CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1000 DE 24 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 1000 | 24 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Compradores fazem oferta de compra abaixo da referência em boa parte das praças pecuárias

Nas regiões onde a disponibilidade de boiadas tem sido suficiente para atender o consumo calmo da segunda quinzena do mês, o preço da arroba do boi caiu no fechamento da última quinta-feira (23/5)

Em Goiás, na praça de Goiânia e no sul do estado, foi a segunda queda na semana, cuja cotação caiu 0,7% na comparação dia a dia. Na comparação semana a semana, a queda acumulada é de 1,4%. No Sul da Bahia o cenário está semelhante e os compradores ofertam preços abaixo das referências. A cotação da arroba caiu 0,7% na comparação dia a dia. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, apesar de estabilidade nos preços frente ao último fechamento (22/5), foram observadas indústrias com dificuldade em preencher as escalas de abate devido à baixa oferta de boiadas no estado. Em São Paulo, a média das escalas de abate ficou em torno de cinco dias e algumas indústrias ofertam ágio de até R$5,00/@ para animais cuja produção será destinada à China.

SCOT CONSULTORIA

Ministério busca ampliar número de frigoríficos aptos a exportar à China

Apesar de a China sinalizar que quer habilitar apenas mais 20 frigoríficos brasileiros para exportar carnes a seu mercado, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, confirmou ontem que enviará para Pequim uma lista com 30 plantas

A relação deve incluir 19 unidades de bovinos, dez de aves e uma de asininos, segundo uma fonte a par das negociações. Tereza disse que, durante sua viagem à China, autoridades do GACC, órgão responsável pela defesa agropecuária do país asiático, informaram que, dos 11 estabelecimentos visitados no Brasil em novembro do ano passado, seis já estão aprovados e prontos para serem habilitados. Os outros cinco ainda apresentam inconformidades técnicas, como apontado em relatório do serviço veterinário chinês divulgado após a inspeção. “Mas é claro que o fato de os chineses sinalizarem que querem 20 plantas já é um ganho grande para nós. Agora temos que fazer o dever de casa e mostrar a qualidade da nossa carne”, afirmou. Na semana passada, em visita à China, a ministra havia afirmado que pretendia habilitar 78 frigoríficos do país. Ontem houve uma reunião técnica na sede do Ministério da Agricultura, em Brasília, em que o Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, informou a intenção da ministra de mandar a lista com 30 plantas e pediu para que as associações definissem os frigoríficos mais preparados para fazer parte dela. Tereza disse que o ministério vai checar todas as informações fornecidas pelas empresas antes de enviar a lista para a China. Na prática, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) entregaram listas diferentes, ambas com abatedouros de bovinos. No processo de elaboração das listas, as duas entidades se envolveram em uma polêmica, e a Abrafrigo chegou a acusar o Ministério da Agricultura de beneficiar JBS e Minerva. Ao fim do processo, chegaram a um acordo.

VALOR ECONÔMICO

Brasil busca habilitar 30 frigoríficos na China e espera resposta em 30 dias

O Brasil enviaria na quinta-feira uma lista com 30 plantas frigoríficas candidatas a exportar para a China, para que o governo chinês possa eventualmente habilitá-las, e a expectativa é que a resposta seja dada em 30 dias, disse a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina

Segundo a Ministra, os brasileiros voltaram de recente missão à Ásia com o pedido das autoridades chinesas para apresentarem 20 novas plantas para habilitação, em um momento em que a China, principal comprador de carnes do Brasil, lida com o problema da peste suína africana. A ideia da Ministra, contudo, foi enviar dez plantas a mais, contabilizando 24 novas. Seis das 30 já tinham sido aprovadas em uma vistoria, mas ainda precisam da habilitação para poderem começar a exportar. “Eles (chineses) nos pediram que encaminhássemos uma lista com 20 plantas frigoríficas de carne de suínos, aves e bovinos, e uma de asininos (asnos) para que eles pudessem habilitar”, disse. Ela explicou que a pasta pediu, então, à iniciativa privada que indicasse os frigoríficos que acreditam estar prontos para exportar. O ministério deverá apenas fazer a verificação dos candidatos em relação à adequação das normas necessárias para depois enviar ao país asiático. “Eu pedi 30, em vez de 20, eu pedi que eles atendessem o nosso pedido que eu pudesse encaminhar 30, então nós estamos mandando 30 plantas para apreciação”, completou. A chefe da pasta disse ainda que espera uma resposta do governo chinês em 30 dias, mas que não há um prazo oficial para que isso ocorra. “O prazo que eles nos deram para mandar foi muito rápido, agora eles não nos deram prazo dessa devolução… Eu estou falando em 30 dias, mas eles não nos deram esse prazo”, explicou. Hoje há 16 plantas de bovinos, nove de suínos e quase 40 de aves habilitados a exportar para a China, segundo o ministério. A ministra disse que entre os 30 novos a serem enviados estão plantas de todos esses tipos de carnes, além de uma de asininos.

REUTERS

Exportações de carne bovina aceleram em maio

A média diária de exportações brasileiras de carne bovina in natura aumentou em maio, contribuindo para manter o recorde anual registrado até o mês passado, segundo dados compilados pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea)

Até a terceira semana de maio, a média diária de embarque do produto estava em 6,52 mil toneladas, acima das 5,22 mil toneladas de abril e das 4,31 mil toneladas de maio do ano passado. As exportações totais de carne bovina in natura até a terceira semana de maio somaram 78,34 mil toneladas. O volume de carne bovina embarcada pelo Brasil no primeiro quadrimestre, de 562,74 mil toneladas, é o segundo maior da história, atrás apenas de 2007, segundo o Cepea. “Esse cenário é resultado do baixo custo de produção nacional frente a importantes países, à qualidade da carne, ao dólar valorizado, mas, especialmente, à demanda asiática aquecida”, disse o Cepea em nota. O indicador do boi gordo Esalq/B3 cai 2,52% no mês até o dia 22 de maio, a R$ 151,05 por arroba.

CARNETEC

Preços firmes da arroba do boi no Norte de Mato Grosso
Mesmo com o consumo calmo, típico da segunda quinzena do mês, a oferta de boiadas não tem sido suficiente para atender a demanda da indústria, pressionando para cima os preços na quarta semana de maio

Na comparação semanal a alta foi de 0,7% e a arroba está cotada, em média, em R$139,00, a prazo, livre de Funrural. O diferencial de base em relação a Araçatuba-SP está em -10,9%. Para vaca gorda, o cenário é diferente e a oferta desta categoria está em equilíbrio com a demanda. Desde o início do mês o preço se manteve e a arroba da vaca está cotada, em média, em R$130,00, a prazo, livre de Funrural. Para as próximas semanas, se a oferta de boiadas continuar restrita, somada à proximidade da virada do mês, com a expectativa de melhora no consumo de carne, poderão dar sustentação às cotações no mercado do boi.  

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Influência negativa externa prevalece e IBOVESPA cai 0,48%

O principal índice da bolsa paulista fechou no vermelho na quinta-feira, cedendo à pressão dos mercados externos, diante de acirramento das disputas comerciais entre Estados Unidos e China e receios quanto à saída do Reino Unido da União Europeia

O Ibovespa recuou 0,48%, a 93.910,03 pontos. O giro financeiro da sessão somou 12,6 bilhões de reais. Estados Unidos e China tiveram uma discussão acalorada na quinta-feira, com o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, acusando o Presidente-Executivo da Huawei de mentir sobre os laços da empresa com o governo chinês, e Pequim dizendo que Washington deve terminar com suas “ações equivocadas” se quiser que as negociações comerciais continuem. Sem uma resolução à vista, o Secretário da Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, anunciou um programa de 16 bilhões de dólares para ajudar fazendeiros dos EUA prejudicados pela guerra comercial, com alguns fundos para abrir mercados fora da China para produtos norte-americanos. Enquanto isso, na Europa, a Primeira-Ministra britânica, Theresa May, lutava para se manter no cargo, após o fracasso da última manobra para tentar concretizar a desfiliação britânica da União Europeia. No ambiente doméstico, a Câmara dos Deputados concluiu na quinta-feira a votação da Medida Provisória 870, que reformula a estrutura do governo federal e reduz o número de ministérios, após um acordo para retirar do texto um trecho que delimitaria a atuação de auditores da Receita Federal.

REUTERS

Dólar fecha em alta ante real com exterior negativo

O dólar fechou com oscilação moderada pelo segundo pregão consecutivo nesta quinta-feira, com o mercado dividido entre sinais da cena política doméstica e ambiente arisco no exterior por causa da guerra tarifária entre Estados Unidos e China

Nesta sessão a influência negativa vindo do exterior preponderou no fechamento, o que conduziu o dólar para cima. O dólar à vista BRBY subiu 0,18%, a 4,0474 reais na venda. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez DOLc1 rondava a estabilidade, cotado em 4,0435 reais. O mercado começou o dia com foco na votação da medida provisória que reformula a estrutura do governo federal. A MP foi aprovada e vai para o Senado. Mas seguem as dúvidas sobre a MP para o saneamento. Embora agentes financeiros vejam a cena política doméstica menos turbulenta —conforme membros do Congresso reconhecem a necessidade da reforma da Previdência—, ainda há amplas incertezas sobre a capacidade do governo de se articular em prol da matéria, o que aumenta riscos de diluição do texto. Junto a isso, o tenso cenário internacional continua no radar. Nesta sessão, EUA e China deram sinais de que a guerra comercial travada entre ambos pode se estender por mais tempo.

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Arrecadação no Brasil sobe 1,28% e tem melhor abril em 5 anos

A arrecadação do governo federal teve crescimento real de 1,28% em abril sobre igual mês de 2018, a 139,030 bilhões de reais, melhor desempenho para o período em cinco anos, impulsionado pela receita com royalties do petróleo, informou a Receita Federal na quinta-feira

O dado veio em linha com expectativa de uma arrecadação de 138 bilhões de reais apontada por analistas em pesquisa Reuters, perdendo apenas para o mesmo mês de 2014 (140,487 bilhões de reais) na série da Receita corrigida pela inflação. A receita administrada por outros órgãos, que é fundamentalmente puxada pela arrecadação com royalties do petróleo, teve uma alta de 24,82% em abril, já descontada a inflação, a 11,030 bilhões de reais. “Ao longo deste ano a produção do petróleo tem mostrado crescimento e o preço, assim como o câmbio, tem favorecido o aumento do pagamento das participações. Então o sistema de exploração e produção de petróleo no país está atrelado a essas variáveis de preço e isso está refletindo positivamente (na arrecadação)”, afirmou o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias. Esse movimento acabou puxando a arrecadação total para o azul. Isso porque as receitas administradas pela Receita Federal, que compreendem os recursos levantados com impostos, sofreram uma queda real de 0,34% na mesma base, a 127,999 bilhões de reais. “Crescimento relativamente lento se reflete em arrecadação que não é tão forte quanto gostaríamos”, pontuou o Subsecretário de Política Fiscal do Ministério da Economia, Marco Cavalcanti. Em apresentação, a Receita lembrou que as receitas administradas pelo órgão foram afetadas pela forte base de comparação. No mesmo mês do ano passado, elas haviam sido ajudadas pela arrecadação com o Refis e com maiores alíquotas de PIS/Cofins e Cide sobre o diesel, justificou. Desconsiderados esses fatores, a arrecadação das receitas administradas pela Receita teria exibido uma alta de 0,48% em abril sobre igual mês do ano passado. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a arrecadação teve um crescimento real de 1,14%, a 524,371 bilhões de reais. Este também foi o melhor desempenho para o período desde 2014 (536,113 bilhões de reais).

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EMPRESAS

Marfrig vê habilitação mais próxima

A demanda excepcional da China por carnes alterou o planejamento de vendas da Marfrig Global Foods, disse ontem Miguel Gularte, executivo responsável pelas operações da empresa na América do Sul, em entrevista a jornalistas que participaram de uma visita ao complexo da companhia em Itupeva (SP).

Para se apropriar dos aumentos quase diários dos preços pagos pelos importadores chineses – o país asiático sofre com a escassez devido ao surto de peste suína africana -, a Marfrig aumentou os estoques e reduziu o volume de vendas já comprometido em alguns dias. Com isso, a companhia consegue aproveitar os preços mais altos carnes, fechando os contratos gradualmente e à medida que os preços da carne sobem, justificou Gularte. Além disso, a apreciação do dólar perante o real também favorece as margens de lucro na Marfrig nas exportações, acrescentou o CEO da Marfrig, Eduardo Miron, que também acompanhou a visita. Os executivos da Marfrig se disseram bastante confiantes com as autorizações da China para que mais unidades da companhia possam exportar. De acordo com eles, é possível que Pequim autorize mais frigoríficos brasileiros a exportar já na próxima semana. Ontem, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que fechou uma lista de 30 frigoríficos (de bovinos, aves e asininos) a ser entregue para os chineses avaliarem. Nessa lista, há quatro abatedouros de bovinos que já foram avaliados por Pequim e, portanto, estão mais perto de uma habilitação. Nessa lista, há uma planta da Marfrig, em Tangará da Serra (MT); uma da Minerva Foods, em Rolim de Moura; uma da Cooperfrigu, em Gurupi (TO); e uma do Barra Mansa, em Sertãozinho (SP). No caso da Marfrig, também há chances de habilitação da planta de Bataguassu (MS), ainda que a prioridade neste caso seja menor.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno: exportação em bom ritmo mantém preços em alta no mercado interno

Mais uma semana de alta nos preços no mercado de suínos. Tanto nas granjas paulistas, como no atacado, a cotação média de maio (até o dia 22/5) é a maior desde março de 2017, em valores nominais

Atualmente, o animal terminado está cotado, em média, em R$87,50 por arroba, alta de 2,9% em uma semana. No atacado, a carcaça tem sido negociada, em média, em R$7,05 por quilo, aumento de 3,7% no período. A comercialização no mercado interno começou a perder ritmo com a entrada da segunda quinzena do mês, período no qual a população está menos capitalizada, no entanto, no âmbito externo, o bom ritmo dos embarques tem ajudado na precificação do mercado brasileiro. Nas primeiras três semanas de maio, o volume diário de carne in natura exportado está 32,5% maior que o embarcado diariamente em abril último e 65,0% maior que a média embarcada por dia em igual período do ano passado. Para o curto prazo, as vendas externas é que devem dar sustentação às cotações.

SCOT CONSULTORIA

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