,37%, de 4,66% no mês anterior, uma vez que saiu da conta o efeito da greve dos caminhoneiros do ano passado. O número em 12 meses é o mais fraco desde maio de 2018 (+2,86%) e afasta-se ainda mais do centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. No mês de junho, os grupos Alimentação e bebidas e Transportes responderam, juntos, por cerca de 43% das despesas das famílias. Mas a queda dos preços dos alimentos desacelerou a 0,25% no mês, de deflação de 0,56% em maio, uma vez que os preços do tomate e das carnes passaram a subir respectivamente 5,25% e 0,47%. Já os Transportes recuaram 0,31% diante da redução de 2,41% nos preços dos combustíveis, com destaque para a gasolina (-2,04%). Por outro lado, o maior impacto positivo no índice coube a Saúde e Cuidados Pessoais, uma vez que a alta acelerou a 0,64% em junho, de 0,59% em maio.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações brasileiras de carne de frango dispararam em junho

As exportações brasileiras de carne de frango (in natura e produtos especializados) alcançaram 386,2 mil toneladas e renderam US$ 639,6 milhões em junho, conforme dados da Secretaria de comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Em relação ao mesmo mês de 2018, o volume cresceu 64% e a receita foi 76,6% maior. Com isso, no primeiro semestre os embarques somaram 2,045 milhões de toneladas, 11,4% mais que em igual intervalo do ano passado, e o valor das vendas aumentou 14,9% em igual comparação, para US$ 3,406 bilhões. “Houve elevação nas compras de quase todos os grandes importadores, o que gerou uma corrente positiva de exportações. O contexto internacional de alta demanda por proteína é sentido nos mais diversos mercados”, afirma Francisco Turra, Presidente da ABPA, em comunicado. Segundo a entidade, as vendas para a China, principal mercado da carne de frango do Brasil no exterior, cresceram 22,6% de janeiro e junho, para 257,9 mil toneladas. Os embarques para a União Europeia registraram incremento de 21% no semestre, para 129,9 mil toneladas, e para os Emirados Árabes Unidos a alta foi de 35,7%, para 192 mil toneladas. “Os mercados árabes vêm mantendo bom fluxo de importação de produtos, com sólido crescimento nas vendas para os Emirados Árabes Unidos”, diz Ricardo Santin, Diretor-Executivo da ABPA, no mesmo comunicado.

VALOR ECONÔMICO

Suínos: exportações crescem 24% em um ano, diz Cepea

As exportações de carne suína tiveram um aumento de 24% no primeiro semestre quando comparado ao mesmo período de 2018, segundo apontou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Já a receita subiu expressivos 40% no mesmo comparativo

Segundo o órgão, o volume embarcado de janeiro a junho deste ano foi de 340,8 mil toneladas, e a receita totalizou R$ 2,67 bilhões. Considerando-se apenas o mês de junho, o volume exportado pelo Brasil foi de 62,6 mil toneladas, recuo de 5,8% frente ao de maio. O faturamento com as exportações realizadas no último mês foi de US$ 136,7 milhões, o equivalente a R$ 527,6 milhões. No comparativo com maio, ambos os montantes apresentaram queda, de 4% e 8%, respectivamente.

CANAL RURAL

Piauí registra novo caso de peste suína clássica

Desde outubro de 2018, Estado já contabiliza 16 focos da doença; em abril, governo decretou estado de emergência sanitária

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro – PE) publicou uma nova portaria proibindo a entrada e/ou passagem de suínos e seus derivados oriundos dos estados do Ceará e Piauí. Na última quinta-feira (06/07), foi confirmado um novo caso da peste suína clássica neste último estado, no município de São João do Arraial (PI). Desde outubro do ano passado, foram constatados 47 focos da doença no Ceará e 16, com este novo caso, no Piauí. Em abril deste ano, o Governo do Piauí decretou estado de emergência sanitária após confirmar foco da peste suína no estado, depois da confirmação de um foco da doença em uma propriedade na cidade de Lagoa do Piauí, a 50 km de Teresina. O novo caso foi confirmado pelo Governo do Estado do Piauí. Apesar de não pertencer à zona livre da PSC, Pernambuco não tem registros de focos da doença e, por isso, exporta para estados que também não estão na lista de zona livre. A medida proibitiva foi publicada visando à prevenção da entrada de animais contaminados. A zona livre de Peste Suína Clássica no Brasil compreende 16 estados brasileiros (Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins) e o Distrito Federal.

GLOBO RURAL

INTERNACIONAL

UE reconhece norte da Patagônica argentina como livre de aftosa sem vacinação

A União Europeia (UE) anunciou que reconheceu o norte da Patagônia argentina como área livre de aftosa, sem vacinação, igualando a região com o restante da Patagônia. A informação, em nota, é da Secretaria de Governo do Agronegócio da Argentina. Conforme a secretaria, a partir de agora podem ser exportados produtos, como carne bovina e ovina, da Patagônia Norte A com os mesmos requisitos que o restante da Patagônia para o bloco europeu.

Estadão

Importação de carne bovina do Uruguai aumentou 63% no primeiro semestre do ano

As importações de carne bovina do Uruguai “tem crescido muito forte” e alcançaram volumes “sem precedentes”, comentou Rafael Tardáguila, diretor de Tardáguila Agromercados

O analista de mercado disse que nos primeiros seis meses do ano, o país importou 10.400 toneladas, representando um aumento de 63% em relação ao mesmo período do ano passado. “Isso são quase 4.000 toneladas a mais do que o primeiro semestre de 2018 “, disse ele. Ele explicou que o aumento das importações está relacionado com “pouca oferta interna, o país exporta tudo o que produz e a grande diferença de preço entre o gado no Uruguai e outros países, especialmente o Brasil”. Estes volumes de carne bovina importada pelo Uruguai equivalem a cerca de 56.000 cabeças, ou seja, os abates de um pouco mais de uma semana, disse Tardáguila acrescentando: “Se mantivermos este ritmo de importação, estaríamos comprando em carne o equivalente a 100.000 cabeças de gado gordo.”

El País Digital

Americanos estão consumindo menos carne vermelha, mais carne processada desde 1999: estudo

Os consumidores norte-americanos comeram menos carne vermelha e mais aves e peixes nos últimos 17 anos, mas também consumiram mais carne processada – incluindo cachorros quentes, bacon e presunto – de acordo com uma nova pesquisa

A pesquisa com quase 44.000 adultos dos EUA descobriu que a quantidade média de carne vermelha consumida diminuiu entre 1999 e 2016, embora cerca de 25% da carne vermelha consumida tenha vindo de carne processada. As cinco principais carnes processadas consumidas semanalmente entre 2015 e 2016 incluíram salsichas, cachorros quentes, presunto e bacon, e eles ainda comeram mais carne processada do que frutos do mar, segundo a pesquisa. Os pesquisadores concluíram que houve pouca mudança na quantidade de carne processada consumida por adultos dos EUA, apesar das preocupações com a saúde pública sobre como a carne processada pode afetar a saúde do coração ou a obesidade. O estudo – publicado no Jornal da Academia de Nutrição e Dietética – envolveu dados coletados durante nove ciclos do National Health and Nutrition Examination Survey. Pesquisadores dizem esperar que as descobertas do estudo possam informar as prioridades de saúde pública para melhorar a dieta e reduzir as doenças crônicas nos Estados Unidos.

MeatingPlace.com

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