CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1005 DE 31 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 1005 | 31 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Ministério investiga suspeita de caso atípico de “vaca louca” em MT

O Ministério da Agricultura investiga um possível caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) — conhecida como mal da “vaca louca” — em Mato Grosso. A notícia foi publicada pelo jornalista Mauro Zafalon, da “Folha de São Paulo

A doença neurodegenerativa normalmente está associada à ingestão de farinha de carne e ossos de animais infectados. No caso atípico, os animais contraem a doença espontaneamente, devido à idade mais avançada. Em geral, os casos são identificados em animais acima de dez anos. Em sua variante atípica, a doença foi identificada pela última vez no Brasil em 2014, também em Mato Grosso. Na ocasião, o Brasil enfrentou um período de embargo de sua produção por diversos países. O Brasil nunca registrou um caso clássico e detém o status de risco “insignificante”, conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

VALOR ECONÔMICO

BOI/CEPEA: diferencial entre traseiro e dianteiro deve diminuir

Tendo como base a série de preços da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo de 2015 a 2019, nota-se que os valores do traseiro registram queda no primeiro semestre, mas se recuperam no segundo

Já no caso do dianteiro, o movimento é o contrário, com alta nos preços na primeira metade do ano e recuos na segunda metade. Pesquisadores do Cepea indicam que esse movimento evidencia que a diferença entre os preços do traseiro e do dianteiro tende a ser ampla entre final e início de cada ano e estreita entre o encerramento do primeiro semestre e começo do segundo. De acordo com dados do Cepea, a diferença entre os valores do traseiro e do dianteiro, que era de 6,32 Reais/kg no começo de 2019, passou para 3,07 Reais/kg nesta semana. Nos primeiros dias de janeiro de 2018, a diferença entre o traseiro e o dianteiro era de 6 Reais/kg e, no início do segundo semestre daquele ano, caiu para 2,7 Reais/kg. Nesse mesmo período de comparação, em 2017, a diferença saiu de 5,5 Reais/kg para 2,94 Reais/kg, e, em 2016, de 4,30 Reais/kg para 1,74 Real/kg. Segundo pesquisadores do Cepea, isso significa que, nas próximas semanas, a diferença entre os valores do traseiro e do dianteiro tende a diminuir ainda mais, com desvalorização para o primeiro e valorização para o segundo. 

CEPEA/ESALQ

Mercado do boi gordo pouco movimentado

No fechamento do mercado do boi gordo da última quinta-feira (30/5), a maioria das praças apresentou estabilidade, com apenas três variações nos preços da arroba do boi

No Sul da Bahia a maior oferta de boiadas terminadas, associada ao consumo aquém do esperado, pressionou para baixo as cotações. A demanda calma prejudicou o escoamento da carne, abrindo espaço para que indústrias ofertassem preços menores. O recuo foi de 0,7% na comparação dia a dia e as escalas de abate confortáveis atendem, em média, até o início da segunda semana de junho. Em contrapartida, no Rio Grande do Sul a disponibilidade de matéria-prima não acompanha a demanda da indústria e os preços subiram nas duas regiões pesquisadas. Por lá, os animais terminados nas pastagens de inverno ainda não estão prontos. A alta foi de 1,9% frente ao fechamento do dia anterior (29/5) e o boi gordo segue cotado em R$5,40/kg, a prazo, livre de Funrural. Em São Paulo, as cotações permaneceram estáveis com programações de abate atendendo, em média, em seis dias. Foram registradas indústrias com escalas maiores fora das compras hoje.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo no Oeste de Santa Catarina

A oferta de matéria-prima não tem sido suficiente para atender a demanda da indústria no Oeste de Santa Catarina

Mesmo com o consumo calmo da segunda quinzena do mês, a ponta compradora em busca de preencher as programações de abate, ofertaram preços acima das referências na última semana de maio. Na comparação semanal a alta foi de 0,7%, e a arroba do boi gordo ficou cotada, em média, em R$148,00 a prazo, livre de Funrural. O diferencial de base em relação a Araçatuba-SP ficou em -4,82%. Para a vaca gorda, a cotação segue em estabilidade desde a entrada da segunda metade de maio, e a arroba da categoria ficou cotada, em média, em R$130,00 a prazo, livre de Funrural. Para o curto prazo, com a proximidade da virada de mês e recebimento dos salários, há expectativa de aumento no consumo de carne bovina e, com isso, o mercado do boi pode ganhar força.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Economia brasileira encolhe 0,2% no 1º tri e tem primeira contração desde 2016

A economia brasileira iniciou 2019 com contração no primeiro trimestre, com fraqueza em indústria, agropecuária e investimentos, na primeira queda trimestral desde o fim de 2016 e confirmando o quadro de dificuldades da economia e as preocupações com as perspectivas

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve recuo de 0,2% no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2018, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a primeira contração trimestral desde os três últimos meses de 2016, em meio à profunda recessão de 2015-2016, da qual a economia ainda não conseguiu se recuperar. Agora, o país corre risco de sofrer nova recessão, aumentando a pressão sobre o Presidente Jair Bolsonaro. A atividade econômica havia terminado o ano passado com crescimento de 0,1% nos três meses entre outubro e dezembro na comparação com o trimestre anterior, encerrando o ano com expansão de 1,1%. “O que temos visto é um compasso de espera. As empresas estão postergando as opções de investimento. No momento em que dermos sinal claro de que vamos avançar na reforma da Previdência… entraremos em um ciclo produtivo e a economia vai deslanchar”, avaliou o Secretário especial de Produtividade e Emprego do Ministério da Economia, Carlos da Costa. “Depois de 2014 houve queda no PIB e podemos dizer que a economia não recuperou o que perdeu na crise econômica”, avaliou a gerente de contas trimestrais do IBGE, Cláudia Dionisio. Os dados do IBGE mostram que, do lado da produção, a indústria e a agropecuária apresentaram recuos no primeiro trimestre sobre o período anterior. O setor agrícola teve contração de 0,5%, primeiro resultado negativo desde terceiro trimestre de 2017, pressionado por quedas nas produções de soja e arroz, além de perda na produtividade, segundo o IBGE. Já a indústria caiu 0,7%, depois de ter terminado o ano passado também em queda. O maior peso foi exercido pela queda de 6,3% da indústria extrativa, sob o impacto da paralisação após o rompimento da barragem de Brumadinho, no maior recuo desde o quarto trimestre de 2008. Somente os serviços cresceram, mas apenas 0,2%, no nono resultado positivo no azul.  “(A queda dos investimentos) está muito em linha com a confiança dos empresários. A expectativa (com o novo governo) não se concretizou, foi sendo frustrada à medida que o governo não foi entregando da forma que era esperada”, avaliou a estrategista de câmbio do Banco Ourinvest Fernanda Consorte. Foi o consumo que impediu uma queda maior no PIB, já que as despesas das famílias e do governo aumentaram, 0,3% e 0,4% respectivamente. “O consumo das famílias salvou o PIB, mas mesmo ele sofreu uma desaceleração”, alertou Cláudia.

REUTERS

Dólar fica quase estável com mercado de olho em situação comercial sino-americana

O dólar fechou perto da estabilidade na quinta-feira, conforme os mercados internacionais perderam fôlego em meio a tensões comerciais sino-americanas. O dólar à vista teve variação positiva de 0,07%, a 3,9790 reais na venda

No mercado futuro da B3, o contrato mais líquido de dólar subia 0,08%, para 3,9780 reais. Na mínima do dia, a cotação à vista recuou 0,53%, a 3,9552 reais na venda. A queda coincidiu com momento de maior apetite por risco nos mercados externos, refletido pelas altas em Wall Street e nos juros dos Treasuries. No fim do dia, o S&P 500 subiu apenas 0,2% (após alta de quase 0,6%), enquanto os juros dos Treasuries de dez anos caíam a 2,2150% ao ano, depois de subirem para 2,285% na máxima. As preocupações com a batalha comercial entre Estados Unidos e China seguiram no radar. No Brasil, analistas destacaram os efeitos da guerra tarifária sobre as exportações, o que implica menor entrada de capital e, portanto, menor oferta de dólares. “O fluxo total de dólar entre janeiro e maio de 2019 continua muito menor que o do mesmo período dos últimos dois anos, por causa principalmente da menor entrada de dinheiro via segmento comercial”, afirmou o BTG Pactual em nota a clientes.

REUTERS

Ibovespa sobe 0,92%

O principal índice da bolsa paulista encerrou em alta pela quarta sessão seguida na quinta-feira, apesar do país ter registrado queda no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, a primeira desde 2016

O Ibovespa recuou 0,92%, a 97.457,36 pontos, na maior pontuação de fechamento desde 20 de março, quando atingiu 98.041,37 pontos. O giro financeiro somou 14 bilhões de reais. Com a sequência de altas, o Ibovespa passa a ter até a véspera uma valorização de 1,15%. Caso a trajetória se mantenha, o mês se diferenciará dos fechamentos em queda registrados nos últimos nove anos. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a economia teve retração de 0,2% no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses de 2018, a primeira queda trimestral desde o fim de 2016. Em meio a protestos em várias cidades do país contra cortes na Educação, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou que a queda do PIB não é novidade para o governo, e ressaltou que a realização das reformas econômicas é fundamental para a retomada do crescimento econômico. No exterior, as principais bolsas nos Estados Unidos encerraram em alta, com investidores monitorando o andamento da retórica comercial entre Washington e Pequim.

REUTERS

EMPRESAS

BRF e Marfrig começam a negociar fusão

Em um movimento surpreendente, BRF e Marfrig anunciaram ontem que negociam uma fusão que, se bem-sucedida, criará uma gigante global com faturamento superior a R$ 80 bilhões. As duas companhias firmaram um acordo que prevê exclusividade nas negociações entre ambas por 90 dias – prorrogáveis por mais 30

A estrutura societária ainda não está definida, mas a troca de ações que permitirá a união das empresas será feita considerando a média das ações de BRF e Marfrig nos últimos 45 dias, o que daria aos atuais acionistas da primeira uma participação de 85% na companhia resultante. Os sócios da Marfrig ficariam com 15%. Nas negociações, o Citi será o assessor financeiro da BRF. O J.P. Morgan, por sua vez, vai assessorar a Marfrig, apurou o Valor. As projeções iniciais apontam para sinergias de R$ 5,5 bilhões na união. A operação ainda terá de passar por diversas etapas importantes, incluindo a aprovação do BNDES (acionista da Marfrig) e dos fundos de pensão Petros e Previ, principais sócios da BRF. A negociação da fusão foi anunciada após o fechamento do mercado, mas na bolsa de Nova York a recepção foi positiva. Os recibos de ações (ADRs) da BRF subiam mais de 6% na noite de ontem. A aproximação entre as duas empresas teve início no fim do ano passado, quando a Marfrig comprou da BRF a argentina Quickfood e uma fábrica de hambúrguer em Mato Grosso. Como resultado da transação, a companhia de Marcos Molina passou a produzir o hambúrguer Sadia e Perdigão para a BRF. Nesse ambiente, a interlocução entre as duas companhias se tornou permanente. Em 13 de maio, Molina e Luz se encontraram em Nova York durante um jantar promovido pelo Banco Safra. Se a união com a Marfrig prosperar, Parente será um dos arquitetos de uma transação que fará da BRF uma empresa mais parecida com o modelo vencedor da JBS – diversificado geograficamente e “multi-proteínas” (carne bovina, suína e de frango). Em faturamento, vale ressaltar, os negócios ainda seriam bem menores – a empresa dos Batista fatura mais de R$ 180 bilhões. Estrategicamente, a fusão representa o extremo oposto dos planos iniciais – e mal-sucedidos – da gestora Tarpon e de Abilio Diniz, que assumiram as rédeas da BRF em 2013 com o objetivo de, entre outras coisas, reduzir a fatia das commodities no faturamento. “Perdemos o jogo. O futuro agora é ter volume e faturamento, mas carne bovina tem pouca diferenciação”, lamentou um ex-executivo da BRF.  Do lado da Marfrig, a união com a BRF representa uma volta a um passado pouco agradável. A incursão da companhia de Molina pelo negócio de frangos e suínos – com a compra da Seara, principalmente – custou caro à empresa, que teve dificuldades para integrar os ativos, queimou caixa, viu as dívidas dispararem e acabou vendendo o negócio à JBS. Só no ano passado, com a alienação da subsidiária Keystone à americana Tyson Foods, a Marfrig conseguiu reduzir a dívida e entregar um índice de alavancagem considerado saudável. A expectativa é que, juntas, as empresas tenham um índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) próximo de 3 vezes. Hoje, a alavancagem da BRF supera 5 vezes.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Forte demanda provoca elevação atípica do suíno vivo, diz Cepea

O preço do suíno vivo está em alta no fim de maio, um movimento atípico para uma segunda quinzena do mês, puxado pela forte procura por parte dos frigoríficos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O aumento na demanda ocorre enquanto as exportações brasileiras de carne suína seguem aquecidas, impulsionadas pelos efeitos da peste suína africana na China, principal produtor mundial desta proteína animal, e em outros países asiáticos. Nos 17 primeiros dias úteis de maio, a média diária dos embarques de carne suína in natura brasileira foi de 3 mil toneladas – o melhor desempenho desde setembro de 2016, disse o Cepea em nota. A média de embarques de maio é também 53% maior que a registrada no mesmo período do ano passado e 23% superior à média de abril deste ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Até o 29 de maio, o indicador do suíno vivo Cepea/Esalq para o estado de Santa Catarina, maior produtor nacional, acumulava alta de 7,75% no mês, a R$ 4,03 o quilo. O suíno vivo também acumula altas no Paraná (11%), Rio Grande do Sul (5,56%), São Paulo (11,03%) e Minas Gerais (19,04%).

CARNETEC

Volume exportado de carne suína em maio pode atingir o melhor desempenho da série histórica

O mercado de suínos segue em alta. Nas granjas paulistas desde o início do mês a arroba do animal terminado teve valorização de R$10,00, uma alta de 12,2%. O animal terminado tem sido negociado, em média, em R$92,00 por arroba

Mesmo em um período do mês no qual tipicamente observamos uma menor liquidez, houve alta nas cotações nas granjas. No atacado, os compradores estão mais ativos, visto que o varejo já começa a se movimentar para reabastecer os estoques para o início do mês. Com isso, ocorreu nova alta nos preços. Na semana a carcaça passou de R$7,05 por quilo, para os atuais R$7,30 por quilo, valorização de 3,5% em sete dias. Desde o início do mês a valorização neste elo da cadeia foi de 15,9%. No âmbito externo, o volume comercializado segue em bons patamares. Nos primeiros 17 dias úteis de maio, o volume exportado de carne in natura já corresponde ao total embarcado em abril último (51,0 mil toneladas). Se este ritmo continuar, maio poderá atingir o melhor desempenho em volume da série histórica, com 65,9 mil toneladas embarcadas. Para o curto prazo, a precificação no mercado interno deve seguir firme, apoiada nas exportações.

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