CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1006 DE 03 DE JUNHO DE 2019

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Ano 5 | nº 1006 | 03 de junho de 2019

NOTÍCIAS

Ministério confirma caso “atípico” de vaca louca em Mato Grosso

O Ministério da Agricultura confirmou a ocorrência de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), a doença conhecida como “mal da vaca louca”, em Mato Grosso. O caso já foi notificado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e, segundo o ministério, o status sanitário do Brasil para a doença não será alterado

Em nota, o ministério esclareceu que a enfermidade pode, esporadicamente, se desenvolver de maneira espontânea em animais mais velhos — a vaca contaminada tinha 17 anos — , e que o caso em questão não está relacionado à ingestão de alimentos contaminados. “Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não há, portanto, risco para a população”, afirmou o Ministério da Agricultura. O ministério informou, ainda, que a propriedade onde estava o animal foi interditada e que investigações foram iniciadas imediatamente após o alerta do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA/MT), no início de maio. E que todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório de referência da OIE no Canadá. “Não é nada que nos assuste. Era um animal velho, ou seja, que pode apresentar a doença, e não há risco para a saúde humana ou de animais”, disse ao Valor o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal. “Agimos rápido, estamos fazendo tudo de forma transparente e como preconiza a OIE. Não há justificativa técnica para que haja impacto para as exportações brasileiras de carne bovina”, acrescentou Leal afirmou que, antes se serem enviadas as provas para análise laboratorial fora do Brasil, testes feitos por laboratórios da rede do ministério deram positivo para a doença da vaca louca. Por fim, o ministério informou que, em mais de 20 anos de vigilância para a doença, o Brasil registrou somente três casos de EEB “atípica” e nenhum caso de EEB clássica.

VALOR ECONÔMICO

Fechamento do mercado do boi gordo em maio

No último dia de maio o mercado do boi gordo manteve o mesmo cenário dos dias anteriores, de poucos negócios

Além do dia típico de menor volume de transações, as indústrias estão com as escalas de abate confortáveis. Segundo levantamento da Scot consultoria, no fechamento de 31/5, a cotação caiu em quatro regiões e nas demais ficou estável. No mês, na média das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, o preço do boi gordo caiu 0,9%. A notícia divulgada na quinta-feira (30/5) de suspeita de um caso atípico da vaca louca em Mato Grosso, fortaleceu a estratégia dos compradores de não abrirem ofertas de compra. Estão na retranca, aguardando mais informações.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: vendas não reagem como esperado no atacado em maio

O mercado atacadista de carne sem osso terminou maio sem força. Nos últimos sete dias do mês, na média de todos os cortes desossados vendidos no atacado, os preços caíram 0,7%, segundo levantamento da Scot Consultoria

A queda foi puxada principalmente pelos cortes de dianteiro, que recuaram 1,7%. Apesar do período de virada de mês, o baixo ritmo de reabastecimento dos estoques do varejo promoveu este comportamento de baixa ao longo destes dias. Associado a este quadro, os estoques dos frigoríficos estão elevados, tendo em vista que grande parte das escalas de abates estão completas por seis dias. Apesar da situação atual ruim para as vendas na semana, os preços seguem maiores que os de um ano atrás. No intervalo a carne sem osso, na média de todos os cortes, subiu 5,5%. Isto indica que o consumo mais aquecido, na comparação anual, tem sustentado as cotações da carne bovina. Contudo, como o mercado do boi gordo está mais firme este ano do que estava no mesmo período do ano passado, o resultado dos frigoríficos está pressionado. Considerando as médias mensais, a margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa está abaixo da registrada no mesmo período do ano passado em aproximadamente 5 pontos percentuais. Atualmente a diferença entre as receitas do frigorífico e o boi gordo está em 19,3%.

SCOT CONSULTORIA

Primeira etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa terminou na sexta-feira na maioria dos estados

Animais apresentaram menos reações com nova dosagem e não faltou vacina em nenhum estado durante a campanha

Na sexta-feira (31), a maioria dos estados brasileiros encerrou a primeira etapa de 2019 da campanha de vacinação contra a febre aftosa. O Piauí, Maranhão e Pará terão prorrogação até 15 de junho, por conta de adversidades climáticas e problemas sanitários com a Peste Suína Clássica, caso específico do Piauí. O Amazonas vai estender a imunização até 7 de junho. Em todo o país a previsão é de que sejam vacinados 218 milhões de bovinos e bubalinos. No mesmo período de 2018 foram vacinados 198 milhões. Os produtores deverão procurar a unidade veterinária local para comprovar a vacinação em até 15 dias, conforme normativa de cada estado, evitando a aplicação de penalidades previstas em lei. Segundo diversos relatos de produtores, os animais apresentaram menos reações no local da aplicação (caroços, inflamações ou irritações) com a vacina de 2 ml, o que se justifica em parte pela ausência da substância saponina na composição da nova vacina. Diferentemente da última etapa de vacinação, em 2018, não faltou vacina de febre aftosa em nenhum estado durante a campanha. As vacinas remanescentes na dosagem de 5 ml (vacina antiga) foram utilizadas somente no estado de Rondônia, mediante autorização do MAPA e conforme acordado entre o estado e os fabricantes do produto. Com relação à retirada da vacinação no estado do Paraná – prevista para novembro – a Divisão de Febre Aftosa, no Mapa, explica que dependerá de alguns ajustes, incluindo a instalação de um posto de fiscalização na BR 116 na divisa do estado com São Paulo e a contratação de agentes de fiscalização para o serviço veterinário estadual. Atualmente, o Paraná dispõe de 31 postos para fiscalizar o ingresso de animais e de produtos de origem animal. Se todas as ações acordadas na última reunião do bloco V (do plano estratégico da febre aftosa) forem atendidas até setembro, o Paraná poderá suspender a vacinação da doença ainda em 2019, ficando dispensado da segunda etapa que ocorrerá em novembro. O rebanho bovino paranaense soma 9,3 milhões de cabeças.

MAPA

ECONOMIA

Ibovespa cai 0,49% NA SEXTA

O principal índice da bolsa paulista teve queda na sexta-feira, num cenário global mais adverso

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,44%, a 97.030,23 pontos, na sexta-feira. Em maio, o indicador teve alta de 0,7%, elevando o ganho de 2019 para 10,4%. O giro financeiro do dia somou 16,32 bilhões de reais. Os mercados no exterior encerraram em queda em meio a preocupações sobre a saúde da economia global, após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar na véspera a imposição de tarifa de 5% sobre as importações do México. A medida tem como objetivo forçar uma redução no número de imigrantes ilegais, que entram nos EUA via fronteira com o México. “Tem muita incerteza envolvendo essa medida (de imposição de tarifas) dos EUA e é inevitável que isso respingue aqui, mas os investidores estão mais de olho no cenário doméstico”, afirmou o estrategista-chefe, Rafael Bevilacqua, da consultoria Levante. A BRF recuou 4,52%, enquanto MARFRIG avançou 0,74%, após as empresas anunciarem na noite da véspera o início de discussões para uma possível fusão, abrindo caminho para formar um dos maiores grupos de carne do mundo. A composição acionária pode deixar atuais acionistas da BRF com 84,98% da nova empresa, enquanto os 15,02% restantes serão da Marfrig.

REUTERS

Dólar cai quase 5% desde máximas de maio

O dólar caiu quase 5% desde as máximas alcançadas na semana passada, o que levou a moeda a zerar os ganhos no mês, numa reversão de tendência que pegou analistas de surpresa

Na sexta-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 1,37%, a 3,9244 reais na venda. É a maior queda percentual diária desde 21 de maio (-1,39%) e o menor patamar desde 1º de maio (3,9227 reais). Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 2,28% —a segunda seguida de baixa e a mais intensa desde o recuo de 2,91% na semana terminada em 1º de fevereiro. Em maio, a moeda norte-americana ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,04%. Nos patamares atuais, a moeda já ameaça quebrar uma tendência de alta que persiste desde fevereiro. Em 20 de maio, o dólar bateu uma máxima em oito meses, de 4,10485 reais, em alta de 4,64% no acumulado de maio. Alguma ajuda também veio do exterior, conforme o acirramento da guerra comercial liderada pelos Estados Unidos contra China e México fortaleceu especulações de corte de juros pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano. Mesmo que tímida, a alta do dólar em maio representou o quarto mês seguido de valorização, período em que a divisa acumulou avanço de 7,26%. “Ainda esperamos algum ruído para o câmbio”, disseram estrategistas do Morgan Stanley em nota a clientes. Contudo, os profissionais lembraram que o posicionamento contra o real já supera o visto antes das eleições e que os prêmios de risco haviam alcançado patamares superiores aos registrados na greve dos caminhoneiros, em maio de 2018.

REUTERS

EMPRESAS

Fusão BRF-Marfrig pode abrir saída para BNDES

Em fase de negociação, a fusão entre BRF e Marfrig Global Foods poderá abrir uma porta de saída para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O braço de participações do banco, a BNDESPar, investiu, entre 2007 e 2012, quase R$ 3,6 bilhões na Marfrig, mas não conseguiu retorno positivo sobre os aportes até hoje

Na prática, o BNDES amargaria uma perda de até R$ 316 milhões se vendesse, pelas cotações atuais, todas as ações da Marfrig que possui. Na sexta-feira, a participação de 33,7% que a BNDESPar tem na companhia valia R$ 1,433 bilhão. Além do montante que poderia obter com a venda dos papéis, o banco já recebeu da Marfrig, a título de juros anuais de debêntures obrigatoriamente conversíveis em ações, entre R$ 1,85 bilhão e R$ 2,1 bilhões, conforme estimativas de duas fontes. Considerando os juros recebidos e o valor de mercado da Marfrig, o investimento do BNDES na empresa teria rendido entre R$ 3,283 bilhões e R$ 3,533 bilhões – portanto, ainda abaixo do investimento do banco. De maneira geral, o retorno dos investimentos do BNDES na Marfrig empacou, dificultando a saída do banco do capital da empresa. Nas diferentes operações nas quais comprou fatias da Marfrig, o BNDES pagou entre R$ 8,00 e R$ 21,50 pelos papéis, que na sexta-feira fecharam o pregão a R$ 6,83 na B3. O banco desembolsou, na maioria das transações, mais de R$ 17,00 por ação. Os investimentos da instituição na Marfrig foram feitos para apoiar o processo de internacionalização da companhia, no auge de uma política que contemplou frigoríficos como JBS, Bertin e Independência. Se prosperar, a fusão com a BRF pode alterar esse cenário. O banco estatal se tornaria acionista da um negócio bem maior – com faturamento anual de R$ 80 bilhões – e potencial de crescimento e ganhos de sinergias (mais de R$ 5 bilhões). Além disso, a liquidez dos papéis aumentaria sensivelmente. Na Marfrig, as ações em circulação (“free float”) representam apenas 30%. Na nova empresa, podem chegar a 70%. O BNDES passaria a ter ações de uma empresa com recibos de ações na bolsa de Nova York (ADRs) de alta liquidez. Os ADRS da Marfrig, por sua vez, são menos líquidos – nível 3, negociados apenas em balcão. Na troca de ações em si, o BNDES e os demais acionistas da Marfrig não seriam beneficiados. Pelos estudos iniciais, os detentores de papéis da empresa fundada por Marcos Molina ficariam com 15,02% do capital da empresa resultante. Para o BNDES, isso significa reduzir a fatia dos atuais 33,7% para cerca de 5%, de acordo com o Bradesco BBI. Considerando o valor de mercado combinado de BRF e Marfrig – R$ 26,7 bilhões, na última sexta-feira -, a participação de 5% do banco estatal valeria R$ 1,3 bilhão.

VALOR ECONÔMICO

Dono da Marfrig terá voz forte em nova gigante das carnes

Ao contrário do que parece à primeira vista, o empresário Marcos Molina não está se desfazendo da empresa que criou ao promover uma fusão entre BRF e Marfrig. Ele será o maior acionista individual da nova gigante das carnes e deve ter voz ativa

Na quinta (30), BRF e Marfrig pegaram investidores de surpresa ao anunciar que estudam fusão. As duas empresas assinaram um acordo de exclusividade e vão negociar pelos próximos 90 dias, renováveis por mais 30. Por causa da discrepância dos valores de mercado, os acionistas da BRF ficarão com 85% do capital da nova empresa, e os da Marfrig, com só 15%. Isso ocorre porque a BRF é uma “corporation” – uma empresa sem dono definido com participações bastante diluídas entre vários acionistas. Já o Marfrig sempre foi a chamada “empresa de dono”. Molina tem 37% do frigorífico e o controle do negócio. Cálculos preliminares indicam que o empresário terá entre 5,5% e 6% de participação na nova empresa. Ele estará atrás apenas dos dois maiores acionistas da BRF, os fundos de pensão Petros (Petrobras), com 9,8%, e Previ (Banco do Brasil), com 9,1%. Os representantes de Petros e Previ só souberam oficialmente da eventual fusão na reunião do conselho da BRF. As conversas vinham sendo conduzidas por Pedro Parente, Presidente do conselho, e Lourival Luz, Presidente-Executivo. A surpresa não agradou aos fundos. Sob anonimato, duas fontes disseram que a fusão entre Sadia e Perdigão ainda não está consolidada e que a atual diretoria vem sob pressão para mostrar resultados, o que até agora não aconteceu. Previ e Petros têm interesse em sair do negócio, porque o investimento estaria maduro e próximo do prazo para pagar aos cotistas, mas até agora os preços não foram considerados satisfatórios. A BRF vem acumulando prejuízos, provocados pelos equívocos da gestão de Abilio Diniz e pelas investigações de fraude feitas pela Polícia Federal. Pessoas próximas a Molina são categóricas em dizer que ele se manterá envolvido no negócio. Conhecido como “self made man”, o empresário criou seu frigorífico a partir de um açougue, quase quebrou por causa do endividamento e é um empresário polêmico. Em maio do ano passado, Molina fechou um acordo com os procuradores da Operação Greenfield e aceitou pagar uma multa de R$ 100 milhões para ter eventuais penas reduzidas se condenado pela acusação de ter pago propina para conseguir empréstimos na Caixa Econômica Federal. O mercado financeiro viu com reticência a criação da nova gigante das carnes, principalmente para a BRF. A empresa, que vinha vendendo ativos para reduzir a dívida, se tornaria ainda mais complexa com a fusão, já que os negócios de carnes bovina, de frango e suína têm poucas sinergias.

Folhapress

FRANGOS & SUÍNOS

Recuos no preço do frango na indústria

As vendas de frangos deixaram a desejar no mercado atacadista na última semana de maio. Os vendedores aguardavam uma maior movimentação neste período em função da proximidade da virada do mês

No entanto, em decorrência desta postergação da demanda houve uma acomodação nos preços na semana. A carcaça teve recuo de 4,5% nos últimos sete dias e fechou o mês cotada em R$4,20 por quilo. Nas granjas de São Paulo, apesar da saída mais fraca de mercadorias, os preços se mantiveram nos mesmos patamares. A ave terminada segue negociada em R$3,60 por quilo. Em curto prazo, a procura deverá melhorar o que pode trazer firmeza às cotações.

SCOT CONSULTORIA

Coreia do Norte reporta primeiro caso de peste suína africana

O primeiro surto de peste suína africana na Coreia do Norte foi confirmado. O Ministério da Agricultura do país informou que o surto de 23 de maio na província de Chagang-Do resultou na morte de 77 suínos da doença, com outros 22 animais abatidos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Espera-se que a China e o Sudeste Asiático tenham um enorme déficit no fornecimento de proteína animal em 2019, 2020 e possivelmente nos próximos anos, disse um novo relatório do CoBank. A China responde por metade da produção e consumo de carne suína do mundo, observou o banco. A China disse que seu plantel caiu 22% em relação ao ano anterior e que o rebanho mundial de suínos caiu 21%, embora as estimativas do impacto da doença no país tenham variado mais. A demanda por ração também deverá cair significativamente e poderá ser reduzida a longo prazo, à medida que a China se tornar mais eficiente em termos de alimentação durante o processo de reconstrução de seu rebanho, disse o CoBank. O Vietnã anunciou esta semana que perdeu 1,7 milhão de suínos até agora para a ASF, matando 500 mil suínos nas últimas duas semanas. Também nesta semana, a Reuters informou que a OIE lançou uma iniciativa global com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, com o objetivo de controlar a doença e fortalecer os esforços de prevenção.

MeatingPlace.com

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