CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1014 DE 13 DE JUNHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1014 | 13 de junho de 2019

NOTÍCIAS

CHINA REABRE MERCADO

Em comunicado enviado a ABRAFRIGO na manhã de hoje, a Ministra da Agricultura Tereza Cristina anunciou que a China, o mais importante importador do produto, acaba de reabrir o seu mercado para a carne bovina brasileira.

ABRAFRIGO

Entidades assinam memorando do Programa Carne Legal

TAC’s foram assinados pela Abiec, Abrafrigo e CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) assinaram na terça (11), em Brasília, um memorando de entendimento para esclarecer e trazer segurança jurídica aos produtores no âmbito do programa Carne Legal, no Bioma Amazônia. A assinatura na sede da CNA reuniu também o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Fortunato Bim, e o procurador da República e coordenador do Grupo de Trabalho da Amazônia Legal no Ministério Público Federal (MPF), Rafael da Silva Rocha. No memorando, que trata do cumprimento dos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC’s), as entidades esclarecem que a proibição de adquirir, transportar ou comercializar produtos de origem animal se limita apenas à área embargada e não atinge o que é produzido no restante da propriedade rural fora do embargo. A proibição também não deve atingir outras fazendas de mesmo domínio do produtor autuado. O documento assinado pelas entidades também orienta o produtor rural a apresentar um laudo técnico, baseado em Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), de acordo com as normas vigentes e sob orientação do MPF, para reestabelecer junto ao frigorífico a comercialização de gado bovino produzido nas áreas das propriedades que estão fora do embargo. Uma das justificativas para a assinatura do memorando é que a interpretação dos TAC´s provoca prejuízos econômicos, sociais e ambientais dentro da cadeia produtiva de carne bovina amazonense, além de prejudicar a recuperação do eventual passivo ambiental. Para o Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Pessoa Salazar, o documento corrige uma distorção histórica do setor, além de beneficiar produtores e viabilizar a abertura de novas indústrias no bioma Amazônia. “O produtor e o frigorífico estão no mesmo barco querendo remar na mesma direção. Temos que sempre discutir e solucionar problemas de interesse comum, como esse”.

CNA – CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL

Mercado do boi gordo ganhando firmeza

Desde a semana passada os frigoríficos paulistas estavam na retranca em função da suspensão das exportações para a China.

Mas conforme os dias foram passando o volume da produção foi diminuindo e a necessidade de comprar foi “dando as caras”. Apesar disso os pecuaristas estão duros nas negociações e esta associação entre oferta restrita e demanda por boiadas melhorando resultou em valorização para o boi gordo na última quarta-feira (12/6). Na praça pecuária de São Paulo, os preços subiram R$2,00/@ na comparação dia a dia e a referência para o boi gordo ficou em R$149,50/@, à vista, livre de Funrural. Mas ressalta-se que frigoríficos, mais conservadores, reduziram o abate e continuam pressionando o mercado para baixo. No mercado de fêmeas, o preço também subiu, mas a procura por novilhas está fraca, e aos poucos as cotações da novilha e da vaca estão se aproximando. Sem a demanda chinesa, frigoríficos começaram a negociar esta categoria no mesmo preço da vaca. Por fim, para os próximos dias, o que vai ditar o ritmo do mercado será a oferta de gado confinado. O custo de retenção dos bovinos no cocho é elevado, o que é um limitante para os produtores segurarem o gado na fazenda.

SCOT CONSULTORIA

Queda nos embarques de gado vivo

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 50,3 mil cabeças de bovinos vivos em maio deste ano, queda de 18,6% em relação a abril último

O faturamento em maio totalizou US$36,40 milhões, redução de 7,5% na comparação mensal.

Essa queda nas exportações de bovinos vivos se deu principalmente em função das dificuldades de logística no estado do Pará, principal estado exportador. As fortes chuvas no início do mês interditaram diversas rodovias e o transporte dos animais foi inviabilizado. Além disso, a paralisação dos caminhoneiros boiadeiros por doze dias também dificultou o escoamento da matéria-prima até o porto. Devido a esse cenário, o estado exportou 41,6% menos comparado com abril último. Para o curto prazo é esperado que os embarques voltem a normalidade podendo haver um aumento em junho no número de cabeças exportadas.

SCOT CONSULTORIA

Relação de troca com reposição em Minas Gerais nos piores patamares do ano

Em Minas Gerais, no acumulado de doze meses, o preço dos animais de reposição subiu, na média de todas as categorias, 17,0%

Para um exemplo, o bezerro anelorado desmamado de 6@ era negociado a $1.040,00/cabeça em junho do ano passado, atualmente a cotação está em R$1.280,00/cabeça. A baixa oferta de animais associada a procura aquecida causou as valorizações nos animais de reposição. Na comparação anual, o preço do boi gordo também subiu (10,1%), mas com intensidade menor em relação à reposição. Este cenário prejudicou o poder de compra do pecuarista que vai fazer a troca na fazenda. Na média de todas as categorias, o poder de compra caiu 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Esta queda foi puxada principalmente pelo bezerro desmamado. Em junho de 2018 com o preço de um boi gordo de 18@ compravam-se 2,3 bezerros de desmama, atualmente, nestas mesmas condições, compra-se 2,06. Ou seja, o poder de compra do pecuarista na troca com essa categoria piorou 10,5%. Diante deste quadro, para o recriador o ideal é aguardar até que a safra de bezerros (período de desmama) ajude a diminuir a força do mercado.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar sobe ante real, com exterior

O dólar subiu ante o real na quarta-feira, afastando-se da mínima em dois meses atingida na véspera, com investidores repercutindo a força da moeda norte-americana no exterior

O dólar negociado no mercado interbancário BRBY se valorizou 0,47%, a 3,8686 reais na venda. Na véspera, a cotação havia recuado 0,88%, para 3,8504 reais —menor patamar desde 10 de abril (3,824 reais). Na B3, a referência do dólar futuro DOLc1 tinha ganho de 0,17% nesta quarta-feira, para 3,8680 reais. Segundo operadores, absorvido o efeito positivo da vitória do governo no Congresso na terça-feira, o mercado de câmbio buscou motivo para um ajuste técnico e o encontrou no ambiente internacional de dólar mais forte. Moedas de perfil semelhante ao real —como rand sul-fricano ZAR=, rublo russo RUB= e dólar australiano AUD=— lideravam as quedas nos mercados globais de câmbio, afetadas pela percepção de que o embate comercial entre China e EUA segue sem solução à vista. O índice que mede o valor do dólar frente a uma cesta de importantes divisas. DXY subia 0,3% no fim da tarde.

“O exterior está pesando hoje, mas a tendência é o dólar se acomodar perto de 3,85 reais”, disse Felipe Pellegrini, gerente de tesouraria do Grupo Travelex Confidence. Além dos temas externos, o mercado volta as atenções na quinta-feira para a apresentação do parecer da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda, com Petrobras

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, pressionado particularmente pelo recuo das ações da Petrobras na esteira do declínio do petróleo no exterior, além de alguma cautela antes da divulgação do parecer do relator da reforma da Previdência

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa .BVSP desvalorizou 0,65%, 98.320,88 pontos, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. O volume financeiro somou 28,6 bilhões de reais. Na primeira etapa do pregão, o Ibovespa chegou a oscilar acima dos 99 mil pontos, reagindo ainda à aprovação pelo Congresso Nacional de crédito suplementar para contornar a regra de ouro na véspera, mas também outras notícias de Brasília. Entre elas, o anúncio da Caixa Econômica Federal de que devolverá ao governo de 3 bilhões de reais, com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, acrescentando usará os recursos para reduzir a dívida pública. Também repercutiu declaração do Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o parecer da reforma da Previdência previsto para a quinta-feira não deve incluir Estados e municípios. Maia, contudo, acrescentou que o tema seguirá sendo discutido em busca de um acordo, assim como o regime de capitalização, o que corroborou alguma cautela no pregão. O estrategista chefe da Guide Investimentos, Luiz Gustavo Pereira, destacou que o desempenho do Ibovespa refletiu uma atitude de investidores de ‘esperar para ver’, na expectativa de avanço sobre a reforma da Previdência. No cenário externo, em meio ao recuo dos preços do petróleo, a queda das ações de energia minaram Wall Street, assim como o recuos de papéis de bancos diante de perspectivas de cortes de juros nos Estados Unidos.

REUTERS

Vendas no varejo do Brasil têm 1ª queda para abril em 4 anos

As vendas varejistas no Brasil tiveram em abril o primeiro resultado negativo para o mês em quatro anos e iniciaram o primeiro trimestre sob pressão de supermercados, em meio às dificuldades da economia e do mercado de trabalho do país em deslanchar

As vendas no varejo tiveram em abril queda de 0,6% na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Essa é a primeira contração para o mês desde 2015, quando houve queda de 1%, e também o dado mais fraco desde dezembro (-2,5%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou avanço de 1,7% nas vendas, dado mais baixo para abril desde 2017, quanto houve ganho pela mesma taxa. Os resultados foram mais fracos do que as expectativas em pesquisa da Reuters, de estabilidade na comparação mensal e de alta de 2,85% na base anual.  “A queda do comércio reflete o ambiente econômico em geral, a perda da confiança que afeta o poder de compra e o apetite por consumo, e faz com que as pessoas foquem na compra do que é essencial”, explicou a gerente da pesquisa, Isabella Nunes. O IBGE explicou que, entre as oito atividades pesquisadas, cinco tiveram resultados negativos, sendo os destaques a queda de 1,8% nas vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e a de 5,5% de Tecidos, vestuário e calçados (-5,5%). “Em abril, nem a Páscoa salvou o comércio. Nossas informações mostram que os pequenos negócios, como padarias, mercearias e hortifrutis, que têm menos poder de barganhas com fornecedores e menor margem de lucro, foram os mais afetados”, completou Isabella. Também apresentaram perdas Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,7%). Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,0%). A última pesquisa Focus do Banco Central aponta que o mercado projeta crescimento econômico este ano de 1,0%, em estimativa que vem sofrendo sucessivas reduções.

REUTERS

EMPRESAS

Marfrig descarta ter que comprar ações da National Beef

O empresário Marcos Molina, maior acionista da Marfrig, está confiante de que a opção de venda de ações (“put”) detida pelos minoritários da subsidiária americana National Beef (NB) não será exercida em caso de fusão da companhia com a BRF, apurou o Valor

Essa cláusula faz parte de um contrato entre a Marfrig e os minoritários da National Beef firmado na ocasião de compra de controle da empresa americana, em 2018. Além de negociar diretamente com a Jefferies Financial, segundo maior acionista da NB, para convencer o investidor do potencial benéfico a longo prazo da eventual fusão, Molina abriu uma outra frente. O Valor apurou que a Marfrig já tem um parecer do escritório de advocacia americano Linklaters dizendo que uma fusão da Marfrig com a BRF não dispararia essa cláusula, por interpretação do contrato. Na composição inicialmente discutida para possível fusão, a BRF teria 85% do capital da nova companhia e a Marfrig ficaria com 15%. Molina, que detém 36,43% da Marfrig, ficaria com cerca de 5,5% da nova companhia. A empresa, se fundida nessas condições, será uma corporação — ou seja, sem controlador. Assim, como não haverá um novo dono de 50% mais uma ação da Marfrig ou um controlador da Marfrig em percentual semelhante ao detido atualmente por Molina — e, ainda, levando-se em conta que a nova companhia não terá controlador —, o argumento é que não há razão para disparar a cláusula. Apesar da consulta a advogados, Molina não quer um enfrentamento com a Jefferies por conta da “put”, apurou o Valor. Na semana passada, Molina teve ao menos duas reuniões com representantes do grupo em Nova York. A Jefferies teria se manifestado favorável à potencial fusão com a BRF. Em última instância, a Marfrig teria acesso à linha de crédito para realizar a compra das ações dos minoritários, linhas condicionadas à concretização da fusão, conforme duas fontes. Procurada, a Marfrig não comentou e a Jefferies não deu retorno.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

USDA reduz previsão de produção de carne bovina

Em seu relatório mensal de Estimativas de Oferta e Demanda Agropecuária Mundial, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) explicou que o declínio na produção de carne bovina em 2019 reflete, em grande medida, menores abates e abate de novilhas no segundo semestre do ano

Para 2020, espera-se que o crescimento da produção seja mais lento, uma vez que os produtores respondem a custos de alimentação mais altos. A previsão de produção de carne bovina é reduzida com o menor abate esperado e o abate de novilhas, uma vez que os incentivos para adicionar peso no pasto diminuem o ritmo dos estágios de confinamento. A previsão de importação de carne bovina aumentou para 2019 sobre os dados de comércio recentes, mas as previsões de exportação foram reduzidas em relação ao mês anterior sobre o ritmo atual das exportações de carne bovina para vários parceiros comerciais. Nenhuma mudança nas previsões foi feita para o comércio de carne bovina em 2020. O USDA também reduziu as previsões de preço do gado para 2019 e 2020.

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