CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 999 DE 23 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 999 | 23 de maio de 2019

 NOTÍCIAS

Oferta de boiadas melhora, mas preços seguem andando de lado

A oferta de boiadas melhorou, contudo, não foi suficiente para que as indústrias pressionassem o mercado, na última quarta-feira (22/5)

Nas praças onde o preço da arroba vem caindo, como em Goiás, por exemplo, além da maior disponibilidade de boiadas, a busca por gado foi calma, em relação às outras regiões, o que tem resultado em desvalorizações. Na média das trinta e duas praças pesquisadas, a cotação do boi gordo ficou estável desde o início da segunda quinzena de maio, período normalmente com menor escoamento de carne. A desova final de safra ocorrendo compassadamente este ano colabora com este cenário. A exportação, que está em bom ritmo, é outro ponto que também tem limitado a desvalorização, sobretudo nesta segunda quinzena de maio. No mercado atacadista de carne bovina com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$10,00/kg, alta de 0,8% desde o início do mês e de 7,3% na comparação anual.

SCOT CONSULTORIA

China queria habilitar apenas mais 20 frigoríficos, diz ministra

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou na quarta-feira que, durante sua viagem à China, o governo daquele país sinalizou que queria habilitar apenas mais 20 frigoríficos brasileiros para exportar carnes a seu mercado

A ministra ponderou, no entanto, que insistiu para que os chineses analisem a lista de 78 estabelecimentos que está sendo revisada e precisa ser encaminhada pelo Ministério da Agricultura à China até o fim desta semana. Segundo Tereza, as principais entidades que representam a indústria brasileira de carnes estarão reunidas ainda hoje na sede do ministério para tratar dos detalhes finais dessa lista, de forma que as exigências técnicas e sanitárias demandadas sejam cumpridas à risca. “Pedimos aos chineses que analisem as 78 plantas e para que incluam três plantas de suínos, porque quando [os técnicos do governo chinês] vieram ao Brasil eles ainda não tinham o problema monstruoso com a peste suína africana”, afirmou Tereza em audiência pública que ainda acontece na Comissão de Agricultura da Câmara. “Mas precisamos abrir um canal de negociação permanente. Eu disse aos chineses que não ia voltar para o Brasil com três ou seis plantas, mas que gostaríamos de entregar o maior número de questionários analisados”, acrescentou. Tereza cobrou que o segmento de carnes do Brasil seja mais “profissional”, lembrando que o ministério enfrentou problemas com a entrega de documentação correta, e no prazo, por parte de alguns frigoríficos. Em um resumo de sua missão comercial pela Ásia, Tereza também comentou que manteve encontros bilaterais com ministros de Agricultura de países membros do G-20 em reunião em Niigata, no Japão, há duas semanas. No encontro, ela prometeu viajar à Rússia, por volta de setembro, para tentar melhorar “a credibilidade” do Brasil com Moscou. “Os russos são complicados, mas a indústria brasileira tem que ter consciência do que está mandando. Eles não aceitam ractopamina [promotor de crescimento animal]. Precisamos ir para a Rússia, é um mercado importantíssimo para nossas carnes bovina e suína”, afirmou a Ministra.

VALOR ECONÔMICO

Mercado de reposição com volume de negócios aumentando

É comum durante o período de vacinação que produtores da ponta vendedora separem os lotes de animais que serão negociados no mercado de reposição

Por outo lado, também nesse período, a saída de boiadas para os frigoríficos aumenta e a procura pela troca com a bezerrada cresce. Esse cenário mais propício para vendedores e compradores tem aumentado as especulações e o volume de negócios envolvendo as categorias de reposição, consequentemente, as cotações seguem a toada de valorizações. No balanço semanal, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações subiram 0,5%. Para o curto prazo a expectativa é de que os negócios permaneçam aquecidos, até porque muitos leilões, que estavam paralisados devido à quarentena do transporte de animais durante a campanha de vacinação, já começam a voltar às atividades. Além disso, os bezerros de desmama começam aparecer em maiores volumes.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

IBOVESPA fecha em leve baixa em dia volátil, sob influência negativa de Wall St

A bolsa paulista encerrou em leve baixa na quarta-feira, com atenções voltadas ao cenário político doméstico em dia de queda em Wall Street, diante de preocupações com o crescimento global com a deterioração das relações entre Estados Unidos e China

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,13%, a 94.360,66 pontos. O giro financeiro somou 14,3 bilhões de reais. Nas últimas duas sessões, o Ibovespa teve alta acumulada de 4,99 por cento, zerando as perdas da semana anterior. Para o sócio fundador da SVN Investimentos, Rodrigo Zauner, prevalecem no mercado avaliações de investidores de que a melhora das expectativas do mercado sobre a economia depende sobretudo da aprovação da reforma da Previdência. O Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na quarta-feira considerar “difícil” que os Estados sejam abrangidos pela reforma da Previdência, afirmando ser favorável à capitalização do sistema previdenciário, mas defendeu que sua regulamentação ocorra posteriormente por falta de clima no Legislativo. Já o Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo prepara ajustes na relação com o Congresso, mas que eventuais dissintonias serão resolvidas com diálogo. As principais praças no exterior encerraram em queda, com maior aversão a ativos de risco decorrente de notícias de que Washington pode impor sanções a outras companhias chinesas.

REUTERS

Dólar fecha longe das mínimas do dia no aguardo de novidades na cena política

O dólar ameaçou engatar o segundo dia de queda, flertando com os 4,00 reais, mas a falta de novidades positivas na cena doméstica e renovadas tensões comerciais no exterior fizeram a moeda recobrar parte do fôlego, fechando apenas em leve queda

A ausência de um tom mais “dovish” da parte do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) também desestimulou a continuação de venda de dólar. O dólar à vista caiu 0,19%, a 4,0402 reais na venda. No piso da sessão, o dólar marcou 4,0075 reais (-1%). Na B3, a taxa do contrato de dólar futuro de maior liquidez subia 0,10%, a 4,0475 reais. “Ainda acho que o mercado vai testar a compra de dólares de novo. E ficarei feliz em vender nos picos de alta”, disse o chefe da mesa proprietária de um banco em São Paulo. Ainda assim, ele reduziu posições vendidas em dólar, com a moeda norte-americana a alguma distância das máximas recentes. O dólar está 1,57% abaixo do pico em oito meses alcançado na segunda-feira, de 4,1048 reais. Além dos ruídos domésticos, analistas têm destacado que o componente externo tem mantido o real sob intensa pressão. A desvalorização do real se acelerou recentemente conforme o iuan chinês se aproximou da marca de 7 por dólar, nas mínimas desde o fim do ano passado. O Morgan Stanley considera que a divisa chinesa se tornou um termômetro de percepção de risco. Sobre o real, o efeito se dá via comércio, especialmente porque a China é o principal destino das exportações do Brasil. Os impactos sobre a taxa de câmbio brasileira são piorados, uma vez que o real é uma das mais líquidas moedas emergentes.

REUTERS

EMPRESAS

Brasil proíbe 3 laboratórios de conduzirem inspeções de alimentos após escândalo da BRF

O Ministério da Agricultura proibiu três laboratórios de conduzirem inspeções de alimentos por causa de envolvimento deles em um escândalo de pagamento de propinas a fiscais sanitários que atingiu a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão

Os três laboratórios são administrados pela Merieux NutriSciences no Brasil e realizavam análises de produtos da BRF. As instalações tiveram credenciamentos cancelados pelo ministério, ficando desautorizadas de processarem amostras dentro do programa de controle de alimentos da pasta, segundo despachos publicados mais cedo no Diário Oficial da União. Representantes da BRF e do ministério não comentaram o assunto de imediato. A Reuters publicou em fevereiro que os três laboratórios da Merieux tinham perdido certificações “ISO 17025”, que são essenciais para a execução de testes reconhecidos pelo ministério. A Merieux informou em comunicado nesta quarta-feira que está em discussões com o Inmetro, o órgão federal de certificação, para restaurar o selo ISO 17025 para voltar a realizar os testes de alimentos. Mais cedo neste ano, referindo-se às investigações sobre o escândalo, disparado pela operação Trapaça, da Polícia Federal, a Merieux negou envolvimento em “qualquer esquema de fraude organizada ou sistema de corrupção com qualquer de seus clientes”. Os laboratórios atingidos pela decisão do ministério estão no Paraná e São Paulo, segundo os despachos no Diário Oficial.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Abate de frangos no Paraná é recorde no 1º quadrimestre

O abate de frangos no Paraná somou 612,2 milhões de cabeças no primeiro quadrimestre, um resultado recorde para o período e alta de 2,5% ante o mesmo período do ano passado, segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar)

No mês de abril, os abates somaram 151,6 milhões, também um recorde para o mês e 2,5% acima de abril do ano passado. As exportações de carne de frango paranaense em abril também tiveram forte alta, de 29% ante o mesmo período do ano passado, para 124,7 mil toneladas. Nos primeiros quatro meses do ano, houve alta de 1,3% nos embarques, para 478,7 mil toneladas. A China foi o principal destino das exportações de carne de frango paranaense no quadrimestre, tendo comprado 74,6 mil toneladas. “Temos uma base sólida para conseguir atender à demanda do mercado, com forte presença tecnológica e uma produção de insumos que consegue manter nossa produção em ritmo acelerado durante todo o ano”, disse o Presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, em nota. “Prova disso é que em abril exportamos 38% de todo o frango embarcado pelo Brasil”. A receita com as exportações de carne de frango paranaense somou US$ 750,3 milhões no quadrimestre.

CARNETEC

Carne suína: baixa exportação para a China frustra EUA

Expectativa do setor era de que com o avanço da peste e consequente redução do plantel, o país asiático recorresse aos EUA para se abastecer

Produtores de carne suína dos Estados Unidos estão desapontados com as vendas pouco expressivas do produto para a China. A expectativa do setor era de que, com o avanço da peste suína africana (ASF, na sigla em inglês), e consequente redução do plantel de suínos da China, o país asiático recorresse aos EUA para se abastecer. “O segmento está cada vez mais frustrado com a falta de novidades nas negociações comerciais com a China, somada a uma produção recorde de carne suína para ser absorvida internamente”, observa um analista da consultoria INTL FCStone. Segundo a consultoria, a percepção é de que as exportações do produto podem aumentar no segundo semestre deste ano. A FCStone considera que o mercado norte-americano ainda não conseguiu se beneficiar de exportações notavelmente maiores para a China, apesar de todas as notícias da disseminação da peste suína no país.

De acordo com os dados de exportação dos Estados Unidos e da União Europeia, a China optou por comprar mais da Europa do que os EUA, uma escolha que se acentuou com as disputas comerciais entre EUA/China. O trader independente Dan Norcini considera que foi o acirramento do conflito comercial, com a demora de um possível acordo entre os dois países, que levou a China a buscar o suprimento em outros mercados. “Parece que o cronograma para compras em grande escala pela China de carne suína dos EUA está sendo empurrado ainda mais para o fim ano”, diz Norcini.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Colômbia espera recuperar status de área livre de aftosa

Segundo governo colombiano, status de livre de vacinação com aftosa deve ser adquirido até agosto deste ano

A Colômbia espera recuperar até agosto o status de país livre de febre aftosa com vacinação, informou em nota o Ministério da Agricultura colombiano, com base em declarações do titular da pasta, Andrés Valencia Pinzón. Ele participará, entre 26 e 31 de maio, da Assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE na sigla em inglês), em Paris, França.  “Queremos contar à presidente da OIE, Monique Eliot, o progresso da nossa política de erradicação da aftosa, concentrando esforços e recursos que permitirão à Colômbia recuperar em agosto seu status de livre de aftosa, se possível”, disse ele. Na reunião, a ideia também é ressaltar a preocupação em relação à Venezuela e a necessidade de unir esforços para lidar com a doença naquele país. “Ali não há nenhum controle oficial, o que poderia afetar todo o continente, descartando anos de esforços para erradicar a febre aftosa”, comentou.

ESTADÃO CONTEÚDO

Canadá garante acordo para expandir o acesso a carne bovina ao Japão

Autoridades canadenses anunciaram que o Governo do Canadá garantiu maior acesso ao mercado para a carne bovina de gado com mais de 30 meses de idade para o Japão, a terceira maior economia do mundo

O anúncio segue uma reunião dos Ministros da Agricultura do G20 e uma visita ao Japão, de 11 a 12 de maio. O Japão suspendeu as restrições de longa data sobre as exportações de carne bovina dos EUA na semana passada – uma medida que o USDA estima aumentar as exportações de carne bovina e de carne bovina dos EUA para o país insular em até US $ 200 milhões por ano. “Tive o prazer de defender e representar nossos agricultores e processadores no Japão na semana passada”, declarou Marie-Claude Bibeau, Ministra da Agricultura e Agroalimentar, em um comunicado à imprensa. De acordo com o comunicado, o Japão é um mercado importante para a carne bovina canadense, com exportações de quase C $ 215 milhões em 2018. Com base nas estimativas da indústria, o acesso expandido anunciado hoje tem o potencial de aumentar ainda mais as exportações em até 20%, contribuindo para a meta do governo de US $ 75 bilhões em exportações anuais de agroalimentos até 2025. O acesso ampliado ao mercado de carne bovina fornecido pelo Acordo Global e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP) cria novas oportunidades para as exportações canadenses de carne bovina ao Japão, disseram autoridades. Nos primeiros três meses de vigência do CPTPP, as exportações canadenses de produtos agroalimentares, peixes e frutos do mar para os países CPTPP aumentaram 3,6% em relação ao mesmo período de 2018, com as exportações canadenses de carne bovina para o Japão aumentando em mais de 117%. Sob o CPTPP, as tarifas do Japão de 38,5% sobre as importações de carne bovina já foram reduzidas para 26,5%, e o Canadá espera realizar novas reduções para 9% em 14 anos.

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