CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1007 DE 04 DE JUNHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1007 | 04 de junho de 2019

NOTÍCIAS

Brasil suspende embarque de carne à China por caso atípico de vaca louca

O Ministério da Agricultura do Brasil suspendeu exportações de carne bovina do país à China após a confirmação de um caso atípico de doença de “vaca louca” em Mato Grosso, informou a pasta na segunda-feira

A China, maior importadora de carne bovina do Brasil em receita, gastou 1,5 bilhão de dólares em compras do produto no ano passado, totalizando 332.400 toneladas, ou quase 20% de todos os embarques. Um representante de um importante exportador disse à Reuters, em condição de anonimato, que a suspensão foi imposta na manhã desta segunda-feira, quando o governo paralisou formalmente a emissão de certificados sanitários internacionais. Uma porta-voz do ministério afirmou que a ação é resultado de um protocolo sanitário bilateral assinado por ambos os países em 2015. O Brasil é o maior exportador de carne bovina. Os frigoríficos brasileiros listados na bolsa de valores registraram quedas substanciais nesta segunda-feira. A Minerva recuou 2,8%, enquanto JBS recuou quase 3 por cento, e Marfrig perde 4,25%, ao final da sessão. O Ministério da Agricultura relatou na sexta-feira o caso atípico de vaca louca, registrado em uma vaca de 17 anos em Mato Grosso. O caso foi considerado “atípico” porque a doença apareceu espontaneamente, e não por ração contaminada. A porta-voz do ministério disse nesta segunda-feira que o Brasil espera que a suspensão seja levantada rapidamente, uma vez que o país segue classificado com livre da doença de vaca louca pela Organização Mundial de Saúde Animal.

REUTERS

Atualização sobre um caso de EEB atípico verificado em Mato Grosso

Nota Oficial

1 – Examinada a notificação da ocorrência pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), este órgão determinou ontem (3) o encerramento do caso sem alteração do status sanitário brasileiro, que segue como risco insignificante para a doença.

2 – A OIE informou ainda que não haverá relatórios suplementares sobre o caso.

3 – No caso da China, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil suspendeu temporariamente a emissão de certificados sanitários até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre o episódio, cumprindo-se, assim, o disposto no protocolo bilateral assinado em 2015.

MAPA

Cenário de baixa movimentação e cautela no mercado do boi

Uma parcela razoável de frigoríficos ficou fora das compras na última segunda-feira (3/6). A situação de escalas relativamente confortáveis observada na última semana permitiu tal estratégia. O caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina gerou este movimento, mesmo que ainda sem repercussão maior de compradores

É possível que haja alguma demanda por explicações por parte de compradores internacionais, mas isso teria base em questões mercadológicas e não técnicas, uma vez que o caso atípico ocorre espontaneamente e identificá-lo apenas ilustra a eficiência do sistema sanitário. Devido à existência de diversas empresas fora das compras, em São Paulo a referência de preços foi mantida, mesmo sem negócios efetivos. No fechamento do mercado do boi gordo da última segunda-feira (3/6) a cotação do boi gordo caiu em quatro praças e subiu em uma. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,88/kg, queda de 0,5% em relação ao início de maio.

SCOT CONSULTORIA

Avançam negociações para exportação de gado vivo para Laos

Secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa esteve no país na última semana em missão oficial

O governo de Laos vai enviar cartas oficiais aprovando integralmente os requisitos propostos pelo Brasil para a exportação de animais vivos (bovinos para reprodução, engorda e abate) e carne de aves. Deverão ser igualmente aprovados por Laos, em breve, os requisitos zoossanitários propostos pelo Brasil para a exportação de sêmen e embriões bovinos e os requisitos sanitários para carne de suínos e bovinos. O Secretário Adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Flávio Bettarello, reuniu-se com o Vice-Ministro da Agricultura e Florestas do Laos, Bounkhouang Khambounheuang, na semana passada, em Vientiane (Laos). Ficou acertada a visita de uma equipe técnica de veterinários do Departamento de Pecuária e Pesca do Laos para que conheçam o sistema nacional de inspeção de carnes (bovinos, suínos e aves). “Para o Brasil, o acesso ao mercado laociano representa boa oportunidade para se estabelecer em um país cuja economia cresce cerca de 7% ao ano e com grande potencial de aumento no consumo de proteínas animais. Insere-se, ainda, em nossa estratégia de consolidação no, cada vez mais promissor, mercado asiático”, avalia o Secretário Adjunto da SCRI.

MAPA

Vendas fracas no final de mês causaram quedas nos preços da carne no varejo

A última semana do mês não foi positiva para os varejistas. Cenário que explica também a dificuldade do escoamento no atacado

O fluxo de vendas nos supermercados e açougues foi ruim e pressionou para baixo os preços dos cortes em praticamente todos os estados pesquisados. No Rio de Janeiro a desvalorização na última semana, na média de todos os cortes, foi de 0,7%, no Paraná a queda foi de 0,1% e em São Paulo o recuo foi de 0,8%. A exceção ficou com Minas Gerais, onde, na média de todos os cortes pesquisados, os preços subiram 0,2%. A margem dos varejistas paulistas estava em 61,6% na semana anterior e caiu para os atuais 60,8%. A expectativa é de que as vendas comecem a crescer somente no final desta primeira semana de junho.

SCOT CONSULTORIA

Apesar da estabilidade, o viés do mercado de sebo é de baixa

No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,10/kg, livre de imposto. Na região, há negócios ocorrendo até R$0,10/kg abaixo da referência

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o produto está custando 1,9% a mais este ano (considerando o preço nominal). No Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$2,25/kg, nas mesmas condições. No estado, desde o início do ano houve desvalorização de 15,1%. Para o curto prazo, a expectativa é de que a demanda em baixa mantenha as cotações patinando.

SCOT CONSULTORIA

Exportações brasileiras de carne bovina in natura avançam 33,7% em maio

Valor médio das exportações, contudo, ficou abaixo do registrado em maio de 2018

As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 121 mil toneladas em maio, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Secex-Mdic). O volume representa avanço de 33,7% ante maio do ano passado e de 10,2% ante abril. Em termos financeiros, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram US$ 470 milhões no último mês, avanço de 23,8% ante igual período do ano passado e de 13% ante o registrado em abril. O valor médio das exportações, contudo, ficou em US$ 3.885,8 a tonelada, abaixo dos US$ 4.191 registrados em maio de 2018, mas acima das US$ 3.785,5 por tonelada observado em abril.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Expectativa de crescimento do Brasil em 2019 é reduzida pela 14ª vez, a 1,13%, mostra Focus

A expectativa para o crescimento econômico do Brasil foi reduzida mais uma vez na pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira após o país voltar a registrar contração no primeiro trimestre

O levantamento mostrou que os economistas consultados cortaram pela 14ª vez seguida a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano, passando a ver uma expansão de 1,13%, de 1,23% antes. A economia brasileira iniciou 2019 com contração de 0,2% no primeiro trimestre, com fraqueza em indústria, agropecuária e investimentos, na primeira queda trimestral desde o fim de 2016. O cenário confirma o quadro de dificuldades da economia e as preocupações com as perspectivas, embora a estimativa do PIB para 2020 no Focus tenha permanecido em uma expansão de 2,50%. A pesquisa semanal mostrou também ajuste nas contas para a inflação, com a alta do IPCA neste ano estimada em 4,03%, de 4,07% antes. Para 2020 permanece a perspectiva de uma inflação de 4,0%. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Apesar da fraqueza da economia, o BC deve manter a taxa básica Selic no atual patamar de 6,5% até o final do ano, segundo os economistas consultados, elevando a taxa para 7,25% no fim de 2020, em cenário inalterado. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também manteve suas contas, com a Selic a 6,5% este ano e a 7,0% em 2020.

REUTERS

Ibovespa fechou estável na segunda-feira

Com Vale e JBS entre as maiores quedas e ofuscando o efeito positivo da alta de Petrobras, em pregão marcado por fraqueza de Wall Street

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa começou junho com variação negativa mínima de 0,01%, a 97.020,48 pontos. O volume financeiro somou 14,3 bilhões de reais. O índice terminou maio com alta de 0,7 por cento, o primeiro fechamento positivo para o mês em nove anos. Estrategistas de ações, contudo, esperam continuidade na volatilidade no mercado brasileiro, com a tendência na bolsa ainda dependente do trâmite da reforma da Previdência, conforme carteiras recomendadas para o mês. No exterior, a semana iniciou sem tendência clara, com disputas comerciais envolvendo Washington ainda no radar, assim como dados econômicos norte-americanos e declarações relacionadas à política monetária dos Estados Unidos. Wall Street acabou encerrando com os principais índices no vermelho, com destaque para o Nasdaq, afetado ainda por apreensões quanto a um potencial inquérito regulatório em gigantes da internet como Alphabet e Amazon. Os preços do petróleo, que começaram a sessão no azul, fecharam em queda, com o Brent recuando 1,15%. A JBS caiu 2,93%, após notícia de que o Ministério da Agricultura do Brasil suspendeu exportações de carne bovina do país à China após a confirmação de um caso atípico de doença de “vaca louca” em Mato Grosso. Marfrig teve queda de 4,25% e Minerva recuou 2,8 por cento.

REUTERS

Dólar cai abaixo de R$3,90 com debate sobre corte de juros nos EUA

O dólar começou junho em firme queda e já ameaça romper importantes suportes técnicos, ficando abaixo de 3,90 reais na segunda-feira, num dia de fraqueza global para a moeda em meio ao fortalecimento de apostas de corte de juros em breve nos Estados Unidos

O dólar à vista BRBY caiu 0,90% nesta segunda-feira, para 3,8890 reais na venda. É o menor patamar para um encerramento desde 15 de abril passado (3,8688 reais). Na B3, a referência do dólar futuro DOLc1 cedia 1,02%, a 3,8950 reais. O dólar acumula queda de 5,3% desde a máxima em oito meses (4,10485 reais) alcançada no último dia 20. Essa depreciação já aproxima a cotação de suas médias móveis de 100 dias (3,8534 reais) e 200 dias (3,8680 reais), que se rompidas podem acionar ordens automáticas de vendas com potencial de derrubar ainda mais o preço da divisa dos EUA. Trinta e dois dos 33 principais pares do dólar ganharam terreno nesta segunda, impulsionados pelo aumento das apostas de que o Federal Reserve precisará cortar os juros ainda neste ano para evitar uma desaceleração mais intensa da economia dos EUA. Um corte de juros pelo Fed ajudaria a evitar nova queda do diferencial de taxa entre Brasil e EUA, que bateu mínimas históricas à medida que o Banco Central reduziu a Selic e o Fed elevou as Fed Funds. Quanto menor esse spread, menos atrativo é trazer dinheiro ao Brasil para aplicar na renda fixa, o que tende a reduzir a oferta de dólares. “O noticiário segue construtivo”, disse Thiago Silencio, operador de câmbio da CM Capital Markets.

REUTERS

Otimismo enfraquece e indústria do Brasil se aproxima de estagnação em maio, mostra PMI

A indústria do Brasil mostrou enfraquecimento e se aproximou da estagnação em maio, em meio às incertezas econômicas e políticas e com menor otimismo em relação às perspectivas futuras, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na segunda-feira

O IHS Markit informou que o PMI da indústria do Brasil caiu a 50,2, de 51,5 em abril, muito perto da marca de 50,0, que indica estagnação. O nível é o mais baixo do atual período de 11 meses de crescimento. De acordo com a pesquisa, o crescimento do subsetor de bens de capital mostrou enfraquecimento, enquanto a categoria de bens intermediários registrou contração pela primeira vez em quase dois anos. O subsetor de bens de consumo foi o único a apresentar melhora mais forte nas condições operacionais em comparação com abril. “O setor industrial do Brasil caminhou para estagnação na metade do segundo trimestre, com declarações dos participantes da pesquisa destacando um cenário político preocupante, desemprego alto, confiança morna e desempenho econômico fraco em destinos importantes da exportação”, afirmou a economista do IHS Markit, Pollyanna De Lima. A produção da indústria, embora tenha crescido pelo 11º mês seguido em maio, teve o ritmo mais fraco desde outubro, com os produtores citando incerteza do mercado, alta taxa de desemprego, problemas políticos e demanda baixa. Isso em um cenário em que as novas encomendas interromperam 10 meses de aumento e registraram contração, devido tanto ao mercado doméstico quanto ao internacional. Os pedidos para exportação recuaram pelo sexto mês seguido. O resultado foram mais cortes de vagas de trabalho, com o nível de empregos diminuindo pela primeira vez em 2019, uma vez que as empresas mostraram preocupação com custos, incerteza econômica e demanda fraca. A visão otimista das indústrias em relação às perspectivas de crescimento se enfraqueceu no mês, atingindo o ponto mais baixo em mais de um ano e meio.

REUTERS

EMPRESAS

BRF conclui venda de unidades na Europa e Tailândia para Tyson

A BRF concluiu na segunda-feira a venda de fábricas de processamento de alimentos e abate de aves na Europa e na Tailândia para a norte-americana Tyson Foods por 377 milhões de dólares

O negócio havia sido anunciado em fevereiro e marca o final do programa de venda de ativos da BRF, destinado a ajudar a companhia a reduzir dívida e melhorar sua estrutura de capital. “Com esta operação, a BRF conclui as alienações previstas no plano de reestruturação operacional e financeira anunciado em 29 de junho de 2018, cujo objetivo era acelerar o processo de desalavancagem financeira da companhia”, afirmou a dona das marcas Sadia e Perdigão.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

EXPORTAÇÕES DE CARNE SUíNA IN NATURA avançam de 41,7% ante maio de 2018 e de 13,9% ante abril deste ano

No caso da carne suína as exportações brasileiras somaram 58,1 mil toneladas no mesmo período, avanço de 41,7% ante maio de 2018 e de 13,9% ante abril deste ano

A receita, por sua vez, somou US$ 131,6 milhões em maio ante US$ 83 milhões igual período do ano passado e US$ 110,3 milhões em abril revelou ontem a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Secex-Mdic). Já as exportações de frango in natura apresentaram crescimento de 9,9% em maio na comparação com igual mês de 2018, para 345,9 mil toneladas. O volume também representa avanço de 10,8% ante abril. Em receita, as exportações brasileiras de frango in natura somaram US$ 588,3 milhões, avanço de 22,4% ante maio do ano passado e de 17,8% ante abril deste ano.

PORTAL DBO

MS quer abrir mercado para carne de frango na China

“Atualmente, apenas 2% do volume de exportações para a China são de carne processada de ave, e os chineses precisam importar e Mato Grosso do Sul pode fornecer”, observou o Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, durante o Almoço-debate Brasil China realizado na sexta-feira (31), no Restaurante Yotedi, em Campo Grande

O evento reuniu empresários brasileiros (na maioria) e chineses e trouxe a Campo Grande o Ministro da Embaixada da República da China, Song Yang; e o deputado federal por São Paulo Fausto Pinato, Presidente da Frente Parlamentar Brasil China. A fala do Ministro Song Yang foi de incentivo e esperança. A visita recente do Vice-Presidente da República, Carlos Mourão, animou o governo chinês e estabeleceu os alicerces de uma nova parceria que pode render bons frutos ao Brasil, disse Yang. Ano passado, Brasil e China negociaram US$ 111 bilhões, no primeiro trimestre deste ano a conta já supera US$ 34 milhões. A China produz o dobro de grãos que o Brasil, mas sua população é 17 vezes maior. Outra área que o Estado quer a parceria com a China é no setor de infraestrutura. Os chineses têm a maior rede ferroviárias de trens de alta velocidade do mundo, supera todos os países, juntos. Tem tecnologia e recursos para investir. Verruck apresentou o traçado do projeto de ferrovia bioceânica ligando o porto de Santos (SP), passando pela Bolívia até chegar aos portos peruanos ou descer para a Argentina, por Antofagasta e chegar ao Chile. Mato Grosso do Sul está no centro dessa rota. “Queremos encurtar em 14 dias a viagem dos produtos brasileiros até a China saindo pelo Pacífico”.

AVICULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

Importações chinesas de carne bovina crescem 47% no 1º tri

País asiático comprou 311 mil toneladas no período para compensar a menor oferta de carne suína

As importações chinesas de carne bovina continuam crescendo em função da redução da oferta de carne suína, por conta da proliferação do vírus da peste suína africana, informa relatório desta segunda-feira do Rabobank. No primeiro trimestre, as compras oficiais de carne bovina da China registraram aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 311 mil toneladas. O relatório do Rabobank destaca a Argentina, Chile, Costa Rica e a África do Sul como os países que mais evoluíram, em termos percentuais, os embarques de carne bovina ao mercado chinês no primeiro trimestre, na comparação ao ano passado. O banco menciona ainda o aumento dos preços da carne bovina no varejo da China, que “continuaram forte nos primeiros cinco meses de 2019, embora “abaixo dos valores recordes registrado em fevereiro”. Analistas do Rabobank acreditam que os valores da carne bovina devem permanecer altos na China até pelo menos 2020, por conta do aumento de seu consumo (em substituição à carne suína) e também pela própria elevação dos preços internos da carne de porco.

PORTAL DBO

Rabobank prevê mudanças no mercado de carne bovina

O Oriente está encontrando o Ocidente no mercado de carne bovina, enquanto a China impulsiona o crescimento das compras de carne bovina graças às influências dos EUA

De acordo com o último relatório do Rabobank, a maré do mercado de cortes de carne bovina pode estar mudando, com o crescimento asiático impulsionando essa mudança para longe dos EUA. Como é frequentemente o caso, a China é o mercado que lidera o grupo. Isso não quer dizer que os EUA ainda não tenham alguma influência nessa parte do mercado. O crescimento das vendas de carne bovina na China foi impulsionado por um aumento no número de restaurantes de serviço de hambúrguer no estilo americano. O Rabobank informou que, em 2018, o McDonald’s abriu mais de 300 lojas na China, enquanto o número de Burger Kings no país disparou de 52 em 2012 para mais de 900 em 2018. O analista sênior de proteína animal do Rabobank, Angus Gidley-Baird, disse: “O maior importador de carne bovina do mundo, a China, está no centro do crescimento do comércio de carne bovina em geral. Muitos dos cortes importados pela China foram para satisfazer a culinária local. Mas à medida que as dietas e os serviços alimentícios mudam, isso agora inclui uma tendência crescente no comércio de beef trimmings.” “A crescente demanda dos países asiáticos criará concorrência adicional para os EUA, mas não se espera que mude o mercado ainda”, acrescentou Gidley-Baird. “Os fornecedores no mercado global devem estar conscientes de possíveis mudanças no comércio.  Embora o crescimento constante seja evidente no mercado chinês até o momento, um aumento na demanda de curto prazo em todas as proteínas, como resultado da Peste Suína Africana, provavelmente causará um aumento na demanda por carne bovina.”

Global Meat News

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