CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1013 DE 12 DE JUNHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1013 | 12 de junho de 2019

ABRAFRIGO

Assinatura em 11.06, em Brasília, do memorando de entendimento entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) para disciplinar a interpretação dada a cláusula  que restringe a aquisição de gado bovino oriundo de áreas embargadas pelo IBAMA ou SEMA, na região do Bioma Amazônia, onde há 87 milhões de cabeças de gado, ou 40% do rebanho brasileiro.  Pelo memorando, as entidades vão repassar aos seus associados os procedimentos e normas para cumprimento dos Termos de Ajustamento de Conduta – TAC’s. Assinaram o documento o Presidente da CNA, João Martins da Silva Junior, Péricles Salazar, Presidente Executivo da ABRAFRIGO e pela ABIEC, o Presidente Antônio Jorge Camardelli.

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo largado

Nas praças onde os frigoríficos estão bem posicionados quanto às programações de abate, as cotações caíram na última terça-feira (11/6)

Porém, as compras com os preços vigentes deprimidos nos últimos dias resultaram numa queda do volume dos negócios. Quem pode, não vende. Com isso, mesmo com o consumo calmo e o escoamento lento da carne, as indústrias começaram a ter dificuldade em preencher as escalas de abate em algumas regiões, como por exemplo, na praça pecuária de Campo Grande-MS. Na região, a média das escalas de abate atendem a quatro dias e a cotação da arroba do boi gordo subiu. Em São Paulo, apesar de estabilidade nas cotações na comparação dia a dia, essa menor oferta de boiadas foi sentida e alguns frigoríficos que estavam fora do mercado no dia anterior, abriram a oferta de compras ofertando preços acima das referências. A margem de comercialização das indústrias que desossam ficou em 23,9%, acima da média histórica que é de 20%.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do sebo com preços em queda

O mercado do sebo está pressionado 

No Brasil Central, a gordura animal está cotada em R$2,05/kg, queda de 2,4% na comparação com o fechamento da última semana. No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$2,25/kg, livre de imposto. No estado, mesmo com a demanda patinando, a oferta está restrita, fator este que tem limitado a queda de preço dos subprodutos (couro e sebo).

SCOT CONSULTORIA

Pecuaristas do MT pisam no freio do confinamento

Pesquisa sobre intenção de engorda mostra queda de 7% no número de animais levados ao cocho em 2019

O primeiro levantamento sobre a intenção de confinamento para 2019 no Mato Grosso, realizado em abril, aponta para uma queda de 7% em comparação ao número efetivo de animais enviados ao cocho no ano passado, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em relação aos dados de intenção de engorda intensiva apurados na pesquisa de abril de 2018, a queda é de 2,8%. Estima-se que sejam confinados 691.265 bovinos em Mato Grosso este ano, ante 743.805 bovinos levados ao cocho em 2018. Segundo a pesquisa, a projeção de queda no número de cabeças confinadas em 2019 foi influenciada sobretudo pelas preocupações em relação aos preços da arroba do boi gordo e aos aumentos nos valores da reposição. Todas as categorias de reposição registraram valorização no comparativo anual, com destaque para o boi magro, que apresentou aumento de 8,12% em relação a abril de 2018, de acordo com o relatório do Imea. Apesar da maior cautela dos pecuaristas, a capacidade estática no Mato Grosso aumentou em 1,5% na comparação com outubro de 2018, para 947.190 mil animais. Em relação à aquisição dos animais, a pesquisa de abril de 2019 mostrou que ainda faltavam adquirir no mercado 286.183 animais para se alcançar o número estimado para este ano, de 691.265 bovinos. Este número é maior em relação à pesquisa de abril de 2018, quando a aquisição de animais estava em 227.193 cabeças. Nota-se que ainda há muita incerteza em relação ao confinamento deste ano, principalmente com as cotações da arroba do boi gordo, segundo reforçam os pesquisadores do Imea. No mercado futuro (bolsa B3), essa instabilidade fica evidente: nos últimos meses, o contrato futuro do boi gordo com vencimento para outubro chegou a R$ 160/@, mas, nas últimas semanas, as cotações recuaram para R$ 158,45/@.

PORTAL DBO

exportações de carne em junho

Os primeiros números da SECEX/ME relativos à primeira semana de junho se encontram bem mais dentro da normalidade que os apresentados em meses anteriores

A receita média diária alcançada nos cinco primeiros dias úteis do mês – US$73,851 milhões –ainda é elevada. Mas não é muito diferente, por exemplo, dos US$73,713 milhões de setembro de 2018. Por ora, essa receita se encontra 18,5% acima da alcançada em maio passado. O incremento no acumulado de junho será menor em função de seu menor número de dias úteis (apenas 19, contra 22 dias úteis de maio). No volume exportado, a única carne com tendência de maior embarque no mês é a de frango. As pouco mais de 401 mil toneladas projetadas para a totalidade do mês significam aumento de quase 15% sobre as 351 mil toneladas apontadas pela SECEX/ME para maio de 2019. Já as carnes suína e bovina tendem a uma variação negativa no volume importado. A suína, de 13,5% (58,7 mil toneladas no mês anterior; 50,8 mil toneladas na projeção atual). E a bovina, de quase 7% (123,3 mil toneladas há um mês; 115 mil toneladas na primeira projeção).

PECUÁRIA.COM.BR

ECONOMIA

Ibovespa avança e encosta em 99 mil pontos com Vale

O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% na terça-feira, encostando em 99 mil pontos, apoiado no avanço de ações de mineradoras diante da perspectiva de novos estímulos na China e noticiário político-econômico nacional

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,53%, a 98.960,00 pontos. O volume financeiro somou 16,9 bilhões de reais. O pregão abriu já sob influência da notícia de que a China permitirá que governos locais usem os recursos de títulos especiais para importantes projetos de investimento, incluindo estradas, oferta de gás e energia e ferrovias. No começo da tarde, contudo, o Ibovespa acelerou os ganhos e tocou máximas da sessão após a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovar crédito extra para o governo contornar a regra de ouro. De acordo com o analista de investimentos Felipe Silveira, da corretora Coinvalores, a bolsa tem respondido muito mais ao noticiário doméstico do que a fatores externos e o acordo e votação na CMO trouxeram ânimo aos negócios. Embora tal desfecho não necessariamente paute os próximos movimentos relacionados à reforma da Previdência, ele acrescentou que trouxe algum alívio. “Se não tivesse um acordo seria bem negativo”, avaliou. Silveira ressaltou que a pauta de reformas, capitaneada pela da Previdência, ainda é um ponto de incertezas, principalmente para o investidor estrangeiro, mesmo que os sinais sejam de que caminha na direção esperada no mercado, o que explica a suscetibilidade do pregão ao noticiário de Brasília.

REUTERS

Dólar fecha na mínima desde abril com exterior

O dólar caiu ao menor patamar em dois meses na terça-feira, na faixa de 3,85 reais, na esteira de maior otimismo sobre reformas no plano doméstico e da fraqueza da moeda norte-americana no exterior

“No curto prazo não me parece que o dólar vai subir”, disse Helena Veronese, economista-chefe e estrategista da Azimut Brasil Wealth Management. Segundo ela, os níveis bem acima de 4 reais alcançados durante maio estavam excessivos, e agora o mercado devolve o prêmio de risco conforme melhora a perspectiva para a reforma previdenciária. “Mas ainda não me parece que voltaremos às mínimas perto de 3,65 (do começo do ano). Acredito que só depois da Previdência (aprovada)”, completou. Na B3, a referência do dólar futuro cedia 0,84%, a 3,8590 reais. A perspectiva relacionada às reformas se viu fortalecida nesta sessão depois de o governo ter obtido vitória na Comissão Mista de Orçamento (CMO), que aprovou projeto que autoriza 248,9 bilhões de reais em créditos orçamentários fora da regra de ouro. A aprovação sinaliza melhora na articulação política do governo Jair Bolsonaro com o Congresso, o que, para o mercado, indica um cenário melhor para obtenção de votos necessários na Câmara dos Deputados para aprovar a reforma previdenciária. Nessa linha, o mercado gostou ainda de declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que blindará a Câmara de crises em prol da aprovação de reformas. O comentário de Maia veio em meio a potencial turbulência após divulgação de supostas mensagens envolvendo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Desde a máxima em oito meses batida em 20 de maio (4,10485 reais), o dólar acumula queda de 6,2%.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva dará férias coletivas em fábrica em SP após suspensão de exportações à China

A Minerva dará férias coletivas de duas semanas a 635 funcionários em sua fábrica de Barretos (SP), entre 17 e 30 de junho, período que coincidirá com a suspensão das exportações de carne bovina para a China que foi imposta pelo governo federal na semana passada depois que um caso atípico de doença da vaca louca foi relatado em Mato Grosso

A companhia afirmou que vai aproveitar a parada para fazer trabalhos de manutenção na fábrica. A Minerva pode continuar exportando carne bovina para a Ásia a partir de outras fábricas na América do Sul, afirmou a companhia referindo-se a quatro fábricas da subsidiária Athena Foods, com no Uruguai e na Argentina, que não foram afetadas pela proibição temporária do Brasil. Barretos tem capacidade para abater 840 cabeças de gado por dia e é a única fábrica da Mineva no Brasil certificada para exportar carne bovina para a China, disse o frigorífico. A Minerva disse que espera que a proibição às exportações de carne bovina para a China seja de curta duração, já que a Organização Mundial de Saúde Animal, em 2015, excluiu casos atípicos de doença da vaca louca de sua avaliação do status sanitário de um país.

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Uma fusão das mais complexas

Enquanto os conselheiros da BRF discutem se é um bom negócio fundir as operações da empresa com as da Marfrig – operação que criaria a quarta maior empresa de proteínas do mundo, com faturamento de R$ 80 bilhões-, Pedro Parente, CEO e presidente do conselho da dona das marcas Sadia e Perdigão, evita dar detalhes sobre o andamento das discussões

Em evento em Campinas (SP), Parente se limitou a dizer que tem a aprovação do conselho de administração para que a transação continue a ser avaliada. “Foi aprovado pelo conselho que os estudos para a fusão continuem. Não tenho condição de falar se é uma transação que tem pouca ou muita chance de acontecer”, disse. Segundo ele, há muitas “complexidades” que precisam ser avaliadas. “Estamos avaliando, mas se tem chances ou não de fechar essa transação é muito complicado de dizer”. Questionado sobre quais seriam essas complexidades, o executivo afirmou que é necessário confirmar a visão de que a fusão seria adequada estrategicamente. “São duas empresas muito grandes. Embora ambas sejam de proteína animal, têm diferenças importantes na cadeia. Têm mercados diferentes que são objetos da ação comercial com essas empresas, que constituem essa complexidade”, disse. “Precisa confirmar a visão de que há uma relevância estratégica para fazer essa transação. A única coisa que aconteceu foi que o conselho concedeu aval para a continuidade desses estudos”. Conforme informou o Valor, ao menos quatro conselheiros da BRF já levantaram suas ressalvas sobre o melhor caminho para a companhia ser uma fusão com a Marfrig. Conforme três fontes, os indicados pelos fundos de pensão Petros e Previ – Francisco Petros e Walter Malieni, respectivamente -, além de Luiz Fernando Furlan estariam reticentes. O ex-ministro Roberto Rodrigues, por sua vez, teria feito algumas ressalvas sobre a união. Nenhum deles, no entanto, teria “posição final e imutável”, apurou a reportagem. Sobre outras transações que estão sendo consideradas, Parente reforçou que a BRF continua trabalhando no desenvolvimento de parcerias com mercados de carne halal. “Especialmente na Arábia Saudita e Turquia. É um trabalho permanente de prospecção. Sempre estamos avaliando isso. Em algum momento, essas coisas amadurecem e nós anunciamos, mas não estamos parados”, disse a jornalistas.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne de frango somam 105,6 mil toneladas

Média diária é 32% maior que a registrada em maio

As exportações de carne de frango continuam com bom desempenho nesse início de junho. De acordo com os dados do Ministério da Economia, Comercio Exterior e Serviços entre os dias três e sete de junho foram enviadas ao exterior 105,6 mil toneladas da proteína, o que representa um valor de US$ 173 milhões. A média de embarque diário ficou em 16 mil toneladas, 32% maior que a registrada em maio e quase o dobro da média registrada em junho de 2018. Se essa média se mantiver as exportações devem superar o mês de maio, que obteve crescimento de 5,8% em relação a abril. No entanto, o valor pago por tonelada registrou ligeira queda. Em maio o valor médio foi de US$ 1695,30 caindo para US$ 1638,10 na primeira semana de junho, uma redução de 3,4%. No comparativo com junho de 2018 houve valorização de 10%, visto que naquele período o valor pago por tonelada foi de US$ 1488,00.

AVICULTURA INDUSTRIAL

Frango: alta de preço no mercado atacadista

Acompanhando o aumento da demanda durante a primeira semana do mês e a fim de abastecer os estoques, o atacado reagiu e a carcaça de frango passou de R$4,45 para R$4,53 por quilo, valorização de 1,8% na comparação semanal 

Mesmo assim, este cenário não foi suficiente para gerar altas nos preços do frango nas granjas paulistas, que já passam de um mês de estabilidade. A ave terminada segue cotada, em média, em R$3,60 por quilo. Para o curto prazo é possível que a demanda se mantenha mais firme, o que pode gerar novas valorizações no mercado atacadista.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina e suína dos EUA caem em abril

As exportações de carne bovina dos EUA tiveram quedas em abril com relação ao ano anterior, revelaram os últimos dados da Federação de Exportação de Carnes dos EUA (US Meat Export Federation – USMEF)

As exportações de carne bovina totalizaram 105.241 toneladas em abril, uma queda de 5% em relação ao ano anterior, com os valores das exportações caindo levemente em US $ 674,2 milhões. De janeiro a abril, as exportações ficaram 4% abaixo do volume recorde do ano passado em volume (412.547 toneladas) e 1% abaixo em valor (US $ 2.58 bilhões). A Coreia do Sul continua sendo o mercado que mais cresce para a carne bovina dos EUA, com os volumes de abril subindo 18%, para 22.584 toneladas, enquanto o valor subiu 22%, para US $ 164,3 milhões, superando o Japão como principal mercado de valor do mês. Taiwan também está experimentando um ano recorde para as exportações de carne bovina dos Estados Unidos e registrou fortes compras em abril, de 5.118 toneladas, uma alta de 15% no comparativo anual, avaliadas em US $ 47,9 milhões, um aumento de 14%. No Japão, onde todos os principais concorrentes da carne bovina dos EUA ganharam alívio em 2019, as exportações de abril caíram 6% em relação ao ano passado, tanto em volume (24.149 toneladas) quanto em valor (US $ 156,8 milhões). “A carne bovina dos EUA está se mantendo no Japão, mas os números de abril estão dizendo”, disse o presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom. “Com o corte da taxa de 1 de abril, a carne bovina australiana, canadense, neozelandesa e mexicana está sujeita a um imposto de 26,6%, enquanto a taxa da carne bovina dos EUA permanece em 38,5%. É absolutamente essencial que os EUA garantam um acordo que nivelará esse campo de jogo. O excepcional crescimento da carne bovina dos EUA na Coreia é um ótimo exemplo do que é possível quando as tarifas são menos obstáculos”.

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