CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1011 DE 10 DE JUNHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1011 | 10 de junho de 2019

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Carne bovina: exportação cresce 35% em volume e 24% em receita

Segundo a Abrafrigo, as 150 mil toneladas embarcadas em maio renderam US$ 573,7 milhões

O volume de carne bovina (in natura e processada) exportada em maio foi 35% maior do que no mesmo mês de 2018, sendo o melhor resultado mensal registrado este ano. Foram embarcadas 150,2 mil toneladas ante 111,5 mil toneladas no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). A alta na receita foi um pouco menor: 24% — US$ 573,7 milhões contra US$ 462,9 milhões. A Abrafrigo informa que, no acumulado do ano, a exportação de carne bovina alcança 694,3 mil toneladas frente às 590 mil toneladas movimentadas em 2018, crescimento de 18%. A receita cambial subiu de US$ 2,39 bilhões em 2018 para US$ 2,59 bilhões este ano, aumento de 8%. Conforme a entidade, embora tenha comprado mais, a China reduziu a participação relativa nas exportações totais até maio de 2019. Em 2018, a importação realizada por Hong Kong e pelo continente, no mesmo período, foi de 267,7 mil toneladas (45,4% do total). Em 2019, o total foi de 271,6 mil toneladas (39,2%).

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NOTÍCIAS

Começa segunda-feira missão dos Estados Unidos para inspecionar frigoríficos do Brasil

Comitiva vai passar por seis estados, visitando abatedouros, laboratórios federais e serviços de inspeção

Nesta segunda-feira (10) uma missão veterinária dos Estados Unidos estará no Brasil para inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos. As reuniões inicial e final serão realizadas em Brasília. A auditoria, que se estenderá até o dia 28, será realizada em abatedouros de seis estados: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Serão inspecionados também os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDAs) em São Paulo e Minas Gerais, centros de análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Estão previstas ainda auditorias nos Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério (SIPOAs) de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e de Goiás. Os roteiros serão cumpridos por duas equipes, de seis veterinários do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos Estados Unidos (FSIS na sigla em inglês), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em junho de 2017 os americanos suspenderam as compras de cortes bovinos do Brasil, devido às reações (abcessos) provocadas no rebanho, pela vacina contra a febre aftosa. Essas reações desencadearam o processo de redução da dose da vacina de 5 ml para 2 ml e a retirada da saponina da composição do produto. O Brasil obteve autorização em 2015 para exportar carne bovina in natura para os EUA, processo que se arrastou por 15 anos, limitando-se a vender apenas carne termo processada (cozida) para aquele país.

MAPA

Boi gordo: mercado fraco

As indústrias aproveitam esse momento de crise, em função da suspensão da exportação para a China, para testar o mercado. As ofertas de compra apregoadas derrubaram os preços em sete praças pecuárias, inclusive nas de São Paulo, na última sexta-feira (7/6)

A queda em São Paulo foi de 0,7% na comparação dia a dia e a referência da arroba do boi gordo fechou a primeira semana de junho cotada em R$150,50, a prazo, livre de Funrural. Foram registradas ofertas de compra até R$3,00/@ menores no estado. Com isso, os vendedores (pecuaristas) se retraíram e a quantidade de negócios afundou. Na região de Goiânia-GO, por exemplo, a cotação caiu R$1,00/@, frente ao fechamento do dia 6/6 e as escalas de abate ainda estão regulares apesar da queda. Esse quadro de retranca repercutiu no mercado atacadista de carne com osso e os preços caíram 0,4% em São Paulo. O boi casado de animais castrados está cotado em R$9,84/kg.

SCOT CONSULTORIA

Susto no mercado da carne bovina

Aproximadamente 20% da produção nacional de carne é destinada ao mercado externo, contudo, as exportações são uma importante via de escoamento para os frigoríficos e colaboram para o equilíbrio no mercado interno

Em maio foram exportadas 120 mil toneladas de carne bovina in natura, é o maior volume vendido desde o começo do ano. Os embarques este mês foram 10% maiores na comparação mensal e 34% maiores na comparação anual. Desde o começo do ano 567 mil toneladas de carne foram destinadas para o mercado internacional, são quase 90 mil toneladas a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Mas a recente notícia da suspensão das exportações para China devido ao caso de atípico de vaca louca causou confusão no mercado da carne, já que o país asiático é o maior comprador da carne bovina brasileira. Desde o começo de 2019 a China comprou 22% do total de carne bovina in natura vendida pelo Brasil. Sem a demanda chinesa, muitos frigoríficos saíram das compras, mas de qualquer forma o estoque de carne que seria destinado a China está “sem rumo” no curto prazo. As indústrias com capacidade maior de estocagem estão fazendo as contas para avaliar a viabilidade de destinar esta carne para outros destinos, outras começaram aos poucos a vender a carne no mercado interno. Na média de todos os cortes bovinos a desvalorização foi de 0,5% nestes últimos dias no atacado. O rumo das cotações ao longo desta semana será definido pelo possível incremento da oferta de carne. Mas é provável que este efeito seja amenizado com o aumento sazonal da demanda de início de mês.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Ibovespa sobe e fecha 3ª semana no azul com exterior

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, assegurando a terceira semana consecutiva no azul, em meio ao viés de política monetária externa favorável a ativos de risco e novos avanços na pauta de reformas do país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,63%, a 97.821,26 pontos. O volume financeiro na sessão somou 11,8 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 0,82%. “Foi um dia bom para ativos de risco no mundo”, afirmou o gestor de portfólio Guilherme Foureaux, sócio na Paineiras Investimentos, citando que o movimento foi liderado pelas bolsas norte-americanas após dados de emprego dos Estados Unidos. De acordo com o gestor, os números beneficiaram moedas e bolsas de países emergentes, dado que corroboraram expectativas de juros menores em economias desenvolvidas. Da cena local, repercutiu positivamente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da véspera, de que a venda do controle de subsidiárias de estatais não precisa de aval do Congresso Nacional. Analistas avaliaram que a decisão é positiva para o plano de privatizações do governo federal, o que agrada agentes financeiros, que veem na venda de ativos mais um componente para melhora da situação fiscal no país. “Ainda vemos excesso de pessimismo com crescimento econômico, e isso nos mantém confortáveis com posições de ações, apesar da alta recente”, destacou, afirmando que o fundo aproveitou a volatilidade da primeira metade do mês para voltar a aumentar sua posição em ações brasileiras.

REUTERS

Dólar cai  0,13% ante real na SEXTA em semana positiva para ativos de risco

O dólar abandonou as mínimas de mais cedo e fechou em apenas leve baixa contra o real nesta sexta-feira, num típico movimento defensivo de recomposição de posições antes do fim de semana.

Ainda assim, a moeda cravou a terceira semana consecutiva de perdas, mais longa sequência do tipo desde as quatro quedas semanais seguidas entre dezembro e janeiro. O movimento ocorreu com melhora do apetite por risco no exterior e percepção favorável à agenda local de reformas. O dólar à vista caiu 0,13% nesta sexta, para 3,8775 reais na venda. Na semana, a cotação recuou 1,20%. Na B3, a referência do dólar futuro tinha variação negativa de 0,06% nesta sexta-feira. Depois de alcançar em 20 de maio uma máxima em oito meses, acima de 4,10 reais, o dólar entrou em rota descendente, puxado tanto pelo entendimento de que o Congresso está mais comprometido com a reforma da Previdência quanto pela expectativa de alívio monetário nos Estados Unidos. Desde 20 de maio, a cotação acumula baixa de 5,5%. Mas para Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus, a tendência é que a divisa se acomode a partir de agora. Segundo ele, a moeda deverá perseguir os 3,90 reais até “pelo menos” a reforma da Previdência ser aprovada. “Depois, retomará de forma mais consistente o movimento de baixa.” Para o fim do ano, BofA e Goldman Sachs esperam taxa de câmbio de 3,80 reais, enquanto o Morgan Stanley projeta 3,75 reais.

REUTERS

Alimentos caem em maio e IPCA tem menor alta em seis meses

Os preços de alimentos passaram a cair em maio e a inflação oficial do Brasil desacelerou para o nível mais baixo em seis meses, mostrando que permanece sob controle enquanto o Banco Central busca mais tempo para avaliar o cenário

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,13%, depois de subir 0,57% em abril, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o resultado mais fraco desde uma queda de 0,21% em novembro, e a inflação mais baixa para meses de maio desde 2006 (0,10%). Com isso, o IPCA em 12 meses passou a subir 4,66%, de 4,94% no mês anterior, aproximando-se ainda mais do centro da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters, de altas de 0,20% na base mensal e de 4,72% em 12 meses. Em maio, quatro dos nove grupos apresentaram deflação, sendo que o maior peso negativo foi exercido por Alimentação e Bebidas. Os preços de alimentação e bebidas passaram a cair 0,56%, depois de subirem 0,63% em abril, com destaque para a queda de 0,89% da alimentação no domicílio. Itens de peso na mesa do consumidor mostraram recuo, com os preços do tomate caindo 15,08% depois de alta de 28,64% no mês anterior, enquanto feijão-carioca recuou 13,04% e as frutas tiveram queda de 2,87%. “Os feijões estão como uma ótima segunda safra e os tomates foram beneficiados por clima mais ameno. Há um aumento de oferta que justifica essa desaceleração”, explicou Costa. Tiveram deflação ainda em maio Artigos de Residência, de 0,10%; Educação, 0,04%; e Comunicação, de 0,03%. O índice de serviços também apresentou queda em maio, de 0,11%, após alta de 0,32% em abril.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de frango do Brasil sobe com disparada de vendas à China por peste suína

As exportações de carne de frango do Brasil, maior exportador global do produto, totalizaram 381,1 mil toneladas em maio, alta de 14,4% ante o mesmo período do ano passado, com uma disparada nas vendas para a China, que em função dos impactos da peste suína africana tem aumentado importações de carnes

Beneficiada por preços mais altos, a receita de embarques de carne de frango do Brasil, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, saltou 27,3%, para 658,9 milhões de dólares, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na sexta-feira. As vendas de carne de frango do país para a China foram o grande destaque do mês. Principal destino das exportações brasileiras (14,7% do total exportado no mês), o país asiático importou 54,8 mil toneladas em maio, volume 49% superior ao efetivado no mesmo período do ano passado, segundo a ABPA. “A China se isolou como principal destino dos embarques brasileiros. O efeito gerado no mercado pela crise sanitária no país asiático impulsionou as importações, o que gerou efeitos também na rentabilidade do mercado, com elevação de preços médios”, destacou em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra. A conjuntura tem beneficiado as empresas de carnes do Brasil, como JBS e BRF. No acumulado do ano até maio, as vendas de carne de frango do Brasil alcançaram volume de 1,659 milhão de toneladas, saldo 3,6% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. No período, o setor gerou receita de 2,766 bilhões de dólares, aumento de 6,3% na comparação anual.  “A disrupção no mercado gerada pela China ocorre em um momento em que outros importadores relevantes incrementaram suas compras. É há, também, as boas notícias vindas do México, para onde os embarques deverão ganhar novo impulso com a publicação de cotas adicionais de importação”, disse o Diretor-Executivo da ABPA, Ricardo Santin.

REUTERS

Peste suína africana – doença se espalha para outros quatro países além da China

A Ásia já sacrificou mais de 3,3 milhões de animais por causa do surto de peste suína, informa a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)

Além da China, que já abateu 1,133 milhão de porcos, a doença também atingiu Camboja, Coreia do Norte, Mongólia e Vietnã, motivando milhões de abates de emergência.

Número de perdas em cada país:

Camboja – 2,4 mil animais

Coreia do Norte – 77 animais

Mongólia – 3,1 mil animais

Vietnã – 2,2 milhões

Estadão Conteúdo

INTERNACIONAL

Argentina pode agora exportar carne bovina resfriada e com osso para a China

A China informou às autoridades da Argentina a validade do novo certificado sanitário de carne bovina que permite a exportação de cortes refrigerados e ossos, confirmou o Ministério da Agroindústria da Argentina

O Ministro da Agricultura, Luis Miguel Etchevehere, destacou a consolidação das relações bilaterais com a China e ressaltou que “este é um passo muito importante que aprofunda o vínculo entre nossos países, no qual temos trabalhado”, em coordenação com os funcionários do Senasa, o Ministério do Comércio, Ministério das Relações Exteriores e da Embaixada da Argentina na China “. Ele também observou que “a carne novamente, nosso principal produto, nos dá bons sinais para nossa economia, aumentando as possibilidades de exportação para o mercado principal do mundo”. A Argentina é um fornecedor confiável e a carne representa uma grande oportunidade para o crescimento da agroindústria “.

El País Digital

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