CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1029 DE 08 DE JULHO DE 2019

ABRA

Ano 5 | nº 1029 | 08 de julho de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo encerra a semana sem novidades

O mercado encerrou a semana devagar. Na maior parte das praças pecuárias não teve alterações de preços na última sexta-feira (5/7)

Das trinta e duas praças pesquisadas, o preço do boi gordo mudou somente em Alagoas (desvalorização) e no Maranhão (valorização). Em São Paulo, parte das indústrias saíram das compras, e os que abriram as ofertas de compra, o fizeram, com cotações abaixo da referência. No estado, a oferta de boiadas estava boa e as indústrias estavam com escalas de abate para mais de sete dias. Para esta semana, com o pagamento de salários, a tendência é que a necessidade de compra dos frigoríficos aumente. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados fechou a semana estável e ficou cotado em R$10,19/kg.

SCOT CONSULTORIA

Mercado atacadista de carne bovina tem alta de preços na semana

O mercado atacadista da carne bovina sem osso registrou a segunda semana consecutiva de altas

Na última semana, na média de todos os cortes desossados pesquisados, os preços tiveram variação positiva de 0,2%. Apesar da trajetória mais firme, as cotações ainda não conseguiram recuperar a queda intensa observada na penúltima semana de junho (1,2%). A demanda interna está fraca e tem prejudicado o escoamento da produção dos frigoríficos. Contudo, as expectativas são melhores para os próximos dias por dois fatores. O primeiro é que o recebimento dos salários pela população aconteceu na véspera deste final de semana. O segundo é que em São Paulo, maior mercado consumidor, é feriado estadual na terça-feira, 9/7, quando é comemorado o Dia da Revolução Constitucionalista. Esse cenário deve colaborar com a demanda e aquecer as vendas de carne bovina.

SCOT CONSULTORIA

Preço do boi gordo tem tendência de alta no curto prazo, diz consultoria

Segundo a Safras&Mercado, a oferta de animais prontos para o abate está restrita neste início de entressafra

A expectativa no curto prazo é de preços mais altos para a arroba do boi gordo, segundo a consultoria Safras&Mercado. A empresa ressalta que a oferta de animais prontos para o abate está restrita neste início de entressafra. Na sexta-feira, dia 6, o valor da arroba ficou entre estável a mais alto no Brasil, com ambiente de negócios firmes. O analista de mercado Fernando Iglesias comenta que a chegada de uma frente fria ao Centro-Sul poderia motivar a venda de animais de pasto, avaliando a menor capacidade de retenção nessas condições, contudo, essa oferta deve ser apenas residual.  “Não deve exercer grande pressão sobre o mercado, uma vez que as escalas de abate ainda estão encurtadas para os frigoríficos de menor porte”, disse. O mercado atacadista teve na sexta-feira preços estáveis. “O ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo avaliando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo”, comentou.  O corte dianteiro seguiu em R$ 9,05 por quilo. O corte traseiro teve preço de R$ 11,15 por quilo. Já a ponta de agulha seguiu em R$ 8,05 por quilo. Veja o fechamento da última sexta-feira:

São Paulo: R$ 158 a arroba (estável em relação ao dia anterior)

Uberaba (MG): R$ 150 a arroba (estável em relação ao dia anterior)

Dourados (MS): R$ 147 contra R$ 146 do dia anterior

Goiânia (GO): R$ 145, contra R$ 143 do dia anterior

Mato Grosso: R$ 142 (estável em relação ao dia anterior)

Agência Safras

Acordo entre UE e Mercosul beneficia a carne argentina

A Argentina desponta como a principal beneficiada pelo acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Se é verdade que os exportadores de todos os países que fazem parte do bloco sul-americano receberão uma injeção de rentabilidade de até 40%, os hermanos abocanharão a maior parte das cotas de exportação de carne bovina com tarifa zero ou imposto reduzido

Na prática, os argentinos terão acesso a cotas de 50 mil toneladas de carne bovina. O Brasil, que tem um rebanho bovino quatro vezes maior que o do vizinho e é o principal exportador mundial de carne, ficará com cerca de 38,5 mil toneladas. O Uruguai terá 20,4 mil toneladas e o Paraguai, 5,7 mil. Em 2018, os frigoríficos brasileiros receberam US$ 705,6 milhões ao exportar 116,7 mil toneladas à União Europeia, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. As exportações da carne argentina, mais valorizada no exterior devido à tradicional qualidade, somaram 47 mil toneladas e renderam US$ 490 milhões, de acordo com dados da indústria local. A vantagem de cota que os argentinos terão com o acordo entre UE e Mercosul é uma herança da cota Hilton, válida para cortes nobres. Essa cota, que já conta com tarifas de importação menores, terá a alíquota zerada com o acordo. Atualmente, a cota Hilton possui uma tarifa de 20% e, no Mercosul, a Argentina detém o maior volume dela: 30 mil toneladas anuais. Para os brasileiros, o limite é de 10 mil toneladas, mas as indústrias nacionais dificilmente conseguem cumpri-lo devido às restrições do protocolo sanitário com a União Europeia. No último ano-fiscal, encerrado em junho, os frigoríficos brasileiros ocuparam 41% da cota Hilton. Além de eliminação total da tarifa de importação de carne bovina por meio da Hilton, o acordo comercial prevê a criação de uma cota de 99 mil toneladas de carne bovina em equivalente carcaça (67 mil toneladas de carne bovina, efetivamente), com tarifa de 7,5%. Essa cota levará seis anos para ser implementada no volume total, contados a partir da entrada em vigor do acordo comercial – o que deverá demorar no mínimo dois anos. No caso dessa nova cota, o Brasil ficará com a maior parte. A divisão foi definida pelo setor privado dos países do Mercosul em um acordo assinado em 2004 que deu aos brasileiros 42,5% do volume (cerca de 28,5 mil toneladas). A Argentina terá 29,5% (19,7 mil toneladas).

VALOR ECONÔMICO

SRP lança campanha questionando antecipação do fim da vacinação no PR

Esse isolamento preocupa a SRP, pesquisadores e mais cerca de 40 entidades

A Sociedade Rural do Paraná acaba de lançar uma campanha denominada “Aftosa. Consciência e Responsabilidade”. Na série de quatro vídeos de cerca de 60 segundos cada um, diretores da entidade questionam a antecipação do fim da vacinação contra a febre aftosa no Estado para este ano. O primeiro vídeo já está no site da SRP (WWW.srp.com.br). E também pode ser conferido no youtube https://www.youtube.com/watch?v=4OPjfM3hSgc. O Paraná está inserido no Bloco V do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA), junto com os Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (que já tem o status de livre de aftosa sem vacinação). A previsão é que a vacinação seja suspensa neste bloco em 2021.  No entanto, o governo do Estado levou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a solicitação de antecipar o fim da vacinação no Paraná, de forma isolada, ou seja, sem os outros estados do bloco. Esse isolamento preocupa a SRP, pesquisadores e mais cerca de 40 entidades

AGROLINK COM INF. DE ASSESSORIA 

ECONOMIA

Dados fortes nos EUA empurram dólar para cima

O dólar registrou a maior alta em mais de uma semana ante o real na sexta-feira, voltando a superar o nível de 3,80 reais, em meio à força global da moeda depois de dados mais fortes nos Estados Unidos refrearem apostas agressivas de cortes de juros pelo Federal Reserve

O dólar à vista subiu 0,54%, a 3,8200 reais na venda. É o maior ganho percentual diário desde 25 de junho (0,69%). Os EUA geraram, em termos líquidos, 224 mil novos postos de trabalho fora do setor agrícola em junho, bem acima dos 160 mil previstos por analistas consultados pela Reuters. Em relatório semestral divulgado após os dados de emprego, o Fed descreveu o mercado de trabalho como forte e a inflação fraca como “transitória”. De forma geral, os números pegaram um mercado com amplas apostas de cortes de juros pelo Fed no fim deste mês. Segundo analistas, a convicção em juros menores nos EUA vinha explicando a desvalorização recente da moeda norte-americana no mundo e no Brasil. “Os dados nos fazem manter nossa estimativa fora da curva de mercado, de que não haverá redução de juros em julho”, disseram estrategistas do Citi em nota, lembrando que na semana que vem o chairman do Fed, Jerome Powell, dará depoimento no Congresso dos Estados Unidos. O Morgan Stanley —que em junho passou a recomendar posição comprada em real (que ganha com a valorização da divisa brasileira)— lembra que o posicionamento contrário ao real nos mercados futuros ainda é relevante, o que, tecnicamente, deixa a moeda doméstica inclinada a altas.

REUTERS

O Ibovespa encerrou a semana com leve alta

Foi o suficiente para garantir nova máxima histórica, descolando-se dos mercados internacionais, sob influência pela expectativa de aprovação da reforma da Previdência no plenário da Câmara na próxima semana

O Ibovespa subiu 0,44%, para o recorde de 104.089,47 pontos. O volume financeiro da sessão somou 15 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa avançou 3,1%. Os investidores monitoraram os passos finais da tramitação da reforma da Previdência, com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmando que começa já no sábado as movimentações para garantir a aprovação da matéria no plenário da Casa a partir da próxima semana.  “O descolamento do Ibovespa (em relação aos mercados internacionais), se dá muito por conta do otimismo quanto à reforma da Previdência”, disse o analista Ilan Arbetman da Ativa Investimentos. Antes de fechar no azul, o índice chegou a recuar quase 1%, após a alta da véspera e também influenciado pelas bolsas do exterior, diante da forte criação de emprego dos Estados Unidos em junho, reduzindo as expectativas de um corte agressivo de juros pelo Federal Reserve neste mês. O relatório de emprego do Departamento do Trabalho dos EUA mostrou a criação de 224 mil novos postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, o maior número em cinco meses e acima do esperado. Em Wall Street na volta do feriado, o índice S&P 500 cedeu 0,18%.

REUTERS

EMPRESAS

Mercado não acredita em fusão BRF-Marfrig

As dúvidas quanto à concretização de um acordo entre BRF e Marfrig ajudaram a produtora de frangos a registrar a maior valorização entre as empresas do setor em todo o mundo nas últimas semanas

Quando, no fim de maio, as gigantes do setor de alimentos surpreenderam o mercado com a notícia de que estavam estudando uma combinação de seus negócios, as ações da BRF amargaram uma forte queda. O recuo teve pouco a ver com a lógica segundo a qual, num processo de fusão e aquisição, os papéis do comprador caem e os da empresa adquirida, sobem. Investidores mostraram mais preocupação com a estrutura de controle da nova empresa e com a aparente escassez de sinergias entre a dona da marca Sadia e o frigorífico comandado por Marcos Molina, um negócio marcado por anos de resultados ruins em um setor de margens tipicamente mais apertadas. Entretanto, superado o impacto inicial, as ações da BRF decolaram. Os papeis acumulam alta de 18%, o melhor desempenho entre companhias produtoras de carne monitoradas pela Bloomberg, desde que as conversas com a Marfrig se tornaram públicas. No mesmo período, a Marfrig caiu 2%. O movimento é, ao menos em parte, sustentado pela avaliação de que a BRF enfrentará uma batalha difícil para convencer seus acionistas das vantagens da incorporação da Marfrig. Com isso, investidores se sentiram confortáveis para se concentrar no impacto que a epidemia de febre suína na China pode ter sobre as exportações da companhia. “O mercado se tornou cético em relação a esse negócio”, disse Diana Stuhlberger, analista da Eleven Financial Research, que tem uma recomendação neutra para as ações da BRF. “Não o incorporei nas estimativas para BRF.” A alta da BRF na bolsa também alterou a relação de valor entre as produtoras de carne, com a Marfrig sendo negociada no menor patamar desde o início de 2018 em relação a seu potencial comprador. Hoje, a BRF tem 87% do valor combinado das duas empresas, acima dos 85% anunciados como referência para uma possível transação.

Bloomberg

FRANGOS & SUÍNOS

Brasil poderá ampliar exportações de frango in natura

Maior exportador global de carne de frango, o Brasil poderá aproveitar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul para ampliar as exportações do produto in natura e, com isso, amenizar as barreiras sanitárias impostas pelo bloco europeu nas vendas de peito de frango salgado

Grande parte do imbróglio envolvendo a detecção da bactéria salmonela nos portos está relacionada aos produtos salgados. Atualmente, o Brasil tem cotas de 345,7 mil toneladas para exportar carne de frango à União Europeia, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Esse volume é dividido por tipos de produto (salgado, cortes in natura, cozidos, preparações não cozidas e outras preparações), e as tarifas de importação também variam. A principal cota é a de frango salgado, cujo limite é 170,8 mil toneladas com uma tarifa de 15,4%. Acima desse volume (“extra-cota”), o imposto é praticamente impeditivo – €1,3 mil por tonelada. Com o acordo comercial, haverá uma cota de 180 mil toneladas de carne de frango in natura livre de tarifa para o Mercosul. Na prática, a cota aproveitável deve ser de 90 mil toneladas, explicou um especialista do setor. Isso porque, do total de 180 mil, metade é de frango com osso, que não tem demanda na UE. Atualmente, as exportações de carne de frango in natura do Brasil só estão isentas de tarifa até o limite de 16,7 mil toneladas por ano-cota. Fora desse limite, a tarifa cobrada é de € 1.024 a tonelada. Por causa dessa disparidade tributária, os frigoríficos brasileiros exportaram a carne de frango com sal. Trata-se de um produto in natura destinado, principalmente, às indústrias processadoras. No entanto, a União Europeia entendeu que o produto salgado já estaria processado e que, portanto, teria de seguir as mesmas exigências de salmonela que o frango cozido, que são bem mais rígidas porque o processo de cozimento deve matar as bactérias. Na indústria brasileira, a medida foi vista como protecionismo do bloco europeu, que decidiu intensificar os testes com o frango vindo do Brasil depois da eclosão da Operação Carne Fraca, em março de 2017. No ano passado, após a Operação Trapaça, os europeus proibiram a BRF de exportar. Após a barreira europeia, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizou estudos para a abertura de um painel contra a União Europeia na Organização Mundial de Comércio (OMC). Agora, com o acordo com o Mercosul, não está claro como o Itamaraty conduzirá o tema.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Carne paraguaia se valoriza em junho: cotados a US $ 4.149 por tonelada

A carne bovina paraguaia foi comercializada no mercado mundial e no final de junho a US $ 4.149 por tonelada, valorização de 6,03% em relação à última referência de maio que estava em US $ 3.913 por tonelada

O Presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Animal (Senacsa), José Carlos Martín, garantiu que os números das exportações de junho “fecharam muito bem” com uma valorização do produto, além de “maiores volumes exportados”. No total, 20.897,89 toneladas foram exportadas em junho, cerca de 4.680,3 toneladas a mais do que em maio, a um preço FOB de US $ 86,7 milhões. Fechado no primeiro semestre de 2019, o total de exportações foi ligeiramente inferior ao mesmo período do ano passado. No total, 110.331 toneladas de produtos foram enviadas para os mercados, 50 toneladas a menos. O valor médio das exportações em 2019 é de US $ 4.017 por tonelada.

El País Digital

China confirma novo surto de peste suína africana em Guangxi

O Ministério da Agricultura da China afirmou na sexta-feira que confirmou um surto de peste suína africana no distrito de Luchuan, na região sudoeste de Guangxi, que matou nove porcos em uma fazendaA China registrou 143 surtos da doença incurável desde agosto do ano passado e abateu quase 1,2 milhão de suínos. Muitos focos não são notificados, disseram agricultores à Reuters, e até metade dos porcos reprodutores da China podem ter morrido ou sido abatidos devido à disseminação da doença, estimaram especialistas do setor.

REUTERS

China admite falha no combate a Peste Suína Africana

A China mostrou deficiências em alguns aspectos da prevenção da peste suína africana, e a situação continua complicada e grave
A China mostrou deficiências em alguns aspectos da prevenção da peste suína africana, e a situação continua complicada e grave, disse o gabinete do país na quarta-feira. A administração do transporte de suínos vivos não é suficientemente rigorosa, enquanto não há capacidade suficiente para testar o vírus da peste suína africana nos procedimentos de abate, processamento e circulação de suínos, disse o Conselho de Estado da China em diretrizes sobre prevenção e controle da doença.  Os comentários da principal autoridade administrativa da China destacam os graves desafios que o país enfrenta quando o surto altamente contagioso e mortal assola o maior rebanho de suínos do mundo. Governos locais e ministérios devem promover a criação de suínos em larga escala e reduzir o número de pequenas fazendas de suínos para melhorar os níveis de biossegurança no setor, disse o Conselho de Estado, no documento publicado em seu site.  O governo fornecerá subsídios de produção para fazendas de suínos em grande escala em áreas fortemente afetadas pela doença e incentivará grandes áreas de consumo a expandir a produção de suínos para melhorar a autossuficiência em suprimentos, disse o gabinete. A China registrou mais de 120 surtos da doença em todas as suas províncias e regiões continentais, bem como na ilha de Hainan e em Hong Kong, desde que foi detectada pela primeira vez no país no início de agosto do ano passado.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL 

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