CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1009 DE 06 DE JUNHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1009 | 06 de junho de 2019

NOTÍCIAS

Balanço boi gordo: preço médio cai 3% em maio, diz Cepea

Indicador Esalq/B3 registrou valor médio de R$ 152,75 no mês passado. A compra de lotes menores de animais, em preços mais baixos, somada ao recuo da indústria após aquisições de volumes maiores, exerceu pressão baixistas sobre os valores da arroba do boi gordo em maio, segundo informações contidas no relatório mensal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgado na quarta-feira

Entre 30 de abril e 31 de maio, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 caiu 1,16%, fechando a R$ 153,15. Quando considerada ao preço médio mensal de maio, de R$ 152,75, foi quase 3% inferior ao valor médio de abril, mas 2% acima do preço médio de maio de 2018, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). No acumulado de janeiro a maio de 2019, o traseiro bovino registrou desvalorização de 12% no mercado atacadista da Grande São Paulo, para R$ 12,25/kg, à vista, em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, na mesma base de comparação, o preço do dianteiro apresentou expressiva alta de 20%, para R$ 9,17/kg, à vista, de acordo com o Cepea. “O dianteiro é a carne mais exportada pelo Brasil e, por ser mais barata, é também a mais consumida internamente, sobretudo no primeiro semestre, quando grande parte da população está financeiramente restrita (devido a gastos extras), o que justifica sua valorização neste período do ano”, observa o relatório. Já o traseiro, continua informativo do Cepea, é exportado para nichos de mercado e registra aquecimento na demanda internacional e também na doméstica a partir da segunda metade do ano, especialmente no último bimestre, devido ao maior poder de compra da população, contexto que favorece a alta nos preços desse corte. “Neste ano, especificamente, o forte desempenho das exportações é que tem resultado em alta mais intensa nos valores do dianteiro, ao passo que o ambiente político-econômico incerto mantém o consumo nacional fragilizado, pressionado as cotações do traseiro.

PORTAL DBO

Mercado do boi pressionado

Parte dos frigoríficos que estavam fora das compras até ontem entraram no mercado pressionando os preços para baixo

De maneira geral, as escalas de abate estão confortáveis e, em conjunto com a suspensão das exportações de carne bovina para China, as indústrias não voltaram às compras com afinco, aproveitando o momento para testar o mercado. Ocorreram desvalorizações em 14 das 32 regiões pesquisadas pela Scot Consultoria. Nas praças do Triângulo Mineiro-MG e Três Lagoas-MS a grande maioria das indústrias continuam fora do mercado sem previsão de retorno às compras. Em São Paulo, o recuo foi de 1,0% na comparação dia a dia, o que significa queda de R$1,50/@. As programações de abate paulistas giram em torno de seis dias.

Scot Consultoria

ECONOMIA

Dólar tem maior alta em duas semanas ante real, com exterior e ruídos fiscais

O dólar fechou em alta de 1,00% contra o real nesta quarta-feira, no maior ganho diário em mais de duas semanas, em ajuste depois de três quedas consecutivas que na véspera levaram a cotação ao menor patamar em oito semanas

O dólar à vista terminou cotado a 3,8953 reais na venda. A alta de 1,00% é a mais intensa desde 17 de maio passado (1,62%). Na B3, o contrato de dólar de maior liquidez valorizava-se 0,93%, para 3,9010 reais. Uma combinação de fatores deu suporte ao dólar nesta sessão. A moeda norte-americana esboçava recuperação no exterior, também depois de dias seguidos de perdas. No Brasil, o mercado repercutiu negativamente a suspensão, pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), de reunião realizada nesta quarta-feira para discutir parecer favorável a projeto que autoriza operações de crédito que permitiram ao governo cumprir a regra de ouro. Durante a tarde, ruídos sobre flexibilização dos tetos de gastos adicionaram ainda mais cautela e alimentaram a alta do dólar. O Ministério da Economia afirmou mais no final do dia que não excluirá investimentos do limite imposto pela regra do teto de gastos. “Acho que essa discussão começou cedo demais. Mas, sim, todo mundo sabe que depois da Previdência a ideia é ajustar o teto de gastos”, disse um gestor em São Paulo.

REUTERS

Ibovespa passa por realização de lucro à espera de avanços em pauta política

A bolsa paulista fechou no vermelho na quarta-feira, em meio a ajustes após forte recuperação do Ibovespa na última quinzena de maio, enquanto investidores aguardam novidades efetivas na pauta política, principalmente sobre a reforma da Previdência

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,42 por cento, a 95.998,75 pontos. O volume financeiro no pregão somava 12,7 bilhões de reais. Profissionais da área de renda variável entenderam o movimento nesta sessão como alguma realização de lucro, após o mercado ter melhorado bastante diante da percepção de evolução do ambiente político. “Parte da aprovação da reforma da Previdência já está no preço inclusive”, avaliou o gestor de uma empresa ligada a previdência complementar, com sede no Rio de Janeiro. Em nota enviada a clientes mais cedo, a equipe da Brasil Plural ressaltou que, ao mesmo tempo em que se compromete com a aprovação da reforma da Previdência, o Congresso prioriza medidas que fortalecem suas prerrogativas. Na quarta-feira, contudo, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) suspendeu reunião para discutir projeto que autoriza operações de crédito a fim de evitar a violação da regra de ouro, corroborando as vendas na bolsa. O Ministério da Economia divulgou nota após o fechamento do mercado para dizer que não encaminhará qualquer mudança na lei do teto dos gastos para excluir investimentos do limite de despesa. Também da pauta política, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia o Orçamento Impositivo, ao tornar obrigatória a execução de emendas parlamentares de bancada.

REUTERS

Entrada de dólar supera saída em US$ 346 mi em maio, queda de 80% em um ano

A entrada de dólares no país superou a saída em US$ 346 milhões em maio. O valor reverteu o saldo negativo registrado em abril, quando mais dólares saíram do que entraram no país e a conta ficou no vermelho em US$ 1,625 bilhão

Em relação a maio do ano passado (+US$ 1,753 bilhão), porém, há uma queda de 80,3%. No acumulado do ano até 31 de maio, a entrada de dólares supera a saída em US$ 3,164 bilhões. No mesmo período do ano passado, o saldo era positivo. No canal financeiro, houve saldo negativo de US$ 1,149 bilhão em maio, resultado de aportes no valor de US$ 44,052 bilhões e de retiradas no total de US$ 45,201 bilhões. Este segmento reúne investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. No comércio exterior, o saldo de maio ficou positivo em US$ 1,495 bilhões, com importações de US$ 15,252 bilhões e exportações de US$ 16,747 bilhões.

Estadão Conteúdo

EMPRESAS

Uma fusão que suscita muitas interrogações

A possível união entre BRF e Marfrig, que criaria a quarta maior companhia de carnes do mundo, pode ser um acerto estratégico no mercado de proteínas, mas, de acordo com fontes ouvidas pelo Valor nos últimos dias, do lado financeiro ainda são muitas as incertezas

“Há, sem dúvida, uma diversificação de risco [ao se trabalhar com carnes bovina, suína e de frango], já que nesse cenário o componente cíclico é eliminado”, afirmou Antonio Barreto, analista de alimentos & bebidas e agronegócio do Itaú BBA, durante evento ontem em São Paulo. Segundo ele, esse “componente cíclico” é da natureza do negócio de ambas companhias. A Marfrig é uma empresa de carne bovina e a BRF de aves e suínos, e enquanto uma vive o ciclo de baixa de preços, a outra normalmente está em alta. Na semana passada, as empresas anunciaram que estão em negociações para a fusão. Os conselhos de administração de ambas já aprovaram o negócio e já iniciaram as conversas oficiais para delinear o acordo de fusão, como já informou o Valor. No momento, as duas companhias já analisam inclusive movimentos de longo prazo, como uma eventual abertura de capital nos EUA, onde a Marfrig controla a National Beef. Embora a fusão seja bem vista estrategicamente, os últimos resultados das companhias suscitam questionamentos. “No caso da Marfrig, por exemplo, vimos uma queima de caixa. E isso traz uma dúvida com relação à trajetória de endividamento da companhia”, afirmou Barreto. No primeiro trimestre do ano, o clima chuvoso no Brasil, que melhorou a qualidade dos pastos e levou os pecuaristas a segurarem as vendas de gado, pressionou os resultados da Marfrig.

VALOR ECONÔMICO

Marfrig encerra atividades em unidade de Paranaíba (MS)

A Marfrig Global Foods, segunda maior indústria de carne bovina do Brasil, comunicou, em nota, o encerramento das atividades no frigorífico de Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, por causa de uma “decisão estratégica”

A companhia não confirmou o número de funcionários que atuavam na unidade ou a capacidade de abate da planta — estimada em  700 bovinos por dia. “A companhia reitera que cumpre rigorosamente todas as normas vigentes e mantém compromisso com a excelência operacional”, afirmou a empresa. A companhia havia retomado as atividades no frigorífico em 2017, aproveitando o momento de inversão do ciclo da pecuária, com maior oferta de bois prontos para o abate.

VALOR ECONÔMICO

JBS investe R$105 milhões em produção de embalagens no interior de SP

A JBS, maior produtora de carnes do mundo, vai investir cerca de 100 milhões de reais na construção de uma fábrica de embalagens metálicas e na modernização de sua unidade em Lins, no interior paulista

Deste total, cerca de 80 milhões vão para a nova fábrica, que produzirá latas de aço e alumínio. O início da operação está previsto para o primeiro semestre de 2020. A unidade terá três linhas de produção e será voltada para o mercado doméstico. “Com a inauguração da planta, vamos ampliar nossa capacidade produtiva de aerossóis para mais de 220 milhões de embalagens por ano e com a entrada no segmento de embalagens de alumínio, com foco no mercado de cosméticos como desodorantes”, afirmou em nota o Diretor da JBS Embalagens Metálicas, Marcelo Jorcovix. “A expansão dos negócios por meio da diversificação dos segmentos e portfólio de produtos nos ajudará no processo de agregação de valor à companhia”, acrescentou o executivo. A unidade investirá outros 25 milhões de reais na expansão da capacidade litográfica e modernização das linhas de produção da unidade de Lins. Os novos equipamentos, usando tecnologias alemã e suíça, estarão em funcionamento até o final de 2019.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne suína crescem 8% em maio

Na comparação com maio de 2018 o crescimento foi de 35%

As exportações de carne suína in natura cresceram 8% em relação a abril. Foram enviadas ao mercado externo 58,1 mil toneladas ante 51 mil em abril. Na comparação com maio de 2018 o crescimento chega a 35%.  Os dados são da Secretaria de Economia, Comércio Exterior e Serviços. Com 22 dia úteis à média diária registrada para o mês de maio foi de 2,6 mil toneladas, crescimento de 8,6% em comparação a média de abril que ficou em 2,4 mil toneladas por dia. Na comparação com 2018, o crescimento foi maior chegando a 35,3%, naquele período a média registrada foi de 2 mil toneladas. Os valores pagos também cresceram em maio. No total as exportações de carne suína somaram US$ 131,6 milhões ante a US$ 110,00 em abril e US$ 83 milhões em maio de 2018. O preço pago por tonelada teve valorização de 4,8%, passando de US$ 2162,20 em abril para US$ 2265,30 neste mês de maio. Já na comparação com o maio de 2018 a valorização foi de quase 12%, já que naquele período eram pagos US$ 2025,21 por tonelada embarcada.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

China vai incentivar reabastecimento de rebanho de suínos após peste suína

A China vai incentivar o reabastecimento dos rebanhos de suínos do país e fortalecerá a produção de carne de frango, carne bovina e de carneiro para aumentar a oferta de carne, informou o governo na quarta-feira

A medida segue-se a surtos de peste suína africana que têm assolado o rebanho de suínos da China, o maior do mundo, aumentando preocupações quanto à escassez da carne preferida pelos consumidores no país. A China registrou mais de 120 surtos da doença em todas as suas províncias e regiões continentais, além da ilha de Hainan e Hong Kong, desde que ela foi detectada pela primeira vez no país no início de agosto passado. A doença pode reduzir a produção de carne suína do país em 30% neste ano, segundo o Rabobank. O rebanho de suínos para reprodução da China caiu 22% em abril em relação ao ano passado, a maior queda já registrada. O governo chinês instou as autoridades provinciais no início da semana a oferecer apoio financeiro às fazendas para ajudar a estabilizar a produção de carne suína.

REUTERS

Produção de carne suína da China pode cair 13 milhões de toneladas, prevê banco

A produção de carne suína da China deve recuar entre 10 milhões e 13 milhões de toneladas neste ano, em comparação com o volume processado no ano passado, estima o banco de investimentos Société Générale

O banco, entretanto, não informou o total que pode ser produzido em 2019, atribuindo o possível recuo ao declínio de 22% no plantel de suínos do país asiático, em virtude do avanço da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês).

Estadão Conteúdo

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