CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1012 DE 11 DE JUNHO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1012 | 11 de junho de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: frigoríficos tateando o mercado

Na última segunda-feira (10/6) o que se viu no mercado do boi gordo foi um grande volume de indústrias fora das compras aguardando definição do mercado para traçar as estratégias de compras da semana

Também foi observado um maior volume de testes de preços abaixo das referências por frigoríficos que abriram as compras. Na praça paulista a cotação da arroba do boi gordo registrou a quarta queda consecutiva e fechou, em média, em R$148,00, à vista, livre de Funrural. Houve ofertas de compra até R$3,00/@ abaixo desta referência, sem negócios. No Rio Grande do Sul, o cenário é o oposto do restante do país. Na região a oferta de boiadas está pequena e os frigoríficos estão com dificuldade para originar a matéria-prima, fator que pressionou para cima as cotações no fechamento do dia 10/6.

SCOT CONSULTORIA

Preços da carne bovina caíram no varejo em São Paulo

O sazonal aumento do consumo observado normalmente no início de mês não ocorreu. Pela fraca demanda, os açougues em São Paulo reduziram o preço da carne bovina

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na última semana, na média de todos os cortes bovinos a queda foi de 1,0%. Com a diminuição das receitas, a margem de comercialização dos supermercados e açougues encurtou e atualmente está em 59,6%. Este é o menor patamar registrado desde o começo deste ano. No Paraná e no Rio de Janeiro o cenário foi diferente e houve ajuste positivo de 0,1%. Em Minas Gerais as cotações não se alteraram na comparação semanal. Para semana que vem, o rumo do mercado vai depender do desenrolar das exportações para China, e seu impacto sobre o atacado.

SCOT CONSULTORIA

Preço da arroba do boi despenca em MT após caso atípico de vaca louca

Caso atípico de vaca louca em um animal de uma fazenda de Nova Canaã do Norte, a 696 km de Cuiabá. O resultado foi a queda no preço da arroba

O serviço de embarcar gado na fazenda do pecuarista Fábio Neves está lento desde que a notícia de um caso de vaca louca repercutiu no país. As 36 vacas levadas já tinham sido vendidas ao frigorífico na semana anterior. “Nós vendemos essas fêmeas a R$ 137 a arroba com 30 dias. Hoje a indústria quer pagar os R$ 130 e nesse número a gente chega à conclusão de que não dá para comercializar”, afirmou o pecuarista. Na região Sul do estado a arroba do boi gordo passou de R$ 145 para R$ 138. Essa nova tabela de preços praticada pela indústria frigorífica não agrada os criadores, que temem em fechar as contas no vermelho, já que sequer cobrem os custos de produção. O sindicato que representa os frigoríficos de Mato Grosso alega que algumas indústrias até deixaram de comprar animais no início da semana passada, não pela resistência dos criadores em relação aos novos preços, mas sim para equacionar o mercado, já que a suspensão de embarques para a China poderia resultar em grandes volumes de carne para o mercado interno. A entidade não quis dizer quantos frigoríficos teriam reduzido os abates, mas todas as unidades já voltaram com as operações. De acordo com o Sindifrigo, o estado tem 41 plantas frigoríficas, destas 32 são habilitadas para exportação. Para o Instituto Mato-grossense da Carne, outra consequência para o mercado é o adiamento para a habilitação de novas plantas frigoríficas para exportação.

G1

Baixa demanda e qualidade menor derrubam cotação do couro verde

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, em maio o Brasil exportou 37,9 mil toneladas de couro, alta de 2,1% em relação a abril último e 26,0% na comparação anual. Apesar do aumento de 26,0% no volume embarcado (na comparação anual), o faturamento no período cresceu apenas 2,9%, em dólares. Mesmo com o aumento do volume de peles destinadas para o mercado externo, o preço do couro verde segue em queda. 

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar tem alta ante real com investidor atento a cena local em dia misto no exterior

O dólar fechou em leve alta ante o real na segunda-feira, num dia de cenário misto para moedas de risco e com o mercado local tentando mensurar eventuais impactos sobre a articulação política decorrentes de notícias envolvendo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro

O dólar à vista subiu 0,18%, a 3,8846 reais na venda. Na B3, o contrato mais líquido para o dólar futuro tinha ganho de 0,23%, a 3,8925 reais. O Intercept publicou no domingo uma série de reportagens, com base em supostos arquivos que a equipe do site diz ter recebido de uma fonte anônima, mostrando suposta colaboração entre Moro, a época juiz, e o coordenador da operação Lava Jato no Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol. Investidores, contudo, argumentaram que o risco de impactos sobre o encaminhamento da reforma da Previdência —que está em comissão especial da Câmara— é baixo. “É o Congresso que está tocando essa pauta com o Guedes (ministro da Economia, Paulo Guedes), não o governo”, disse um gestor em São Paulo. Depois de cair 6% entre meados de maio e o começo de junho, o dólar esboça acomodação pouco abaixo de 3,90 reais. O Goldman Sachs passou a recomendar compra de real contra dólar australiano, citando que o “trade” é menos suscetível às intempéries externas. “Essa estratégia se aproveita da situação idiossincrática dos dois países… e pode performar se as tensões comerciais sino-americanas escalarem ainda mais, devido à forte ligação comercial da Austrália com a China”, disse em nota Ian Tomb, estrategista macro do Goldman.

REUTERS

Ibovespa fecha em baixa puxado por bancos e Petrobras

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, com o viés positivo das bolsas no exterior minado pela queda dos papéis de bancos, bem como das ações ordinárias da Petrobras após detalhamento da oferta de venda papéis da petrolífera detidos pela Caixa Econômica Federal. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,38%, a 97.452,15 pontos, segundo dados preliminares. O giro financeiro alcançava 10,3 bilhões de reais.

REUTERS

Economistas cortam no Focus previsão para indústria em 2019 em mais de 3 vezes; PIB deve crescer 1%

Economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central cortaram em mais de três vezes a estimativa para a produção industrial neste ano, para o qual passaram a ver expansão econômica de 1% em 2019 pela primeira vez, enquanto reduziram também a previsão para a taxa básica de juros em 2020.

O levantamento semanal apontou que a expectativa agora é de um crescimento da indústria de apenas 0,47% neste ano, contra expansão prevista anteriormente de 1,49%. Para 2020 permanece a projeção de crescimento de 3%. A produção industrial brasileira iniciou o segundo trimestre com alta abaixo do esperado de 0,3% em abril, pressionada pela indústria extrativa e mostrando irregularidade. Com isso, as contas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passaram a 1%, de 1,13% na pesquisa anterior. A perspectiva para a economia no próximo ano também diminuiu, a 2,23%, de 2,50%. Com a fraqueza da economia, os economistas agora veem a taxa básica de juros Selic em 7% ao final de 2020, de 7,25% antes. Para este ano, entretanto, ainda esperam manutenção na mínima recorde atual de 6,5%. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a Selic ainda mais baixa em 2020, reduzindo a perspectiva a 6,5%, de 7% antes. Mas para este ano o grupo ainda vê estabilidade. Para a inflação, os economistas passaram a ver uma taxa em 2019 abaixo de 4%. A expectativa agora é de alta do IPCA de 3,89%, contra 4,03% há uma semana, enquanto que para 2020 permanece a estimativa de avanço de 4%.

REUTERS

EMPRESAS

Plano de fusão com a Marfrig divide os conselheiros da BRF

Os conselheiros de administração da BRF estão divididos em relação a uma eventual fusão com a Marfrig. Parte dos conselheiros avalia que uma união, que pode criar a quarta maior empresa de proteínas do mundo, seria benéfica no longo prazo, criando competitividade global e dando saúde financeira futura à companhia

Outro bloco, porém, avalia que os riscos de governança, choque cultural e baixas sinergias jogam contra a fusão. Ao menos quatro conselheiros da BRF já levantaram suas ressalvas sobre o melhor caminho para a companhia ser uma fusão com a Marfrig. Conforme três fontes, os indicados pelos fundos de pensão Petros e Previ – Francisco Petros e Walter Malieni, respectivamente, e Luiz Fernando Furlan estariam reticentes sobre eventual fusão. O ex-ministro Roberto Rodrigues, por sua vez, teria demonstrado algumas ressalvas. À frente do desenho da operação, o Presidente do conselho da BRF, Pedro Parente, não esperava consenso preliminar e tem fomentado o embate de ideias. Em uma reunião que durou cinco horas, todos os conselheiros expressaram suas visões iniciais antes de votar sobre a assinatura do memorando de entendimentos para análise 11/06/2019 Plano de fusão com a Marfrig divide os conselheiros da BRF. “Pedro não quer a administração ‘comprada’ na fusão, mas comprada em avalia-la”, diz uma pessoa próxima a ele. Os conselheiros da Petros e da Previ não gostaram da ideia de fusão, mas ao menos um deles teria compreendido que se trata de um dever fiduciário da empresa se aprofundar na possível proposta final, diz uma fonte. Petros e Malieni também se incomodaram com a reação do mercado ao anúncio, que provocou queda nas ações da BRF. No dia seguinte ao anúncio, a ação da BRF caiu 4,5% e a Marfrig subiu 0,7%. “Os fundos não querem fazer nada de que possam ser acusados depois sobre uma perda de valor, um movimento errado que os coloque em situação delicada”, afirma uma pessoa próxima a uma das fundações. Como acionistas, as fundações foram surpreendidas pelo comunicado ao mercado e não gostaram do formato. Ficou uma certa má vontade com a fusão pela forma que foi originada. “A fundação não entendeu porque colocar a ação da BRF sob pressão por 90 dias”, diz um executivo ligado à Previ. “Deu a impressão de que o negócio estava mais avançado do que está de fato”, complementa um executivo. Com capital pulverizado, o conselho da BRF não poderia incluir um ou outro acionista na discussão, sem gerar informação privilegiada. A opção de divulgar de início a análise visou evitar vazamentos, conforme uma fonte da BRF. https://www.valor.com.br/agro/6300763/plano-de-fusao-com-marfrig-divide-os-conselheiros-da-brf

VALOR ECONÔMICO

Órgão antitruste aprova compra de frigorífico nos EUA pela Marfrig

A Marfrig informou que o órgão regulador dos Estados Unidos aprovou a compra “indireta” do frigorífico Iowa Premium pela companhia brasileira, anunciada em março

A aquisição foi feita pela National Beef, na qual a Marfrig possui 51% de participação. Em comunicado ao mercado, a Marfrig afirmou que “a transação está totalmente alinhada com a estratégia da National Beef, aumentando sua capacidade de atender mercados que buscam carne de alta qualidade”. A companhia afirmou, ainda, que a transação “demonstra a parceria de longo prazo entre Marfrig, Jefferies, USPB, TMK e NBPCo”, suas sócias na companhia americana, “bem como o comprometimento de todos acionistas com a National Beef”. A aquisição aumentará a participação da National Beef no mercado americano de carne bovina de 12,7% para 14%.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações brasileiras de carne suína têm forte aumento

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 41% em maio na comparação com o mesmo mês de 2018 e totalizaram 67,2 mil toneladas, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Os dados consideram todos os produtos, entre in natura e processados. A receita com os embarques aumentou 54,6% na comparação, para US$ 143,8 milhões. Conforme a ABPA, nos primeiros cinco meses deste ano, as exportações de carne suína chegaram a 282,9 mil toneladas, elevação de 16,3% ante ao mesmo período do ano passado. Já a receita alcançou US$ 562 milhões, incremento de 11,9%. A China foi o destino de 31,9% do volume exportado e adquiriu 21,1 mil toneladas em maio, aumento de 51% em relação ao mesmo mês do ano passado. “A questão sanitária vivida pela produção chinesa dá sinais mais fortes no ritmo de importações. A fatia da participação chinesa nas exportações brasileiras é a maior já registrada”, disse Francisco Turra, Presidente da ABPA, em nota.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

China procura outros exportadores de carne

Pequim se prepara para permitir a importação de carne de mais países em uma tentativa de compensar uma possível falta de carne de porco diante do surto de gripe suína africana que dizima plantéis de suínos no país, segundo a Associação de Carne da China

A China pode suspender as restrições à importação de carne de búfalo da Índia, bem como de vacas vivas e ovelhas da Mongólia e carne de porco da Rússia, disse Gao Guan, Vice-Presidente da associação, na segunda-feira em Pequim. A China também procura antecipar a retomada das importações de carne bovina do Reino Unido para este ano, depois de ter concordado em suspender a proibição em 2018, disse. A previsão anterior era de que as exportações britânicas fossem liberadas apenas em 2020. “Embora a China esteja impulsionando a própria produção, mais países também poderão exportar para o país após o surto de gripe suína africana”, disse Gao. “Atualmente, as exportações de certos países estão limitadas por várias razões, como a doença da vaca louca e a gripe suína. Ainda não há um prazo para as mudanças, que aguardam a aprovação final da alfândega chinesa, disse Gao. A Administração Geral de Alfândegas não estava disponível para comentários. Pequim tenta aumentar o leque de países de onde importa carne. A China já abateu mais de 1 milhão de suínos para conter a propagação da gripe suína africana. Além disso, tem evitado importar dos Estados Unidos por causa da disputa comercial com Washington. A China recentemente permitiu importações de aves da Rússia pela primeira vez desde a era soviética. O ministro da Agricultura da Alemanha planeja visitar a China no fim de semana, em uma tentativa de reduzir as restrições ao comércio de produtos como carne bovina e aves, segundo um comunicado de imprensa divulgado na segunda-feira. Aumentar os mercados fornecedores de carne testada e certificada também ajudaria a reduzir o contrabando no país, disse Gao.

Bloomberg

Argentina: Piora na economia provoca queda de 12% no consumo de carne bovina

O consumo de carne bovina na Argentina caiu 12,1% nos cinco primeiros meses de 2019 em comparação com o mesmo período do ano passado, informou um relatório divulgado nesta semana pela Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra)

De acordo com o documento, entre os meses de janeiro e maio deste ano, o consumo interno de carne vai levar a média anual a fechar em 50,5 kg. Nos primeiros cinco meses de 2018, este índice era de 57,5 kg. A cifra referente a esse período é a menor já registrada pelo Ciccra em oito anos. Ainda segundo o informe econômico, o consumo médio anual de carne vermelha também vem em queda quando a comparação é feita com maio do ano passado. O índice registrado neste ano está em 53,7 kg por habitante, contra 58,3 kg em 2018. Como causas da diminuição no consumo de carne bovina no país latino-americano, o relatório aponta o ‘encarecimento’ do produto frente à média salarial da população argentina. De acordo com o Ciccra, a carne bovina sofreu um aumento de 21,2% no preço nos últimos três meses. A carne de frango e de porco aumentaram 40,3% e 24%, respectivamente. “Durante a gestão Macri, o nível geral dos preços ao consumidor triplicou (aumento de 206,4% entre dezembro de 2015 e maio de 2019) e os salários do setor privado formal se multiplicaram por 1,56, o que implica que o poder de compra dos salários dos empregados formais diminuiu 16,9% em relação ao nível geral dos preços”, aponta o estudo. Os aumentos nas carnes bovina, aviária e suína durante a gestão Macri também foram registradas pelo relatório. Desde dezembro de 2015, a carne vermelha aumentou 134,4%, a de frango 144,1%, e a de porco 156,5%. O Ciccra ainda apontou para uma redução histórica do consumo anual de carne vermelha, que chegou a ser menor do que o ano de 2001, quando a Argentina passava por uma outra crise econômica durante a gestão do então presidente Fernando De la Rúa. Em 2001, o consumo anual de carne bovina por habitante foi de 64,1 kg, bem acima do registrado durante os piores anos da crise que assola o governo Macri.

Fórum

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment